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O que é lesão medular?

O que é lesão medular?

A lesão medular é caracterizada por condições como a paralisia temporária ou permanente de músculos, membros e sistema nervoso autônomo, podendo ser marcada, também, por perda de sensibilidade.

A medula é uma estrutura localizada dentro da coluna vertebral, composta de 33 vértebras. Essas vértebras sobrepostas são responsáveis pelo movimento, pela sustentação e pelo equilíbrio da coluna vertebral, tarefa na qual têm ajuda dos músculos.

A medula espinhal é abrigada em um orifício que se pronuncia no centro das vértebras. A constituição dela é de tecido nervoso, que se estende até a base do crânio. Na verdade, inicia-e na base do crânio e se estende até a 2ª vértebra lombar, tendo um comprimento em média  de 45 cm no indivíduo na idade adulta.

Toda essa estrutura faz parte do sistema nervoso, que funciona à base de troca de informações, impulsos e ordens entre o cérebro e o corpo humano. A medula é a responsável por essa conexão. Através dos nervos espinhais, dispara impulsos nervosos motores e sensitivos, controlando as atividades do tronco e dos membros, além de parte da cabeça. Os nervos espinhais são responsáveis também pela distribuição de sensibilidade, produzindo dor, tato e pressão, que são sentidos que controlam e informam necessidades, como vontade de urinar, sensação de calor ou frio.

Esse conjunto de funções explica por que uma lesão medular provoca consequências tão graves, como paralisia e, dependendo da extensão, perda de sensibilidade.

Causas e consequências da lesão medular

As pessoas costumam associar as lesões da medula a causas traumáticas, principalmente, por ordem de importância:

  • ferimentos por arma de fogo;
  • acidentes de trânsito;
  • quedas;
  • mergulho;
  • outros.

No entanto, as lesões medulares podem ser decorrentes de uma série de outros fatores não traumáticos. Os principais são os tumores, as doenças infecciosas, os acidentes vasculares e as doenças degenerativas. Condições congênitas, deformidades na coluna vertebral e hérnia de disco também podem provocar a lesão na medula.

As lesões podem ser classificadas em 2 tipos: completas e incompletas. São completas quando são suprimidas totalmente a função motora e a função sensitiva no segmento sacral; ao contrário, nas incompletas, essas funções são preservadas.

Dependendo da extensão e da gravidade, a lesão pode resultar em paraplegia (comprometimento das funções das pernas) ou tetraplegia, a condição mais grave, quando são comprometidos também o tronco e os braços.

A tetraplegia pode comprometer, inclusive, a respiração e o funcionamento da bexiga e dos intestinos, o que leva à incidência de prisão de ventre e retenção de urina, que podem levar a quadros de infecção.

Além disso, embora seja possível se manter ativo, pode acarretar problemas circulatórios, feridas na pele, problemas respiratórios, alterações na sexualidade, ossificação heterotópica e problemas de regulação térmica.

O tratamento da lesão medular requer, em razão das diversas demandas originárias da condição do paciente, um tratamento transdisciplinar, que envolva terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, urologista e psicólogo, podendo o paciente obter avanços, dependendo do tipo de lesão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Como o apoio para os pés pode ajudar a sua coluna

Como o apoio para os pés pode ajudar a sua coluna

Você tem cuidado da saúde dos seus pés? Já sabe quais consequências outras partes do seu corpo podem sofrer caso você deixe de cuidar da sustentação do seu corpo? Então, você descobrirá agora como o apoio para os pés pode ajudar a sua coluna.

Preste atenção na postura dos seus pés

Quando você se senta, a planta dos seus pés precisa estar completamente apoiada no chão ou em algum tipo de apoio. Nada de deixar os dedos no chão, e o resto do pé, não, ou deixá-los balançando no ar.

Você precisa ficar atento(a) não só aos pés, mas à postura do corpo por completo. A coluna deve ficar ereta e apoiada no encosto da cadeira.

A saúde da sua coluna pode ser prejudicada se você precisar inclinar a lombar só para que seus pés alcancem a superfície.

Se você não consegue alcançar o chão e não tem como ajustar a sua cadeira para descer um pouco mais, use algum tipo de apoio para os pés.

Posição ideal para joelhos e pernas

A postura corporal tem grande influência sobre várias partes do seu corpo. Por isso, preste atenção também na posição dos seus joelhos e pernas. Quando você estiver sentado(a), a articulação dos joelhos deve estar sempre posicionada em um ângulo a partir de 90º.

Seguindo essas dicas, você permitirá uma boa circulação sanguínea nas pernas, evitará fadigas nos músculos, formigamentos, futuras lesões e dores nas costas.

Viu só como a má-postura pode afetar o seu bem-estar físico? Está disposto a melhorar? Então, vou lhe apresentar alguns tipos de apoios para pés.

Tipos de apoio para os pés

  • Apoios mais comuns: os mais conhecidos podem ser reguláveis ou não. Os que são reguláveis permitem que o usuário fique em uma posição neutra, que é reta, inclinada para frente ou para trás. Dependendo do que você escolher, pode até ter mais níveis de regulagem para você ajustá-lo à altura que lhe for m2 ais confortável.
  • Apoio para quem senta em bancos altos: alguns profissionais precisam sentar em cadeiras muito altas para conseguir atender melhor os clientes. A maioria deles é atendente de balcão ou operador de caixas de supermercados. Os assentos elevados também costumam ser utilizados por pessoas de baixa estatura, trabalhadores de linha de produção, portadores de necessidades especiais ou de nanismo. Esses profissionais precisam se preocupar muito com os danos que a coluna pode sofrer. Nesses casos, o apoio ideal pode medir de 12 a 42 centímetros de altura e ter vários níveis de regulagem.
  • Apoio magnético e massageador: é ajustável e possui 3 níveis de regulagem. As 26 pastilhas magnéticas contidas nele são posicionadas em pontos dos pés que se refletem em outras partes do corpo. O produto ainda possui algumas esferas massageadoras para relaxar os seus pés.

Agora é só ver qual apoio para os pés é o mais adequado para você. Cuide da saúde dos seus pés, e sua coluna também estará bem.

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4 cuidados que devem ser tomados por quem trabalha sentado

4 cuidados que devem ser tomados por quem trabalha sentado

Dor nas costas, principalmente na região lombar, é problema recorrente em pessoas que passam muito tempo sentadas. São aquelas que trabalham em escritórios ou mesmo no sistema de home office, normalmente em frente a um computador, o que pode ser um fator de risco a mais para o desenvolvimento de problemas estruturais.

Engana-se, todavia, quem pensa que os problemas decorrentes de passar muito tempo sentado se restringem à coluna. A sobrecarga no fluxo sanguíneo e no fluxo intestinal, as câimbras e lesões por esforço repetitivo estão dentre os problemas decorrentes desse estilo de vida, que, a priori, não é nada saudável.

Não é à toa que existe uma legislação específica para promover a ergonomia no ambiente de trabalho. A partir de um levantamento das condições de trabalho e riscos para a saúde do trabalhador, são feitas adaptações nos equipamentos e, no mobiliário para que as condições de trabalho se alinhem com a necessidade de se preservar a saúde do indivíduo, evitando o desenvolvimento de doenças produzidas por problemas posturais e esforço repetitivo.

É preciso que o trabalhador tenha consciência de que a dor não manda recado. A despreocupação com a postura correta pode não trazer malefícios imediatamente, mas o futuro pode guardar surpresas desagradáveis.

Quais cuidados devem ser tomados para se evitar problemas posturais e dores nas costas?

1 – Alimentação e rotina de exercícios físicos

Falar em alimentação e rotina de exercícios é recorrente sempre que se fala de saúde. Nesse caso específico, um corpo forte e saudável é mais resistente. Músculos e ossos mais fortes são menos suscetíveis a lesões. Tanto a alimentação quanto os exercícios contribuem para o fortalecimento das estruturas, para a saúde do sistema cardiovascular, para o bom funcionamento orgânico e para evitar o sobrepeso e a obesidade, que agravam ainda mais os riscos para quem trabalha sentado.

A alimentação deve ser natural, balanceada, variada, rica em nutrientes e pobre em gordura, frituras, açúcar, sal, produtos industrializados, principalmente aqueles ricos em açúcar e embutidos.

Não deixe de fazer também sessões de alongamento durante o período de trabalho. Elas servem para descontrair os músculos.

2 – Postura correta ao se sentar

Se passar muito tempo sentado é inevitável, ao menos invista numa postura correta. Os ombros devem estar posicionados levemente para trás, as costas devem se manter eretas, respeitando a curvatura normal da coluna, os dois pés devem permanecer apoiados no chão, cuja distância com relação ao assento da cadeira deve ser a mesma que a dos joelhos aos pés, não cruze as pernas, e os antebraços devem estar apoiados na mesa de trabalho.

É uma exigência que a cadeira seja ergonômica, daquelas que se adaptam às suas necessidades e à sua altura.

3 – Alinhe o monitor à altura dos olhos

É fundamental, para quem trabalha com computador, que esse esteja à altura dos olhos. Quem trabalha com notebook costuma inclinar levemente o queixo para baixo, uma postura que compromete a saúde da coluna cervical.

4 – Faça intervalos para andar e se alongar

Se sentir dores nas costas, procure um especialista para fazer um estudo da condição da sua coluna e indicar um tratamento para que o quadro não se agrave.

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Tire suas dúvidas sobre a hipercifose

Tire suas dúvidas sobre a hipercifose

Na coluna vertebral, observa-se uma curvatura natural “para fora” da caixa torácica. Tal curvatura é chamada de cifose e não representa um problema. Contudo, quando o grau da curva é muito significativo, tem-se um quadro característico de hipercifose. Nesse cenário, as costas mostram um arqueamento exacerbado e formam a popular corcunda. O processo ocorre pois a cintura escapular projeta-se para a frente, enquanto a escápula move-se para baixo e para frente. Já a cabeça acaba por se projetar para a frente. Em decorrência da curvatura aumentada, notam-se deficits na respiração, encurtamento das vértebras e redução na capacidade de expansão torácica.

Se você tem interesse em entender melhor sobre a doença mencionada, leia mais a seguir.

Mas, afinal, quais são as causas da hipercifose?

Existem vários fatores que podem levar ao desenvolvimento da condição. Dentre os exemplos mais recorrentes, estão: defeitos congênitos, osteoporose, diferentes enfermidades ósseas, traumas e tumores. Em algumas pacientes, o peso das mamas também acaba por acentuar a curvatura da coluna. Sabe-se hoje que a má-postura é responsável por desencadear a disfunção em boa parte dos indivíduos afetados. Afinal, são poucas as pessoas que se preocupam em manter a postura correta no dia a dia.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico baseia-se essencialmente na avaliação clínica em conjunto com radiografias comuns da coluna. Com esses testes, é possível averiguar a anatomia vertebral e verificar se há ângulo de desvio superior a 50 graus, o que confirma a enfermidade.

Na sequência, serão apresentadas as soluções mais adequadas para o problema. Acompanhe!

Existe algum tratamento?

Sim, a boa notícia é que existem tratamentos efetivos para a hipercifose. O 1º sintoma do desvio costuma ser uma dor persistente nas costas, associada à fadiga e à rigidez na região. No geral, esses sinais são atenuados a partir de sessões de fisioterapia convencional, para fortalecer os músculos de sustentação da coluna. A técnica ainda traz outros benefícios, como o alongamento peitoral e a tonicidade abdominal e lombar. Com frequência, são indicados o pilates e a reeducação postural global (RPG), com a mesma finalidade. Exercitar-se com supervisão é uma dica válida para todos e costuma ter reflexos positivos para quem sofre com patologias de coluna.

Em situações mais severas, a utilização de coletes especiais é sugerida pelo profissional. Vale ressaltar aqui que o uso desse acessório nunca deve ser feito por conta própria, sob risco de se piorarem as dores.

Com o presente texto, esperamos ter respondido com clareza as questões fundamentais acerca da hipercifose. E lembre: quanto antes os cuidados forem iniciados, maiores são as chances de resultados eficientes. Sendo assim, busque ajuda de um médico especialista em coluna  quando sentir dores nas costas intensas e persistentes.

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Depressão pode estar associada a dores lombar e cervical

Depressão pode estar associada a dores lombar e cervical

Se o leitor vê com desconfiança a afirmação de que a dor lombar ou a dor cervical podem estar associadas à depressão e a outros problemas psicológicos, deve tomar conhecimento de que estudos médicos concluíram que 50% dos pacientes que sofrem de qualquer tipo de dor crônica apresentam algum nível de depressão.

É possível perceber, tendo em conta toda a literatura disponível sobre o tema, que a depressão é um quadro mental. Como todo distúrbio mental, é produto de estímulos negativos. Perdas afetivas, ambiente familiar, social e profissional estressantes, sentimento de impotência diante de desafios, pressão familiar e social, dificuldades de aceitar a si próprio e uso reiterado de drogas, são fatores desencadeadores dos transtornos mentais.

Como registrado no 1º parágrafo, a dor é um desses fatores. Conviver com a dor crônica é uma tarefa dura e opressora. Dependendo da intensidade, pode afetar a vida profissional e social do paciente.

A dor na coluna é extremamente limitante. Quem já sofreu com hérnia de disco, por exemplo, sabe das dificuldades impostas pela dor que ela provoca, a qual, além de se localizar na altura da lombar e dos quadris, pode ser irradiada para as pernas e até para os pés, impondo limitações ao paciente, que, em muitos casos, é obrigado até mesmo a se licenciar das atividades profissionais para se submeter ao tratamento.

A dor, quando persistente, desencadeia ansiedade, estresse, frustração, impotência e tristeza. Cria-se, então, um ciclo, pois o transtorno emocional alimenta a sensação de dor, que flagela ainda mais o emocional do paciente. É por essa razão que o especialista em tratamento da coluna pode recorrer ao auxílio de um profissional da área de psicologia ou psiquiatria.

O psicólogo tentará tratar o transtorno mental a partir de abordagens psicoterápicas, buscando eliminar os processos mentais que contribuem para o quadro depressivo. O psiquiatra recorrerá ao tratamento orgânico da depressão, usando medicamentos inibidores dos estímulos neurológicos ao quadro depressivo.

Vale ressaltar, ainda, que a abordagem psiquiátrica da dor lombar não deve assustar o paciente. Para isso, basta compreender que o corpo humano é um conjunto de sistemas interdependentes, sendo comum que um problema no sistema estrutural afete o sistema nervoso, e vice-versa. Reconhecer isso e tratar o problema em toda a abrangência, a partir de uma abordagem sistêmica e transdisciplinar, é o caminho para os melhores resultados.

Como tratar a dor lombar e a dor cervical

Se a dor se apresenta de forma persistente, por mais de 7 dias, o caminho natural é procurar um especialista de coluna, para que seja identificada a causa do incômodo, que pode ser hérnia de disco, espondilolistese,espondilose ou várias outras patologias.

Feito o diagnóstico, o especialista irá prescrever o tratamento adequado, podendo incluir relaxantes musculares, medicamentos para a dor neuropática, quando ocorre o comprometimento das raízes dos nervos da coluna, antidepressivos, fisioterapia e outros tratamentos.

O acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico deve ser visto com naturalidade, como parte de uma abordagem mais completa da dor lombar ou cervical, buscando atingir de uma forma mais rápida e eficaz o controle dos sintomas e favorecendo o retorno das condições do paciente de ter uma vida normal.

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Dor no cóccix: sintomas, causas e tratamentos

Dor no cóccix: sintomas, causas e tratamentos

Conhecida também como coccidínia ou coccigodinia, a dor no cóccix pode ser extremamente incômoda e dolorosa. Isso porque ele é um osso pequeno que está localizado no final da coluna vertebral e possui diversas subdivisões. A coccidínia, geralmente, é agravada quando a pessoa está sentada; pode ter intensidades leve, moderada e grave. A dor é sentida por baixo do osso sacro e entre as nádegas.

Nos ancestrais dos seres humanos, esse pequeno osso tinha uma função importante: a de dar estabilidade e equilíbrio, função semelhante ao que o rabo possui em outros mamíferos. Mas, atualmente, ele tem apenas o papel de servir de ligação para os músculos da região.

Sintomas

O principal sintoma da coccidínia é a dor profunda, já que, dependendo da posição em que a pessoa está, o corpo exerce pressão no local. As principais queixas de pacientes estão associadas ao ato de sentar-se. Outra característica é que o incômodo é amenizado assim que o paciente fica em pé. Além da dor local, a coccidínia pode causar:

  • dor nas costas;
  • dor durante a defecação;
  • dor na relação sexual;
  • contusão;
  • dor nas pernas, nádegas e quadris.

Em alguns casos, podem aparecer também sintomas como inchaço e febre.

Causas da dor no cóccix

A coccidínia pode ter diversas causas, dentre elas, estão as listadas a seguir.

 

Lesão decorrente de queda

 

Cair sentado, levar um chute forte ou sofrer qualquer pancada no local é a causa mais frequente de coccidínia. Geralmente a dor pode durar algumas horas ou até dias. Mas, em casos mais graves, em que o osso sofre fratura, a dor não diminui com o passar do tempo, como em uma lesão comum. Nessa situação, a dor pode se tornar muito intensa.

 

Postura

 

A má-postura, principalmente ao sentar-se, pode causar incômodo e dor intensa na região inferior das costas. Por isso, é importante ficar atento ao ficar por um longo período na mesma posição, como na direção de um veículo, e ao trabalhar por horas sentado.

 

Gravidez

 

No final da gestação, o organismo da mulher faz com que as articulações e os ligamentos fiquem mais flexíveis, com o objetivo de permitir a passagem do bebê durante o parto. Esse fenômeno atinge, principalmente, os ossos da bacia. Essa flexibilidade faz com que os ossos fiquem mais sensíveis a movimentos, principalmente ao sentar-se e levantar-se.

 

Esforço repetitivo, excesso de peso, cisto e hérnia também são fatores que podem causar a coccidínia.

Alguns tumores também podem ocorrer nessa região.

Tratamentos

O tratamento para a coccidínia irá variar de acordo com a causa e poderá envolver o uso de:

  • anti-inflamatórios,
  • compressas,
  • pomadas,
  • almofadas para apoio.

Além disso, é recomendado que o paciente:

  • evite posições e movimentos que pressionam o local,
  • faça massagens,
  • adote posturas corretas ao sentar-se e ao levantar-se,
  • faça repouso.

Em muitos casos, são necessárias sessões de fisioterapia para a reabilitação do paciente, com o objetivo de fortalecer a região, para que não haja dor no futuro.

A cirurgia para a retirada do cóccix é extremamente rara e só é feita em casos excepcionais, quando se esgotam todas  as opções de tratamento.

O diagnóstico da coccidinia é realizado por meio de anamnese, em que o relato do paciente e o histórico clínico são analisados pelo médico, que pode solicitar, também, exames de imagem como a radiografia.

A dor do cóccix pode ter muitas causas, por isso é importante buscar ajuda médica, para que o tratamento seja eficaz. O paciente deve ter ciência de que uma mudança no estilo de vida, como atenção postural e prática de exercícios físicos de forma leve e moderada, pode prevenir dores e proporcionar melhor qualidade de vida.

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O que é escoliose neuromuscular?

O que é escoliose neuromuscular?

A escoliose neuromuscular abarca uma série de problemas que têm relação direta com o enfraquecimento da coluna. Dessa forma, há perda da força ou desestabilização do controle precário dos músculos da região, causando uma série de dificuldades ao paciente, como problemas ao respirar, manter-se em pé e com a coluna reta, mesmo em cadeiras de rodas adaptadas.

A condição acomete principalmente as crianças pequenas e faz com que a coluna tenha uma curvatura em formato de ‘C’, criando dificuldade para o paciente sustentar o próprio peso do corpo. É intimamente ligada a doenças de ordem genética, síndromes e paralisias cerebrais, com sintomas e tratamentos específicos.

Causas da escoliose neuromuscular

O paciente portador desse quadro pode desenvolver a doença devido a uma série de outras patologias que enfraquecem os músculos da região da coluna. Confira a seguir.

  • Distrofia muscular: esse tipo de problema neuromuscular é degenerativo, causando fraqueza nas regiões afetadas – como a coluna.
  • Paralisia cerebral: danos permanentes no cérebro que impedem a “comunicação” dele com os músculos da coluna.
  • Espinha bífida: conhecida como mielomeningocele, também contribui na formação da escoliose neuromuscular. É uma malformação congênita ainda na fase embrionária e que atinge os ossos e a medula, diminuindo o controle dos músculos da coluna.
  • Síndrome de marfan: uma doença genética que causa desordem do crescimento de tecidos e afeta diretamente a estrutura óssea e, consequentemente, os músculos da coluna.
  • Trauma raquimedular: alterações na medula decorrentes de um trauma e que alteram o desenvolvimento muscular, principalmente em pacientes mais novos.

Sintomas da doença

Os sintomas da escoliose neuromuscular são variáveis e se apresentam de acordo com as causas da doença. É preciso identificar a patologia, que, em alguns casos, pode conter sinais que são confundidos com outros tipos de escoliose ou problemas decorrentes da coluna. Dentre os principais sintomas, estão:

  • incapacidade de manter-se ereto, mesmo com um apoio para colocar as costas;
  • incapacidade de sustentar o peso do próprio tronco ao ficar em pé;
  • dores nas costas e cansaço crônico, mesmo sentado;
  • quadris descompassados – apresentando curvatura para um dos lados;
  • ombros e membros maiores que os outros;
  • saliência do osso clavicular.

Tratamentos

Ao conhecer as causas e identificar os sintomas, o paciente precisa procurar ajuda médica especializada, que abarca uma série de profissionais de diversas competências, para encontrar o tratamento adequado para cada caso. Isso porque há uma série de fatores, como as causas e a idade do paciente, que precisa ser avaliada.

O tipo de tratamento mais comum é a cirurgia que visa impedir que essa escoliose possa avançar no paciente. Porém, uma análise dos exames feitos por ressonância magnética ou radiografia contribui em outras formas de tratamento, como o emprego de órteses (cintos específicos envoltos na coluna) e cadeiras especiais, evitando o processo cirúrgico.

Dessa forma, identificar precocemente e tratar a escoliose neuromuscular contribui para uma melhor qualidade de vida do paciente, principalmente as crianças, visto que essa doença pode progredir com o crescimento delas – sendo interrompida, apenas, quando as estruturas ósseas e musculares pararem de crescer.

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Você já ouviu falar da síndrome da cauda equina?

Você já ouviu falar da síndrome da cauda equina?

A síndrome da cauda equina trata-se de um conjunto de sinais de compressão da cauda equina na região lombar, ou seja, há compressão das raízes nervosas lombares e sacrais. Os primeiros estudos da síndrome datam de 1.600, quando o termo foi descrito por Nazarius, anatomista francês. O nome se dá por essa síndrome se tratar de uma patologia relacionada aos nervos espinhais, que se assemelham à cauda de um cavalo.

A doença é rara e grave ― quanto maior o tempo de compressão das raízes nervosas do paciente, menores são as chances de recuperação completa das funções afetadas. Logo, assim que qualquer sinal seja identificado, é preciso buscar um profissional especializado em coluna vertebral, por exemplo, para fazer o diagnóstico a partir de relatos do paciente e exames neurológicos, tomografia, mielograma e ressonância magnética.

Conheça os principais sintomas, causas e tratamentos dessa síndrome.

Principais sintomas da síndrome da cauda equina

Normalmente, os sintomas são dor intensa na lombar e que melhora ao se deitar e piora ao se sentar, além de perda de sensibilidade nas nádegas ou períneo. A síndrome também pode causar disfunções do esfíncter, retenção da urina ou incontinência urinária, problemas intestinais, disfunções sexuais e problemas sensoriais na bexiga ou no reto.

Outras características são redução da força muscular nos membros inferiores, perda de reflexo nas extremidades e constipação.

Causas mais conhecidas

A causa mais comum da síndrome é a hérnia de disco lombar. Outras causas possíveis são injúria traumática, invasão metastática, meningite e doença de paget.

As compressões podem ser completas ou incompletas. Confira:

  • completa: nesse caso, há um quadro de paralisia flácida junto da atrofia muscular, dor na lombar, perda de alguns reflexos (anal e plantar, por exemplo), distúrbios sensitivos, dificuldade ao urinar e impotência;
  • incompleta: nesse 2º caso, há compressões baixa, média e alta. A 1ª se caracteriza pela dor e por alterações no esfíncter. A 2ª compromete a região do ciático. A compressão alta tem reflexo patelar reduzido ou até mesmo inexistente e afeta a região lombar.

Tratamentos

O 1º passo na reabilitação é reduzir os efeitos do neurotrauma e da imobilização que a síndrome causa. Aliviar a pressão nos nervos é crucial para a redução do problema. Normalmente, é realizada cirurgia para evitar danos permanentes no paciente, como perda de movimentos das pernas ou mau controle da bexiga intestino e perda das funções sexuais.

Em algumas situações, dependendo do que causou a síndrome equina, o paciente precisa de corticoides para reduzir dores e inchaços.

A fisioterapia colabora na recuperação pós-cirúrgica, ajudando no equilíbrio, na marcha, e na transferência de forças. A estimulação elétrica também ajuda na melhoria do tônus muscular do paciente. Além disso, vale lembrar que um médico especialista em coluna vertebral dará o diagnóstico preciso para casos de síndrome da cauda equina, bem como encaminhará o tratamento necessário.

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Fratura de coluna lombar: o que é e como tratar

Fratura de coluna lombar: o que é e como tratar

A nossa coluna vertebral é dividida em quatro componentes estruturais: coluna cervical, coluna torácica, coluna lombar e coluna sacral. Juntos, eles são responsáveis pelo equilíbrio do nosso corpo em pé, por meio das suas curvaturas específicas: a lordose da coluna cervical, a cifose da coluna torácica, lordose da coluna lombar e cifose da coluna sacral.

Essas curvaturas, juntamente com os músculos, ligamentos, discos vertebrais, medula e nervos, são responsáveis pela manutenção da estabilização e movimentação da nossa coluna.

Dessa forma, a lombar, mais precisamente a pelve, é o eixo principal do nosso corpo, responsável pela estabilidade da coluna ereta. Fraturas e lesões na coluna lombar podem causar dores e até mesmo paralisia das pernas.

Após uma lesão na coluna, a medula, que é um feixe de nervos que passa por dentro da coluna, pode ter os movimentos das partes do corpo abaixo desse ponto. Assim, uma fratura na coluna cervical (pescoço) pode causar paralisia total do corpo, enquanto que uma fratura na coluna lombar (fundo das costas) ou torácica pode causar paralisia nas pernas.

Normalmente, as complicações de fratura na coluna surgem imediatamente após o acidente, durante o transporte para o hospital ou nas primeiras horas após o início do tratamento.

Fratura da coluna lombar

Dizemos que o paciente sofreu uma fratura da coluna lombar, quando há um trauma nas vértebras: L1, L2, L3 ou L4. Dados sobre internações hospitalares do SUS (Sistema Único de Saúde) do ano de 2000 a 2005 revelam que em 40% dos casos, o trauma de coluna foi causado por quedas. Na sequência aparecem os acidentes de trânsito (23%), seguido de outros acidentes (20%) e, por fim, as tentativas de homicídios (6%).

Os tipos mais comuns de fraturas que afetam a região lombar são as fraturas por compressão, que normalmente resultam de uma queda. Elas podem ser diagnosticadas através de uma radiografia.

Na maioria das fraturas por compressão, repouso, fisioterapia, uso de coletes e cuidados médicos conservadores são eficazes. No entanto, existe uma pequena probabilidade de a fratura de compressão ser causada por uma condição médica secundária, como osteoporose ou malignidade.

No caso da osteoporose, as fraturas por compressão se desenvolvem frequentemente quando a densidade óssea diminui devido à osteoporose. As vértebras são especialmente suscetíveis aos efeitos da osteoporose.

As fraturas por compressão (que às vezes causam dor repentina e intensa nas costas) podem vir acompanhadas da compressão das raízes nervosas espinhais (que podem causar dor crônica nas costas).

Outro tipo de fratura comum é a fratura explosão, que decorre de compressão violenta, resultando em falha das vértebras. Neste caso, a altura vertebral é significativamente diminuída. Esta ruptura pode ser instável e necessitar estabilização imediata.

O diagnóstico da lesão deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar que realizará o exame físico completo para verificar a gravidade do trauma, por meio de testes neurológicos e motores. Para complementar o diagnóstico podem ser solicitados exames de raio x, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Tratamento da fratura da coluna lombar

O tratamento da fratura de coluna lombar vai depender do tipo de lesão e da estabilidade. Para as lesões mais simples, o uso de medicação analgésica e anti-inflamatória associada ao repouso são medidas suficientes para a melhora do paciente. Já as fraturas ou lesões ligamentares devem ser avaliadas quanto à preservação ou não da estabilidade.

Lesões estáveis podem ser tratadas com o uso de colete de Jewet, colar cervical ou gesso, usado em casos de fratura da coluna sem lesões na medula espinhal. Normalmente, este tipo de tratamento conservador é mantido por 8 a 12 semanas, até que as vértebras cicatrizem.

A lesão de determinadas estruturas pode gerar uma situação de instabilidade que consiste um critério de gravidade e necessita de tratamento cirúrgico adequado para readquirir essa propriedade. Quando o trauma resulta em uma alteração neurológica, estamos diante de uma situação muito grave. Normalmente, o tratamento envolve a descompressão dos nervos e estabilização cirúrgica da coluna.

A avaliação médica minuciosa de cada caso é muito importante antes da indicação da cirurgia, com análise detalhada do histórico do paciente, de suas dores e tratamentos já realizados.

Durante a recuperação, deve-se ficar de repouso relativo durante a primeira semana e iniciar lentamente as atividades diárias mais leves, como caminhar e sentar, evitando exercícios pesados, como correr, nadar ou levantar pesos, respeitando todas as indicações do médico.

Ainda durante o período de recuperação é importante ainda fazer uma alimentação equilibrada, para não engordar, e também rica em cálcio e vitamina D, para ajudar a fortalecer os ossos, especialmente no caso de idosos com fratura na coluna devido a osteoporose.

Quando o tratamento não é feito de forma adequada, mesmo em lesões leves, pode acontecer agravamento da fratura e, nesses casos, pode até haver risco de paralisia, mesmo que inicialmente a medula não tenha sido afetada.

Cuidados e prevenção

No caso de presenciar algum tipo de acidente que possa ter lesionado a coluna, a recomendação é que não se tente movimentar a vítima, pois qualquer movimentação pode piorar o quadro clínico. A recomendação é que se solicite o socorro de bombeiros e paramédicos que tem treinamento para esse tipo de situação.

Entre as medidas preventivas estão as campanhas para uso do cinto de segurança no trânsito, o uso adequado de equipamentos de segurança e de proteção para os trabalhadores da construção civil e a atenção dos idosos com degraus, escadas, e, até mesmo, tapetes e pano de chão.

Cuidados com a postura e a prática de exercícios físicos regulares também são sempre benéficas à saúde da coluna vertebral. Exercícios específicos para fortalecer e alongar os músculos do abdômen, nádegas e costas (músculos centrais) podem ajudar a estabilizar a coluna vertebral e diminuir o estresse nos discos que protegem a coluna vertebral e os ligamentos que a mantêm no lugar.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Tire suas dúvidas sobre a fratura de coluna torácica

Tire suas dúvidas sobre a fratura de coluna torácica

A nossa coluna vertebral, também chamada de espinha dorsal, é responsável por dois quintos do nosso peso corporal total. Composta por tecido conjuntivo e uma série de ossos, chamados de vértebras, a coluna é constituída por 24 vértebras, sacro, cóccix e – junto com a cabeça, esterno e costelas – pelo esqueleto axial.

A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: cervical, torácica, lombar e sacro-coccígea. São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas.

Juntas, elas têm a função proteger a medula espinhal e os nervos espinhais; suportar o peso do corpo; fornecer um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça; exercer um papel importante na postura e locomoção; servir de ponto de fixação para as costelas, a cintura pélvica e os músculos do dorso; proporcionar flexibilidade para o corpo, podendo movimentar-se para frente, para trás e para os lados e ainda girar sobre seu eixo maior.

Coluna torácica

A coluna torácica ou dorsal é constituída por doze vértebras, sendo que a espessura do disco é de um sexto do corpo vertebral. O principal diferenciador das vértebras torácicas é a presença de fóvea costal (locais de articulações) no corpo vertebral. É nesse local que se articulam com as cabeças das costelas.

A coluna torácica também se articula com as vértebras cervicais e lombares, influenciando no bom funcionamento dos ombros e escápulas.

Apesar de poder realizar todos os movimentos que as demais colunas fazem, a torácica possui uma amplitude menor, devido à presença da caixa torácica, que está interligada à coluna dorsal. Essa caixa é responsável por proteger e preservar o bom funcionamento dos nossos órgãos, como coração e pulmão.

O local de menor movimento da coluna torácica é entre as vértebras T1 e T7, onde as escápulas e costelas estão fixadas. Já entre a T11 e T12, não existe ligação com o esterno, fazendo com a mobilidade fique um pouco maior nesta região.

Vale ressaltar, que a mobilidade da coluna vertebral é resultado do trabalho de todas as articulações vertebrais. Por isso, se a mobilidade torácica está menor, toda a mobilidade vertebral fica prejudicada.

Fratura de coluna torácica

O local mais comum de fraturas na coluna é a região tóraco-lombrar (entre as vértebras T12 e L1), por ser um local de transição entre uma região mais rígida (coluna torácica) e uma região mais móvel (coluna lombar).

Essas fraturas são divididas de acordo com o tipo de trauma sofrido:

  • Fratura por compressão: a parte inferior da vértebra é achatada, sendo muito comum em pacientes com condições que enfraquecem os ossos (osteoporose ou neoplasias). Normalmente, não comprometimento da estabilidade;
  • Fratura por explosão: causada por traumatismo de alta energia. A vértebra é esmagada por forças axiais e apresenta múltiplos fragmentos, que podem comprimir as estruturas neurológicas, causando instabilidade;
  • Fratura por flexão-distração: causada por traumatismos de alta energia, quando a corpo é projetado bruscamente para frente. Neste caso, há uma lesão nos ligamentos da coluna, além da parte óssea. Normalmente, são lesões instáveis;
  • Fratura-luxação: consideradas as lesões mais graves e mais instáveis, com grande potencial de lesão neurológica, na qual a coluna sofre um “deslocamento”.

O diagnóstico da lesão deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar que realizará o exame físico completo para verificar a gravidade do trauma, por meio de testes neurológicos e motores. Para complementar o diagnóstico podem ser solicitados exames de raio-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Tratamento para fratura de coluna torácica

Caso a fratura tenha sido causada por um acidente, os cuidados devem ser iniciados já no local do ocorrido. É importante não movimentar o paciente, pois qualquer movimentação pode piorar o quadro clínico. A recomendação é que se solicite o socorro de bombeiros e paramédicos que tem treinamento para esse tipo de situação.

O tratamento da fratura de coluna torácica vai depender do tipo de lesão e da estabilidade. Normalmente ele é iniciado no hospital, com supervisão de um ortopedista.

Nos casos de fraturas sem lesões na medula espinhal, o tratamento inclui o uso de colete de Jewet, colar cervical ou gesso. Normalmente, este tipo de tratamento conservador é mantido por 8 a 12 semanas, até que as vértebras cicatrizem.

Já nos casos de fraturas graves e quando a medula é afeta, a cirurgia é a melhor indicação de tratamento. Nesse caso, são colocados suporte de metal, semelhante a parafusos, que alinham a coluna e suportam o peso do corpo.

Em todos os casos, é preciso repouso relativo e paciência para aguardar a recuperação da coluna. Em casos de dor, o médico poderá indicar medicamentos para aliviar os sintomas. É importante lembrar que quando o tratamento não é feito de forma adequada, mesmo em lesões leves, pode acontecer o agravamento da fratura e, nesses casos, pode até haver risco de paralisia, mesmo que inicialmente a medula não tenha sido afetada.

Cuidados com a coluna vertebral

O cuidado com a coluna vertebral deve ser diário, mesmo em pacientes que nunca sofreram lesões. As dores na coluna ocorrem normalmente em consequência de má postura, sedentarismo, atividades físicas realizadas de maneira incorreta, pequenos traumas, rotina estafante, falta de alongamento e obesidade. Todas essas causas poderiam ser evitadas por meio de hábitos de vida saudáveis.

Por isso, no dia a dia, ao andar, tome cuidado com a postura; evite dormir de bruços e, sempre que possível, opte por deitar de lado com as pernas levemente dobradas; quando se sentar em uma cadeira, certifique-se de colocar os pés no chão e apoiar-se no encosto; para pegar um objeto no chão, desça até o objeto dobrando os joelhos; sempre que for levantar peso, lembre-se de manter as costas estendidas; evite saltos altos e realize alongamentos para aliviar as tensões sempre que permanecer por muito tempo em uma mesma posição e antes e depois de realizar exercícios.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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