síndrome da cauda equina

Você já ouviu falar da síndrome da cauda equina?

A síndrome da cauda equina trata-se de um conjunto de sinais de compressão da cauda equina na região lombar, ou seja, há compressão das raízes nervosas lombares e sacrais. Os primeiros estudos da síndrome datam de 1.600, quando o termo foi descrito por Nazarius, anatomista francês. O nome se dá por essa síndrome se tratar de uma patologia relacionada aos nervos espinhais, que se assemelham à cauda de um cavalo.

A doença é rara e grave ― quanto maior o tempo de compressão das raízes nervosas do paciente, menores são as chances de recuperação completa das funções afetadas. Logo, assim que qualquer sinal seja identificado, é preciso buscar um profissional especializado em coluna vertebral, por exemplo, para fazer o diagnóstico a partir de relatos do paciente e exames neurológicos, tomografia, mielograma e ressonância magnética.

Conheça os principais sintomas, causas e tratamentos dessa síndrome.

Principais sintomas da síndrome da cauda equina

Normalmente, os sintomas são dor intensa na lombar e que melhora ao se deitar e piora ao se sentar, além de perda de sensibilidade nas nádegas ou períneo. A síndrome também pode causar disfunções do esfíncter, retenção da urina ou incontinência urinária, problemas intestinais, disfunções sexuais e problemas sensoriais na bexiga ou no reto.

Outras características são redução da força muscular nos membros inferiores, perda de reflexo nas extremidades e constipação.

Causas mais conhecidas

A causa mais comum da síndrome é a hérnia de disco lombar. Outras causas possíveis são injúria traumática, invasão metastática, meningite e doença de paget.

As compressões podem ser completas ou incompletas. Confira:

  • completa: nesse caso, há um quadro de paralisia flácida junto da atrofia muscular, dor na lombar, perda de alguns reflexos (anal e plantar, por exemplo), distúrbios sensitivos, dificuldade ao urinar e impotência;
  • incompleta: nesse 2º caso, há compressões baixa, média e alta. A 1ª se caracteriza pela dor e por alterações no esfíncter. A 2ª compromete a região do ciático. A compressão alta tem reflexo patelar reduzido ou até mesmo inexistente e afeta a região lombar.

Tratamentos

O 1º passo na reabilitação é reduzir os efeitos do neurotrauma e da imobilização que a síndrome causa. Aliviar a pressão nos nervos é crucial para a redução do problema. Normalmente, é realizada cirurgia para evitar danos permanentes no paciente, como perda de movimentos das pernas ou mau controle da bexiga intestino e perda das funções sexuais.

Em algumas situações, dependendo do que causou a síndrome equina, o paciente precisa de corticoides para reduzir dores e inchaços.

A fisioterapia colabora na recuperação pós-cirúrgica, ajudando no equilíbrio, na marcha, e na transferência de forças. A estimulação elétrica também ajuda na melhoria do tônus muscular do paciente. Além disso, vale lembrar que um médico especialista em coluna vertebral dará o diagnóstico preciso para casos de síndrome da cauda equina, bem como encaminhará o tratamento necessário.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques