Todos

Ficar muito tempo no celular prejudica a coluna?

Ficar muito tempo no celular prejudica a coluna?

O telefone celular é o companheiro inseparável de muita gente e o seu mau uso pode causar alguns problemas que são sentidos no corpo.

Quando o assunto é coluna, a área mais afetada pela má postura de quem fica muito tempo olhando para o aparelho é a cervical (área entre a cabeça e o tronco). Utilizar o celular ou tablete com muita frequência faz com que sua cabeça fique angulada para baixo e a força exercida nas regiões dorsal e cervical da coluna aumenta.

A posição mais comum que as pessoas adotam ao utilizar os aparelhos móveis, quando adotadas por muito tempo, acabam por afetar a coluna. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que quando as pessoas inclinam a cabeça em 15 graus é como se o pescoço estivesse suportando um peso de 12 kg. Quando a inclinação passa para 60 graus a sensação é de que o pescoço está aguentando 27 kg. Dor queimação ou formigamento constante no pescoço podem ser sinais de que você está usando o celular demais de maneira errada.

Ficar muito tempo no celular: Problemas comuns e seus tratamentos

Para pessoas com mais idade a para as que possuem processos degenerativos, como artrose ou hérnia de disco, o jeito errado e prolongado de uso do celular acaba por agravar esses problemas. Normalmente essa pessoa pode ter uma dor mais acentuada na cervical do pescoço e sentir a dor irradiar pelos membros superiores. Se houver sensações de choque, dormência e, em casos mais extremos, de perda de força, o ideal é procurar atendimento médico para um diagnóstico preciso.

Veja a lista das principais dores causadas por ficar muito tempo no celular (algumas vão além da coluna):

Dores no pescoço

É comum as pessoas reclamarem de dor no pescoço e na coluna. Isso acontece  em algumas situações  porque há uma compressão no disco intervertebral da região, e ele vai desidratando, forçando o núcleo do disco e fazendo uma compressão das raízes nervosas. Isso causa dores nos ligamentos, nos músculos e, inclusive, de cabeça.

Como evitar:  mantenha o aparelho próximo à altura dos olhos, essa posição traz conforto para o pescoço. Estando assim, não irão surgir nenhum tipo de espasmos, nem causar nenhum tipo de malefício ao pescoço.

A cada 20 minutos no celular, você deve apoiar os braços e levantar o celular para que ele fique na altura dos seus olhos, evitando assim que você fique olhando para baixo. Caso já tenha sentido as dores, faça alguns alongamentos para melhorar o sintoma.

Dores nas mãos

A digitação em excesso, enviando mensagens, deslizando os dedos na tela, pode causar inflamação nas articulações.

Como evitar:  manuseie o celular com as duas mãos, evitando assim o uso forçado de apenas uma delas. Não fique muito tempo digitando, use o computador se precisar ter conversas longas.  

Dores no ombro

O ombro acaba sobrecarregado e por utilizar uma postura compensatória, pode gerar problemas ainda maiores no futuro.

Como evitar: mantenha a postura correta, sempre com os ombros alinhados.

A falta de cuidado postural e o uso descontrolado de aparelhos móveis podem gerar um quadro de dor crônica em diversas regiões do corpo, como visto. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Cirurgia minimamente invasiva: como funciona?

Cirurgia minimamente invasiva: como funciona?

Uma cirurgia minimamente invasiva é considerada uma cirurgia que não acarreta tantos danos e agressão ao corpo, como outros diversos procedimentos que existem.

Antigamente, os pacientes não tinham a certeza do tempo de sua recuperação e de como ela seria. Com o avanço ágil da tecnologia, isso mudou positivamente: hoje, com as cirurgias minimamente invasivas, é possível um tempo  extremamente curto para a recuperação total do paciente.

No artigo de hoje,  veremos mais sobre como essa cirurgia funciona e quais são os seus principais diferenciais. Vamos lá?

Cirurgia minimamente invasiva por vídeo: vantagens

Uma das cirurgias que mais se destacam na vertente é a cirurgia por vídeo, o famoso procedimento que não precisa de grande lesão da musculatura. O processo demanda somente alguns pequenos furos para a introdução das câmeras e cânulas.

Vale ressaltar que não são todos os tipos de cirurgia que podem proceder via câmera, mas grande parte já conta com a opção. Outra vantagem valiosa dessa técnica inovadora é que os riscos de infecção são consideravelmente menores do que aqueles apresentados pela cirurgia padrão.

E quanto à minilaparoscopia?

A minilapararoscopia é uma técnica bastante proeminente em se tratando de cirurgias minimamente invasivas. Como acarreta em furos mínimos para a realização da intervenção cirúrgica, o paciente não precisa levar pontos ao final do procedimento. Isso porque são utilizados instrumentos de calibre menor, que vão de 2 a 3 mm.

A cirurgia para retirada de pedras na vesícula, por exemplo, é realizada através da minilaparoscopia. O procedimento é realizado normalmente no hospital, com a aplicação da anestesia geral. Para a realização eficaz desse processo, é preciso que o cirurgião tenha bastante prática, pois as aplicações são bem estreitas e demandam experiência e precisão no manuseio.

Esse foi apenas um exemplo da Minilaparoscopia. Existem diversos outros procedimentos no mesmo grupo, mas a cirurgia para a retirada das pedras na vesícula é mais conhecida pela população.

Cirurgia minimamente invasiva da coluna: saiba mais

Outro local que o procedimento é realizado frequentemente é na área da coluna, principalmente em casos de hérnia de disco. Essa cirurgia é uma das primeiras opções apresentada pelos médicos. Pelo menos 30% da população com mais de 50 anos já realizou essa cirurgia e apresentou resultados bem positivos na maioria dos casos.

A técnica, vale ressaltar, não exige cortes, mas apenas de uma câmera bem introduzida e estrategicamente posicionada para a realização do procedimento. Através dessa câmera, é possível observar claramente o que acontece na região afetada.

Atualmente, através dessa nova tecnologia, os cirurgiões não passam as longas horas de operação olhando diretamente para o órgão do paciente, e sim para uma tela de TV que promove ótima e precisa visualização.

O recurso representa uma facilidade tanto para o médico que está realizando o processo, quanto para o paciente que, sem dúvida alguma, terá menos incômodos e desconforto, além de uma recuperação bem mais tranquila e rápida. É importante saber que nem todos os casos de hérnia  de disco podem ser feitos por vídeo, é importante conversar muito bem com seu cirurgião sobre os resultados

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como
cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Vertebroplastia: conheça o procedimento

Vertebroplastia: conheça o procedimento

Vertebroplastia é a cirurgia da coluna vertebral. O procedimento é realizado em casos de fraturas, decorrentes da osteoporose, ou devido a lesões provocadas por tumores (neoplasia) e alguns hemangiomas de coluna (tumores benignos). Também é realizada em casos de fratura por trauma agudo. É uma cirurgia minimamente invasiva, que consiste na injeção de cimento ósseo nas vértebras lesionadas ou fraturadas. Este tratamento pode ser feito nos segmentos lombar, torácico e cervical.

A vertebroplastia melhora a qualidade de vida de pacientes que convivem com dores intensas devido a lesões ou fraturas na coluna vertebral, e não obtêm resultados positivos com tratamentos medicamentos, fisioterapia, colete e repouso.

Tipos de fraturas

Fratura estável: Não causa a deformação da coluna nem consequências neurológicas. Neste caso, coluna ainda tem condições para suportar o peso do corpo.

Fratura instável: Este tipo causa mais problemas porque a coluna vertebral não consegue distribuir o peso. Pode ocorrer a compressão, rotação ou flexão lateral da coluna com fratura vertebral instável. Além disso, se não for tratada a tempo, podem ocorrer problemas neurológicos e a formação da cifose pós-traumática.

Complicações da fratura de vértebras

A fratura do segmento torácico e lombar pode trazer algumas complicações, se não for tratada. Um dos problemas mais graves é a trombose venosa profunda das pernas. Esse processo pode resultar em embolia pulmonar, quando os coágulos de sangue são transportados pela corrente sanguínea até os pulmões.

Vertebroplastia: procedimentos

A cirurgia é realizada em ambulatório ou hospital. A anestesia é local associada a uma sedação  e não é necessário fazer incisões, pois o cimento ósseo é aplicado com cânula percutânea. O médico utiliza um aparelho de raio-X para visualizar o local que receberá a aplicação de cimento ósseo. Então, introduz a agulha e faz a injeção de cimento ósseo.

Em geral, a vertebroplastia não dura mais de uma hora. Se não houver intercorrências médicas, o paciente poderá deixar a unidade hospitalar no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte.

Ao voltar para casa, o paciente terá que fazer o repouso recomendado pelo médico e dar continuidade ao tratamento da osteoporose ou neoplasia, doenças que causaram a fratura ou lesão da coluna vertebral. Também será necessário fazer radiografias periódicas, sendo que o primeiro exame ocorrerá 30 dias depois da vertebroplastia.

O efeito térmico do cimento ósseo queima as ligações nervosas existentes no tumor maligno, o que contribui para reduzir a dor na coluna. Além disso, ao tornar-se sólido, esse cimento proporciona uma melhoria significativa à sustentação da vértebra fraturada ou lesionada, o que se traduz na eliminação da dor.

A vertebroplastia não é recomendada para gestantes, pacientes que apresentam vértebra plana, tem algum tumor osteoblástico, osteomielite problemas de coagulação sanguínea.

Cifoplastia

Além da vertebroplastia, existe outro procedimento para tratar o mesmo tipo de problema na coluna vertebral. É a cifoplastia, procedimento que utiliza um equipamento para inflar um balão na parte interna do osso, provocando a expansão da vértebra.

Posteriormente, é feita a aplicação do cimento ósseo, dentro da cavidade expandida. A cifoplastia é um procedimento de alto custo e recomendada a casos mais graves.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Como é o tratamento para fratura de coluna?

Como é o tratamento para fratura de coluna?

A fratura de coluna ocorre em razão de algum choque forte causado por acidentes, quedas e prática de esportes. Existem, ainda, doenças que enfraquecem os ossos a ponto de que se fraturem mais facilmente, mesmo em situacões corriqueiras do cotidiano.

Em casos de acidente em que se verifique fratura, é importante acionar rapidamente uma ambulância para que profissionais realizem a remoção adequada da vítima. Mas e quando a área afetada é a coluna, como proceder? Visando esclarecer as dúvidas relacionadas à questão, abordamos a temática neste artigo. Confira:

Tratamento não cirúrgico: saiba mais

Quando a medula espinhal não é afetada em decorrência da fratura, em geral, não existe a necessidade de uma intervenção cirúrgica nas primeiras 24 horas . Na maioria dos casos de fratura da coluna, pode ser utilizado o tratamento conservador através de coletes ou não , cuja intenção é permitir que o organismo realize a reparação no alinhamento correto.

Tais tratamentos são efetuados através de gesso, colete de jewett ou colar cervical.  O processo dura em média de 2 a 3 meses, embora esse período varie de acordo com a gravidade e o tempo de resposta de cada indivíduo.

Quando a cirurgia é necessária?

Nos casos em que a medula espinhal é danificada. É importante acrescentar que a intervenção cirúrgica consiste na inserção de uma estrutura artificial para realinhar a espinha . Durante o tratamento e o pós-operatório, as vezes o paciente precisa utilizar coletes. A depender da lesão, a realização de fisioterapia também é necessária, buscando ajudar na circulação e evitar a atrofia muscular.

E quanto às sequelas?

Fraturas de coluna que não tenham afetado a medula espinhal dificilmente proporcionarão uma sequela grave. No entanto, caso a medula seja de alguma forma lesionada, de fato existem riscos.

Tanto a fratura de coluna como a recuperação de uma fratura na espinha dorsal podem causar sequelas para o paciente. Uma fratura na região torácica, por exemplo, pode afligir paralisia nas pernas; assim como a parte da coluna no entorno do pescoço pode gerar a paralisia geral do corpo.

Essas consequências podem ocorrer no próprio ato da fratura de coluna, durante o deslocamento para o atendimento e também ao longo do tratamento. Por isso, é de suma importância que o processo terapêutico siga as recomendações médicas à risca.

Cuidados durante o tratamento

Nos primeiros dias depois se ter sofrido a fratura, a vítima deve evitar se movimentar e sempre buscar o repouso, movimentando com auxilio do fisioterapeuta ou seguindo as recomendações médicas. Para melhorar a circulação sanguínea, é interessante erguer os pés (dois travesseiros podem ser usados como apoio). Quando o paciente for liberado pelo médico responsável a voltar para suas atividades cotidianas, esse retorno deve ocorrer devagar e de forma gradual. No que se refere às atividades mais pesadas e a práticas de esportes, por exemplo, o tempo de recuperação tende a ser mais longo.

Durante esse período mais delicado, alguns métodos auxiliares de recuperação podem acelerar o fortalecimento. Um desses métodos é a hidroterapia, que consiste em uma maneira de realizar exercícios com impactos reduzidos (além de ser uma ótima opção para praticar os movimentos completos da fisioterapia).

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
O que é artrose facetária lombar e cervical?

O que é artrose facetária lombar e cervical?

A dor tem papel fundamental no desenvolvimento humano e na sobrevivência da espécie. O corpo é dotado de um grupo de estruturas de reconhecimento e reação a estímulos internos ou externos, formando um intrincado conjunto que envolve o sistema nervoso central e periférico para que a dor seja reconhecida. Posteriormente, pode ser interpretada para a identificação de sua causa.

Quando o organismo reconhece uma dor que pode comprometer sua integridade e sobrevivência, entram em funcionamento receptores de estímulos capilarizados na região periférica e na medula espinal, chegando até ao tronco encefálico e ao córtex cerebral sensitivo.

Antes de entendermos o que é artrose facetária lombar e cervical, entretanto, precisamos nos localizar na anatomia da coluna vertebral e identificar suas partes. Vamos lá?

Anatomia da coluna vertebral

Localizada na parte posterior do tronco está nossa coluna, uma pilha de anéis ósseos dentro dos quais a medula e ramificações nervosas estão aninhadas. Vale lembrar que a medula e suas ramificações percorrem toda a extensão da coluna, comunicando membros, órgãos e sistemas ao encéfalo, além de controlar funções voluntárias e involuntárias, também chamadas vegetativas.

É interessante notar também que a coluna vertebral humana é dividida, anatomicamente, em três partes: coluna cervical, torácica e lombar e chamaremos seus anéis pelo nome técnico de “vértebras”. A região cervical é formada por sete vértebras e estão na região do pescoço, outras doze vértebras constituem a região torácica e as outras cinco estão na região lombar, parte inferior das costas.

É nas regiões cervical e lombar, portanto, que pode manifestar-se a artrose facetária lombar e cervical. Separando uma só vértebra, com finalidade de análise didática, podemos dizer que há duas partes, imaginando um corte longitudinal passando por ela, sendo que estas partes divididas, anterior e posterior, têm funções distintas. A porção anterior da vértebra tem resistência mecânica à pressão, suportando peso, visto que tem densidade óssea maior. Na parte posterior estão as articulações facetárias, que juntam uma vértebra à outra, responsáveis pelos complexos movimentos flexíveis desta parte do corpo.

Entendendo o que é artrose facetária lombar e cervical

A artrose consiste no desgaste de articulações ou, dizendo de outra maneira, no desgaste da cartilagem e seu osso. A partir daí, torna-se simples entender o que é artrose facetária lombar e cervical, suas possíveis causas, e procedimentos terapêuticos.

Podemos definir esta patologia como um desgaste degenerativo que leva à inflamação. O paciente então é acometido pela dor que se apresenta no pescoço e ombros e na parte inferior das costas, em alguns casos irradiando-se para as nádegas e coxas.

O processo de envelhecimento associado a outras desordens ou acidentes, como artrites ou infecções, também pode contribuir para o surgimento ou agravamento desta patologia, que poderá ser sindrômica. A semiologia médica, a partir da anamnese do paciente, possibilitará a formulação de hipóteses de diagnóstico que serão úteis à sua identificação precisa. Os tratamentos podem incluir administração medicamentosa, fisioterapia ou cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Você sabe o que é cifose postural?

Você sabe o que é cifose postural?

Apesar da cifose postural ser um problema bastante conhecido da grande maioria das pessoas, muitas ainda não buscam um especialista para tratá-lo da forma adequada. Isso porque é relativamente comum ter a equivocada impressão de que se trata de algo que não deve receber grande atenção, sendo popularmente chamado de “corcunda”.

Neste artigo, saiba mais sobre a cifose postural e informe-se sobre o correto tratamento dessa doença da coluna!

Incidência e causas de cifose em geral

O sexo feminino é mais afetado pela cifose, uma vez que para cada homem que a desenvolve há a incidência de duas mulheres. As formas de desenvolvimento da doença, contudo, estão condicionadas ao fato desta ser considerada congênita (de nascença) ou ter se originado a partir de alguma outra enfermidade.

Em crianças, sobretudo naquelas que ainda são bebês, observa-se que o problema surge apenas em casos raros. Já na fase da adolescência, a ocorrência deve-se em geral ao fato do indivíduo apresentar incompatibilidades no crescimento, fazendo com que a estrutura existente na coluna não consiga acompanhá-lo.

Para as pessoas de outras faixas etárias, alguns fatores são considerados de risco. Dentre eles, pode-se citar: infecções, degenerações ósseas, alterações em estruturas musculares, doenças de caráter hormonal, artrite, fraturas decorrentes da compressão de vértebras, tuberculose e até mesmo a má postura apresentada pelo indivíduo(esta sim, a cifose postural propriamente dita).

Sintomas e tratamento do problema

De um modo geral, a cifose postural só é de fato percebida pelo paciente ao longo de um processo que pode perdurar por vários anos. Inicia-se com episódios esporádicos de dores nas costas que vão se acentuando e tornando-se crônicos com o passar do tempo. Além disso, a pessoa acometida poderá sentir fadiga e rigidez na área onde se localiza a coluna vertebral, bem como sensibilidade no local.

As demais pessoas que convivem com o indivíduo costumam perceber o problema e alertá-lo acerca de sua ocorrência. Caso haja algum sintoma ou indicativo, o paciente deve recorrer a um médico especialista em coluna, que esclarecerá a situação por meio de exames como a radiografia.

Após a confirmação do diagnóstico, inicia-se a fase de tratamento do quadro. Este, entretanto, ocorrerá de acordo com a causa que originou a cifose postural. Se o paciente desenvolveu a deformação em virtude da má postura, o acompanhamento do caso por um fisioterapeuta faz-se necessário, já que o profissional, além de tratar, dará orientações sobre algumas mudanças que a pessoa deverá fazer na forma como realiza suas atividades cotidianas. Coletes ortopédicos e outras medidas mais radicais poderão ser indicadas quando da ocorrência do caso, dependendo do grau de deformidade observado pelo médico.

Em jovens, a eficácia do tratamento costuma ser maior. Para os casos em que a situação se instala por conta de doenças degenerativas, no entanto, há menores chances de se obter sucesso ao se tratar o problema.

Em casos específicos, alguns indivíduos poderão perceber complicações mais sérias, como redução da capacidade de funcionamento dos pulmões. Dessa forma, a prevenção da cifose postural pode ser um mecanismo de se prevenir ou atenuar o problema. De qualquer modo, ainda que haja dúvida sobre a ocorrência da deformidade, a procura de um especialista no assunto é sempre imprescindível para a segurança do paciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Artrose de coluna: sintomas, causas e tratamento

Artrose de coluna: sintomas, causas e tratamento

A artrose na coluna, conhecida também como espondiloartrose ou osteoartrite da coluna, define uma deterioração da cartilagem presente nas articulações da coluna. Essa condição tem uma série de reflexos, tais como dor na área afetada e dificuldade de locomoção. Entre as principais causas do problema, estão o desgaste natural da idade e a realização de movimentos repetitivos com as costas, bem como fatores genéticos. Exercícios físicos mal executados também são citados como outra causa em potencial.

Um primeiro ponto a ser destacado é que os sinais da artrose de coluna variam de acordo com o paciente. Por isso, o grau de desconforto pode ser leve até mais intenso, comprometendo atividades do cotidiano. Em alguns casos, a condição inclusive implica afastamento do trabalho ou aposentadoria por invalidez. A boa notícia é que esse último cenário é bastante incomum, tendo em vista que um tratamento bem efetuado é capaz de controlar os sintomas.

Ainda que seja possível observar o desgaste em qualquer ponto da coluna, a lombar e a cervical são as áreas mais atingidas. Infelizmente, não há uma cura definitiva para a osteoartrite da coluna. No entanto, uma conduta apropriada alivia significativamente os sintomas e ajuda a pessoa a recuperar o seu bem-estar.

O diagnóstico é realizado com base nos sinais descritos pelo indivíduo, além do exame físico feito pelo especialista na consulta. Em conjunto, recomenda-se a confirmação por testes de imagem, a exemplo de um raio-X de coluna. Dependendo da situação, o médico pode pedir uma ressonância magnética para verificar se não há hérnia a de disco ou alguma outra deformidade não identificado pelo raio-X.

Mas afinal, quais são os principais sintomas da doença?

A cartilagem serve como um amortecedor para os eventuais impactos e atritos entre os ossos. Quando a artrose se manifesta, com frequência surgem os seguintes sintomas:

• Dor que dificulta o movimento das costas;
• Dor que se agrava com o movimento;
• Na artrose lombar, as pernas podem formigar ou ficar dormentes;
• Caso a artrose seja na cervical, é comum sentir dormência ou formigamento nos braços e no pescoço.

Portanto, se você apresenta qualquer um desses indícios de espondiloartrose, consulte um profissional de confiança o quanto antes.

Tratamento para artrose de coluna

A terapêutica pode ser conduzida pontualmente durante períodos de crise ou se tornar da rotina para evitar grandes limitações. Abaixo, listamos as principais opções:

• Analgésicos: devem ser administrados em caso de dor ou regularmente de 2 a 4 vezes ao dia como paliativo, segundo orientação médica;

• Opioides: é uma categoria mais potente de analgésicos, tipo o Tramadol e a Codeína, que é prescrita para quadros de maior intensidade;

• Injeção de corticoides e anestésicos: conhecidas como bloqueios ou infiltrações, esse método atua na articulação para conter a dor localmente;

• Anti-inflamatórios: são recomendados por períodos curtos, tendo em vista que a sua administração contínua pode causar problemas nos rins e no estômago.

• Cirurgia: em casos agravados, a intervenção cirúrgica pode ser indicada. A opção entra em cena quando as dores se tornaram incapacitantes, os demais tratamentos não foram bem-sucedidos e/ou quando a parte neurológica foi afetada. O procedimento pode visar a fusão dos segmentos da coluna afetados ou a substituição de disco artificial, quando há uma hérnia de disco relacionada à artrose. A meta é fazer com que o paciente siga a vida sem grandes restrições.

Nesse contexto, o ideal é associar os cuidados a suplementos que fortaleçam as articulações para evitar o agravamento da lesão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Quando devo procurar um especialista de coluna?

Quando devo procurar um especialista de coluna?

Dores na coluna estão entre as principais razões que levam uma pessoa a procurar atendimento médico. Ocorre que nem sempre é só uma dorzinha passageira e pode ser um indicativo de algo mais grave. Daí a necessidade de se atentar aos sinais e sintomas que exigem mais atenção, além buscar o acompanhamento do especialista de coluna.

A avaliação desse profissional é fundamental para a identificação de situações clínicas, bem como os cuidados necessários e o tratamento indicado para cada caso. Essa avaliação será determinante para o diagnóstico adequado.

Quem é o médico especialista de coluna?

Diferentes áreas de formação podem lidar com a coluna. É importante ter em mente, contudo, que o profissional deve estar associado à SBC – Sociedade Brasileira de Coluna. Trata-se de um órgão que atua em âmbito nacional, responsável por regular a prática. O especialista de coluna deve ser membro do SBC, ser graduado em medicina e ter realizado residência médica nas áreas de Ortopedia, Traumatologia ou Neurocirurgia, além de ter feito treinamento e prova específica de titulação.

Vale acrescentar que os médicos habilitados para a tratar a coluna têm competência para diagnosticar e tratar doenças na coluna, deformidades, desvios, fraturas, hérnias de disco e tumores, entre outras enfermidades.

Quando procurar um especialista de coluna?

Fique atento aos sinais de alerta para saber quando buscar um especialista na área:

  • Dores nas costas em pessoas com idade inferior a 20 anos ou acima dos 55 que não apresentaram dores nas costas antes;
  • Dores causadas por impacto como acidentes, contusões ou quedas;
  • Dores que não aliviam após o descanso;
  • Dores crônicas que não diminuem com o decorrer do tempo;
  • Dor nas costas acompanhada de dor no peito. Vale salientar que há quadros atípicos de infarto em que as dores se localizam nas costas da pessoa;
  • Histórico na família de tumores;
  • Dor noturna;
  • Rigidez na região da coluna durante o período da manhã;
  • Uso de corticoides por longos períodos e que sentem dores nas costas;
  • Dores nas costas e perda de peso;
  • Uso crônico de drogas;
  • Imunidade comprometida;
  • Redução nas capacidades motoras;
  • Diminuição da força nos braços ou pernas, que comumente irradia para os membros;
  • Alterações na sensibilidade;
  • Dormência ou formigamento nas pernas quando a pessoa fica em pé ou anda;
  • Deformidade estrutural em pessoas que não apresentava curvatura na coluna e passou a sentir dores juntamente com as alterações na coluna;
  • Dores na coluna com duração maior do que 6 semanas;
  • Dor que se intensifica com as idas ao banheiro (principalmente ao fazer força de evacuação);
  • Dificuldades de controle da urina.

Caso apresente um ou mais desses sintomas, procure um médico com urgência.

Tipos de tratamentos

Em linhas gerais, a área especializada no tratamento de coluna abrange duas linhas de terapêuticas distintas: as técnicas modernas de tratamento e os tratamentos considerados conservadores. Procedimentos pouco invasivos que fazem uso de imagens, diagnóstico, fisioterapia, administração de anti-inflamatórios e o procedimento cirúrgico estão entre as principais práticas quando o assunto é cuidar da coluna.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Escoliose: sintomas, causas e tratamento

Escoliose: sintomas, causas e tratamento

Escoliose é uma condição definida pela curvatura acentuada da coluna vertebral, que pode ocorrer para os lados ou na metade, porém é uma deformidade tridimensional em que ocorre rotação da vértebra em em diferentes graus. Primeiramente, é importante salientar que há diferentes formas da doença, ainda que a manifestação física seja semelhante em todos os casos. No entanto, os prognósticos podem variar significativamente. Para entender melhor sobre essa enfermidade, continue a acompanhar o artigo!

Conheça os 3 principais tipos de escoliose

  • Congênita: tem origem ainda no desenvolvimento do feto ou logo após o nascimento, devido a uma má formação das vértebras. Outra causa pode ser a fusão de costelas quando uma vértebra não se fecha por completo ou não se segmenta corretamente. Esse cenário representa 10% das manifestações do problema;

 

  • Idiopática: correspondendo a 80% dos casos de escoliose, essa é a categoria mais frequente da doença. Não é possível determinar um motivo específico para o desenvolvimento dessa condição. Muitos especialistas já estudaram o tema e levantaram teorias, mas não existe um consenso. Acredita-se, porém, que a hereditariedade seja um fator relevante. Nos adolescentes, a chance de progressão é maior, já que o corpo cresce mais rapidamente nessa fase. Vale salientar, ainda, que as meninas possuem uma probabilidade mais alta de apresentar curvaturas anormais.

 

  • Neuromuscular: é resultado de uma fraqueza nos músculos ou do pouco comando muscular. Desse modo, o quadro se relaciona à atividade anormal de nervos ou músculos. Normalmente, a coluna vertebral adquire uma curva alongada em formato de “c”, sobretudo na infância. Até mesmo outras patologias por vezes ocasionam alguma paralisia que afeta o alinhamento do corpo. Nesse cenário, realizar exames neurológicos é uma boa medida. Para confirmar o diagnóstico, o profissional de saúde pedirá uma radiografia, que mostrará o grau da deformidade.

Principais sintomas do problema

Os principais indícios dessa disfunção na coluna vertebral são:

• Assimetria nos ombros e/ou quadris;
• Uma perna ou uma metade da caixa torácica do paciente parece ser mais curta do que a outra;
• A clavícula é mais proeminente do que o normal;
• Há um aparente desnível na cintura;
• Corpo com inclinação lateral;
• Dores nas costas e fadiga após períodos em pé ou em posição sentada.

E quanto ao tratamento?

Qualquer conduta só deve ser ter início quando o médico identificar o tipo da escoliose, bem como a localização e a extensão da curvatura. Variáveis como o estágio da deformidade, além da faixa etária do indivíduo, também influenciam na escolha do tratamento.

A agressividade do quadro depende particularmente da angulação identificada no momento do diagnóstico, assim como de seu potencial de crescimento.

O objetivo é sempre impedir a evolução da curvatura da coluna, tendo em vista que o surgimento das dores se dá na vida adulta. Para tanto, indica-se métodos de reforço muscular –  Pilates, RPG (Reeducação Postural Global), quiropraxia e osteopatia são algumas das alternativas para melhor tônus muscular porém sem objetivo de corrigir a curva. Vale lembrar que todas essas práticas precisam ser autorizadas pelo médico!

A órtese, colete que apoia o sistema músculo-esquelético, é uma grande aliada para prevenir o aumento da curva. Contudo, o dispositivo não consegue solucionar por completo a condição, o objetivo maior é impedir a progressão da curva, ou seja, estabilizá-la. Casos mais graves requerem intervenção cirúrgica – artrodese da coluna – para corrigir a curvatura causada pela escoliose.Os critérios cirúrgicos são bem definidos pela Scoliosis Research Society.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Cifose: sintomas, causas e tratamento

Cifose: sintomas, causas e tratamento

A cifose ou hipercifose é a curvatura acentuada de uma parte da coluna vertebral. A coluna vertebral, nesse sentido, possui quatro tipos de curvaturas naturais: lordose lombar e cervical, cifose torácica e do sacro (na área que liga o tronco aos membros inferiores).

Em estado normal, a coluna vertebral apresenta inclinação de 20 º a 40 º na cifose torácica. No entanto, esta curvatura pode ficar mais acentuada em decorrência de problemas como doenças reumatoides da coluna, a doença de Sheuermann (dorso curvo juvenil) e dorso curvo postural. Vale ressaltar que o encurvamento pronunciado da cifose torácica fica bem visível, pois a pessoa adquire uma corcunda.

Quais são as causas da cifose?

Geralmente, o encurvamento da cifose torácica começa na adolescência. Não há uma conclusão definitiva sobre as causas, mas a cifose pode ter origem genética ou ser uma consequência da má postura. Um trauma da coluna vertebral também pode alterar a curvatura natural da cifose torácica. Outros fatores, não muito comuns, são as malformações congênitas, infecções graves, doenças reumatológicas, neuromusculares e tumores.

E os sintomas da cifose?

O sintoma mais evidente é a corcunda nas costas, pois a cifose, na maioria dos casos, não causa dor. Quando o paciente chega a sentir dor, é porque a cifose já está em estágio bem avançado. Justamente por esta razão, o diagnóstico costuma ser tardio, pois o encurvamento é associado apenas à má postura.

O ideal é consultar o médico periodicamente, mesmo que sem sinais aparentes de problemas na coluna ou em qualquer outra parte do corpo. Mas, diante de sintomas como alterações na curva da coluna, perda da força muscular, dores, emagrecimento repentino, insensibilidade nas pernas, entre outros sintomas, a consulta médica é imprescindível.

O diagnóstico clínico, normalmente, é complementado com a radiografia da coluna vertebral. A imagem facilita a identificação de lesões e a medição da curvatura da coluna. A ressonância magnética e a tomografia são solicitadas pelo médico quando o exame clínico e o raio-X mostram um quadro fora do comum.

Tratamento do problema

O tratamento pode consistir no fortalecimento dos músculos do dorso, fisioterapia, correção da postura, natação e exercícios de alongamento dos músculos peitorais e isquiotibial. A medicação só é prescrita quando o paciente relata dor.

Há também os casos em que a indicação é corrigir a corcunda acentuada através de procedimento cirúrgico. Para corrigir a deformação da coluna, o cirurgião utiliza barras e parafusos de titânio. Como a cirurgia pode apresentar certos riscos, a operação só é recomendada para situações mais graves de cifose e com risco de restrição da função pulmonar.

Para a cifose secundária, decorrente de outras doenças, o tratamento é direcionado a essas patologias, buscando conter o avanço da deformação da coluna vertebral.

Para prevenir problemas na coluna, é importante corrigir a postura, evitar carregamento de peso, esforço extremo e repetitivo, praticar atividade física com orientação profissional e manter uma alimentação saudável, ingerindo as quantidades certas de cálcio e vitaminas.

O check-up anual também é necessário, pois o diagnóstico precoce de problemas de saúde aumenta as chances de tratamentos com resultados positivos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos