Síndrome do piriforme

Síndrome do piriforme: o que é e como tratar

O piriforme é um músculo localizado na região do quadril, próximo da área profunda da nádega. Por baixo, ou por dentro, desse músculo está o nervo ciático. Estimulado (ou tensionado) em excesso, o piriforme cresce, irritando e depois inflamando o nervo ciático, desencadeando a chamada síndrome do piriforme, ou dor glútea profunda.

Os pacientes com a síndrome do piriforme relatam a presença de uma dor profunda na região glútea, que queima e, normalmente, desce pela perna. Essa dor pode intensificar-se durante o movimento de abdução da coxa.

Sua incidência é seis vezes maior em indivíduos do sexo feminino, entre 30-50 anos, devido a biomecânica da pelve feminina.

Causas da síndrome do piriforme

As causas da síndrome variam, mas as principais são:

  • Hábito de ficar muito tempo sentado;
  • Exercícios excessivos para o glúteo: a hipertrofia da musculatura pode resultar na compressão e pinçamento do nervo ciático;
  • Variações anatômicas;
  • Traumas na região;
  • Espasmo muscular local;
  • Alguns esportes, como ciclismo e atletismo;
  • Sentar encima  da carteira de dinheiro;
  • Gestação;
  • Dores nas costas.

Essa dor é muitas vezes confundida com crises de dor de hérnia de disco lombar, já que, em ambas, os sintomas são muito parecidos. Nos dois casos, o nervo acometido pode ser o mesmo. Por isso, nas primeiras dores é importante procurar um profissional especializado e realizar os exames necessários.

O diagnóstico da síndrome envolve exame físico (histórico de movimento do paciente; prática esportiva; profissão; posições mais usadas no dia a dia; avaliação de postura; trofismo muscular; alinhamento da coluna vertebral; exames neurológicos de força; reflexo e sensibilidade) e exames de imagem (ressonância magnética nuclear, radiografia e eletroneuromiografia dos membros inferiores).

Como a síndrome do piriforme pode estar associada a outros problemas, é importante realizar os exames para descartar outras patologias.

Tratamentos

O tratamento é feito basicamente para aliviar a dor do paciente. Inicialmente, é feito o uso de medicamentos e fisioterapia para auxiliar no processo de recuperação e, mais tarde, buscar o reequilíbrio muscular, com alongamentos e exercícios de fortalecimento bem orientados.

O tratamento farmacológico inclui o uso de analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides e relaxantes musculares para o controle da dor e inflamação local. Em conjunto, o médico poderá repassar alguns cuidados diários, como massagem, acupuntura, hidroterapia, pilates e bolsa de água morna no local.

É muito rara a necessidade de tratamento cirúrgico. Em estudos médicos, mais de 95% dos casos são tratados clinicamente, com medidas conservadoras. Quando é realizada, a cirurgia é feita por meio do procedimento de tenotomia do músculo piriforme e o indivíduo, com ajuda da fisioterapia, consegue retornar às atividades normais em aproximadamente dois meses.

Vale ressaltar que, assim como outras dores na coluna, a síndrome do piriforme pode se mostrar ausente em muitos momentos. Por isso, conhecer o seu corpo e suas reações é fundamental.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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