Espondilodiscite

Espondilodiscite: o que é e quais os sintomas da doença?

A espondilodiscite pode ser considerada uma doença rara. Isso quer dizer que, a cada 100 mil habitantes, apenas duas pessoas podem vir a apresentar este tipo de problema de saúde. Também conhecida como osteomielite vertebral, ela é uma patologia que acomete os ossos da coluna. É causada por uma infecção localizada e seu diagnóstico não é simples. Um dos sinais da doença é a dor intensa na coluna. O tratamento tardio pode fazer com que a infecção atinja outros tecidos vizinhos à vértebra afetada. Por isso, qualquer dor na coluna nunca deve ser negligenciada. Como a espondilodiscite é uma doença pouco conhecida, no artigo de hoje vamos apresentar a patologia e seus sintomas.

Conhecendo melhor a espondilodiscite

A espondilodiscite tem este nome pois une a nomenclatura discite, que se refere à inflamação do disco intervertebral, à nomenclatura espondilite, que é usada para se referir à inflamação das vertebras. Ela é causada por disseminação de uma infecção à qual o corpo tenha sido submetido. Ou seja, o processo infeccioso pode não necessariamente ter surgido na coluna. A disseminação do foco infecioso vem pelo sangue e atinge as vértebras da coluna. A espondilodiscite é mais comumente observada a partir da infecção por vírus ou bactéria. Antes da descoberta dos antibióticos, a doença era fatal. Hoje em dia, no entanto, com a evolução dos remédios antimicrobianos e outras formas de tratamento, a doença é totalmente tratável. A disseminação da infecção pode acontecer a partir de diferentes fatores. No entanto, o mais comum é que ela venha pelo sangue. Como os osso vertebrais são muito vascularizados, eles ficam mais suscetíveis a disseminação hematogênica, ou seja, aquela que se alastra pela irrigação do sangue contaminado. A doença pode também se manifestar a partir da inflamação de tecidos próximos à coluna, como o esôfago e o intestino. Cirurgias de coluna e procedimentos diagnósticos que exijam punção intravertebral também podem ser fatores que contribuem para uma possível infecção no local. Outros fatores fazem com que o paciente tenha predisposição para o surgimento da patologia são a diabetes mellitus, o uso de corticoides e outras drogas por via endovenosa e infecção por alguns tipos de vírus, como o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

Identificando o problema

O principal sintoma da doença é a dor na coluna. Ela pode se localizar na dorsal (dorsalgia), na cervical (cervicalgia) ou na lombar (lombalgia). O lugar do ponto de dor vai depender das vértebras atingidas. O estado doloroso pode surgir com intensidade moderada e ir ficando mais forte em semanas. O problema deste sintoma é que ele não se difere de uma dor causada por outros problemas menos graves na coluna. Mais frequentemente a dor é localizada na coluna lombar, seguindo-se da no tórax e em seguida na cervical. Outro sintoma observado em 50% dos casos é a febre. Alguns pacientes acometidos pelo o problema também relataram alteração na sensibilidade local e fraqueza. Por isso, diante de dor progressiva na coluna, não hesite em procurar por ajuda médica. A espondilodiscite pode trazer consequências graves para a saúde. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!
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Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques