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Entenda o que é a síndrome do impacto femoroacetabular

Entenda o que é a síndrome do impacto femoroacetabular

O IFA, abreviação para a síndrome do impacto femoroacetabular consiste em um problema que denota uma alteração no formato dos ossos localizados na região do quadril. Essa alteração proporciona um encaixe inadequado dos ossos, resultando assim em um atrito entre eles. Como consequência disso, surge uma sensação incômoda de dor e também problemas nas cartilagens.

As consequências da síndrome do impacto femoroacetabular

Vale salientar que uma das principais consequências da presença do impacto femoroacetabular é o surgimento da artrose, uma doença que denota o desgaste das cartilagens. Essa síndrome, de uma maneira geral, inicia de maneira sutil, caracterizada por um leve desconforto, atacando especialmente pacientes mais jovens.

Nesse aspecto, quanto mais cedo for detectada a ação da síndrome do impacto femoroacetabular, melhores condições irão surgir para evitar que esse transtorno se desenvolva ainda mais.

Quando esse problema atua, ocorre o surgimento de projeções ósseas que se desenvolvem ao redor da cabeça femoral e, em determinados casos, ao longo do acetábulo. O desenvolvimento desordenado destes ossos possibilita que aconteça o impacto precoce do fêmur, atingindo o acetábulo e não um movimento leve e desprovido de atrito.

Os tipos de impacto femoroacetabular

É possível efetuar a identificação de três tipos diferentes da síndrome do impacto femoroacetabular. Um deles é conhecido como CAM. No impacto femoroacetabular do tipo CAM, a cabeça do fêmur não possui um formato arredondado e, devido a isso, não consegue efetuar um movimento leve na cavidade acetabular, provocando assim o atrito.

O outro tipo, conhecido como Pinça (em alguns casos chamados também de Torques) é caracterizado pelo excesso de osso presente na borda acetabular. Nesse caso, movimentos que possuem o objetivo de flexionar ou gerar a rotação do quadril resultam no atrito.

Por fim há o impacto do tipo Combinado, que também pode ser chamado de misto. Nesse caso o problema consiste em uma junção do impacto femoroacetabular do tipo CAM e do tipo Pinça.

Causas e Sintomas da síndrome

A causa do IFA se dá, normalmente, quando os ossos do quadril não se formaram da maneira adequada durante a infância. Sendo assim, é normal que atletas, especialmente, sintam as consequências do IFA mais cedo.

Hoje em dia, pesquisas apontam que cerca de quinze por cento da população apresente esse tipo de problema no quadril. Em alguns casos, inclusive, algumas pessoas conseguem conviver normalmente com essa alteração na região do quadril e ainda assim não apresentar nenhum tipo de empecilho no dia a dia.

O sintoma mais comum do IFA é a sensação de dor. A dor pode atingir a virilha, o glúteo, as laterais da coxa e também os joelhos, especialmente quando a pessoa tenta efetuar alguns movimentos.

Portanto, diante de tais indícios de desconforto e limitação dos movimentos, é válido consultar o médico e assim evitar a progressão da síndrome do impacto acetabular.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

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Você sabe o que é estenose vertebral?

Você sabe o que é estenose vertebral?

Estenose vertebral é o estreitamento do canal vertebral. O processo se desenvolve lentamente, durante o envelhecimento natural e surge, geralmente a partir dos 50 anos de idade. A estenose vertebral afeta, principalmente, os segmentos cervical e lombar da coluna. Mas além do envelhecimento, outros fatores podem desencadear o problema.

Esse estreitamento pode ocorrer também devido à artrose, hérnia de disco, osteófitos (bicos de papagaio), hipertrofia de articulações e ligamentos, fraturas e escorregamento de vértebras (espondilolistese), desenvolvimento de cistos ou tumor no canal vertebral. Embora raros, há casos de estenose congênita do canal vertebral.

Sintomas da estenose vertebral

Dentro do canal vertebral está alojada a medula espinhal. Os forames neurais são aberturas por onde passam as raízes de nervos que transmitem sinais da medula espinhal às demais partes do corpo. Quando ocorre o estreitamento do canal, há um grande prejuízo à irrigação sanguínea dos nervos.

A estenose vertebral causada por trauma provoca dor intensa, que se espalha para os braços e cabeça, quando o estreitamento afeta a coluna cervical; ou causa dor nas pernas e região pélvica, quando a compressão atinge a coluna lombar. A dor é mais forte quando a pessoa está em pé. Ao sentar com o tronco em flexão  ou deitar a dor diminui, pois a compressão é menor.

Além da dor, o paciente pode sentir formigamento, dormência, fraqueza muscular e desequilíbrio. Alguns pacientes não conseguem andar porque as pernas travam, obrigando-os a fazer pausas, ao longo do caminho.

Seja qual for o sintoma, é importante passar pela avaliação médica o quanto antes. Somente um especialista em coluna poderá diagnosticar as causas dos sintomas e definir o plano de tratamento. Os exames mais comuns para diagnosticar a estenose vertebral são o raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética e a mielografia.

Tratamento da estenose vertebral

A estenose vertebral só é tratada com cirurgia quando o problema é grave, com riscos de danos neurológicos ao paciente. Caso contrário, o paciente é submetido ao tratamento convencional, com fisioterapia para estabilizar a coluna. Os exercícios fisioterapêuticos fortalecem a musculatura, corrigem a postura e reabilitam os movimentos da coluna. Para aliviar as dores, é comum o médico prescrever analgésicos e anti-inflamatórios.

Pacientes com sobrepeso ou obesos precisam emagrecer para melhorar os resultados do tratamento da estenose vertebral, já que o excesso de peso corporal prejudica a coluna e outras partes do corpo, como um todo.

Para prevenir a estenose vertebral, é importante mudar o estilo de vida: manter a alimentação saudável, praticar atividade física regular e orientada por educador físico, evitar sobrecarregar a coluna (carregar ou levantar objetos pesados), corrigir a postura e fazer os exames de rotina, pelo menos uma vez ao ano.

Ao sentir dores na coluna e dificuldade para movimentar o corpo, é importante buscar ajuda médica. O diagnóstico precoce pode evitar a progressão de várias doenças que afetam a coluna.

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Cirurgia de coluna: quando fazer?

Cirurgia de coluna: quando fazer?

Nos últimos 20 anos submeter-se a uma cirurgia de coluna tem se tornado uma decisão cada vez menos arriscada. Isso se dá graças à evolução das técnicas e dos procedimentos, cada vez menos invasivos.

Isso não quer dizer, em hipótese alguma, que a cirurgia deva se tornar a primeira opção entre as terapias. Ao contrário, não importa o tamanho do avanço da medicina nesse sentido, a cirurgia de coluna deve ser a última opção, quando estão esgotadas as alternativas não invasivas.

Por mais que haja uma redução sensível dos riscos relacionados a esse tipo de intervenção cirúrgica, estamos ainda falando de uma cirurgia, um procedimento invasivo em uma região sensível do corpo.

Casos em que a cirurgia de coluna precisa ser feita

Há alguns casos, no entanto, em que a cirurgia precisa ser feita. Esses são aqueles casos em que há comprometimento funcional, déficits neurológicos progressivos, infecções graves e outros quadros que inspirem tratamento de urgência.

Alguns casos de hérnias de disco, quando há persistência nos sintomas e comprometimento neurológico e/ou funcional, fraturas, luxações e estenose do canal vertebral também podem ser tratados com procedimento cirúrgico.

No caso de deformidades graves, tumores, infecções e cistos facetários, a cirurgia é recomendada, sempre chamando atenção para o fato de que 90% das pessoas que procuram os especialistas com dores nas costas são satisfatoriamente tratadas com procedimentos conservadores, como fisioterapia e medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios.

Além disso, a decisão deve ser tomada de forma cuidadosa, envolvendo o médico especialista, o paciente e seus familiares, ficando claras as limitações e os riscos inerentes à cirurgia.

Riscos da cirurgia

A primeira questão a ser levada em consideração é que o tratamento para a coluna é individualizado. Essa individualização se dá com base na patologia apresentada, no nível de dor do paciente e em sua própria vontade.

Nos casos de hérnia de disco, por exemplo, há estudos que mostram que a cirurgia causa um alívio mais imediato, mas dentro de um prazo bastante razoável, praticamente todos os pacientes mostram a mesma evolução que aqueles que se submeteram à cirurgia.

Quanto aos riscos, em si, como já foi abordado, são bastantes reduzidos a partir da adoção de novas técnicas minimamente invasivas. Há relatos de pacientes que não obtiveram a melhora desejada a partir da cirurgia, mas esses são casos isolados.

Alguns receios relacionados à cirurgia se baseiam mais em mitos que em riscos reais, como de paraplegia ou mesmo de complicações dramáticas durante as cirurgias. Atualmente, com as técnicas utilizadas, não só esse tipo de risco é quase inexistente como a recuperação é espantosamente rápida, com o paciente recebendo alta até 24 horas após o procedimento.

De qualquer forma, vale reiterar que a cirurgia na coluna deve ser a última alternativa, pois trata-se de um procedimento complexo, além de estar sujeito aos riscos inerentes a qualquer tipo de cirurgia.

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Quão bem você conhece a sua coluna vertebral?

Quão bem você conhece a sua coluna vertebral?

A coluna vertebral é uma das principais estruturas do corpo humano. Ela é a estrutura responsável pela possibilidade de movimentos, e que permite aos seres humanos se manterem eretos. Além disso, é também a coluna vertebral que permite que o peso do corpo seja suportado.

Porém, apesar de ser uma das mais importantes partes do corpo humano, a coluna vertebral é, muitas vezes, pouco conhecida pelas pessoas, que não lhe dão a devida atenção. Assim, é comum que alguns detalhes sobre esta estrutura passem despercebidos e sejam pouco conhecidos pela grande maioria das pessoas.

Constituição da coluna vertebral

Embora seja conhecida a extensão e a importância da coluna vertebral no corpo humano, sua anatomia ainda é pouco detalhada. Por isso, algumas pessoas acabam por não saber exatamente como ela é e como é constituída completamente.

A coluna vertebral é constituída por cinco regiões distintas, que vão desde o pescoço até a base da coluna. Estas regiões são a coluna cervical, a coluna torácica, a coluna lombar, o sacro e o cóccix.

A coluna cervical é o início da coluna e fica localizada no pescoço. Devido à sua localização e às vértebras presentes nesta região, é comum que em casos de pancadas e acidentes seja a primeira parte do corpo a ser imobilizada para evitar lesões de movimentos.

Já a coluna torácica é a região que ocupa todo o espaço do tórax, sendo assim a maior parte da coluna vertebral. É também nesta região que se concentra o maior número de vértebras, doze delas estão localizadas ali.

Logo abaixo, se encontra a coluna lombar, na região da cintura, parte importante da coluna para o suporte do peso corporal. Já no final da coluna se encontram as regiões finais, do sacro e do cóccix, que embora sejam menos extensas, contam com cinco vértebras no sacro e outras cinco no cóccix.

Curvaturas da coluna vertebral

É comum que a coluna vertebral seja imaginada como uma linha reta, como é geralmente percebida nas costas do corpo humano. Porém, ao longo da estrutura da coluna existem algumas curvaturas que são fundamentais para que ela possa suportar o peso do corpo e permitir a movimentação.

Estas curvaturas presentes na coluna são conhecidas como lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e cifose sacral, e são curvaturas muito leves, que ao toque ou durante o dia a dia são praticamente imperceptíveis, embora tenham uma grande importância.

No entanto, alguns hábitos inadequados, como uma postura incorreta no cotidiano, esforço excessivo ou peso acima do ideal podem provocar alguns problemas nestas curvaturas, tornando-as mais acentuadas e gerando problemas mais graves, além de um grande desconforto e dores frequentes, que podem se tornar crônicas.

Desta forma, é importante que se mantenha uma postura correta durante todo o dia, além de se atentar a não submeter a região a esforços excessivos, evitando que possa vir a sofrer com alguns destes problemas.

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Bico de papagaio – Sintomas, causas e tratamento

Bico de papagaio – Sintomas, causas e tratamento

Entre os muitos males que acometem a coluna vertebral, está a osteofitose, popularmente conhecida como bico de papagaio. Este problema é consequência de um desgaste do disco intervertebral. Esse disco funciona como uma espécie de amortecedor, que impede que as vértebras se aproximem umas das outras. Acomete, principalmente, pessoas com idade mais avançada, geralmente acima dos 45 anos. Nesse caso, o problema é uma junção do desgaste acarretado pela má postura e do desgaste natural do corpo, devido ao envelhecimento.

O bico de papagaio, assim chamado por reproduzir o formato de um bico desse animal, não tem cura. A osteofitose tende a piorar através dos anos, de modo que o tratamento é meramente voltado para o alívio dos sintomas, sendo a fisioterapia e o uso de medicação o procedimento terapêutico padrão.

Vale ressaltar que os bicos de papagaio podem ser agravados pela ocorrência de outros problemas da coluna, como artrose, escoliose, hérnias e doenças autoimunes, como a artrite reumatoide. O excesso de peso é outro fator de risco, assim como doenças reumáticas, traumas sofridos na coluna e falta de atividade física.

Principais sintomas e tratamento da osteofitose

O diagnóstico da osteofitose dificilmente será feito com base na anamnese, uma vez que seus principais sintomas muito se assemelham aos de outras doenças, como é o caso da hérnia de disco e outros quadros inflamatórios.

O paciente com osteofitose sofre com dor forte e localizada nas costas, com reflexos na coxa, sobretudo quando o corpo está em movimento. Além da dor, o paciente sofre com sensação de formigamento, que pode acontecer nas pernas ou nos braços, dependendo da localização da deformação vertebral. Além desses sintomas, o paciente tem perda de força muscular.

Para que o diagnóstico ocorra, o médico deve solicitar que seja feito exame de imagem. Identificado o problema, o especialista indica o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, medida acompanhada pela fisioterapia, sobretudo orientada para a correção da postura.

Atividades físicas de baixo impacto, como musculação e hidroginástica, são recomendadas. Outras medidas para atacar o sobrepeso também são bem-vindas. Em casos mais graves, pode ser necessário recorrer a uma intervenção cirúrgica para corrigir o desalinhamento.

Como evitar o bico de papagaio

Como qualquer doença, não é diferente com a osteofitose, o melhor mesmo é evitar. Para isso, alimentação correta e exercícios físicos para evitar o sobrepeso devem fazer parte da rotina.

Além disso, para evitar o bico de papagaio e outras enfermidades da coluna, é fundamental ter cuidado com a postura ao sentar, andar e dormir, além de evitar pegar peso excessivo com a postura equivocada.

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Entenda o que é a lombalgia mecânica

Entenda o que é a lombalgia mecânica

Diferenciar a lombalgia mecânica dos demais tipos de lombalgias é essencial para que seja aplicado o procedimento adequado. Essa diferenciação pode ser feita com base na anamnese e nos exames físicos.

Lombalgia e lombociatalgia

Quanto à classificação, a dor na região lombar pode ser separada entre lombalgia comum e lombociatalgia. A lombalgia comum ocorre quando a dor é circunscrita à região lombar. A lombociatalgia, quando o quadro é relacionado ao nervo ciático, é aquela que se irradia para os membros, principalmente inferiores, levando dor e dormência até os dedões dos pés.

É preciso que essa diferenciação seja feita porque a linha de tratamento é diferente para cada caso.

Lombalgia mecânica e lombalgia infecciosa

Antes de mais nada, vale esclarecer que a lombalgia não é, em si, uma doença, mas um sintoma. Como sintoma, por sua vez, ela pode sinalizar patologias diversas.

Uma vez que esteja caracterizada uma lombalgia e não uma lombociatalgia, é essencial identificar se o quadro é de uma lombalgia mecânica ou de um caso infeccioso. Quando o problema é decorrente de infecção, pode estar ligado a causas mais graves. No caso da dor mecânica, que tende a desaparecer num período de um a três meses, é comum que sua origem não seja, necessariamente, identificada.

A partir da narrativa do paciente é possível identificar em qual dos casos a dor se encaixa. A dor decorrente de infecção aparece no período noturno ou quando o paciente se encontra em estado de repouso, sendo característica desse tipo de lombalgia a rigidez matinal. Outros sintomas também são investigados.

A dor mecânica, por sua vez, está associada aos movimentos e piora no curso do dia. Este não é, impreterivelmente, um problema de alta preocupação. De toda forma, existem alguns sinais de alerta aos quais se deve estar atento. Os casos em que a lombalgia mecânica indica alguma patologia subjacente grave representam menos de 5% da sua totalidade. No entanto, quando surgem, podem ser sinal de possibilidade de fratura, tumores, infecção e problemas neurológicos, entre outros.

Tratamentos

Quando o médico entende que não há nenhum indício de doença subjacente, o tratamento proposto envolve, geralmente, apenas o uso de medicamentos. Nestes casos, a dor acaba sendo caracterizada como inespecífica.

Na verdade, em termos de tratamento, o mais conservador, que inclui medicamentos e fisioterapia, é semelhante ao da lombociatalgia, sendo que essa última tem maior chance de progredir para uma cirurgia, principalmente se a causa for a hérnia de disco.

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6 passos para acabar com a dor lombar

6 passos para acabar com a dor lombar

A dor lombar, concentrada na parte inferior da coluna vertebral, afeta algo como 80% da população mundial em alguma etapa da vida. Só para se ter uma ideia, sua incidência é tão alta que fica atrás apenas dos resfriados e gripes. A lombalgia pode prejudicar uma série de atividades cotidianas, implicando na queda de energia, cansaço e fadiga frequentes, desânimo e até depressão.

6 passos para acabar com a dor lombar

1. Mantenha a postura correta

A postura correta, que inclui manter a curvatura natural da região lombar em atividades cotidianas, não só alivia dores na coluna como também evita o desenvolvimento de desvios e/ou deformidades.

A posição “neutra” deve ser mantida até mesmo (e principalmente) na realização de atividades de alto impacto, como exercícios físicos ou na hora de empurrar e carregar objetos.

2. Tome cuidado com sua rotina

A grande maioria de nós passa o dia todo em alguma posição contínua, seja sentado ou em pé. Esse fato pode resultar em impactos negativos para os ligamentos, músculos, articulações e até mesmo para os discos intervertebrais localizados na lombar. Além disso, essa rotina leva ao surgimento de uma das mais comuns dores na região lombar, a causada pela compressão dos discos.

3. Aposte em exercícios para a lombar

Independentemente de você já ter o hábito de praticar atividades físicas ou não, inclua exercícios de fortalecimento da lombar na sua rotina. Se você costuma ir à academia, peça ao seu instrutor que se lembre de colocar em sua ficha atividades específicas que permitam aumento de força na sustentação da coluna lombar. Entre eles estão os exercícios para o abdômen, diafragma, períneo e costas. Te ajudarei a montar seu treino por grupos musculares durante seu acompanhamento.

3. Aposte no alongamento para coluna lombar

A dor lombar também pode ser diminuída ou até mesmo combatida com o simples hábito de dedicar um tempinho no dia para alongar a região. O alongamento antes de dormir, logo ao acordar, após um dia cansativo de trabalho e antes e depois da prática de exercícios físicos já pode fazer uma enorme diferença ao longo do dia. Aposte nisso!

4. Aqueça a região

Uma boa dica para os momentos de crise de dor é apostar em compressas quentes. Aquecer a região tem um efeito analgésico e trará alívio, ainda que momentâneo. Para que a compressa faça efeito, deixe-a agir por 15 a 20 minutos.

5. Descanse e tenha boas noites de sono

Sempre que possível, aposte em posições mais confortáveis para dormir, de modo a aliviar a dor lombar. Tente criar o hábito de dormir de lado, sempre com um travesseiro entre as pernas. Transforme “dormir bem” em um hábito rotineiro, descansando entre 7 e 8 horas por noite.

6. Em casos de dores intensas e constantes…

Não hesite em procurar ajuda médica. Lembre-se que a dor lombar, quando diagnosticada e tratada em seus estágios iniciais, conta com chances elevadas de ser totalmente eliminada.

Agora você já conhece 6 dicas para acabar com a dor lombar. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

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Existe colchão ideal para coluna? ​Quanto mais duro o colchão melhor?

Existe colchão ideal para coluna? ​Quanto mais duro o colchão melhor?

Seja por conta de dores nas costas, por recomendação médica ou mesmo para ter uma qualidade de vida melhor, milhares de pessoas estão constantemente procurando pelo colchão ideal. O tipo de colchão e sua capacidade influenciam diretamente na saúde da coluna e, consequentemente, no quanto ela ajuda ou atrapalha o cotidiano.

Como é o colchão ideal

Escolher o melhor colchão é importantíssimo. Passamos até um terço da nossa vida dormindo, então é claro que esse período faz toda a diferença. O colchão, além de ser essencial para uma coluna saudável, também determina a qualidade do nosso sono – e noites bem dormidas alteram diversos outros fatores da nossa vida.

Para começar a decidir, o principal é entender que o colchão deve seguir o alinhamento natural da coluna vertebral. Se ele estiver distribuindo a pressão de maneira uniforme pelo corpo, não importa se é de espuma, de mola ou de água. Cada pessoa pode ter sua própria preferência quanto a essas características.

No que diz respeito à firmeza ou maciez do colchão, é importante não cair em nenhum extremo. Colchões firmes demais, ou “duros”, não são necessariamente bons para a coluna, pois tendem a aguentar apenas as partes mais pesadas do corpo, causando desarmonia. Já os macios demais causam a situação contrária, o que não permite que as costas fiquem alinhadas corretamente. O certo é procurar por uma firmeza média, mas seu nível específico vai variar de acordo com as necessidades individuais de cada um. Seu peso, altura, condições físicas e proporções influenciam bastante.

Na hora de comprar um colchão novo, você precisa testá-lo. Não fique com receio de deitar sobre ele da forma como se deita normalmente para dormir. Você deve ter certeza de como é sua densidade e como ela continua depois de algumas movimentações. Ou seja, mexa-se sobre ele, na loja mesmo!

Durabilidade

Muitas dores de coluna são causadas por culpa de colchões que já perderam sua validade. A maioria das pessoas não segue à risca o tempo indicado na hora da compra, e acaba passando tempo demais com um colchão já velho. Grande parte deles tem uma vida útil de cinco a dez anos, aproximadamente. Para perceber se é necessário fazer uma troca, verifique se o colchão está desgastado, como com manchas ou rasgos. Em alguns pontos, ele pode apresentar também certas deformidades. Os colchões de espuma são os maiores culpados desse último caso, especialmente nas áreas de uso mais pesado.

Além disso, você consegue saber se o colchão atual está perdendo a utilidade quando ele te incomoda. Lembre-se que o colchão ideal deve ser confortável, fazer com que você acorde descansado e que sua noite seja menos agitada. No mais, converse com seu médico para pedir indicações personalizadas, e siga as orientações atentamente.

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Entenda como funciona uma endoscopia da coluna

Entenda como funciona uma endoscopia da coluna

Doença crônica, a hérnia de disco é uma lesão localizada entre as vértebras da coluna, uma das consequências finais das populares dores lombares. Quando ela acontece, os sintomas são de dor profunda, hipersensibilidade por toda a perna e contração muscular, sendo mais frequente na quarta e quinta vértebra (L4 e L5), por suportarem o peso corporal.

Não há cura para a degeneração discal,porém a hérnia de disco tem diversos tratamentos para amenizar a dor e fazer com que o paciente tenha uma vida normal. Para identificar a gravidade do problema, sempre foram indicados os exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética para confirmar os sintomas. Mas com o surgimento da endoscopia da coluna, o médico tem amplo acesso às estruturas da coluna e assim indicar o tratamento ideal.

Como funciona a endoscopia da coluna

O procedimento de endoscopia da coluna, também conhecido por vídeo cirurgia da coluna, proporciona aos especialistas informações sobre a região afetada sob todos os aspectos. A ação é simples, é preciso realizar um corte pequeno para que uma microcâmera de alta de definição seja inserida e o médico possa verificar como está a estrutura da coluna vertebral.

A moderna técnica foi um alívio para os especialistas, que podem identificar com boa precisão os problemas relacionados à hérnia de disco e a sua compressão de nervos. Reconhecida pela ANVISA, a técnica já vem sendo amplamente divulgada pelo mundo, mas ainda é pouco conhecida no Brasil.

Menos invasiva que uma cirurgia aberta convencional, o corte realizado chega a ser 80% menor e pouco doloroso. Ele também diminui  a possibilidade de infecções e hemorragias, sendo possível avaliar toda a estrutura da coluna por uma câmera interna de altíssima definição, identificando tudo que está nela.

Comparativo entre a endoscopia da coluna e as cirurgias convencionais

As diferenças no pós operatório imediato são importantes, e já começam com uma lesão muscular inevitável causada pela cirurgia convencional, que não ocorre na endoscopia da coluna. Como a musculatura é fundamental para manter a estabilidade da coluna, o músculo precisa se recuperar também do trauma e nem sempre volta a exercer a sua função com a mesma capacidade.

Ela também não causa nenhuma lesão nas articulações e pode ser uma solução para evitar a artrodese, que é a inclusão de parafusos para estabilizar a coluna. Dessa forma, o paciente não fica com nenhum movimento limitado após o procedimento.

O sangramento é mínimo, menor que a cirurgia da coluna convencional, a qual também possui excelentes resultados e pequeno sangramento. Pode ou não ser realizada anestesia geral dependendo da técnica usada e da preferencia do paciente e do cirurgião. A sedação  diminui os riscos cirúrgicos para quem tem problemas cardíacos e outras doenças graves.

A alta é realizada em apenas um dia após o procedimento e o paciente não precisa ficar numa UTI. Ele pode ir para casa caminhando e em sete dias voltar a realizar suas atividades normais, nos casos mais simples.

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Você sabe o que é a artrodese da coluna vertebral?

Você sabe o que é a artrodese da coluna vertebral?

A artrodese é muitas vezes confundida com uma doença, mas na verdade é um procedimento cirúrgico requisitado para doenças que causam instabilidade na coluna como hérnias de disco, espondilolistese e estenose de canal, entre outras. Sua função é conectar de forma permanente algumas vértebras que estejam causando dor na movimentação.

Ela também substitui discos intervertebrais que estão desgastados. Há algumas técnicas utilizadas, mas a maioria se assimila ao processo de consolidação de fraturas ósseas ou utilizando próteses intervertebrais e parafusos pediculares até que o osso se regenere.

Como é feito o procedimento

Tumores ósseos, fraturas espinhais, espondilolisteses, estenoses espinhais graves e hérnias de disco que causem instabilidade importante são os principais problemas tratados pela artrodese da coluna vertebral. O procedimento faz um deslocamento muscular para então realizar uma abertura no osso da coluna lombar, de onde são removidos os discos danificados.

Após sua remoção é enxertado osso autólogo, retirado do próprio paciente, que é fixado por parafusos feitos de titânio que não provocam rejeição. Os parafusos são inseridos na fusão óssea entre as vértebras e mantém os enxertos seguros e os anéis fibrosos.

A artrodese cervical é feita pela via anterior, ou seja, uma incisão na frente do pescoço, onde são afastados os músculos e a traqueia para a implantação da prótese que vai substituir o disco danificado. Nesse caso as vezes não é necessário o uso de parafusos de fixação, permitindo um movimento mais amplo através da prótese cervical.

O pós-operatório

O pós-operatório pode ser bastante doloroso e deve ser ministrado com analgésicos para controlar a dor. Como a cirurgia é aberta, pode ser preciso o uso de dreno por um dia, inclusive para conter o sangramento em excesso. Porém, apesar da dor cirúrgica, os sintomas neurológicos cessam de imediato e o paciente pode sentir o alívio das dores crônicas assim que a cirurgia termina.

A artrodese convencional é a mais utilizada, mas já está sendo inserido nos centros cirúrgicos outro método menos invasivo, com pouco sangramento e dor. É a Artrodese Minimamente Invasiva, que se diferencia pelos instrumentos utilizados para implantação dos parafusos. É importante que as cirurgias minimamente invasivas não se aplicam a todos os casos, por isso a necessidade de estudo criterioso caso a caso.

Para avaliar o resultado da fusão é preciso fazer um raio x de seis a doze semanas após o procedimento, que demonstrará a consolidação do enxerto realizado. Alguns casos mais graves podem demorar até 24 meses para uma consolidação completa.

Raramente há perda de movimentação funcional, fazendo com que o paciente volte a ter uma vida praticamente normal antes de obter as doenças que levaram a artrodese da coluna vertebral.

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