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Conheça os principais tipos de cirurgia de coluna

Conheça os principais tipos de cirurgia de coluna

Dentre os vários tipos de cirurgia que existem, uma das mais complexas e que requerem especialização e inovação cada vez mais evolutivas é a de coluna. São diversos os problemas que afetam a coluna do ser humano, e o grau de complexidade dessa cirurgia pode variar e exigir um procedimento que pode ser mais ou menos simples ou invasivo.

Com a constante evolução das técnicas cirúrgicas, as incisões na região da coluna tendem a ser menores, os procedimentos, mais “engenhosos”, e a recuperação, mais rápida. Por isso, esqueça aquelas aparelhagens imensas de aço e os meses na cama.

É importante salientar que as cirurgias são indicadas apenas em casos extremos, quando os tratamentos convencionais não funcionam. Esses tratamentos englobam fisioterapia, hidroterapia, reeducação postural global (RPG), reequilíbrio da coluna vertebral (RCV) e pilates, além da utilização de medicamentos e bloqueios específicos que aliviam dores e inflamações.

A “epidemia” da dorsalgia e lombalgia

Segundo dados do INSS, a dorsalgia e a lombalgia (nome utilizado para designar as dores nas costas) foi a doença que mais afastou os trabalhadores das funções que eles exerciam no momento do afastamento. Foram mais de 83 mil casos em 2017, e a condição lidera a lista de doenças referentes ao auxílio-doença há mais de 10 anos. Essa enfermidade fica à frente das fraturas da perna e do tornozelo e das doenças psicológicas.

O que agrava o problema, além da má postura, são os esforços excessivos, a atividade física sem acompanhamento e os acidentes, que acabam causando quedas. Outras doenças que podem causar dorsalgia são os tumores ( benignos ou malignos) .

Cirurgias convencionais e minimamente invasivas

Como dito anteriormente, dependendo do paciente (e do cirurgião), os procedimentos podem ser convencionais, com uma grande incisão e uma recuperação um pouco mais lenta; ou minimamente invasivos, que utilizam técnicas avançadas, têm recuperação mais rápida e menores lesões nos tecidos, porém possuem um custo maior e nem sempre estão disponíveis .

Exemplos de cirurgia de coluna

As doenças de coluna mais comuns que acometem um paciente são: luxações e fraturas na coluna, tumores ósseos ou metástases, deformidades acentuadas (cifoses, escolioses), infecções e hérnias de disco.

Além de injeções, radiofrequência e infiltrações, existem as convencionais ou “invasivas abertas”, como a artrodese, para deformidades, e a laminectomia (remoção de uma ou mais lâminas vertebrais).

Aquelas consideradas minimamente invasivas têm como exemplos:

  • discectomia endoscópica: remoção de fragmentos de disco com hérnia ou que possuam protuberância e pressionem os nervos, causando desconforto e dor. Para isso, é utilizada uma câmera, a incisão feita tem menos de 1 cm, e é possível caminhar no mesmo dia;
  • cifoplastia: técnica utilizada principalmente para corrigir fraturas provenientes de osteoporose;
  • biópsia da coluna: quando há análise do material, em casos de tumores ósseos;
  • foraminotomia: procedimento indicado para aliviar a pressão sobre os nervos que passam através dos forames intervertebrais — ou seja, os espaços entre as vértebras por onde passam os nervos espinhais;
  • artrodese: cirurgia feita em articulações que não são mais tratáveis, com medicamentos ou outras técnicas normalmente indicadas.

Agora você já conhece um pouco sobre cirurgia de coluna.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Hérnia de disco torácica: sintomas e tratamentos

Hérnia de disco torácica: sintomas e tratamentos

As hérnias de coluna não são uma nomenclatura tão desconhecida da população, por conta da grande quantidade de ocorrências. Infelizmente, esse é um problema que acomete muitas pessoas e é manifestado de diversas formas. As doenças de coluna, como a hérnia de disco torácica, são muito comuns por diversos motivos, dentre eles, frequência de movimentações incorretas, graves traumas, genética e idade avançada.

Os discos da coluna vertebral têm a função de absorver os impactos gerados pelo movimento. Eles estão localizados entre as nossas 33 vértebras. As hérnias são saliências provenientes do deslocamento do núcleo pulposo. Esse núcleo é um material gelatinoso que, agrupado ao ânulo fibroso (paredes cartilaginosas), é responsável pela composição dos discos.

Em outras palavras, as hérnias são uma alteração no bom funcionamento dos discos da coluna e, por consequência, comprometem a disposição das vértebras envolvidas no local lesionado, causando imenso desconforto para o paciente.

Selecionamos as informações mais relevantes referentes aos sintomas e tratamentos para essa doença, veja!

Quais são as causas e os sintomas da hérnia de disco torácica?

As causas mais comuns são o envelhecimento do disco e a ruptura do núcleo, chamada de origem crônica, e o trauma por movimento ou abrupto impacto, chamada de origem aguda. Há 2 tipos de hérnia: protusa e extrusa.

A 1ª surge quando o conteúdo pulposo está localizado no interior do disco, podendo evoluir para o 2º tipo (extrusa). A 2ª ocorre quando o núcleo pulposo avança para fora do disco.

Dentre as causas mais comuns para o aparecimento da condição, temos fatores como: envelhecimento, hereditariedade, traumas, maus hábitos, como sedentarismo, postura incorreta e tabagismo, e outros, como altos graus de obesidade.

A versão torácica da hérnia atinge as vértebras T1 a T12, que, tal qual o nome sugere, localizam-se no tórax. Como consequência, essa doença gera fortes dores nessa região, que podem irradiar para as costelas. Outro sintoma é a mielopatia, que consiste em sintoma grave que pode levar a  perda de força nas pernas.

Quais são os melhores tratamentos?

Os tratamentos para esse tipo de hérnia de disco são, normalmente, focados na diminuição da dor e na melhora da qualidade de vida do paciente. A depender do quadro clínico, pode haver prescrição de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. A fisioterapia,pilates e a acupuntura também são ótimas opções para alívio da dor e o tratamento do disco vertebral.

Em alguns casos, o médico indicará o procedimento cirúrgico, principalmente em situações mais delicadas. Normalmente em quadros em que há hérnia torácica com muitos sintomas, o estado do paciente é delicado. A cirurgia, portanto, visa à descompressão da medula e à promoção de uma maior estabilidade da coluna vertebral.

Agora, que já sabe bastante sobre a hérnia de disco torácica, você pode entender mais sobre a sua coluna e como evitar que esse quadro se desenvolva. Caso tenha algum dos sintomas citados, não hesite em procurar um médico especializado para atendimento o mais breve possível.

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Câncer de coluna: sintomas, causas e tratamentos

Câncer de coluna: sintomas, causas e tratamentos

Quem nunca sofreu com qualquer dor na coluna vertebral? Esse tipo de problema é um dos que mais afetam pessoas em todas as idades e pode ter origens diversas. No entanto, há casos que precisam de uma atenção maior, já que podem indicar algo mais grave, como o câncer de coluna. Saiba quais são os sintomas, as possíveis causas e as formas de tratamento dessa doença.

O que é e qual a origem?

O câncer de coluna é caracterizado pela presença de tumores na região vertebral do sistema esquelético. Eles surgem a partir da reprodução e do crescimento desordenado das células no organismo, que se agrupam em determinada região e formam uma massa.

A principal causa do câncer na região vertebral são as metástases, em que as células cancerígenas de determinada parte se espalham para outras áreas do organismo. Neste caso, os mais comuns são os tumores na mama, na próstata e no pulmão.

Outras causas desse tipo de câncer são os gliomas, que se originam a partir de outras células da medula espinhal, e os sarcomas, uma variedade que se desenvolve a partir de certos tecidos, como ossos e músculos — no caso, a origem são os tecidos conjuntivos que compõem a coluna vertebral.

Sintomas do câncer de coluna

Um dos grandes obstáculos com relação ao diagnóstico desse tipo de câncer é o fato de ser um tipo de tumor pouco comum. Além disso, os sintomas dele são muito parecidos com os de outras doenças na região, como problemas degenerativos causados pelo envelhecimento, lesões causadas por esforço ou má postura e traumatismos.

Os sintomas mais usuais do tumor na coluna são dores nas costas, geralmente progressivas, agudas e sem relação direta com atividade física, alterações na sensibilidade, fraqueza muscular, formigamento e paralisia nos braços ou nas pernas e problemas intestinais ou no trato urinário .

O diagnóstico da doença é confirmado somente por exames de imagem, como radiografia, ressonância magnética e tomografia, que vão indicar a presença de massas. Já a cintilografia e o PET-CT podem oferecer mais informações sobre o estágio do tumor e dar uma orientação mais precisa sobre os tratamentos.

Formas de tratamento

A quimioterapia e a radioterapia são as formas de tratamento mais indicadas, principalmente em tumores que estejam em estágio inicial. Nesse caso, o oncologista também pode indicar uma cirurgia de ressecção total da lesão, a fim de removê-la por completo.

Já nos casos de tumores mais agressivos e que não estejam respondendo ao tratamento quimioterápico ou radioterápico, a cirurgia de reconstrução das partes atingidas é a mais indicada. Apesar de ser uma intervenção de grande porte, as técnicas atuais proporcionam uma operação pouco invasiva, a fim de devolver a mobilidade à pessoa e diminuir o quadro de dor.

Como se trata de uma lesão na coluna, o paciente pode apresentar problemas de mobilidade, sendo necessário também o acompanhamento de um profissional de fisioterapia, que vai trabalhar a parte motora, para que não haja o agravamento da situação.

Agora você já conhece as principais informações sobre o câncer de coluna.

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Como é a cirurgia para correção da atrofia muscular?

Como é a cirurgia para correção da atrofia muscular?

Pessoas que apresentam o diagnóstico de atrofia muscular tiveram a emaciação do tecido muscular ou mesmo a perda deste em uma determinada região. Essa condição pode acontecer por 2 motivos: falta de uso do músculo (fisiológica ou patológica) ou uma consequência de doenças neurológicas.

A queda do volume muscular leva a situações graves de falta de mobilidade, atrapalhando a execução de atividades cotidianas. Para a correção ou a melhora do quadro, a cirurgia pode ser o melhor caminho, por isso, conheça mais sobre ela.

Preparos para a cirurgia de correção de atrofia muscular

A 1ª indicação de tratamento é a fisioterapia, em que os músculos serão estimulados a recuperar o alongamento e a mobilidade. Contudo, não é possível obter resultados positivos em todos os casos somente com a fisioterapia, sendo necessária, em outras situações, a cirurgia para correção. Um exemplo de cirurgia comum nesses casos é para a distrofia muscular de duchenne. Ela é derivada de uma alteração no código genético e causa fraqueza, perda progressiva da função muscular e pseudo-hipertrofia, principalmente em meninos.

A cirurgia para a correção de atrofia muscular é feita por meio do trabalho conjunto entre o médico ortopedista e o médico anestesista. É importante que ambos tenham especialização em operações e cuidados em doenças neuromusculares. Os músculos são um emaranhado de tecidos, tendões e ligamentos perfeitamente complexos, portanto demandam um cuidado especial. A qualidade de vida por meio da plena mobilidade deve ser o objetivo.

Tipo de cirurgia e aplicação

A definição do tipo de cirurgia para a correção da condição irá depender do local em que a perda de massa acontece e se o problema afeta músculos, tendões ou ligamentos. As 2 intervenções mais comuns são a cirurgia ortopédica e a tenotomia ou de alongamento dos tendões. Para que o médico chegue à resolução sobre o procedimento que irá empregar, ele primeiramente deve fazer os exames pertinentes e prescrever outros tipos de tratamento. Quando a fisioterapia ou a medicação não apresentam o desenvolvimento esperado, opta-se pela intervenção cirúrgica.

Na cirurgia ortopédica, principalmente indicada em atrofias na coluna vertebral, o cirurgião ortopedista fixará placas de metal para corrigir a sinuosidade causada. Assim, evita-se o agravamento da escoliose progressiva, que é uma consequência do problema. Além de melhora das condições de mobilidade, a intervenção ainda auxilia a evitar dificuldades respiratórias e circulatórias.

Na tenotomia, que é a cirurgia de alongamento de tendões, é realizado o corte do tecido atrofiado e a reconstrução deste. Esse tipo de correção do problema em questão é mais indicado para aqueles que sofrem com o encurtamento ou a contração dos tendões. Muito comum em reparação do tendão de aquiles e no tratamento da distrofia muscular de duchenne.

Atenções de pós-operatório

No pós-operatório da cirurgia de correção dessa perda muscular, o paciente volta à rotina de sessões com a fisioterapia. Mesmo com a retificação do tendão e dos músculos, o tratamento intensivo fisioterápico leva a reaprender o movimento e estar confortável com eles. Além disso, a pessoa deve usar, quando indicada, por um período definido pelo médico ortopedista, uma órtese fixa no lugar. O objetivo é evitar que o encurtamento e a atrofia do músculo voltem a acontecer.

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Tudo que você precisa saber sobre lombalgia

Tudo que você precisa saber sobre lombalgia

Não importa a idade ou o gênero: as dores na região das costas sempre causam um incômodo enorme para quem é atingido por elas. Somente no Brasil, o problema atinge mais de 27 milhões de pessoas, segundo um levantamento do Ministério da Saúde. Dentre as lesões mais comuns nessa região do corpo, está a lombalgia. As dores na lombar geralmente causam um enorme prejuízo, seja pela dor seja pelo fato de interferirem diretamente nas atividades do dia a dia, tanto  que esse problema é, atualmente, o principal motivo de afastamento do trabalho nos Estados Unidos. Neste artigo, você vai ver tudo o que precisa saber sobre esse problema.

O que é?

A lombalgia é a dor na região lombar, a parte mais baixa da coluna vertebral próxima à bacia e que geralmente suporta a maior carga com relação a toda a extensão das costas. Apesar de não ser considerada uma doença pelos especialistas, ela representa um quadro que exige atenção, já que pode causar muita dor e incômodo em certas situações.

O problema é classificado de 2 maneiras. A dor aguda geralmente dura alguns dias e costuma surgir de repente, causando bastante incômodo. Na maioria dos casos, acomete pessoas entre 30 e 60 anos e é provocada por esforço físico exagerado, trauma ou má postura.

Já o tipo crônico tem um período de duração maior (normalmente acima de 3 meses) e, por ser uma consequência do envelhecimento e do desgaste da estrutura da região lombar, atinge pessoas com mais idade. Provocando uma dor moderada, ela costuma ser frequente ou até mesmo permanente.

Causas da lombalgia

Além dos motivos citados, a condição pode ser causada por problemas como dor ciática, hérnia de disco, osteoporose, fibromialgia, estenose, dentre outros. Nesses casos, a dor na região lombar pode ser consequência de um problema maior ou mais grave.

É importante também ficar de olho nos chamados fatores de risco, ou seja, situações que aumentam a probabilidade de ocorrer a doença. Tratando-se de dor lombar, podemos citar o sedentarismo, a má postura no dia a dia, o tabagismo, a obesidade, o estresse e o ganho de peso na gravidez.

Diagnóstico, tratamento e prevenção

Em caso de dor na região lombar, um médico ortopedista deve ser consultado. Ele vai fazer um levantamento do histórico do paciente e uma avaliação clínica. Na maioria dos casos, para um diagnóstico mais preciso, é necessária a realização de exames de imagem, como radiografia, tomografia e ressonância magnética.

As formas de tratamento mais comuns são a utilização de analgésicos e inflamatórios, para diminuir a dor e o quadro inflamatório, além de cuidados com a postura e o repouso. Em algumas situações, trabalhos com fisioterapia podem ser úteis, a fim de fortalecer os músculos e aumentar a mobilidade da região — somente em casos extremos a cirurgia é recomendada.

Para prevenir a lombalgia, é importante tomar cuidados com a postura, principalmente quem trabalha muito tempo em pé ou sentado. Realizar exercícios físicos, controlar o peso e evitar hábitos não saudáveis, como o tabagismo, também ajudam a evitar o problema.

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Artrodese de coluna via anterior: o que é e quando é indicada?

Artrodese de coluna via anterior: o que é e quando é indicada?

Você já ouviu falar de artrodese? Ela é um procedimento que visa fixar uma articulação do corpo. Neste texto falaremos sobre a artrodese de coluna pela via anterior, ou seja, quando a cirurgia é feita pela frente do corpo.

A técnica pode corrigir vários problemas, como é o caso de fortes dores crônicas na coluna geradas por instabilidade. Por ser um procedimento cirúrgico, é recomendada quando tratamentos convencionais não surtem mais efeito.

O que é artrodese?

A artrodese é um procedimento cirúrgico realizado em articulações. Ela é uma resposta a doenças ou fraturas, por exemplo, que causam instabilidade nesses locais. Para combater isso, a articulação é imobilizada.

Apesar da fixação, os pacientes não ficam imóveis, como a descrição pode sugerir. A cirurgia é feita somente nos segmentos danificados. Com isso, os segmentos saudáveis que não foram operados continuam a dar mobilidade ao corpo.

A artrodese de coluna pela via anterior

Um dos locais mais comuns onde a artrodese é realizada é a coluna. E uma das técnicas para fazer o procedimento é pela via anterior. Neste caso, o processo é realizado pela região abdominal do paciente, na parte da frente do corpo.

A cirurgia desse tipo é menos comum que a de via posterior, realizada pelas costas, porém tão eficiente quanto. Como todo procedimento cirúrgico, ela envolve riscos, como o caso de lesões viscerais e vasculares, por exemplo.

Contudo, antes de o paciente ir para a mesa de cirurgia, tudo é calculado de caso a caso pelo especialista, a fim de minimizar os riscos e maximizar o bem-estar do operado.

Como o procedimento é realizado?

A artrodese de coluna pela via anterior é realizada a partir de uma incisão no abdome, próximo ao umbigo. O corte dá acesso à coluna do paciente, e os discos lesionados ou doentes podem ser corrigidos.

Quando necessária, é realizada a retirada de pedaços de ossos quebrados, e enxertos são colocados no lugar. As correções podem, ainda, ser feitas a partir de estruturas médicas metálicas que fixam a articulação.

A recuperação varia bastante de pessoa para pessoa. Porém, no mesmo dia da cirurgia, o paciente já consegue se levantar, por exemplo. Depois do procedimento, é necessário ficar alguns dias internado e, posteriormente, realizar fisioterapia.

Quando a artrodese é indicada?

Estão dentre as condições e doenças para as quais é indicada a realização da cirurgia:

  • espondilolistese;
  • hérnias recidivadas;
  • discopatia degenerativa;
  • instabilidades ou fraturas na coluna;
  • deformações na região lombo-sacral.
  • pseudoartrose de coluna
  • revisão de cirurgias

Agora você já conhece a artodese de coluna via anterior.

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Os principais cuidados no pós-operatório da cirurgia de coluna

Os principais cuidados no pós-operatório da cirurgia de coluna

Devido às particularidades que possui, toda cirurgia envolve uma série de cuidados, tanto na preparação quanto no pós-operatório. Orientar-se com o médico responsável pelo procedimento é fundamental para garantir que a recuperação ocorra de forma mais rápida, evitando-se o risco de complicações.

Nesse contexto, pacientes que se submetem à cirurgia de coluna se preocupam com o que pode acontecer após a alta hospitalar, temendo que o quadro após a operação seja doloroso e, principalmente, complicado.

Com o objetivo de desmitificar esse tipo de receio com relação à recuperação da cirurgia, preparamos este artigo, no qual trazemos os principais cuidados a serem tomados. Acompanhe.

1. Medicamentos e curativo

Dada a alta ao paciente, o médico cirurgião entregará a receita dos medicamentos que serão consumidos durante o período de recuperação. Com relação à prescrição médica, é recomendado que o paciente opte pela versão original do remédio, em vez do genérico ou do similar.

Vale ressaltar que, durante o período em que o paciente estiver tomando os medicamentos, o consumo de bebidas alcoólicas é proibido. Isso porque, assim como as bebidas alcoólicas, boa parte dos remédios é metabolizada pelo fígado. A combinação exigirá do órgão um maior desempenho, podendo aumentar ou comprometer os efeitos das substâncias químicas, além de intoxicar o organismo.

Não há restrições alimentares após a realização da cirurgia, contudo, o paciente deve incluir na dieta frutas e verduras, para auxiliar o trânsito intestinal. A hidratação também é fundamental.

Já a respeito do curativo, é preciso trocá-lo diariamente, por mais de 1 vez — sendo uma delas, preferencialmente, após o banho. A cicatriz deve ser limpa com antisséptico e protegida com gaze.

2. Banho

Durante o processo de recuperação após a cirurgia, recomenda-se que o paciente seja ajudado por familiares, para evitar qualquer tipo de esforço físico e incidentes.

O banho é umas das atividades que mais requerem cuidado. Nesse momento, o operado deverá ser auxiliado não só para adentrar ao banheiro, mas também para se despir e se lavar. Para impedir quedas, é indicado que o paciente tome banho com o chuveirinho, sentado em uma cadeira em algumas situações.

3. Esforço físico

Até que seja liberado pelo médico, o paciente deve evitar carregar qualquer peso, mais especificamente, os acima de 2 kg.

Nesse período, também deve evitar a execução de qualquer atividade doméstica ou outra que envolva a repetição de movimentos. Vale lembrar que, como a região operada foi a coluna vertebral, não é permitido dobrar o corpo para frente nem para trás. Girar o tronco também pode causar dores e complicações. Contudo, não há problemas em subir e descer escadas.

O mesmo cuidado deve ser considerado na prática de atividades físicas. O ideal é que o paciente faça caminhadas, de acordo com a orientação médica.

4. Cuidados gerais no pós-operatório da cirurgia de coluna

Além dos cuidados citados acima, é preciso respeitar as seguintes orientações:

– dormir com a barriga pra cima ou de lado, evitando dormir de bruços;

– ter relações sexuais somente depois de 2 semanas da realização da intervenção cirúrgica. Entretanto, antes de retomar a prática sexual, é importante consultar o profissional médico;

– voltar às atividades diárias somente com a liberação médica;

– antes de fazer qualquer tipo de viagem, comunicar ao cirurgião.

Seguindo essas recomendações no pós-operatório, a sua recuperação tem mais chances de ser bem-sucedida.

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Quais os critérios de indicação da cirurgia da coluna vertebral

Quais os critérios de indicação da cirurgia da coluna vertebral

As cirurgias de coluna vertebral são uma ótima opção para pacientes que sofrem de algum problema nessa região. Porém, muitas vezes esse procedimento é feito sem que exista absoluta necessidade, ou mesmo em casos em que não é o tratamento ideal. Isso acaba gerando custos desnecessários para os pacientes, além de desconforto. Para evitar isso, é fundamental conhecer muito bem, e respeitar, os critérios de indicação desse tipo de intervenção cirúrgica.

O que é a cirurgia de coluna vertebral?

A cirurgia, como dito acima, é uma resposta para diversos problemas que um paciente pode ter na coluna. O procedimento pode ajudar a tratar condições como as hérnias de disco, a escoliose, e inúmeras outras, podendo ser combinado com fisioterapias e outras técnicas, para promover ainda mais conforto para os pacientes.

Para realizar essas cirurgias, são usados diversos instrumentos, que estão cada vez mais modernos e eficientes, buscando resolver o problema com o máximo de conforto e segurança.

Critérios para a indicação

De maneira geral, as cirurgias de coluna vertebral são indicadas quando há uma falha no processo de alívio dos sintomas de problemas na região, após tratamentos menos invasivos, como fisioterapias. Esse é um dos primeiros critérios para a indicação da intervenção e um dos mais importantes a serem respeitados.

Outro critério comum é a urgência. Uma cirurgia de hérnia de disco, por exemplo, pode ser bem urgente se o paciente experimentar sintomas mais graves, como a perda de força na perna ou no pé, além de dores incapacitantes.

A presença de alguma doença degenerativa também é um critério bem forte para a indicação de cirurgia. Certos exames podem indicar esse tipo de problema, que deve ser tratado o mais rapidamente possível.

Além disso, a qualidade de vida do paciente é outro grande indicador da necessidade de cirurgia. A dor, evidentemente, é o 1º fator. Se ela for crônica, ou seja, tiver uma duração muito longa e ininterrupta, a cirurgia é mais recomendada. Um bom indicador disso é o uso de remédios. Se o paciente se vê forçado a usar remédios para controlar os sintomas das dores mais que 2 vezes por semana, pode ser o caso de avaliar com mais cuidado a opção cirúrgica.

Por fim, outro critério que pesa bastante é a redução da capacidade física do paciente. Se a dor ou o problema diminui a capacidade da pessoa de trabalhar ou mesmo de ter uma qualidade de vida por meio do lazer, a opção da cirurgia é considerada com mais peso.

Quando o paciente conversar com o médico, este irá considerar todas essas variáveis. O profissional vai avaliar o peso de todos esses critérios para definir se a cirurgia é ou não necessária ou mesmo se é a melhor opção. Apressar o processo cirúrgico não é benéfico para ninguém, por isso conte sempre com um profissional de qualidade e confiança.

Os cuidados com a cirurgia

Essa preocupação em garantir que a cirurgia de coluna vertebral seja feita apenas no momento ideal tem um motivo. Qualquer procedimento possui riscos, mesmo que mínimos, e a cirurgia é um estresse que pode ser desnecessário ao corpo do paciente. Portanto, converse bem com o médico antes de tomar qualquer decisão.

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Mal de Pott: sintomas, causas e tratamentos

Mal de Pott: sintomas, causas e tratamentos

Existem doenças das quais se tem registro desde a Antiguidade e que continuam a fazer vítimas ao redor do mundo. Esse é o caso do Mal de Pott, uma doença que já existia na Antiguidade, no Egito, na Costa do Pacífico da América do Sul e na Europa da Idade de Ferro.

Conhecida como espondilite tuberculosa, trata-se de uma inflamação da coluna vertebral causada pelo bacilo da tuberculose. Sua primeira descrição clássica foi feita em 1779, por Percivall Pott. Desde os avanços feitos em saúde pública e das drogas para tratar a tuberculose, a doença praticamente se extinguiu em países desenvolvidos, mas ainda continua a persistir em países em desenvolvimento.

Sintomas do Mal de Pott

Os sintomas variam muito de acordo com local afetado, o estágio em que a doença se encontra e se há ou não complicações. No entanto, de maneira geral, incluem perda de peso, febre e dores nas costas.

Com o avanço da doença, ocorre a destruição óssea progressiva das vértebras, podendo levar ao colapso vertebral e à cifose.

Como o canal medular (pelo qual passa a medula espinhal) pode ser estreitado devido à doença, é possível ainda que ocorram anormalidades neurológicas, algo que se manifesta em cerca de 50% dos casos, como dor da raiz nervosa, alterações de sensibilidade, paraplegia e paralisia.

Quando a tuberculose atinge a espinha cervical, as complicações neurológicas são mais graves, mas felizmente esses casos correspondem a apenas uma pequena porcentagem da doença.

Causas da doença

A doença é causa pela tuberculose vertebral, que ocorre pela inalação do bacilo de Koch, que entra no organismo pelo sangue. Com sua passagem pelo corpo, ele se aloja na coluna vertebral, dando início ao processo de destruição óssea. Quando não tratada, o bacilo de Koch destrói as demais vértebras e articulações da coluna.

Tratamento do Mal de Pott

O tratamento da doença é longo e inicialmente feito por meio da antibioticoterapia, o mesmo utilizado para a tuberculose pulmonar. Quando o déficit neurológico é leve, essa forma de tratamento é efetiva em 85% a 95% dos casos. A terapia costuma durar de quatro a seis meses, podendo se estender por até um ano.

No entanto, em casos em que as consequências neurológicas da doença são mais graves, com ausência de resposta a antibioticoterapia, instabilidade espinhal, grandes abscessos e deformidade severa, a cirurgia é indicada. No entanto, somente uma avaliação minuciosa de cada caso, por um cirurgião de coluna qualificado, poderá indicar qual o melhor tratamento para o Mal de Pott.

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Tire suas dúvidas sobre a doença de Scheuermann

Tire suas dúvidas sobre a doença de Scheuermann

Com a estatura média aumentando gradativamente com o passar do tempo, além da mudança em diversos fatores ambientais, como falta de atividades físicas e sobrecarga de peso, os problemas na coluna se tornam cada vez mais comuns. Dentre esses problemas, está a doença de Scheuermann.

Neste artigo, serão esclarecidas as principais dúvidas a respeito dessa doença, pois, apesar de ser relativamente comum, não é tão conhecida. Continue a leitura e saiba mais!

O que é, exatamente, a doença?

A principal característica da doença reside na curvatura acentuada da coluna torácica, ou toracolombar. Toda coluna apresenta uma curvatura, já que, além de auxiliar na mobilidade, também ajuda na absorção de impactos. No entanto, há casos em que essa curvatura é acentuada de tal maneira que chega a provocar diversos problemas.

Além da dor, deformidade e dificuldades para se movimentar estão entre os principais problemas causados pela doença.

Qual o grupo com a maior taxa de incidência?

De maneira geral, são os adolescentes entre 12 a 14 anos os mais atingidos. Isso ocorre devido às modificações corporais típicas da puberdade. Também atinge mais adolescentes do sexo masculino do que o feminino.

Quais são as causas da doença de Scheuermann?

A patologia foi descrita em 1920. Ela tem esse nome como homenagem ao médico radiologista que a descobriu. Assim, por ser recente, especialistas ainda não sabem suas causas exatas.

No entanto, acredita-se que as possíveis causas se encontram em:

  • herança genética, apesar de ainda não haver comprovações científicas dessa suspeita;
  • efeitos endócrinos: essa suspeita é fundamentada em casos clínicos, uma vez que parte das pessoas que manifestam a doença possui fibrose cística, espru não tropical (doença intestinal na qual o corpo não tolera glúten) e síndrome de Turner (ausência ou incompletude de um cromossomo assexual);
  • ossificação não completamente desenvolvida da placa terminal vertebral e deficiência de colágeno;
  • causas inflamatórias, mecânicas e debilidade muscular, ainda não comprovadas cientificamente.

Quais os principais sintomas da doença de Scheuermann?

A dor é o sintoma mais comum, seguida de queixas sobre deformidade, uma vez que as pessoas que possuem a doença não conseguem esticar completamente a coluna. Essa doença é muitas vezes confundida com a má postura, pois dá um aspecto de ombros caídos.

Existe tratamento?

Felizmente, sim. O tratamento depende muito das características de cada paciente e da curvatura da coluna torácica, mas, em geral, consiste na utilização de um colete que auxilia na manutenção da postura correta, que inclui um anel no pescoço. Em alguns casos, também pode ter apoio para as axilas.

Em uma pequena parcela dos casos, pode ser necessária a realização de cirurgia para a fusão vertebral. O procedimento é realizado quando a curvatura é muito acentuada, o quadro de dor é intenso, ou existem problemas neurológicos com origem na doença de Scheuermann.

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