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Dor lombar: quando deve ser motivo de preocupação?

Dor lombar: quando deve ser motivo de preocupação?

A dor na parte inferior da coluna, ligada à cintura, bacia e pernas, é chamada de dor lombar ou lombalgia. É um problema muito comum e, pelo menos uma vez na vida, você poderá experienciar um quadro de dor desse. 

Entretanto, esse tipo de dor nem sempre é motivo de tanta preocupação. Cada caso deve ser avaliado individualmente e você precisa estar sempre atento a todos os sinais que seu corpo dá junto à dor. Para saber melhor quando procurar um médico acompanhe a leitura e entenda um pouco mais sobre o assunto.

O que causa a dor lombar

As causas da dor na lombar podem ser diversas e, muitas vezes, a dor cessa com o passar do tempo. Os quadros de dor aguda duram em torno de seis semanas e, caso não haja melhora ao longo desse período, o médico ortopedista deverá ser consultado para investigar a raiz do problema.

As causas da lombalgia são diversas e, por isso, o indivíduo deve observar os sintomas e não escondê-los com o uso de anti-inflamatórios e analgésicos por automedicação. Eles podem esconder outros indícios de problemas mais graves que devem ser investigados.

As causas principais de quadros de dor na lombar que levam indivíduos aos consultórios médicos são:

  • inflamação do ciático;
  • esforço repetitivo;
  • enfraquecimento muscular na região;
  • excesso de exercício físico, causando sobrecarga na coluna;
  • postura incorreta;
  • problemas nos rins;
  • hérnia de disco;
  • estresse.

Apesar de serem muitas as razões para um grande incômodo na parte mais baixa da coluna, algumas podem se curar naturalmente. Da mesma forma, outras precisam de atenção e tratamento, principalmente em casos que provocam dor crônica, que pode durar por toda uma vida e interferir negativamente na qualidade de vida.

Quando procurar um especialista

Você deve procurar um especialista em ortopedia imediatamente, caso, junto com a dor na lombar, observar os seguintes sintomas:

  • formigamento ou fraqueza nas pernas;
  • cãibra e formigamento na região da virilha;
  • febre;
  • incontinência urinária ou do esfíncter;
  • vômito;
  • sangue nas fezes;
  • sangue na urina;
  • dor intensa que excede o período de seis semanas;
  • sistema imunológico debilitado;
  • falta de ar e desmaios.

Esses sintomas podem indicar complicações como hérnia de disco, infecção, aneurisma abdominal, problemas graves nos rins, intestino ou tumor maligno. Sabendo disso, os incômodos devem ser informados ao médico para que seja feito o exame clínico e pedidos os exames de imagem necessários para descartar casos graves (ou tratá-los da maneira correta).

Sobre o diagnóstico

Os exames de imagem que podem ser solicitados pelo médico ortopedista para diagnóstico da raiz do problema de lombalgia são o raio-x, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada. Nem sempre o indivíduo precisará fazer todos esses exames, portanto serão indicados de acordo com as queixas e necessidades individuais.

Quanto ao tratamento, como podem ser muitas as causas da dor na lombar, não se pode definir o que será indicado para cada caso. O importante é tratar a raiz da dor, e não apenas os sintomas. 

Entre as indicações para prevenir a dor lombar estão a prática regular de exercícios físicos para fortalecimento muscular da região (sem exagero, na medida correta para o seu corpo), hábitos de alimentação saudável, controle de peso para evitar obesidade e sobrepeso, atenção para uma postura correta durante toda e qualquer atividade (inclusive ao dormir) e moderação no esforço repetitivo, seja ele qual for.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Causas da dor nas costas em crianças

Causas da dor nas costas em crianças

Atualmente, é comum ver crianças e adolescentes reclamando de dor nas costas. O problema pode ter causas variadas e, por isso, a avaliação de um especialista é indispensável.

Por se tratar de um corpo em desenvolvimento, a identificação precoce da causa da dor é a melhor prevenção de problemas futuros maiores. Continue a leitura para entender mais sobre o assunto.

A dor nas costas em crianças pode ser grave?

As causas de dor nas costas, em sua grande maioria, não se originam de problemas graves, mas isso não exclui o fato de que existem raízes mais complicadas que podem levar a problemas maiores. Além disso, dependendo da origem da dor, ela pode piorar gradativamente e comprometer o bem-estar da criança, se não for dada a devida atenção.

As crianças passam muito tempo sentadas: estudando, vendo televisão, usando o computador, jogando videogame, etc. Muitas vezes, também carregam mochilas pesadas e não são mais tão ativas como antigamente. Uma musculatura enfraquecida e maus hábitos posturais podem resultar, em sequência, na dor nas costas.

Meu filho queixou de dor nas costas. O que fazer?

Fatores como obesidade, excesso ou falta de atividade física e problemas de desenvolvimento da coluna também podem resultar nesse mal na infância. Infecção, tumor, dor crônica de alguma anomalia na formação das estruturas do corpo são outros exemplos de causas menos comuns.

Se seu filho queixa de dor frequentemente, o ideal é levá-lo a um médico ortopedista para que o caso seja avaliado. Os motivos que podem levar a reclamações desse tipo são inúmeros e cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Preste atenção aos sinais

É importante que os pais prestem atenção aos sinais. Nem sempre a criança verbaliza a queixa da dor, então é primordial observar o comportamento dela para identificar padrões que indiquem que algo está fora do normal. Entre as causas da dor, podem estar:

  • maus hábitos de postura;
  • sedentarismo;
  • atividades físicas inapropriadas;
  • obesidade;
  • desvios da coluna, como escoliose, lordose, hipercifose;
  • carregar mochilas muito pesadas;
  • infecções;
  • artrite;
  • entre outros problemas.

Além disso, deve-se levar a sério a avaliação médica periódica do desenvolvimento da criança. Por meio de exames clínicos, pode-se identificar a causa específica da dor e tratá-la de forma efetiva.

Caso exista a necessidade, o especialista poderá encaminhar a criança com dor nas costas para outros exames complementares, como raio-x e tomografia, que ajudam a identificar desvios e outros problemas que possam acometer sua qualidade de vida.

O estirão do crescimento e a dor na coluna

Existem fases no desenvolvimento da criança até a pré-adolescência conhecidas como estirões do crescimento. Nelas, a criança têm um pico de desenvolvimento em um curto período de tempo em que fica mais notável a incidência de anomalias como escoliose, problemas posturais, desgaste entre vértebras, e tudo isso pode gerar dor.

É importante observar os sinais para que as causas da dor nas costas sejam tratadas antes de virarem grandes problemas. Anomalias no desenvolvimento da coluna devem receber intervenção especializada para serem corrigidas o mais rápido possível.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Escoliose: o que acontece quando não é tratada?

Escoliose: o que acontece quando não é tratada?

A escoliose é um problema que pode ocorrer no desenvolvimento da coluna vertebral. Se não for tratada da forma correta, pode trazer grandes complicações para a vida do indivíduo.

O desvio é caracterizado por angulações em forma de C ou de S quando a coluna é vista de frente, quando deveria ser alinhada. Na maioria dos casos, essa deformidade é idiopática, ou seja, não é possível identificar as causas reais que levaram ao desvio.

Para saber mais sobre o assunto, conhecer os tratamentos mais comuns e o que pode acontecer se você optar por não tratá-la, continue a leitura.

Identificando a escoliose

Muitos casos de escoliose costumam começar a apresentar sinais durante a infância e fases de estirão de crescimento, quando o indivíduo tem um tiro de crescimento mais rápido que o normal e pode apresentar alguns sinais de desvios na coluna.

Nem sempre a pessoa acometida pelos desvios da escoliose sentirá dor. Isso, muitas vezes, dificulta o diagnóstico precoce. A descoberta poderá ocorrer já com a evolução da angulação do quadro.

Sabendo disso, é importante ficar atento aos sinais de escoliose, que, na maioria dos casos, podem incluir:

  • alteração estética do desenho alinhado da espinha quando a pessoa flexiona o tronco para baixo, como se fosse tocar os dedos dos pés;
  • ombros desalinhados, parecendo que um está mais alto que o outro;
  • quadril desalinhado;
  • estufamento irregular e incomum no tronco;
  • osso da clavícula projetado para frente, ficando mais evidente;
  • diferença significativa no tamanho das pernas.

O diagnóstico deve ser feito por um médico ortopedista, que realizará um exame clínico, analisará o histórico familiar e de vida do indivíduo, além de realizar exames como o teste de Adams e de imagens, como raio-x.

O que acontece se o desvio não for tratado?

A escoliose não tem cura. Entretanto, existem tratamentos tradicionais e formas de intervenção cirúrgica que podem devolver a qualidade de vida àquelas pessoas prejudicadas por angulações maiores de desvio na coluna.

Entre os tratamentos comuns para escoliose, podem-se citar o uso de coletes (existem modelos específicos para cada caso e gravidade de quadro), terapias paliativas para evitar o desenvolvimento do quadro, exercícios físicos, reeducação postural global (RPG) e fisioterapia. Casos que não respondem bem a esses tratamentos ou que já se encontram em estágios avançados, prejudicando a qualidade de vida do indivíduo, devem ser submetidos à cirurgia.

Complicações

Conheça algumas complicações que podem ocorrer se não for feito o acompanhamento médico nem tomadas as medidas corretivas necessárias:

  • enfraquecimento e sobrecarga muscular, causando dor;
  • acometimento do bom funcionamento pulmonar;
  • aumento de risco de doenças cardíacas;
  • limitação de movimentos;
  • deformidades estéticas;
  • dificuldades respiratórias;
  • impactos que podem comprometer ossos;
  • fadiga;
  • desnível de quadris e ombros.

Problemas como a escoliose não são corrigidos pelo corpo de forma espontânea, portanto precisam de atenção para que o caso não progrida. É comum que o corpo tente se adaptar para manter o equilíbrio, direcionando cargas anormais para alguns músculos, levando a dor e desníveis, além de órgãos do tórax que se reposicionam e podem ser acometidos ao longo do tempo.

A progressão da escoliose deve ser estabilizada

A progressão da escoliose deve ser contida e, se necessário, a intervenção cirúrgica para correção deve ser adotada para que o caso se estabilize e o indivíduo tenha uma vida mais confortável. O importante é que um especialista em ortopedia seja consultado ao se suspeitar de desvios na coluna.

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Escoliose: tratamentos não cirúrgicos

Escoliose: tratamentos não cirúrgicos

A anomalia chamada de escoliose é caracterizada por curvaturas de angulação anormal em forma de C ou de S, quando a coluna é vista de frente, sendo que deveria ter aparência alinhada. 

Na maioria dos casos, essa deformidade é idiopática, ou seja, não é possível identificar as causas reais que levaram ao desvio. Para saber mais sobre as formas de lidar com esse problema sem precisar entrar na sala de cirurgia, continue a leitura.

Escoliose tem cura?

Casos de escoliose não têm cura e os quadros mais severos necessitam de intervenção cirúrgica. Entretanto, quando a angulação não é tão acentuada, pode-se lançar mão de tratamentos para estabilizar o quadro e melhorar a qualidade de vida do indivíduo, preservando-o de ter que se submeter a uma cirurgia.

Tratamentos para casos não cirúrgicos

Existem alguns tratamentos que, ao fortalecer a musculatura do indivíduo e corrigir compensações que o próprio corpo faz para manter o equilíbrio, ajudam a retardar a progressão dos desvios na coluna e proporcionam ao indivíduo uma vida sem grandes complicações devidas a esse problema.

Um diagnóstico precoce, com avaliação de um profissional qualificado do histórico do indivíduo e das particularidades do desvio da estrutura óssea podem ser grandes aliados no progresso dos tratamentos. A seguir, conheça algumas das formas mais comuns de tratar quadros de escoliose sem cirurgia,

Coletes ortopédicos

Existem, no mercado, diferentes tipos de coletes ortopédicos que podem ajudar a posicionar a coluna para evitar uma compensação do próprio corpo que piore os quadros de escoliose.

O uso do colete ajuda a evitar que a curvatura da escoliose se intensifique, estabilizando o quadro e evitando a mesa de cirurgia. Entretanto, como existem tipos diferentes de colete, ele nunca deve ser utilizado sem uma avaliação médica para a indicação do modelo correto para o quadro em particular.

Reeducação Postural Global

A Reeducação Postural Global (RPG) pode ser utilizada como meio de tratamento para curvaturas moderadas, de até 40º. Esse tratamento atua fortalecendo a musculatura para uma correção geral da postura, equilíbrio e respiração, impedindo que o indivíduo siga com maus hábitos posturais que intensifiquem a angulação da escoliose.

Fisioterapia

A fisioterapia, em muitos casos, tem bons resultados quando aliada ao tratamento com colete. Com a ajuda de exercícios e estímulos musculares para a estabilização do quadro de escoliose, a fisioterapia reabilita o indivíduo para que não dependa do colete para manter o posicionamento corporal correto que impede o avanço da curvatura.

Tratar a escoliose é importante

Como a escoliose é um quadro que só se cura totalmente com a cirurgia corretiva, é importante estar atento aos sinais e buscar ajuda de um especialista para que ela seja identificada precocemente e os tratamentos corretivos sejam feitos o mais rápido possível, evitando a necessidade da intervenção cirúrgica.

 

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5 perguntas sobre dor lombar

5 perguntas sobre dor lombar

Atualmente, uma das razões mais comuns de afastamento do trabalho e interrupção das atividades do dia a dia é a dor lombar. Entretanto, por ser comum, nem sempre as pessoas dão a devida atenção ao problema e mascaram os sintomas com analgésicos e anti-inflamatórios. Para esclarecer as dúvidas comuns em torno desse assunto, leia o artigo até o final.

1 – O que é dor lombar?

Dor lombar (ou lombalgia) é a dor na parte baixa da coluna, da cintura até a bacia. Por ser uma região que interliga muitos fatores responsáveis pelos movimentos e locomoção, a dor ou algum problema nessa região podem causar grandes desconfortos que impedem de realizar tarefas básicas da rotina.

2 – Quais as principais causas?

Na maioria dos casos, a dor lombar é aguda e idiopática, ou seja, não tem uma raiz conhecida. Entretanto, existem fatores que podem aumentar as chances de que a região sofra lesões ou entorses que podem gerar muito desconforto. São eles:

  • sedentarismo;
  • esforço repetitivo;
  • carregamento de peso de maneira exagerada e incorreta;
  • enfraquecimento muscular na região;
  • excesso de exercício físico, causando sobrecarga na coluna;
  • postura incorreta;
  • sobrepeso;
  • estresse.

3 – Quando devo procurar um médico imediatamente?

Antes de tratar a dor com analgésicos, você deve observar se não existem sintomas paralelos que indiquem problemas no trato urinário, digestivo, hérnia de disco ou inflamações. Nesses casos, é importante que um especialista seja consultado com rapidez para que não ocorram maiores complicações à saúde.

Os indícios que o corpo dá de maiores problemas relacionados à dor na lombar são o formigamento nas pernas e região da virilha, cãimbra, febre, incontinência urinária ou intestinal, sangue nas fezes ou urina, dor intensa ou com duração de mais de seis semanas, sistema imunológico debilitado e falta de ar associada a tontura e desmaio.

4 – Crianças podem apresentar quadros de lombalgia?

Sim, pode acontecer de crianças se queixarem de dor na região da lombar. Nesse caso, os pais devem observar os outros sinais dados pela criança de que aquela dor pode ter sido desencadeada por algo além de uma brincadeira exagerada ou longos períodos de postura incorreta. 

O mais adequado é levar a criança a uma consulta médica para se descartarem possibilidades de problemas mais graves ou identificá-los de forma precoce. O quanto antes um problema de coluna for identificado em uma criança, maiores são as chances de que seja corrigido, antes que interfira a ponto de prejudicar a qualidade de vida dela.

5 – Como tratar a dor na lombar?

Se você tem se queixado de dor na região inferior da coluna e não sabe bem o que fazer, o repouso é uma boa opção inicial. Em seguida, você pode utilizar compressas frias nos primeiros dias de dor ou quentes em caso de persistência após dois a três dias. O importante é não deixar de procurar um médico, caso a dor não cesse após 5 dias, para que a causa exata seja investigada de forma individual por um especialista.

 

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Escoliose: quando o tratamento cirúrgico é recomendado?

Escoliose: quando o tratamento cirúrgico é recomendado?

A escoliose é uma anomalia que pode prejudicar muito a qualidade de vida de uma pessoa. Ela ocorre quando a coluna, vista de frente, apresenta uma curvatura anormal em forma de C ou de S, quando deveria estar alinhada.

Esse problema pode ocorrer por diferentes causas, com origem genética, neuromuscular ou idiopática, que é quando a raiz do problema não pode ser identificada. Para entender mais sobre esse desvio e saber quando a cirurgia corretiva é necessária, continue a leitura.

Quando considerar intervenção cirúrgica para tratar a escoliose?

A escoliose não tem cura, entretanto, em alguns casos, existem medidas paliativas para evitar a progressão da angulação da(s) curvatura(s), devolvendo qualidade de vida ao indivíduo e dispensando a cirurgia corretiva.

Em casos mais avançados, quando o problema continua se agravando com o tempo e o indivíduo não responde a outros tratamentos ou quando há angulação a partir de 45 graus, a intervenção cirúrgica pode começar a ser considerada uma opção. 

O caso deve passar por avaliação de um médico da coluna e ser tratado para correção mais precocemente possível, uma vez que as curvaturas anormais mais intensas podem comprimir órgãos e acometer outros pontos da saúde da pessoa, além da parte estética e funcional da locomoção.

Qual a efetividade do método?

Inicialmente, o médico avaliará, por meio de exames clínicos e de imagem, o grau de curvatura, a flexibilidade e o quão complicada seria a cirurgia para aquele caso, de acordo com os resultados possíveis de se obter com ela. 

Não se podem prometer grandes resultados em alguns casos, pois a viabilidade de alteração cirúrgica na região depende da flexibilidade das vértebras e o médico sempre tomará cuidado para não danificar a medula durante o procedimento. Existem quadros, entretanto, em que a cirurgia viabiliza uma redução da curvatura para menos de 25 graus, gerando um resultado muito satisfatório ao indivíduo.

Como é a cirurgia e o pós-operatório?

O objetivo da cirurgia corretiva para escoliose é diminuir as curvaturas anormais da coluna e impedir a progressão do problema. Para isso, são utilizados enxertos ósseos (muitas vezes retirados da bacia do próprio indivíduo) e estruturas metálicas para suportá-las em um único bloco.

A duração de uma cirurgia de escoliose é de 4 a 12 horas, dependendo do caso, do tipo de curvatura, da angulação, da flexibilidade e da quantidade de vértebras a serem corrigidas no procedimento. Quanto ao pós-operatório, a pessoa pode ficar no hospital por volta de uma semana e, na maior parte dos casos, há dor nos primeiros dias. O uso contínuo de analgésicos pode ser de até seis semanas e o indivíduo poderá retornar às atividades normais em até seis meses. Em alguns casos, é necessária a intervenção da fisioterapia para recuperação da mobilidade.

 

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5 cuidados que pessoas mais velhas devem ter com a coluna vertebral

5 cuidados que pessoas mais velhas devem ter com a coluna vertebral

A coluna vertebral é uma estrutura óssea composta por vértebras, espaçadas por estruturas cartilaginosas denominadas discos e envoltas também em cartilagem, para a absorção de impactos advindos da movimentação.

Com o avançar da idade, as cartilagens que envolvem as vértebras que amortecem os impactos entre elas se desgastam e desidratam, aumentando as chances de episódios de inflamação e propensão a lesões. Para saber como evitar dor na coluna e ter maior qualidade de vida, confira os 5 cuidados descritos a seguir.

Cuidados com a coluna vertebral

1 – Boa postura e exercícios para fortalecimento muscular

Fortalecer a musculatura da região da coluna é muito importante para que a parte óssea não absorva todo o impacto dos movimentos e também para prevenção de dor e problemas degenerativos.

Além da prática correta de exercícios regulares de fortalecimento, é importante manter boa postura ao caminhar, se sentar, dormir, praticar exercícios, enfim, por todo o tempo. A postura e os alongamentos ajudam a manter maior qualidade de vida, evitando acometimentos na locomoção do indivíduo.

2 – Controle do peso

Para evitar sobrecargas nas vértebras, que poderão levar a problemas dolorosos, é importante que o indivíduo esteja atento ao seu peso. É essencial evitar sobrepeso e obesidade para ter uma coluna saudável. Uma boa nutrição e exercícios físicos regulares são fundamentais para o controle do peso e manutenção da saúde do idoso como um todo.

3 – Exames regulares e reposição de cálcio e vitaminas

É importante que pessoas mais velhas estejam sempre atentas aos níveis de vitaminas, cálcio, colesterol e outros indicativos de que algo pode não estar bem. É essencial, por exemplo, manter o cálcio e a vitamina D em bons níveis para evitar doenças como a osteoporose, que pode gerar graves danos na coluna e prejudicar a qualidade de vida do idoso.

4 – Peso excessivo e esforços repetitivos

O metabolismo e a resistência das vértebras de pessoas mais velhas não são mais os mesmos de quando tinham 20, 30 anos. Por isso, é preciso tomar cuidado dobrado ao carregar peso e fazer esforços repetitivos, evitando sobrecargas e possíveis lesões como hérnia de disco e fratura vertebral, que podem causar muita dor e até impedir o idoso de realizar atividades do dia a dia.Os impactos do dia a dia são menos sentidos se a coluna estiver fortalecida.

5 – Um bom colchão faz diferença

Passa-se um terço da vidas deitado, dormindo. Sabendo disso, é importante investir em um bom colchão, com a densidade adequada para o peso do indivíduo que irá dormir nele e as adaptações anatômicas necessárias para um bom descanso em uma postura correta. Dessa forma, a musculatura não é forçada a compensar as más posições e os desgastes da coluna vertebral são menores.

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5 mitos e verdades sobre a cirurgia na coluna

5 mitos e verdades sobre a cirurgia na coluna

É fato que ninguém gosta do assunto quando se fala em mesa de cirurgia. O que vem em mente é a ideia de um procedimento invasivo, com altos riscos e que trará uma recuperação lenta e dolorosa em seguida. Entretanto, é preciso lembrar que não é sempre assim. Para conhecer mitos e verdades que permeiam as dúvidas sobre cirurgia na coluna, leia este texto até o final.

Mitos e verdades sobre a cirurgia na coluna

A cirurgia na coluna é sempre um procedimento extremamente invasivo

Mito. Atualmente, existem procedimentos de intervenção cirúrgica na coluna muito pouco invasivos, que apresentam riscos mínimos, sem necessidade de tratar o indivíduo com abertura total do local. O tipo de intervenção cirúrgica e o quão invasiva será depende de inúmeros fatores do quadro de cada pessoa, a serem identificados e avaliados pelo cirurgião de coluna responsável.

Já existem cirurgias minimamente invasivas para tratamento de fratura, escoliose, hérnia de disco, estenose, entre outros problemas, com cortes menores, levando a um menor risco de infecção, recuperação mais rápida, menos dor e período menor de internação.

Podem-se perder movimentos após uma cirurgia na coluna

Verdade. Em casos em que é necessária intervenção mais invasiva, pode acontecer limitação dos movimentos naquele local, principalmente de extensão e rotação. Isso acontece, principalmente, em casos de cirurgia de remoção de disco com utilização de técnicas de artrodese para espaçar e unir as outras vértebras e na cirurgia de correção de casos mais complexos de escoliose.

Hérnia de disco precisa ser tratada cirurgicamente

Mito. Existem diferentes tipos e intensidades de hérnia de disco. Em cerca de 80% dos casos é possível se recuperar apenas com repouso, fisioterapia e medicamentos para dor. Apenas casos mais graves, quando o indivíduo não apresenta melhora após alguns meses de tratamento conservador, é necessária a intervenção cirúrgica para remoção da protuberância do disco ou dele por inteiro.

A cirurgia é a única forma de solucionar casos de escoliose

Mito. A artrodese, cirurgia corretiva de escoliose, só é recomendada para casos que não responderam bem a outros tratamentos conservadores e que continuaram progredindo, ou para casos em que a curvatura já se encontra acima dos 50 graus.

Além disso, existem procedimentos menos invasivos que a artrodese para o tratamento de alguns casos de escoliose que não responderam aos métodos conservadores e que demandam menor tempo de internação, de cirurgia e de recuperação.

Em alguns casos, pode-se sentir mais dor após a cirurgia do que antes dela

Verdade. Entretanto, isso não ocorre em todos os casos de intervenção cirúrgica na coluna. Casos mais graves como cirurgia de artrodese, a cirurgia aberta para correção de escoliose que envolve um procedimento mais invasivo, por exemplo, podem ter pós-operatório dolorido por até um ano após a cirurgia.

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Síndrome do piriforme: conheça os tratamentos

Síndrome do piriforme: conheça os tratamentos

Você sofre da síndrome do piriforme ou já ouviu falar sobre ela? Tem ideia de quais são os seus impactos no cotidiano dos afetados, os tratamentos disponíveis ou as formas de prevenção para esse quadro?

Se você gostaria de ter as respostas para essas perguntas, prossiga com a leitura deste texto.

Antes de tudo: o que é a síndrome do piriforme?

Vamos por partes. O músculo piriforme, importante para que possamos falar sobre a síndrome, está localizado entre o músculo glúteo mínimo e o músculo gêmeo superior.

Na maior parte das pessoas, o nervo ciático passa sob o músculo piriforme. 

Em algumas, no entanto, o nervo ciático é comprimido pelo piriforme, causando quadros constantes de inflamação e, claro, bastante dor.

Causas e sintomas

Como comentamos, algumas pessoas têm disfunções anatômicas que propiciam o desenvolvimento da síndrome. Há suspeitas, no entanto, de que existem práticas e equívocos que podem causar o problema.

Exercícios excessivos para os glúteos, como alguns dos que são feitos em algumas academias, podem desestabilizar o quadril e fazer com que o nervo ciático seja constantemente “empurrado” pelo músculo piriforme.

Curiosamente, a síndrome-tema deste artigo é mais comum em mulheres, acomete também atletas de esportes como corrida, ciclismo e paratletismo. Acredita-se que isso acontece porque esses esportes forçam os músculos isquiotibiais, causando estresse.

Traumas anteriores na região sacro-ilíaca ou na área dos glúteos, por sua vez, também podem desencadear essa e outras enfermidades.

Dentre os sintomas mais comuns dessa condição, estão:

  • dor ciática forte, que irradia para a coxa. Normalmente a dor é mais presente na perna direita, e o paciente tem dificuldades de fazer a rotação do quadril;
  • edema no glúteo, em região próxima ao nervo ciático e ao músculo piriforme;
  • dificuldade de permanecer muito tempo na mesma posição;
  • dormência ou formigamento no glúteo e na coxa.

É possível prevenir o problema?

Sim. Fortalecer os músculos da região glútea sem desrespeitar os seus limites ou exceder a quantidade de repetições dada por um profissional da educação física é um bom começo.

Para pessoas que possuem disfunções anatômicas comprovadas, vale a mesma dica: fortalecer os músculos auxilia bastante, desde que não haja exagero nem posturas incorretas no ato da prática esportiva.

Tratamentos

Após a confirmação da síndrome, que pode ser diagnosticada por meio de consulta e exames de ressonância magnética, ultrassom ou tomografia, existem 2 tipos de tratamento: o conservador e o cirúrgico.

O tratamento conservador consiste na inserção de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos na rotina do paciente, que deve também fazer sessões de fisioterapia, alongamentos diários, exercícios físicos controlados e, caso deseje, sessões de acupuntura para controlar o incômodo.

O tratamento cirúrgico, por ser bastante invasivo, é utilizado apenas quando o procedimento conservador não dá ao paciente o retorno esperado e quando o problema começa a incapacitar a pessoa nas atividades diárias que ela executa.

Dificuldades severas de andar, utilização de medicamentos para dor de forma frequente, problemas para dormir por conta do incômodo do nervo ciático e fraqueza nas pernas (com possibilidade de quedas) são sintomas de que a síndrome do piriforme pode demandar tratamento diferenciado. Nesse caso, vale consultar um médico especializado.

 

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Dor lombar pode indicar estiramento lombar

Dor lombar pode indicar estiramento lombar

O estiramento lombar é uma das maiores e mais comuns causas de dor nessa região. 

Você sabe quais são as principais razões para o desenvolvimento desse problema e quais são os tratamentos possíveis para ele?

Se ainda não, este artigo foi feito para você. Confira!

Estiramento lombar: o que é?

É o que ocorre quando as fibras musculares presentes na região lombar são demasiadamente esticadas por conta de excesso de peso. Podemos chamar o estiramento lombar, aliás, de distensão ou estiramento muscular de lombar.

Existem outras causas para o estiramento lombar?

Sim. As dores costumam surgir após a prática de alguma atividade atípica, que exigiu que o corpo aguentasse uma carga de estresse maior que a que é normalmente exigida.

Quedas, movimentos bruscos, acidentes, excessos durante a academia, a corrida ou um treino de luta podem provocar esse problema, por exemplo.

Quais são os sintomas?

Além de dor na região afetada pela distensão, é comum que os pacientes relatem os seguintes sintomas:

  • dor forte ao toque e durante movimentos múltiplos;
  • espasmos musculares;
  • dificuldade para andar e para encontrar posições cômodas para ficar sentado. Há quem relate também dificuldade para ficar de pé corretamente (não é impossível encontrar pessoas com a condição e que andam curvadas, num ritmo bem mais lento);
  • irradiação da dor da região lombar para as nádegas, ainda que isso não aconteça com todas as pessoas.

Diagnóstico e tratamento

Quando o paciente chega ao médico e narra o acontecido, é possível que o especialista sugira a ele que faça exames de raio-x ou ressonância magnética. Há casos, no entanto, em que esse tipo de procedimento não é necessário.

Se o paciente apresenta dores contínuas há pelo menos 2 semanas, sem grandes melhoras, e tem percebido que o incômodo está alterando a rotina dele, é preciso que o médico descarte a possibilidade de outras enfermidades, como a hérnia de disco, que também pode causar dores fortes na região inferior das costas.

O tratamento costuma envolver anti-inflamatórios e analgésicos. Se a dor for muito forte, o médico pode solicitar que o indivíduo seja tratado com injeções.

A depender da gravidade da lesão, a pessoa afetada pode necessitar de fisioterapia. 

Terapias complementares, como a acupuntura, a massagem ou mesmo sessões de quiropraxia (desde que feitas com um profissional capacitado), podem ser indicadas para suavizar o quadro de dor.

É possível tratar um estiramento muscular com cirurgia?

Quando o quadro é muito grave, ele pode gerar o que chamamos de ruptura muscular. Isso causa sangramento e dores bastante fortes.

Com o rompimento das fibras musculares, acontece o que chamamos de estiramento muscular de grau 3. Para essa ruptura, o tratamento pode ser cirúrgico.

A recuperação é lenta, deve contar com o auxílio de um profissional da fisioterapia e também com acompanhamento médico para a recuperação dos movimentos e a observação da evolução do caso. 

Esportistas ou pessoas que têm o costume de praticar outros exercícios terão que esperar até a liberação dos especialistas para reintroduzir a prática no cotidiano.

Mesmo depois do tratamento do estiramento lombar, é possível que o corpo esteja fragilizado e não alcance os mesmos resultados de outrora. Apenas um médico responsável, no entanto, pode dizer o que é esperado da recuperação de um paciente ou não.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos