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Entorse do pescoço: sintomas, diagnóstico e tratamentos

Entorse do pescoço: sintomas, diagnóstico e tratamentos



A entorse do pescoço, ou torcicolo, é caracterizada pelo rompimento ou alongamento dos tecidos moles na região do pescoço, logo é uma lesão de ligamento.

Normalmente, o diagnóstico é feito por um clínico geral e/ou especialistas como reumatologista, ortopedista, neurologista.

Por isso, para otimizar o tempo e facilitar a comprovação médica, é fundamental que o paciente descreva todos os sintomas com clareza. Além disso, é fundamental que ele destaque o histórico de saúde, caso consuma medicação regular. Durante a consulta, o profissional faz algumas perguntas do tipo:

  • quanto você consegue mexer a cabeça?
  • qual é a intensidade dos sintomas?
  • qual é o histórico desse distúrbio na família?
  • já precisou tomar algum medicamento para melhorar a dor? Funcionou?
  • já teve outros diagnósticos relacionados a esses sinais?

Esses questionamentos corroboram com uma análise mais objetiva e ainda agilizam os procedimentos, ou seja, eles também ajudam a reduzir o sofrimento dos pacientes, que podem controlar em tempo hábil os efeitos provocados por esses sinais.

Neste artigo, trazemos mais informações sobre esse transtorno que incomoda tantas pessoas. Continue a leitura e saiba mais!

Quais são as principais causas?

Alguns fatores de riscos merecem ser destacados, porque boa parte dos casos ocorrem devido a determinados indicadores. Por exemplo, os esportes de contato contribuem, sobremaneira, com o surgimento desse distúrbio.

Além disso, a falta de hábito em usar o cinto de segurança, o uso de drogas, assim como os traumas anteriores na região do pescoço, o histórico familiar, também podem contribuir com o desenvolvimento desse quadro.

Porém, ainda é importante destacar a presença de anormalidades congênitas na área da coluna cervical, o sexo e idade. Afinal, esse transtorno acomete mais as mulheres e as pessoas entre 30 e 60 anos.

Como é feito o diagnóstico?

Depois de responder as perguntas do especialista, os pacientes podem ser submetidos aos exames de ressonância magnética e raio X, a fim de verificar possíveis fraturas, lesões nos discos cervicais e ruptura no ligamento.

Quais são os sintomas da entorse do pescoço?

Geralmente, as queixas giram em torno de dores no pescoço, que pioram quando ele é movimentado. Mas não para por aí porque as pessoas também reclamam de fadiga, dor no ombro e na garganta, falta de concentração, insônia, espasmos musculares, formigamento, rigidez e fraqueza nos braços.

Como é feito o tratamento?

O planejamento terapêutico, a depender da gravidade, inclui medicação para aliviar as dores musculares, bem como aplicação de gelo e calor no local, massagens, injeções de esteroides, neurotomia por radiofrequência, injeções direcionadas às facetas cervicais, além de uso de colar cervical — oferece suporte para a cabeça, reduzindo a pressão sobre o pescoço.

A entorse do pescoço é uma condição que limita a ação dos pacientes e deve ser tratada de maneira pontual. No entanto, a prevenção pode ser feita a partir da prática de exercícios que fortalecem os músculos da área do pescoço e ela também pode ser obtida com uso de equipamentos de segurança. Fazendo isso, as pessoas já avançam significativamente no quesito proteção.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!



Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Como é a recuperação da artrodese?

Como é a recuperação da artrodese?



Também conhecida por anquilose artificial, a artrodese é um procedimento cirúrgico de fusão óssea em uma articulação, cujo objetivo é promover estabilidade na região operada. Dessa forma, é possível melhorar a dor intratável por talas, medicação ou qualquer outro método terapêutico que tenha falhado.

Em geral, é possível imobilizar entre dois e três segmentos da coluna, sem gerar prejuízos de movimentação, porque esses fragmentos conseguem realizar com tranquilidade os movimentos mais significativos dela.

Por isso, em boa parte dos casos, essa é a solução para os pacientes com sintomas neurológicos ou dor que não melhora com os métodos convencionais.

Neste artigo, apresentamos o pós-operatório, mas antes, a fim de contextualizar, destacaremos outras características desse procedimento. Leia para saber mais!

Em quais articulações é possível realizar o procedimento?

Esse tipo de operação pode ser realizada na maioria das articulações. Isso quer dizer que tanto as regiões dos pés, dos tornozelos, das mãos, assim como da coluna vertebral são contempladas.

Apesar disso, esse procedimento já não é usual nas partes do quadril e dos joelhos, em função da evolução da artroplastia, que supre, de certa forma, essa necessidade. Portanto, a artrodese só é usada quando as artroplastias deixam a desejar.

Por que é necessário realizar esse tipo de operação?

Normalmente os motivos são as dores provocadas por fraturas, artrites severas e entorses. Pois, além de aliviar os espasmos, esse método também é eficiente quando se trata de corrigir deformidades, promover estabilidade e conter o avanço de certas patologias.

No que tange à coluna vertebral, a operação é focada em problemas de deformidades, instabilidade, degeneração facetária, alterações degenerativas, hérnias de disco, estenose de canal vertebral, espondilolistese e demais enfermidades associadas à coluna.

Por exemplo, a instabilidade da articulação pode ser provocada por perda traumática de ligamentos ou doenças como artrite reumatoide, artrite séptica. Nesses casos, o tratamento mais recomendado é esse.

Como o procedimento é realizado?

Primeiramente, o cirurgião avalia as condições de otimização para o paciente. Isso quer dizer que a pessoa precisa ser saudável e não ter problemas relacionados ao risco cirúrgico e a doenças que a colocam em situação de vulnerabilidade.

A técnica de fusão óssea é basicamente a mesma realizada no processo de solidificação de fraturas. Além disso, a metodologia também inclui o uso de parafusos, próteses, enxertos sintéticos, biológicos e minerais a fim de estimular o desenvolvimento do osso.

Como é o pós-operatório dessa cirurgia?

Apesar dos benefícios da técnica, a probabilidade de ocorrência de lesões nos membros que foram juntados é maior em relação aos membros normais. Por isso, os cuidados depois da cirurgia devem ser redobrados.

Assim, os pacientes devem evitar movimentos repetitivos e rápidos. Além disso, precisam evitar ao máximo subir escadas rapidamente, bem como levantar objetos pesados e dirigir (por um tempo).

É importante saber que a articulação fixada tende a sofrer maiores desgastes. Os ossos ficam mais propensos a fraturas, uma vez a articulação fixada não absorve totalmente os choques promovidos nos impactos.

Além disso, a infecção local pós-artrodese pode provocar insuficiência, soltura do implante e até destruição óssea. Dessa forma, os pacientes precisam evitar o contato íntimo por, pelo menos, um mês. E também devem mudar de posição com frequência, utilizar almofada na hora de sentar e realizar pequenas caminhadas várias vezes no dia.

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Injeção transforaminal: como é feita e quando é indicada?

Injeção transforaminal: como é feita e quando é indicada?



A injeção transforaminal é uma aplicação à base de esteroides, que promove alívio prolongado da dor na área conhecida por forâmen — a região da coluna vertebral onde as raízes nervosas escapam, isto é, a abertura de passagem de artérias, músculos, veias, vasos e outras estruturas.

No corpo, a injeção ajuda a reduzir o inchaço e a inflamação da raiz do nervo espinhal e dos tecidos no entorno dela. Com isso, a dor é reduzida, assim como os sintomas de formigamento, dormência, irritação, inchaço e inflamação.

Outro ponto importante a ser destacado sobre essa metodologia é que, por meio dela, também é possível verificar, especificamente, os níveis da dor na raiz espinhal.

Neste artigo, trazemos mais informações sobre como o processo é feito e sobre suas indicações. Continue a leitura e saiba mais!

Qual é o conteúdo da injeção transforaminal?

Ela é composta de esteroides, anestesia local e solução salina. Embora a quantidade aplicada seja bem pequena, cerca de 2 mL, o efeito gerado por essa combinação é prolongado.

Como é realizado o procedimento?

A agulha da injeção precisa chegar aos tecidos profundos, por isso, o paciente sente algum incômodo ou dor local. Contudo, não há com que se preocupar, porque a região geralmente recebe anestesia antes do procedimento.

Dessa forma, a sensação é mais de uma pressão forte ou de um beliscão, mas não uma dor insuportável. Inclusive, algumas pessoas até preferem a sedação intravenosa, o que torna o processo mais fácil de tolerar.

Normalmente, o procedimento é realizado em uma sala de fluoroscopia. Antes de o paciente se deitar, a região das costas é higienizada com sabão antisséptico e recebe a anestesia. Por meio do raio X, o médico acompanha o movimento da agulha até ela chegar ao local de destino.

Quais são as restrições?

Primeiramente, a injeção transforaminal pode ser contraindicada para pacientes com diabetes, doenças cardíacas não controladas ou pressão alta.

Ela também não é recomendada para quem faz uso de medicação anticoagulante. Além disso, o método deve ser evitado caso a pessoa esteja gripada ou com febre.

Mas as restrições não terminam aqui, porque depois de realizar o procedimento, é fundamental que o paciente não dirija. Ou seja, é importante ele levar um acompanhante no dia da aplicação.

Outro ponto relevante sobre o pós tem a ver com o calor logo no dia do procedimento. Assim, o banho ou a imersão quente é desaconselhável, sendo liberado somente no dia seguinte.

Quais são os efeitos colaterais?

De certa forma, essas injeções são bem seguras, principalmente quando o paciente cumpre à risca aquilo que foi determinado pelo médico. Entretanto, como em qualquer intervenção médica, os riscos de efeitos colaterais e complicações existem.

Normalmente, as queixas giram em torno da dor provocada pela agulha, uma vez que o efeito do anestésico desaparece com tempo. Há outros riscos incomuns, como sangramento, infecção, dor de cabeça, piora dos sintomas, dano nervoso, ganho de peso e aumento de glicemia.

Como informado, a injeção transforaminal é um método seguro para combater a dor na região da coluna vertebral. No entanto, é fundamental ter uma conversa sincera com seu médico, a fim de que ele conheça seu histórico de saúde.

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5 lesões comuns na coluna do atleta

5 lesões comuns na coluna do atleta



Pelo menos 80% dos brasileiros sofrem com lombalgia ou dor lombar. Por razões óbvias, as pessoas que praticam atividades físicas no dia a dia são as mais impactadas por esse distúrbio. Por isso, é muito comum as queixas de lesões na coluna do atleta.

Para que você tenha uma ideia desse contexto, os esportes como futebol, tênis, esqui, ginástica olímpica, basquete, golfe, por exemplo, geram muita tensão na região da coluna.

Afinal, os giros, bem como a absorção de pressão, as torções ou as lesões de impacto, com o tempo, provocam danos até no esportista com melhor condicionamento.

Neste artigo, trazemos as 5 lesões que mais acometem a coluna do atleta. Continue a leitura!

1. Hérnia de disco

De forma geral, a hérnia de disco atinge cerca de 5,4 milhões de brasileiros, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa levantada pelo órgão constatou que, cada vez mais, a doença atinge pessoas abaixo dos 30 anos.

Vale ressaltar que esse transtorno, comumente associado aos impactos e movimentos durante a prática esportiva, pode lesionar a coluna do atleta devido às frequentes e extenuantes movimentações.

Entenda que os discos vertebrais funcionam como amortecedores entre as vértebras, então, quando esse anel fibroso, de núcleo pulposo, se rompe, ocorre o que chamamos de hérnia de disco.

Nesse caso, o diagnóstico é feito com o auxílio de exames de imagem, e o especialista, a partir disso, indica o tratamento mais adequado.

2. Contusão nas articulações da coluna

As articulações zigapofisárias ou facetárias são propensas a entorse, assim como o joelho ou os dedos, enfim, qualquer outra articulação do nosso corpo.

Portanto, quando a lesão acontece, o volume do líquido articular aumenta, a cartilagem sofre pequenas alterações e também há ligamentos e estiramentos da cápsula.

Normalmente, os movimentos rotacionais são os principais causadores desse tipo de contusão. Por sinal, muito limitados nessa parte do corpo. Assim, o tratamento tende a ser conservador, combinando analgésicos, repouso e anti-inflamatórios.

3. Espondilolistese e espondilolíse

Esse tipo de fratura é provocado por microtraumas repetitivos, logo, é um dano gerado por estresse. No geral, está relacionada ao excesso de carga e aos movimentos de hiperextensão.

Ele acomete muito mais os esportistas jovens de ginástica, levantamento de peso e futebol americano. Entretanto, os demais não estão isentos, já que qualquer um que pratica atividades regulares pode passar pelo problema.

A depender da gravidade, a espondilolíse tende a evoluir para espondilolistese, que é a condição caracterizada por escorregamento de vértebra. Ela é mais recorrente em adolescentes que em adultos e umas das formas de tratamento é a cirurgia.

4. Fraturas

As contusões de alta energia, comumente geradas por quedas de altura em escaladas e de bicicleta em alta velocidade podem comprometer seriamente a parte neurológica do atleta. Nesse caso, além da cirurgia de emergência, ele também poderá usar colete por um bom tempo.

5. Entorses musculoligamentares

Certamente, esse tipo de trauma é corriqueiro entre os atletas, pois também tem a ver com a sobrecarga na coluna, provocada por torções e movimentos de flexão. Para a confirmação do quadro, o especialista prescreve exames de ressonância magnética e raio X, com o intuito verificar com mais clareza a possibilidade de fraturas e lesões.

Com vimos, as lesões na coluna do atleta são provocadas, na maioria dos casos, por sobrecarga na região e movimentos repetitivos. Ou seja, uma característica muito corriqueira em qualquer atividade esportiva. Por isso, além do equipamento de segurança, é fundamental que esportistas busquem ajuda médica para evitar o agravamento do problema.

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Como é a hidrodiscectomia para o tratamnto da hérnia?

Como é a hidrodiscectomia para o tratamnto da hérnia?



Mais de 5 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse contexto, é bom identificar a hidrodiscectomia como uma opção de tratamento no combate a esse distúrbio.

Inicialmente, você precisa saber que essa técnica oferece menos riscos aos pacientes, por se tratar de um procedimento minimamente invasivo. Ou seja, nesse tipo de método, que é uma microcirurgia, a pessoa é liberada no mesmo dia. Logo, não há necessidade de internação.

Porém, apesar dos benefícios, o procedimento, que ocorre com sedação e anestesia local, não se aplica a todos os casos, portanto implica avaliação médica para realizá-lo. Afinal de contas, a metodologia é indicada em casos especiais.

Quer sobre mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Do que se trata a hidrodiscectomia ?

Trata-se de um procedimento cirúrgico que remove a hérnia discal com ajuda de uma cânula de 3 mm de diâmetro. Nela, é introduzido um cateter que esguicha jatos de água — a uma velocidade de 900 km/h —, ao mesmo tempo que aspira o conteúdo discal degenerado, diminuindo, dessa forma, sua proporção.

Para visualizar bem a região durante o procedimento, é necessário o uso de um aparelho de fluoroscopia.

Assim, o prolapso discal é retirado com o auxílio de uma injeção sob pressão que, no interior do disco intervertebral, atinge velocidade altíssima.

Em que casos ela é indicada?

Como adiantamos, esse método não se aplica a qualquer situação, portanto ele é indicado para pacientes mais jovens, que apresentam hérnias recorrentes, contidas e que já passaram por procedimentos conservadores, sem sucesso.

Quais são as contraindicações?

Vale acrescentar que, mesmo o paciente jovem, a depender do seu quadro clínico, pode ser impedido de realizar essa operação. Por que isso acontece?

Bem, a metodologia não é apropriada quando o paciente apresenta fratura, tumor, degeneração discal relevante, estenose óssea, compressão nervosa, fragmentos livres e hérnias extrusas, que são aquelas mais graves.

Além disso, as grávidas ou mesmo aqueles que tenham passado por operação prévia de coluna lombar ou apresentam déficit neurológico grave ou espondilolistese lombar não se enquadram na lista de pacientes aptos.

Como proceder no pós-operatório?

Nesse tipo de cirurgia, o paciente recebe alta no mesmo dia. Depois de passados os efeitos da cirurgia local e sedação, ele pode ser liberado, caso não sinta dor. Contudo, mesmo que o procedimento seja minimamente invasivo, é importante fazer repouso e evitar esforços físicos intensos por, pelo menos, um mês.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a hidrodiscectomia ainda é um procedimento de caráter experimental, por isso precisa seguir rigorosamente os protocolos clínicos do sistema CEP/Conep. Então, caso tenha curiosidade sobre a técnica, converse com um especialista, assim ele poderá orientar você apropriadamente.

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Como é o tratamento da lesão de medula?

Como é o tratamento da lesão de medula?



A lesão de medula, como o próprio termo sugere, é um tipo de trauma gerado na medula. Geralmente, essa parte é muito importante para o funcionamento do sistema nervoso central, por isso essa contusão tende a provocar danos nos nervos e nas células da região, causando problemas sensoriais, motores e até disfunção autonômica em diferentes escalas de déficit.

Depois dessa lesão, é comum sentir dores nas costas e no pescoço, por exemplo. Afinal, quando isso ocorre os nervos passam por um distúrbio, que pode acarretar perdas sensorial e muscular.

Para que você tenha uma ideia da gravidade, quando alguém lesiona a medula localizada na área do pescoço, há um grande risco de perda de sensações e movimentos dos braços e das pernas.

Contudo, se o trauma ocorre abaixo dessa região, apenas as pernas são afetadas. No entanto, em ambas as situações, o indivíduo perde a capacidade de defecar, urinar e até de fazer sexo.

Neste artigo, vamos mostrar que o tratamento adequado garante ao paciente, a depender do quadro de cada um, a reabilitação rápida e completa. Confira!

Quais são os fatores de risco?

No geral, as práticas de atividades físicas de risco estão relacionadas ao transtorno. É que as principais causas são comumente associadas às quedas, aos acidentes automobilísticos, aos ferimentos com arma de fogo e faca, aos incidentes relacionados a mergulho, aos choques elétricos, aos exercícios físicos.

Enfim, os traumas que atingem principalmente as regiões do pescoço, da cabeça, do rosto, do peito, das costas.

Quais são os tipos de lesão de medula?

Os traumas na região podem ocasionar paraplegia e tetraplegia. No primeiro caso, o distúrbio acomete os membros inferiores e o tronco parcialmente ou totalmente. Enquanto que no segundo, além do tronco e dos membros inferiores e superiores, os músculos respiratórios também são afetados.

Veja alguns tipos de lesões:

Lesão lombossacral

Diz respeito ao trauma gerado na parte inferior das costas, que normalmente afeta uma ou as duas pernas e ainda pode atingir os músculos responsáveis por controlar a bexiga e o intestino.

Lesão torácica

Quando o traumatismo ocorre na região do tórax, as pernas tendem a ser prejudicadas. Entretanto, os problemas podem se agravar, uma vez que também existe o risco de o indivíduo sofrer com problemas de pressão arterial, temperatura e sudorese incomum.

Lesão cervical

Quando o prejuízo é na área do pescoço, a parte central do corpo, além das pernas e dos braços, tende a ser atingida e as dificuldades respiratórias, devido à paralisia dos músculos relacionados, passam a ser comuns.

Quais são os tratamentos associados?

A terapia combina diferentes medidas, uma vez que a multidisciplinaridade das ações corrobora em benefícios rápidos e completos, dependendo do caso. Dentre as opções de reabilitação destaco:

  • medicação oral: auxilia no controle de sintomas de espasticidade ou mudança de tônus muscular;
  • injeção: trata conjuntos musculares específicos como ombro, mão, pé;
  • neurocirurgia: promove a qualidade de vida do paciente, a partir de recursos tecnológicos dedicados;
  • terapia TIB: trata espasticidades graves, por meio da terapia intratecal de baclofeno;
  • cirurgia: remove tecidos, líquidos e fragmentos, além de fundir ossos quebrados e implantar próteses de coluna.

Como pudemos perceber, a lesão de medula é um distúrbio que pode ser grave, mas possui tratamento.

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6 coisas que você precisa saber sobre a osteoporose

6 coisas que você precisa saber sobre a osteoporose



Você sabia que, no mundo, a osteoporose atinge 200 milhões de pessoas? E que cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem do mesmo mal? Ou que o custo anual com essa doença ultrapassa 1 bilhão de reais?

Pois é, a pesquisa “The burden of osteoporosis in four Latin American countries: Brazil, Mexico, Colombia, and Argentina”, divulgada na revista científica Journal of Medical Economics, revelou o custo com hospitalização em diversos países e os resultados surpreenderam.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), isso deve piorar, uma vez que a população, de forma geral, está envelhecendo. Para que você tenha uma ideia dessa proporção, segundo a OMS, até 2030 quase 70 milhões de brasileiros serão acometidos por esse distúrbio.

Então, a fim de ajudar você a se preparar para o futuro, neste artigo, trazemos 6 informações sobre a doença. Continue a leitura e saiba mais!

1. Doença silenciosa

Dificilmente essa doença apresenta sinais antes de revelar as consequências graves, ou seja, a ocorrência de uma fratura óssea. Por isso, é muito importante que as pessoas, sobretudo aquelas enquadradas nos fatores de risco, busquem o diagnóstico precoce.

2. Regiões específicas

A coluna , o punho, a bacia e o braço são as parte mais afetadas por essa enfermidade. Contudo, a mais perigosa delas ocorre no colo do fêmur ou na bacia. De forma geral, os pacientes que passam por isso não sobrevivem por muito tempo e aqueles que superam a estimativa de seis meses, comumente se tornam dependentes e perdem muito em termos de qualidade de vida.

3. Público feminino

A nossa formação óssea é afetada pelo estrogênio, que é um hormônio feminino. Assim, tanto homens quanto mulheres recebem a dosagem dessa substância. No entanto, o público feminino recebe em menor quantidade por um fator óbvio.

O estrogênio é fundamental no nosso organismo, porque ele nos ajuda a ter um equilíbrio sobre o ganho e a perda de massa óssea. Porém, quando as mulheres chegam à menopausa, os níveis dele no corpo delas caem bruscamente. E é exatamente aí que os problemas surgem, uma vez que os ossos descalcificam, ficando mais vulneráveis.

4. Fatores de risco

De modo geral, a doença se manifesta com mais frequência nas mulheres, da cor branca, que passaram por menopausa precoce sem realizar reposição hormonal. As magras e de estatura pequena também ajudam a reforçar o grupo de risco.

Também se incluem aquelas que têm histórico de fraturas na família, as fumantes, bem como aquelas que tiveram alguma doença grave e usaram corticoide para combatê-la.

5. Densitometria óssea

As mulheres acima de 65 anos e os homens acima de 70 anos precisam passar pelo exame de densitometria óssea para verificar a densidade dos ossos.

Além disso, as mulheres menopausadas devem realizar o teste antes da idade estabelecida, caso tenham passado por esse fenômeno antes dos 65. Já os homens que se enquadram nos fatores de risco devem fazê-lo após os 50 anos.

6. Hábitos saudáveis

A prática de atividades físicas, aliada ao consumo equilibrado de Vitamina D e de cálcio, ajuda todas as pessoas a obterem melhor qualidade de vida. Mesmo que haja a possibilidade de algumas terem osteoporose, por questões genéticas, com esses cuidados preventivos, é possível tratar o problema antes que ele se manifeste.

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Como é a cirurgia de hérnia de disco a laser?

Como é a cirurgia de hérnia de disco a laser?



Quem já sofreu ou ainda sofre com a hérnia de disco conhece perfeitamente a dor e os desconfortos provocados por esse defeito anatômico.

No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o problema atinge cerca de 5,4 milhões de pessoas, entre 25 e 40 anos, sendo mais comum a partir dos 35 anos. Ou seja, trata-se de um número expressivo de brasileiros que enfrentam diariamente as implicações geradas por esse transtorno.

A cirurgia é a única medida capaz de corrigir o distúrbio, uma vez que os medicamentos só servem para aliviar os sintomas. Mas, normalmente, quando falamos em cirurgia, as pessoas ficam receosas. Por essa razão, neste artigo, apresentamos a cirurgia de hérnia de disco a laser, que é minimamente invasiva e oferece cicatrização rápida.

Continue a leitura para saber mais!

Para quem o procedimento é indicado?

A operação, nesses termos, é ideal para os pacientes que manifestam dor na coluna, com irradiação ou não nas extremidades, que equivalha à existência de hérnia de disco comprovada por ressonância magnética e cujo restabelecimento não ocorra com medicamentos e fisioterapia.

Como funciona a cirurgia de hérnia de disco a laser?

Trata-se de uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva voltada ao tratamento da hérnia de disco. É um procedimento que não implica incisões e os riscos relacionados à hemorragia são menores.

Nesse caso, o objetivo é promover alívio percutâneo do disco, isto é, através da pele. Dessa forma, os sintomas provocados pela compressão de estruturas nervosas, próximas do disco, são eliminados.

Portanto, a descompressão promovida pelo laser não remove a matéria do disco, mas resulta na diminuição da pressão intradiscal, por meio de pulverização do núcleo pulposo.

Quais são as principais vantagens?

Um dos benefícios, certamente, tem a ver com a redução do trauma provocado pela cirurgia, porque o paciente não sofre com incisões e ainda obtém recuperação rápida. Além disso, o procedimento, que pode ser feito com leve sedação e anestesia local e geral, oferece tempo de operação mais curto.

Como é feita a operação?

Depois de anestesiado, o cirurgião aplica uma agulha de 18G na pele do paciente, no ponto médio do núcleo pulposo, com a ajuda do Arco-C (intensificador de imagem). Em seguida, o mandril da agulha é retirado e a fibra óptica é introduzida, transportando o raio laser até o ponto central do disco.

Como funciona o pós-operatório?

Normalmente, o paciente é liberado no mesmo dia da cirurgia, e o pós-operatório implica repouso durante uma semana. Depois disso, ele pode retornar às suas atividades, desde que elas não exijam tanto esforço físico.

A cirurgia de hérnia de disco a laser, por ser menos invasiva, traz algumas vantagens ao paciente. Como vimos, a redução de hemorragias e a recuperação rápida são algumas delas.

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11 cuidados no pós-operatório da cirurgia para escoliose

11 cuidados no pós-operatório da cirurgia para escoliose

A cirurgia para escoliose demanda diversos cuidados antes, durante e após o procedimento. Por se tratar de uma intervenção na coluna vertebral, o processo de recuperação é mais delicado. Portanto, se você tem indicação para a cirurgia, ou seu filho deve passar pelo tratamento, se prepare para os cuidados do pós-operatório.

Estar preparado para esta fase do tratamento garante que os resultados saiam como o esperado. Em primeiro lugar, é importante saber que a cirurgia para escoliose não irá limitar permanentemente os movimentos e as atividades cotidianas. Em cerca de 6 ou 12 meses, conforme cada caso, o paciente operado poderá realizar todas as atividades corriqueiras, inclusive praticar esportes de contato.

Saiba mais sobre os cuidados pós-operatórios, a seguir.

O que fazer no pós-operatório da cirurgia para escoliose?

O pós-operatório deve ser pensado antes mesmo da cirurgia. Isso inclui o planejamento do ambiente de recuperação, o local de descanso, o banho, etc. Por isso, antes mesmo de falarmos sobre os cuidados após a cirurgia de escoliose, vamos enfatizar alguns pontos importantes para que o paciente tenha conforto durante sua reabilitação.

Planejamento do pós-operatório da cirurgia para escoliose

Se você ou seu filho irá passar pelo procedimento, não deixe de planejar os seguintes pontos:

  • analisar se a cama é muito baixa ou muito alta para sentar, deitar ou se levantar no dia a dia após a cirurgia;
  • observar se o acesso ao quarto é por escadas, que podem prejudicar a movimentação no pós-operatório. O ideal é que o quarto seja no térreo;
  • fazer um plano de nutrição, principalmente para as duas primeiras semanas da cirurgia;
  • contar com ajuda de alguém nas primeiras semanas de recuperação, principalmente para banhos, preparo de alimentos saudáveis e na realização de tarefas de limpeza da casa e das roupas;
  • estar sempre com o ambiente da casa livre de poluição e sujeira, além de evitar o contato com animais de estimação peludos;
  • contar com a ajuda de alguém preparado para a troca de curativos, disponibilizar os medicamentos nos horários certos, etc.

Voltando para casa após a cirurgia

O paciente operado de escoliose pode permanecer internado em observação entre 4 e 7 dias. Nesse período, todos os cuidados relativos à troca de curativos, medicamentos e nutrição é de responsabilidade dos profissionais de saúde. 

Ao receber alta hospitalar, os cuidados em casa devem seguir as seguintes recomendações:

  1. não dirigir até a liberação médica – também não é recomendado fazer passeios de carro no período de recuperação;
  2. evitar flexionar as costas;
  3. não elevar nenhum tipo de peso – é importante contar sempre com a presença de alguém para que possa, inclusive, pegar objetos;
  4. não “torcer” a coluna, nem mesmo para se deitar na cama;
  5. controlar a dor, tomando os medicamentos nos horários determinados pelo médico;
  6. manter os curativos sempre limpos e secos;
  7. não usar cremes ou pomadas nos curativos;
  8. cerca de um mês após a cirurgia, alguns pacientes podem ser liberados para retornar à escola ou ao trabalho;
  9. as atividades físicas escolares, por exemplo, não são liberadas no primeiro mês de recuperação;
  10. dirigir pode ser liberado após 12 semanas após a cirurgia. Antes disso, não se deve dirigir ou andar de carro, já que a movimentação e os solavancos na estrada podem torcer a coluna e prejudicar a cicatrização;
  11. atividades que exijam contato físico só devem ser realizadas após a fusão óssea total, o que pode ocorrer entre 6 a 12 meses após a cirurgia, dependendo de cada indivíduo.

Existem diversos outros cuidados importante durante a reabilitação da cirurgia para escoliose. Mas, não se preocupe! Seu médico fará todas as orientações necessárias para que a recuperação seja a mais adequada possível.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Perguntas frequentes sobre cirurgia para escoliose

Perguntas frequentes sobre cirurgia para escoliose

Se seu filho (ou você) precisa de cirurgia para escoliose, ou está pesquisando sobre o assunto, este artigo irá ajudá-lo (a). Eu levantei as principais dúvidas que chegam ao meu consultório com relação ao procedimento. As incertezas sobre o tema são compreensíveis, já que se trata de um procedimento delicado e com reabilitação prolongada. 

Saiba mais, a seguir.

Dúvidas comuns sobre a cirurgia para escoliose

Quando a cirurgia é necessária?

Cada caso deve ser discutido com o cirurgião de coluna responsável. Mas, falando de casos genéricos, a recomendação cirúrgica é indicada para desvios superiores a 45 ou 50 graus. Quando a escoliose tem essa característica, geralmente, a curva piora com o tempo, principalmente em crianças em fase de crescimento.

A cirurgia é a melhor opção de tratamento para esses graus de desvio, principalmente para se prevenir complicações na função pulmonar. 

A coluna ficará totalmente reta, após a cirurgia para escoliose?

Tudo dependerá do grau de flexão dos ossos vertebrais com escoliose. Quanto mais flexíveis, mais se pode moldá-los cirurgicamente. O cirurgião de coluna fará exames específicos para saber o grau de flexibilidade das vértebras, antes mesmo da cirurgia. 

No entanto, na maior parte dos casos, a escoliose é reduzida para menos de 25º após o procedimento. Essas curvas costumam ser bastante discretas visualmente. 

A dor nas costas associada à escoliose irá desaparecer após a cirurgia?

Os pacientes relatam alívio das dores nas costas cerca de 1 ano após o procedimento. Imediatamente após a cirurgia, pode haver mais dor causada pela mudança da estrutura óssea vertebral.

O que acontece na cirurgia de fusão espinhal para escoliose?

A fusão espinhal utiliza a mesma lógica de recuperação de uma fratura óssea. Com o tempo, o osso quebrado se funde, tornando-se uma única estrutura. Isso leva tempo, é claro! 

Da mesma forma, o cirurgião de coluna irá utilizar pequenos pedaços de osso (enxerto ósseo) entre as vértebras com desvio. O objetivo é que elas se tornem um único osso, mais forte e sem desvio. Isso mantém a coluna reta, até que o osso se funda totalmente.

O cirurgião utiliza hastes de metal, parafusos, ganchos e outros materiais que irão “segurar” a coluna firmemente até a fusão óssea completa, que costuma ocorrer após 6 ou 12 meses. 

Quanto tempo dura a cirurgia?

A duração da cirurgia de escoliose irá depender do grau de desvio da coluna. Em geral, o tempo do procedimento é de 4 a 8 horas. 

Quanto tempo dura a internação?

O paciente operado de escoliose pode precisar de internação hospitalar por cerca de 4 a 7 dias, a depender do seu estado de saúde. 

É possível andar após a cirurgia?

Sim. Os pacientes com alta hospitalar já podem fazer leves caminhadas. Inclusive, é recomendada a realização de fisioterapia após o procedimento, conforme orientação do seu médico. 

É possível voltar a praticar esportes após a cirurgia para escoliose?

Sim! Entre 4 e 6 meses após a cirurgia o paciente já pode realizar atividades físicas sem contato físico, como corridas, caminhadas e musculação, por exemplo. A prática de esportes de contato é recomendada somente após 6 ou 12 meses, ou conforme orientação médica.

Se você tem dúvidas sobre cirurgia para escoliose, não respondidas neste artigo, deixe nos comentários, abaixo. Tentarei respondê-las assim que possível! Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos