Dor lombar

Depressão pode estar associada a dores lombar e cervical

Se o leitor vê com desconfiança a afirmação de que a dor lombar ou a dor cervical podem estar associadas à depressão e a outros problemas psicológicos, deve tomar conhecimento de que estudos médicos concluíram que 50% dos pacientes que sofrem de qualquer tipo de dor crônica apresentam algum nível de depressão.

É possível perceber, tendo em conta toda a literatura disponível sobre o tema, que a depressão é um quadro mental. Como todo distúrbio mental, é produto de estímulos negativos. Perdas afetivas, ambiente familiar, social e profissional estressantes, sentimento de impotência diante de desafios, pressão familiar e social, dificuldades de aceitar a si próprio e uso reiterado de drogas, são fatores desencadeadores dos transtornos mentais.

Como registrado no 1º parágrafo, a dor é um desses fatores. Conviver com a dor crônica é uma tarefa dura e opressora. Dependendo da intensidade, pode afetar a vida profissional e social do paciente.

A dor na coluna é extremamente limitante. Quem já sofreu com hérnia de disco, por exemplo, sabe das dificuldades impostas pela dor que ela provoca, a qual, além de se localizar na altura da lombar e dos quadris, pode ser irradiada para as pernas e até para os pés, impondo limitações ao paciente, que, em muitos casos, é obrigado até mesmo a se licenciar das atividades profissionais para se submeter ao tratamento.

A dor, quando persistente, desencadeia ansiedade, estresse, frustração, impotência e tristeza. Cria-se, então, um ciclo, pois o transtorno emocional alimenta a sensação de dor, que flagela ainda mais o emocional do paciente. É por essa razão que o especialista em tratamento da coluna pode recorrer ao auxílio de um profissional da área de psicologia ou psiquiatria.

O psicólogo tentará tratar o transtorno mental a partir de abordagens psicoterápicas, buscando eliminar os processos mentais que contribuem para o quadro depressivo. O psiquiatra recorrerá ao tratamento orgânico da depressão, usando medicamentos inibidores dos estímulos neurológicos ao quadro depressivo.

Vale ressaltar, ainda, que a abordagem psiquiátrica da dor lombar não deve assustar o paciente. Para isso, basta compreender que o corpo humano é um conjunto de sistemas interdependentes, sendo comum que um problema no sistema estrutural afete o sistema nervoso, e vice-versa. Reconhecer isso e tratar o problema em toda a abrangência, a partir de uma abordagem sistêmica e transdisciplinar, é o caminho para os melhores resultados.

Como tratar a dor lombar e a dor cervical

Se a dor se apresenta de forma persistente, por mais de 7 dias, o caminho natural é procurar um especialista de coluna, para que seja identificada a causa do incômodo, que pode ser hérnia de disco, espondilolistese,espondilose ou várias outras patologias.

Feito o diagnóstico, o especialista irá prescrever o tratamento adequado, podendo incluir relaxantes musculares, medicamentos para a dor neuropática, quando ocorre o comprometimento das raízes dos nervos da coluna, antidepressivos, fisioterapia e outros tratamentos.

O acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico deve ser visto com naturalidade, como parte de uma abordagem mais completa da dor lombar ou cervical, buscando atingir de uma forma mais rápida e eficaz o controle dos sintomas e favorecendo o retorno das condições do paciente de ter uma vida normal.

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Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques