Espondilodiscite: diagnóstico e tratamentos

A espondilodiscite é uma doença que se caracteriza por uma inflamação nos discos da coluna. Ela geralmente é causada por um processo infeccioso que pode ser transmitido pela corrente sanguínea. Como a região do entorno das vértebras é muito vascularizada, um vírus ou bactéria pode contaminar o local e afetar o osso. A doença também é conhecida pelo nome de osteomielite vertebral ou infecção do espaço discal. Ela pode aguda, subaguda ou crônica e acomete duas a cada 100 mil pessoas. Por conta deste número é considerada uma patologia rara. O diagnóstico da doença pode não ser simples. Isso acontece, porque seus sintomas podem se confundir com os de uma infecção primária ou os de uma lombalgia, por exemplo. No entanto, diante da confirmação da doença, seu tratamento é absolutamente viável atualmente e envole principalmente o uso de medicamentos analgésicos e antibióticos. Alguns fatores favorecem o surgimento da doença. Estes se relacionam com quadros onde a infecção por vírus ou bactérias sejam favorecidos. Entre eles, os mais observados são os casos em que o paciente tenha se submetido a alguma cirurgia de coluna ou procedimentos nos ossos, portadores de diabetes mellitus, pessoas que fazem uso de drogas injetáveis ou que tenham sofrido infecção por vírus como o HIV .

Diagnóstico da espondilodiscite

O diagnóstico para a doença deve ser buscado diante de sintomas como dor em qualquer região da coluna, que aumente progressivamente, e febre. O uso indiscriminado de analgésicos pode mascarar o problema, disfarçando a febre e diminuindo a dor. Em muitos casos, pacientes se automedicam e mascaram o quadro, agravando o problema. Sua piora pode levar à metástase nas vértebras com a compressão da medula óssea. Nestes casos, é necessária a cirurgia de emergência. Outra sinal da espondilodiscite que merece atenção é a alteração na sensibilidade da região afetada, já que a infecção atinge raízes nervosas presentes no local. Muitos sintomas da doença se confundem com o de outras, que acaba ocasionando um atraso no diagnóstico. Os exame prescritos quando há suspeita de espondilodiscite são o hemograma, a radiografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Se os exames de imagem levantarem a suspeita da doença e o exame de sangue não confirmar o diagnóstico, pode ser necessária a realização de biopsia óssea.

Buscando tratamento

A maior parte dos casos da doença respondem bem com o tratamento feito com a administração de medicamentos antibióticos. No entanto, em alguns casos mais severos pode ser necessário o procedimento cirúrgico. A antibioticoterapia pode ser feita por meio oral ou intravenoso. Dependendo do agente infeccioso, o tratamento pode durar de um a três meses. O tipo de medicamento pode ser alterado de acordo com a evolução do procedimento terapêutico. A espondilodiscite, na maioria dos casos, é tratada com medicamentos. Fora os quadro de comprometimento medular, a cirurgia só é necessária para fins de diagnóstico. Além desta situação, o procedimento cirúrgico é indicado apenas quando há necessidade de drenar um abcesso decorrente do agravamento da doença. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!
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Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques