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Nódulo de Schmorl: o que é e como tratar

Nódulo de Schmorl: o que é e como tratar

As hérnias de disco são um problema com incidência relativamente alta na população como um todo e, quando não tratadas devidamente, podem causar dor intensa e dificuldades de movimentação. Dentre as hérnias, existe um tipo chamado de nódulo de Schmorl.

Mas, o que exatamente caracteriza esse tipo de hérnia? Quais os principais sintomas que apresenta? E, em relação ao seu tratamento, como ele é realizado? Descubra a resposta para essas e outras perguntas neste artigo. Continue a leitura e saiba mais!

Caracterização do nódulo de Schmorl

Esse tipo de hérnia possui como principal característica o fato de se apresentar como pequenas deformidades ou depressões surgidas no interior das vértebras da coluna, sendo mais comum nas regiões dorsal (posterior ao tórax) e lombar.

Trata-se de uma doença que é assintomática em seu estágio inicial, ou seja, a pessoa afetada não sente qualquer tipo de dor ou incômodo. Quando existe presença de dor, é provável que o nódulo esteja em estágio mais avançado ou associado com outra doença, como artrite e osteoporose.

No entanto, pessoas mais ativas, como atletas profissionais, amadores e adolescentes, são mais propensos a sentirem dor na região dos nódulos, mesmo que estejam em seu estágio inicial.

Ainda existem dúvidas a respeito das circunstâncias que levam à formação dos nódulos. No entanto, sabe-se que traumas, deformidades na coluna, outras doenças que atingem o sistema musculoesquelético, processos inflamatórios e degeneração da coluna favoreçam seu aparecimento. 

O diagnóstico da condição é feito por um especialista, que investiga o histórico clínico e familiar do paciente, realiza avaliações físicas e recorre a exames de imagens capazes de dar uma visão precisa sobre a coluna. Os exames solicitados são a radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, o mais preciso de todos.

Opções de tratamento

Como esse problema pode estar associado a outras doenças que afetam a saúde, o tratamento do nódulo de Schmorl varia bastante, conforme o perfil e como ela se pronuncia em cada paciente. Entretanto, quando surge isoladamente, o tratamento só é realizado caso haja presença de dor, o que é a excessão. As opções terapêuticas incluem repouso, prescrição de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios para controlar a dor, sessões de fisioterapia ou mesmo de acupuntura.

Existe também a opção de tratamento cirúrgico dos nódulos. No entanto, ela representa uma opção restrita a casos raros. Isso ocorre quando o nódulo de Schmorl é atípico e representa uma ameaça de fato ao paciente, como dor extrema e dificuldade de locomoção.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Cisto de Tarlov: sintomas, causas e tratamentos

Cisto de Tarlov: sintomas, causas e tratamentos

O cisto de Tarlov é assim chamado em alusão a Isadore Tarlov, o primeiro pesquisador a documentar essa doença, que afeta, ao mesmo tempo, o sistema estrutural e o sistema nervoso.

Os cistos de Tarlov são pequenas bolsas dotadas de paredes finas e fibrosas. A parede interna é formada de tecido aracnoide, enquanto a externa apresenta tecido conectivo vascularizado, povoado por grande quantidade de fibras nervosas, que possuem aparência de fios, formando um emaranhado na superfície.

Há uma série de teses acerca do que desencadeia essa doença, mas nenhuma comprovada. Há uma associação a algumas outras condições, como a síndrome de Marfan e a de Loeys-Dietz. Há suspeitas, também, de que pode ser deflagrada por processos traumáticos, em decorrência da perda da drenagem venosa. Outra tese é que poderia ser causada pela inflamação das raízes nervosas, como consequência da retenção de líquido nos tecidos.

A doença é mais comum nas mulheres, e é possível que o paciente desenvolva apenas um ou vários cistos. A ocorrência mais comum é na coluna sacral, com maior incidência entre as vértebras S1 e S5, podendo aparecer, bem mais raramente, em outras partes da coluna vertebral.

Também conhecidos como cistos perineurais, eles contêm em seu interior um líquido chamado líquido cefalorraquidiano e podem atingir tamanho tal que há o risco de comprimir as estruturas abdominais, causando uma série de sintomas nada agradáveis.

Sintomas do cisto de Tarlov

Na maior parte dos casos, o cisto de tarlov é assintomático. Apenas em 20% deles surgem sintomas, a maioria decorrente dos danos infligidos às funções nervosas.

A dor nas costas, na base da coluna, acompanhada de formigamento ou dormência, que se estende às pernas, também é uma característica da doença.

O indivíduo pode, além da dor nas pernas, ter dificuldades de caminhar, além da perda de sensibilidade na região afetada, podendo ocorrer distúrbios no esfíncter, com risco até de perda involuntária de fezes.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, normalmente radiografia ou ressonância magnética. Em alguns casos, o médico pode solicitar a realização da tomografia computadorizada ou da eletroneuromiografia, um exame específico para a investigação do comprometimento da raiz nervosa, de modo a avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica.

Para controlar os sintomas, a indicação é o uso de medicação à base de analgésicos, relaxantes musculares e antidepressivos. Pode ser realizada, também, a analgesia peridural.

O principal, porém, é o trabalho de fisioterapia, que deve ser feito diariamente, com utilização de aparelhos para dor, aplicação de calor e realização de sessões de alongamento para as costas e para as pernas.

A cirurgia para o cisto de Tarlov raramente é indicada, sobretudo por conta da fragilidade das paredes dessas formações. Porém, quando o tamanho do cisto ultrapassa 1,5 cm, trazendo alterações ósseas e sintomas mais dramáticos para o paciente, a intervenção cirúrgica é indicada.

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Cisto sinovial de coluna lombar: o que é e como tratar

Cisto sinovial de coluna lombar: o que é e como tratar

Uma das mais significativas causas de dores na lombar, ou nas pernas, é o cisto sinovial de coluna lombar. Esses cistos têm caráter benigno e são repletos de líquidos originários das articulações da coluna. Ele é resultado de um desgaste da região, que tende a ocorrer com o passar do tempo.

Com a degeneração das facetas lombares, a sinóvia tende a produzir mais líquido na tentativa de lubrificar a área. Quando uma parcela da substância escapa da cápsula articular, porém, continua na sinóvia, ela desenvolve protusões em formato de bexiga.

Conforme a área e a dimensão dos cistos, eles podem levar ao estreitamento do canal vertebral por onde os nervos passam, e, quando isso acontece, os pacientes começam a sentir dores fortes no local. Outros sintomas frequentes são a sensação de formigamento e a perda de força nas pernas, em decorrência da compressão das raízes nervosas.

No geral, o desconforto é reduzido quando em posição sentada, pois ela amplia o canal vertebral e ameniza a pressão nos nervos.

Neste artigo, traremos mais detalhes sobre o tema, destacando os tratamentos efetivos para os cistos. Continue a leitura para saber mais.

Como é possível tratar esses cistos?

Na eventualidade de o cisto sinovial de coluna lombar não causar nenhum tipo de sintoma, não é preciso fazer tratamento. Nesse cenário, basta consultar um especialista com regularidade para observar o desenvolvimento do quadro. 

Para manter a dor sob controle, por vezes,  recomenda-se infiltrações e outras abordagens mais conservadoras, como fisioterapia. Contudo, se a dor for crônica e severa, a ponto de interferir na rotina, a cirurgia apresenta-se como uma alternativa válida.

O diagnóstico é feito normalmente com o auxílio de exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada. Em adição, as radiografias também servem para definir o nível de degeneração das articulações facetárias, bem como para identificar outras disfunções na coluna. Entre as questões associadas ao cisto, é possível citar, por exemplo, a espondilolistese, quando uma vértebra escorrega em cima da outra.

Como funciona a cirurgia para cisto de coluna lombar?

Tratamentos cirúrgicos minimamente invasivos possuem bons resultados no tratamento desse problema. Uma das técnicas mais bem-sucedidas é a punção do cisto, geralmente combinada com o bloqueio das raízes nervosas afetadas. A cirurgia endoscópica é outra opção pouco invasiva, em que, por meio de uma câmera, pode-se executar a ressecção do cisto sinovial e a liberação das estruturas nervosas comprometidas. Se houver recidiva ou instabilidade associada, a fusão da articulação é indicada para prevenir o retorno dos cistos.

Por fim, se você apresentar sintomas de cisto sinovial de coluna lombar, em especial dor, não deixe de marcar uma consulta com um especialista. Desse modo, é possível recuperar a sua qualidade de vida logo.

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Hemangioma de coluna lombar: diagnóstico e tratamento

Hemangioma de coluna lombar: diagnóstico e tratamento

Se, por um lado, a multiplicação de células é normal e vital para o organismo, por outro, erros nesse processo podem resultar em tumores. Nem todos os tumores são malignos, isto é, sinônimo de câncer. Existem os benignos, que não apresentam grandes riscos à saúde, mas que devem ser acompanhados de perto por um profissional médico. Esse é o caso do hemangioma de coluna lombar.

O hemangioma é caracterizado pela multiplicação desenfreada de um tipo específico de células: aquelas que dão origem aos vasos sanguíneos. Assim, há a formação de uma massa de vasos sanguíneos, que pode aparecer em diferentes áreas do corpo, como peito, pescoço e rosto. Aqui, estamos tratando do aparecimento em um lugar específico: a coluna lombar.

Diagnóstico do problema

Por se localizar em uma parte interna do corpo humano e por geralmente ser assintomático, na maioria das vezes, o hemangioma de coluna lombar é descoberto ao acaso, durante exames para detectar outras condições, como ressonância magnética.

Para que o especialista tenha certeza do diagnóstico, costumam ser pedidos exames complementares, como a tomografia computadorizada, capaz de dar uma visão detalhada sobre a área afetada.

No entanto, há casos em que esse tipo de tumor produz sintomas e, nesse caso, uma investigação médica é feita com o objetivo específico de avaliar se existe ou não algum tipo de problema na área afetada ou relacionado a ela.

Tratamento do hemangioma de coluna lombar

Uma das principais características do hemangioma, tanto o localizado na coluna lombar quanto em outras áreas do corpo, é que ele dispensa tratamento na maioria dos casos.

Isso ocorre porque, além de não produzir efeito funcional sobre o paciente, como dor (apesar de haver incômodo estético quando localizado em áreas visíveis), após o primeiro ano, ele tende a retroceder. Segundo pesquisas realizadas pelo instituto de pesquisas médicas americana Mayo Clinic, 50% desses tumores somem em até cinco anos, e mais de 90% até 10 anos.

No entanto, nos casos em que existe o comprometimento de funções básicas e déficits neurológicos, causados pela compressão da medula espinhal, é necessário recorrer à cirurgia para a remoção do tumor.

Vale ressaltar que esse é o último recurso. Se trata de uma cirurgia complexa, uma vez que o cirurgião deve fazer, além da descompressão da medula e ressecção do tumor, a reconstrução da vértebra acometida.

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Neuropatia diabética: sintomas, causas e tratamentos

Neuropatia diabética: sintomas, causas e tratamentos

O diabetes é uma doença crônica e silenciosa, caracterizada pela incapacidade do corpo em produzir ou utilizar adequadamente a insulina, hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. Hoje, existem aproximadamente 13 milhões de pessoas com diabetes no Brasil, número que não para de crescer.

O grande perigo da doença consiste nas complicações que ela pode causar. Dentre elas está a neuropatia diabética.

Trata-se da complicação crônica mais comum e incapacitante do diabetes. Seu nome provém do fato de atingir os nervos periféricos, responsáveis pelas informações que saem e chegam ao cérebro, além de controlar os sinais da medula espinhal para o resto do corpo. Pode atingir um único nervo, um grupo específico de nervos ou nervos do corpo todo.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns da doença incluem dor constante, sensação de ardência, queimação e formigamento, especialmente nos pés, mas também pode atingir as mãos.

Em relação à dor, deve ser destacado que ela surge de repente, sem nenhuma causa aparente. O distúrbio provoca dor excessiva em casos em situações simples, como em uma picada acidental de agulha ou um esbarrão em outra pessoa. Além disso, a redução da chamada sensibilidade protetora, pele mais seca e produção menor de suor também são indicativos da doença.

Quais as causas da neuropatia diabética?

A principal causa da doença é o controle inadequado da glicose, sendo que outros fatores também contribuem para o seu surgimento, como tempo em que a pessoa convive com o diabetes, excesso de peso, tabagismo e nível de triglicérides elevado.

A retinopatia — danos aos vasos sanguíneos da retina — e a doença renal, na qual os rins perdem a capacidade de filtrar os resíduos presentes no sangue, também são causas da neuropatia diabética.

Existe tratamento?

Felizmente, sim. A primeira e mais óbvia medida para realizar o controle da doença é manter os níveis de glicose no sangue adequados. Isso significa que é necessário adotar um estilo de vida saudável, com dieta adequada, prática de exercícios físicos e uso adequado de insulina, caso seja necessário.

No entanto, os sintomas podem persistir. Como cada paciente reage de uma maneira diferente, o tratamento é feito de forma individualizada, mas pode incluir uso de medicamentos para alívio da dor, como drogas opioides,neuromoduladores e antidepressivos tricíclicos.

O que é realmente importante na neuropatia diabética é que o paciente faça consultas regulares com seu médico endocrinologista para garantir que os sintomas sejam os mais leves possíveis, evitando consequências mais drásticas, como a amputação dos membros. Por isso, em caso de apresentar qualquer um dos sintomas, procure rapidamente um médico.

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Espondilite ancilosante: o que é e como tratar

Espondilite ancilosante: o que é e como tratar

Espondilite ancilosante (ou anquilosante) é uma condição inflamatória crônica, que não possui ainda uma cura definitiva. O problema manifesta-se nas articulações do chamado esqueleto axial, sobretudo do quadril, coluna, joelhos e ombros.

No entanto, a inflamação acomete outras áreas do corpo, como os olhos, por exemplo. A patologia leva as vértebras a se fundirem, o que as torna menos flexíveis. Por consequência, às vezes, a postura das pessoas acometidas pode se curvar para frente. Além disso, caso as costelas sejam afetadas, é possível que haja dificuldade para se respirar profundamente.

A causa do problema permanece desconhecida, porém, estudos apontam um fator genético facilitador, nomeado HLA-B27. A porcentagem de pacientes com espondilite que apresentam tal marcador genético alcança 90% nas nações escandinavas. No Brasil, devido à miscigenação de etnias, a correlação está em cerca de 76%. Para entender melhor sobre o assunto, continue a leitura.

Quais são os sintomas da espondilite ancilosante?

Entre os sintomas recorrentes da espondilite, estão:

  • dores intermitentes na lombar;
  • dor na coluna;
  • rigidez matinal;
  • dores e edema nas articulações de joelhos, ombros e cotovelos;
  • dor atenuada pela prática de exercícios;
  • dor na região entre a pelve e a coluna vertebral.

O diagnóstico passa pela averiguação das queixas do paciente na consulta com o profissional de saúde. Para ajudar na comprovação, o médico pode pedir exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética, para identificar eventuais alterações em ossos e tecidos.

Mas, afinal, como é possível tratar a condição?

O padrão ouro de tratamento para espondilite ancilosante consiste no uso de medicamentos para conter a inflamação e a evolução da patologia. Entre os fármacos prescritos com maior frequência estão:

  • analgésicos (para atenuar a dor);
  • relaxantes musculares;
  • anti-inflamatórios não hormonais.
  • Imunomoduladores

Cabe mencionar que os remédios costumam ser receitados conforme a fase da espondilite.

Além disso, são recomendadas sessões de fisioterapia e exercícios para aprimorar a mobilidade das articulações atingidas pelo problema. Se o paciente observar a conduta recomendada, é possível notar uma melhora significativa no quadro, ainda que a enfermidade não tenha cura.

Conforme a severidade do caso, o especialista pode ainda indicar uma cirurgia. No geral, a operação é utilizada quando o distúrbio atinge o quadril e é raramente necessária se acontece na coluna. Aqui, é importante destacar que os resultados mais satisfatórios são alcançados quando o diagnóstico é realizado de modo precoce.

Quando o tratamento convencional não garante o efeito desejado, por vezes é sugerida a terapia biológica. Essa técnica consiste em injeções com medicamentos para atuar contra a inflamação, a dor e as mudanças imunológicas vistas nas pessoas afetadas pela espondilite.

Ainda que a espondilite ancilosante tenda a ficar menos ativa conforme o tempo passa, os cuidados devem ser preservados por toda a vida. Com isso, torna-se possível garantir o bem-estar dos indivíduos.

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O que é lesão medular?

O que é lesão medular?

A lesão medular é caracterizada por condições como a paralisia temporária ou permanente de músculos, membros e sistema nervoso autônomo, podendo ser marcada, também, por perda de sensibilidade.

A medula é uma estrutura localizada dentro da coluna vertebral, composta de 33 vértebras. Essas vértebras sobrepostas são responsáveis pelo movimento, pela sustentação e pelo equilíbrio da coluna vertebral, tarefa na qual têm ajuda dos músculos.

A medula espinhal é abrigada em um orifício que se pronuncia no centro das vértebras. A constituição dela é de tecido nervoso, que se estende até a base do crânio. Na verdade, inicia-e na base do crânio e se estende até a 2ª vértebra lombar, tendo um comprimento em média  de 45 cm no indivíduo na idade adulta.

Toda essa estrutura faz parte do sistema nervoso, que funciona à base de troca de informações, impulsos e ordens entre o cérebro e o corpo humano. A medula é a responsável por essa conexão. Através dos nervos espinhais, dispara impulsos nervosos motores e sensitivos, controlando as atividades do tronco e dos membros, além de parte da cabeça. Os nervos espinhais são responsáveis também pela distribuição de sensibilidade, produzindo dor, tato e pressão, que são sentidos que controlam e informam necessidades, como vontade de urinar, sensação de calor ou frio.

Esse conjunto de funções explica por que uma lesão medular provoca consequências tão graves, como paralisia e, dependendo da extensão, perda de sensibilidade.

Causas e consequências da lesão medular

As pessoas costumam associar as lesões da medula a causas traumáticas, principalmente, por ordem de importância:

  • ferimentos por arma de fogo;
  • acidentes de trânsito;
  • quedas;
  • mergulho;
  • outros.

No entanto, as lesões medulares podem ser decorrentes de uma série de outros fatores não traumáticos. Os principais são os tumores, as doenças infecciosas, os acidentes vasculares e as doenças degenerativas. Condições congênitas, deformidades na coluna vertebral e hérnia de disco também podem provocar a lesão na medula.

As lesões podem ser classificadas em 2 tipos: completas e incompletas. São completas quando são suprimidas totalmente a função motora e a função sensitiva no segmento sacral; ao contrário, nas incompletas, essas funções são preservadas.

Dependendo da extensão e da gravidade, a lesão pode resultar em paraplegia (comprometimento das funções das pernas) ou tetraplegia, a condição mais grave, quando são comprometidos também o tronco e os braços.

A tetraplegia pode comprometer, inclusive, a respiração e o funcionamento da bexiga e dos intestinos, o que leva à incidência de prisão de ventre e retenção de urina, que podem levar a quadros de infecção.

Além disso, embora seja possível se manter ativo, pode acarretar problemas circulatórios, feridas na pele, problemas respiratórios, alterações na sexualidade, ossificação heterotópica e problemas de regulação térmica.

O tratamento da lesão medular requer, em razão das diversas demandas originárias da condição do paciente, um tratamento transdisciplinar, que envolva terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, urologista e psicólogo, podendo o paciente obter avanços, dependendo do tipo de lesão.

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Como o apoio para os pés pode ajudar a sua coluna

Como o apoio para os pés pode ajudar a sua coluna

Você tem cuidado da saúde dos seus pés? Já sabe quais consequências outras partes do seu corpo podem sofrer caso você deixe de cuidar da sustentação do seu corpo? Então, você descobrirá agora como o apoio para os pés pode ajudar a sua coluna.

Preste atenção na postura dos seus pés

Quando você se senta, a planta dos seus pés precisa estar completamente apoiada no chão ou em algum tipo de apoio. Nada de deixar os dedos no chão, e o resto do pé, não, ou deixá-los balançando no ar.

Você precisa ficar atento(a) não só aos pés, mas à postura do corpo por completo. A coluna deve ficar ereta e apoiada no encosto da cadeira.

A saúde da sua coluna pode ser prejudicada se você precisar inclinar a lombar só para que seus pés alcancem a superfície.

Se você não consegue alcançar o chão e não tem como ajustar a sua cadeira para descer um pouco mais, use algum tipo de apoio para os pés.

Posição ideal para joelhos e pernas

A postura corporal tem grande influência sobre várias partes do seu corpo. Por isso, preste atenção também na posição dos seus joelhos e pernas. Quando você estiver sentado(a), a articulação dos joelhos deve estar sempre posicionada em um ângulo a partir de 90º.

Seguindo essas dicas, você permitirá uma boa circulação sanguínea nas pernas, evitará fadigas nos músculos, formigamentos, futuras lesões e dores nas costas.

Viu só como a má-postura pode afetar o seu bem-estar físico? Está disposto a melhorar? Então, vou lhe apresentar alguns tipos de apoios para pés.

Tipos de apoio para os pés

  • Apoios mais comuns: os mais conhecidos podem ser reguláveis ou não. Os que são reguláveis permitem que o usuário fique em uma posição neutra, que é reta, inclinada para frente ou para trás. Dependendo do que você escolher, pode até ter mais níveis de regulagem para você ajustá-lo à altura que lhe for m2 ais confortável.
  • Apoio para quem senta em bancos altos: alguns profissionais precisam sentar em cadeiras muito altas para conseguir atender melhor os clientes. A maioria deles é atendente de balcão ou operador de caixas de supermercados. Os assentos elevados também costumam ser utilizados por pessoas de baixa estatura, trabalhadores de linha de produção, portadores de necessidades especiais ou de nanismo. Esses profissionais precisam se preocupar muito com os danos que a coluna pode sofrer. Nesses casos, o apoio ideal pode medir de 12 a 42 centímetros de altura e ter vários níveis de regulagem.
  • Apoio magnético e massageador: é ajustável e possui 3 níveis de regulagem. As 26 pastilhas magnéticas contidas nele são posicionadas em pontos dos pés que se refletem em outras partes do corpo. O produto ainda possui algumas esferas massageadoras para relaxar os seus pés.

Agora é só ver qual apoio para os pés é o mais adequado para você. Cuide da saúde dos seus pés, e sua coluna também estará bem.

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4 cuidados que devem ser tomados por quem trabalha sentado

4 cuidados que devem ser tomados por quem trabalha sentado

Dor nas costas, principalmente na região lombar, é problema recorrente em pessoas que passam muito tempo sentadas. São aquelas que trabalham em escritórios ou mesmo no sistema de home office, normalmente em frente a um computador, o que pode ser um fator de risco a mais para o desenvolvimento de problemas estruturais.

Engana-se, todavia, quem pensa que os problemas decorrentes de passar muito tempo sentado se restringem à coluna. A sobrecarga no fluxo sanguíneo e no fluxo intestinal, as câimbras e lesões por esforço repetitivo estão dentre os problemas decorrentes desse estilo de vida, que, a priori, não é nada saudável.

Não é à toa que existe uma legislação específica para promover a ergonomia no ambiente de trabalho. A partir de um levantamento das condições de trabalho e riscos para a saúde do trabalhador, são feitas adaptações nos equipamentos e, no mobiliário para que as condições de trabalho se alinhem com a necessidade de se preservar a saúde do indivíduo, evitando o desenvolvimento de doenças produzidas por problemas posturais e esforço repetitivo.

É preciso que o trabalhador tenha consciência de que a dor não manda recado. A despreocupação com a postura correta pode não trazer malefícios imediatamente, mas o futuro pode guardar surpresas desagradáveis.

Quais cuidados devem ser tomados para se evitar problemas posturais e dores nas costas?

1 – Alimentação e rotina de exercícios físicos

Falar em alimentação e rotina de exercícios é recorrente sempre que se fala de saúde. Nesse caso específico, um corpo forte e saudável é mais resistente. Músculos e ossos mais fortes são menos suscetíveis a lesões. Tanto a alimentação quanto os exercícios contribuem para o fortalecimento das estruturas, para a saúde do sistema cardiovascular, para o bom funcionamento orgânico e para evitar o sobrepeso e a obesidade, que agravam ainda mais os riscos para quem trabalha sentado.

A alimentação deve ser natural, balanceada, variada, rica em nutrientes e pobre em gordura, frituras, açúcar, sal, produtos industrializados, principalmente aqueles ricos em açúcar e embutidos.

Não deixe de fazer também sessões de alongamento durante o período de trabalho. Elas servem para descontrair os músculos.

2 – Postura correta ao se sentar

Se passar muito tempo sentado é inevitável, ao menos invista numa postura correta. Os ombros devem estar posicionados levemente para trás, as costas devem se manter eretas, respeitando a curvatura normal da coluna, os dois pés devem permanecer apoiados no chão, cuja distância com relação ao assento da cadeira deve ser a mesma que a dos joelhos aos pés, não cruze as pernas, e os antebraços devem estar apoiados na mesa de trabalho.

É uma exigência que a cadeira seja ergonômica, daquelas que se adaptam às suas necessidades e à sua altura.

3 – Alinhe o monitor à altura dos olhos

É fundamental, para quem trabalha com computador, que esse esteja à altura dos olhos. Quem trabalha com notebook costuma inclinar levemente o queixo para baixo, uma postura que compromete a saúde da coluna cervical.

4 – Faça intervalos para andar e se alongar

Se sentir dores nas costas, procure um especialista para fazer um estudo da condição da sua coluna e indicar um tratamento para que o quadro não se agrave.

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Tire suas dúvidas sobre a hipercifose

Tire suas dúvidas sobre a hipercifose

Na coluna vertebral, observa-se uma curvatura natural “para fora” da caixa torácica. Tal curvatura é chamada de cifose e não representa um problema. Contudo, quando o grau da curva é muito significativo, tem-se um quadro característico de hipercifose. Nesse cenário, as costas mostram um arqueamento exacerbado e formam a popular corcunda. O processo ocorre pois a cintura escapular projeta-se para a frente, enquanto a escápula move-se para baixo e para frente. Já a cabeça acaba por se projetar para a frente. Em decorrência da curvatura aumentada, notam-se deficits na respiração, encurtamento das vértebras e redução na capacidade de expansão torácica.

Se você tem interesse em entender melhor sobre a doença mencionada, leia mais a seguir.

Mas, afinal, quais são as causas da hipercifose?

Existem vários fatores que podem levar ao desenvolvimento da condição. Dentre os exemplos mais recorrentes, estão: defeitos congênitos, osteoporose, diferentes enfermidades ósseas, traumas e tumores. Em algumas pacientes, o peso das mamas também acaba por acentuar a curvatura da coluna. Sabe-se hoje que a má-postura é responsável por desencadear a disfunção em boa parte dos indivíduos afetados. Afinal, são poucas as pessoas que se preocupam em manter a postura correta no dia a dia.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico baseia-se essencialmente na avaliação clínica em conjunto com radiografias comuns da coluna. Com esses testes, é possível averiguar a anatomia vertebral e verificar se há ângulo de desvio superior a 50 graus, o que confirma a enfermidade.

Na sequência, serão apresentadas as soluções mais adequadas para o problema. Acompanhe!

Existe algum tratamento?

Sim, a boa notícia é que existem tratamentos efetivos para a hipercifose. O 1º sintoma do desvio costuma ser uma dor persistente nas costas, associada à fadiga e à rigidez na região. No geral, esses sinais são atenuados a partir de sessões de fisioterapia convencional, para fortalecer os músculos de sustentação da coluna. A técnica ainda traz outros benefícios, como o alongamento peitoral e a tonicidade abdominal e lombar. Com frequência, são indicados o pilates e a reeducação postural global (RPG), com a mesma finalidade. Exercitar-se com supervisão é uma dica válida para todos e costuma ter reflexos positivos para quem sofre com patologias de coluna.

Em situações mais severas, a utilização de coletes especiais é sugerida pelo profissional. Vale ressaltar aqui que o uso desse acessório nunca deve ser feito por conta própria, sob risco de se piorarem as dores.

Com o presente texto, esperamos ter respondido com clareza as questões fundamentais acerca da hipercifose. E lembre: quanto antes os cuidados forem iniciados, maiores são as chances de resultados eficientes. Sendo assim, busque ajuda de um médico especialista em coluna  quando sentir dores nas costas intensas e persistentes.

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