Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Problemas nos pés podem causar desalinhamento da coluna

Problemas nos pés podem causar desalinhamento da coluna

Os pés são membros importantes para a sustentação do corpo. Capazes de aguentar o peso do indivíduo e ainda mantê-lo em equilíbrio, eles são trabalhados especificamente para suportar a carga corporal sem sofrer nenhum trauma.

Contudo, nem sempre esses membros escapam de alguns problemas. Seja na prática de algum esporte, seja em uma ação, seja até em um acidente, essa região pode ser comprometida devido a algumas interferências que podem causar problemas sérios. E um desses danos é o desalinhamento da coluna, prejudicando até a capacidade de andar.

Embora a coluna esteja estruturada para realizar diversos movimentos, um trauma forte no membro que sustenta o corpo pode ocasionar um desvio nessa estrutura, capaz de desabilitar um movimento ou deixá-lo mais difícil de ser realizado.

Causas de desalinhamento de coluna envolvendo os pés

Todo pé tem, ou deveria ter, uma cavidade que ajuda o membro a não provocar um desequilíbrio do corpo. Essa cavidade, conhecida como arco plantar, evita que outras áreas, como o tornozelo e o calcanhar, apresentem desníveis. Embora nenhuma pessoa tenha uma simetria exata, a existência do arco plantar ajuda o corpo a se desenvolver corretamente e a não deformar nenhuma estrutura interna.

O problema do desalinhamento de coluna começa quando os pés não obedecem a esse parâmetro. A dificuldade pode surgir devido a fatores que vão desde falhas no desenvolvimento de cartilagens até atrofias, encurtamentos ou expansões exageradas de articulações. Alguns dos exemplos a seguir podem ser os principais causadores desse desalinhamento.

Pé plano

É justamente a falta do arco plantar ou uma insuficiente formação de cavidade na parte interna nessa estrutura do nosso corpo. Ele é mais raso que o comum, e isso provoca uma expansão indevida entre os ossos do calcanhar. É bastante frequente em crianças, mas adultos também podem apresentar a condição. Dependendo da circunstância, pode causar um estresse no momento de pisar e deixar a coluna mais cansada, a ponto de desalinhar-se.

Pélvis deslocada

A coluna interliga a área cervical até a parte inferior, no quadril. Se a pessoa apresenta alguma irregularidade envolvendo as articulações da pélvis, a combinação se desloca, envolvendo também a coluna. Casos de desníveis pélvicos ou de escolioses deixam a coluna fora de uma condição estática, tornando-a vulnerável. Isso facilita o desalinhamento e a deixa mais fraca.

Atrofias ou encurtamentos

Pessoas que possuem um membro menor que o outro também podem ter a coluna desalinhada. Quando o indivíduo faz uma pisada, o membro que sustenta o corpo sofre um estresse além do normal, o que ocorre repetidamente. A dor é o principal sintoma, mas uma possível inflamação poderá surgir dependendo da intensidade dessa dor e do esforço que a pessoa faz para pisar. É importante lembrar que pequenas diferenças (até 2 cm) entre o tamanho dos membros geralmente não causam nenhum problema.

Outras questões podem estar envolvidas no desalinhamento da coluna, e grande parte dessas situações envolve os pés. A principal dica é procurar rapidamente um ortopedista para que a pressão plantar na hora de andar não seja um motivo de problemas. Uma avaliação ortopédica é algo essencial.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Dor miofascial ― Como isso pode afetar sua coluna

Dor miofascial ― Como isso pode afetar sua coluna

Muito provavelmente, você já teve um episódio de dor muito forte em alguma parte do corpo, mas não soube a origem, o nome e a causa. A maioria das pessoas acaba não dando atenção, mas está passando por um episódio de síndrome da dor miofascial (SDM).

A SDM pode ocorrer de forma relativamente comum, caso o indivíduo faça esforço físico em excesso ou tenha lesões, contusões e má-postura. A falta de atividade física também contribui para dores em várias partes do corpo.

A doença não é transmitida geneticamente. Está mais ligada à qualidade de vida que o ser humano adotou ao longo dos anos. Por isso, estudos apontam que a SDM costuma aparecer por volta dos 30 anos, quando os “vícios” já estão memorizados pelo organismo.

Todavia, crianças e pessoas com mais idade também podem passar por episódios extremos de desconforto, especialmente aqueles indivíduos que, por motivo de doença, necessitam ficar deitadas na mesma posição.

A SDM causa bastante dor, pois ataca a superfície muscular. Fica fácil de entender, quando exemplificada em crises lombares. De maneira geral, todas as pessoas já tiveram uma dor insuportável na coluna. O sofrimento advém de um ponto, comumente chamado de nódulo, que fica saliente e, quando manipulado, costuma gerar grande padecimento à pessoa.

Esse inchaço ou íngua é chamado de “ponto de gatilho”, ou seja, mesmo que toda a coluna doa, é nesse local que a musculatura entrou em colapso, por excesso ou descuido. Má-postura costuma ser uma das maiores consequências da dor miofascial.

Conheça os principais sintomas da dor miofascial

O corpo humano “fala” e a voz dele não pode ser ouvida, mas, sim, sentida! Os locais mais suscetíveis à SDM são quadril, lombar, costas, costelas, pescoço e ombros. Ao sentir alguns dos sintomas abaixo, procure um médico, de acordo com a localização da dor:

  • Desconforto ou incapacidade ao executar um movimento;
  • Inchaço no local onde há tensão;
  • Episódios em que a dor vai e volta no mesmo local;
  • Ausência de alívio da dor depois de algumas horas de administração medicamentosa;
  • Desconforto com prazo superior a 30 dias.

Tratamento para a síndrome da dor miofascial

Tratar a dor costuma ser fácil e eficaz em regiões que foram afetadas por uma contusão ou lesões leves. Nesses casos, um analgésico costuma trazer alívio ao desconforto, não necessitando de maiores intervenções. Mas, em casos como a dor na coluna, o ideal é procurar um médico, pois os episódios nessa região costumam incomodar bastante, e pode ser necessário ministrar um anti-inflamatório.

A realização de exercícios, como alongamento e pilates, ou até mesmo a fisioterapia, costuma ter efeito satisfatório, desde que o paciente entenda a necessidade de prosseguir com o tratamento.

A dor miofascial possivelmente vai voltar caso os hábitos do paciente continuem os mesmos, como ficar horas trabalhando sentado ou em pé.

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Dor nas costas pode ser sinal de lordose

Dor nas costas pode ser sinal de lordose

Dor nas costas pode sinalizar uma série de problemas que afetam a saúde da coluna. Seja por má-postura ou por algum trauma ocorrido, a coluna costuma apresentar a dor como sintoma principal. Mas, dentre essas razões, a dificuldade que mais se torna comum entre as pessoas é a lordose. Embora seja uma curvatura normal, o problema pode evoluir para casos mais críticos se não for reconhecido e tratado a tempo.

O que é uma lordose?

A coluna de cada pessoa apresenta um tipo de curvatura que é considerada normal. Muitas pessoas acham que a coluna é reta, mas, vista de lado, ela apresenta algumas variações que não são anormais, porque ajudam a sustentar pontos específicos. Porém, é considerado um problema quando algumas curvaturas anatômicas possuem acentuações exageradas ou reduções que comprometem a adaptação do corpo.

No caso da lordose, é o mesmo sentido. Ela é uma curvatura comum, encontrada na área cervical  e na área lombar. A condição se torna um percalço quando o desvio apresenta dois tipos de variação:

  • Acentuação interior: a curvatura é maior para a parte de dentro do corpo, conhecida como hiperlordose. O abdômen fica retraído, enquanto os glúteos ficam mais expostos;
  • Redução retificada: quando a curvatura fica mais retida, as áreas cervical e lombar ficam retificados, comprometendo a capacidade de mover a coluna. É conhecida como hipolordose.

Sintomas

O principal sinal é a dor nas costas. Mas outras manifestações podem surgir com o decorrer do tempo, caso o problema não seja resolvido. A dor não costuma vir com outros sintomas, mas o indivíduo pode apresentar deslizamentos de uma vértebra sobre outra, inchaços e desgaste ósseo. Mas são sintomas não tão frequentes, se a causa do problema não estiver relacionada a uma doença ou um distúrbio, como a obesidade.

Como resolver?

Como a dor é o sintoma mais nítido para identificar a condição, a principal medida para tratamento é usar analgésicos e relaxantes musculares. Dependendo da intensidade da dor, medicamentos como anti-inflamatórios podem aliviar o sintoma.

Mas, para tratar de forma mais efetiva, a pessoa precisa passar por técnicas de fisioterapia que não vão somente reduzir a dor, mas também corrigir a posição da coluna. A forma que a fisioterapia vai agir dependerá da idade da pessoa, a causa que originou a condição e a capacidade de recuperação do desvio.

Para identificar o problema com mais facilidade, os ortopedistas usam métodos como reeducação postural global (RPG), alongamentos, exercícios de estimulação (como o de força elétrica) e outras práticas que conseguem corrigir a condição. Somente em casos bastante específicos, como obesidade ou curvaturas decorrentes de problemas hereditários, como o nanismo, a cirurgia pode ser um método a ser considerado.

A lordose consegue ser prevenida quando o indivíduo evita o sedentarismo, mantém um peso ideal e trabalha para ter uma postura correta. Dessa forma, todo o esforço nessa área é trabalhado corretamente.

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Quando a dor na coluna é fibromialgia?

Quando a dor na coluna é fibromialgia?

Calcula-se que existam mais de 100 tipos de doenças que causam dores na coluna, os reumatismos. No entanto, como muitos deles têm os mesmos sintomas, pode ser muito difícil e demorado chegar ao diagnóstico correto. Um dos reumatismos mais desafiadores para os médicos nesse sentido é a fibromialgia, e este texto pretende relacionar alguns dos sintomas específicos dele. Continue lendo!

Doenças reumáticas

É importante dizer que existem basicamente dois tipos de doenças reumáticas, isto é, que afetam o nosso sistema ósseo-muscular. São eles:

  1. Doenças que, ao afetarem outros órgãos, comprimem ou causam outra sequela que ocasiona a dor na coluna, como problemas respiratórios, cardíacos, renais, cisto no ovário, obesidade, etc.;
  2. Doenças que partem diretamente da coluna e podem ou não se irradiar para outras partes do corpo: estenose, escoliose, osteoporose, lombalgias, hérnias, fraturas da coluna, artrite ou osteoartrite, bursites, artrose, fibromialgia.

Queixas muito comuns dos pacientes a respeito de todas essas doenças, são dor intensa nas costas ou na coluna ou que se espalha indefinidamente por várias regiões do corpo, cansaço constante, sono agitado e que não repara, dificuldade em fazer movimentos e tarefas simples da rotina, como caminhar, ficar em pé, sentar-se, levantar-se da cama, etc.

Sintomas da fibromialgia

Veja a seguir o que difere esse quadro de outras doenças.

  • A dor é generalizada: acontece em vários lugares do corpo, localizados na esquerda e na direita. Pode ser mais ou menos intensa. Os especialistas distinguem 18 pontos específicos onde ocorrem esses incômodos, localizados nas seguintes regiões:
  1. Pescoço e/ou nuca;
  2. Parte de trás dos ombros;
  3. Parte superior do peito;
  4. Cotovelos;
  5. Parte superior dos glúteos;
  6. Quadris;
  7. Joelhos.

É sinal de alerta para esse reumatismo se a dor é mais forte em de 3 a 6 dessas regiões ou menos forte em 7 dessas áreas, por no mínimo 3 meses (12 semanas).

  • Além da dor, há fadiga, sono não reparador e dificuldade em realizar tarefas simples. Outros sintomas podem ser:
  1. Ansiedade/estresse;
  2. Dores de cabeça e/ou abdominais muito fortes;
  3. Tensão pré-menstrual mais intensa que o normal;
  4. Tonturas;
  5. Queimações e formigamentos;
  6. Depressão;
  7. Dificuldades cognitivas: lapsos de memória, de concentração, de raciocínio e até problemas na fala.

O tratamento

A fibromialgia ainda é um mistério. Qualquer pessoa pode desenvolvê-la, mas não há muita certeza a respeito do que a causa, apenas quanto aos fatores que contribuem para que ela surja, como:

  • Ser mulher;
  • Herança genética;
  • Sedentarismo ou excesso de esforço físico;
  • Acúmulo de estresse constantemente;
  • Aumento da idade;
  • Obesidade;
  • Traumas físicos, emocionais ou outras doenças.

A fibromialgia ainda não tem cura, mas tem tratamento. É preciso consultar um especialista (reumatologista ou ortopedista), para indicar medicamentos, e possivelmente também um psicólogo ou psiquiatra, para alívio dos sintomas psicológicos ou mentais. Além disso, a pessoa será orientada a desenvolver alguma atividade física.

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Ergonomia no trabalho ― Você já ouviu falar disso?

Ergonomia no trabalho ― Você já ouviu falar disso?

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 80% das pessoas em todo o mundo têm problemas na coluna. A ergonomia é importante não apenas no trabalho, mas no dia a dia também. Neste post, você vai aprender as melhores dicas para cuidar da sua coluna e da sua saúde. Vamos lá?

Ergonomia: o que é isso?

Nada mais é que uma área de conhecimento que se preocupa com a relação entre as atividades operacionais e o ser humano. A principal finalidade dela é adequar e proporcionar as condições ideais de trabalho, a fim de garantir a produtividade e a qualidade de vida.

Dessa forma, a prática ajuda a manter o local de trabalho em boas condições e o profissional consegue ser muito mais produtivo e ter mais conforto, para desempenhar as atividades no dia a dia.

Dentre os principais benefícios, estão:

  • Adequação às leis e às normas regulamentadoras;
  • Melhora da estrutura;
  • Redução da rotatividade;
  • Aumento do conforto;
  • Prevenção de fadiga;
  • Melhora da postura.

Ergonomia errada: prejuízos

Os riscos ergonômicos podem provocar vários prejuízos à saúde, pois causam alterações não apenas no organismo, mas também no emocional. Dentre os principais, estão:

  • Cansaço físico;
  • Lesões por esforço repetitivo (LER);
  • Dores nos músculos;
  • Ansiedade;
  • Alterações no sono;
  • Problemas na coluna.

Não é à toa que muitos profissionais têm problemas sérios na coluna porque passam a maior parte do dia sentados e, muitas vezes, ficam com a postura incorreta e nem percebem.

É preciso desenvolver a consciência de que cuidar da postura é cuidar da saúde. A ergonomia auxilia nesse processo, pois ajuda o profissional a adotar posturas adequadas, que vão evitar muitos problemas de saúde.

Como evitar danos para a coluna?

Por meio de pequenas mudanças de hábito, é possível aplicar algumas técnicas ergonômicas para evitar danos à saúde. São mudanças nos tipos de móveis, posturas ou formas de movimentos e que vão fazer muita diferença. Acompanhe!

  • O seu mobiliário deve ser adequado para você e bem-dimensionado, de forma que permita acesso fácil ao teclado e ao mouse. Esses acessórios devem estar sempre em suas mãos;
  • A borda superior da tela do seu computador deve ficar na altura dos seus olhos. É importante que também tenha proximidade para não projetar de forma errada a cabeça e o esforço para frente;deve ficar a uma distância de 40 a 70 cm de você.
  • Como encontrar a cadeira mais adequada, a fim de evitar problemas na coluna? Busque por aquela com que você consiga ter boas adaptações: altura do assento, apoios dos braços, dentre outras. Os pés devem ficar apoiados no chão e a coluna, apoiada no encosto de forma confortável;
  • Não fique parado por muito tempo, principalmente se você passa a maior parte do dia sentado. Mexa-se a cada 1 hora, por exemplo. Fazer pausas é importante: faça pequenas caminhadas, estique e alongue o seu corpo.

Preocupar-se com a ergonomia é cuidar da sua saúde. O melhor caminho para manter a sua coluna saudável é prestar atenção na sua postura.

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Uso de celular pode gerar dores na coluna?

Uso de celular pode gerar dores na coluna?

Tem sofrido com dores na coluna e não faz ideia de qual pode ser o motivo? Pois saiba que o seu aparelho celular pode ser o principal vilão. A seguir, descubra por que o uso indiscriminado do equipamento pode acabar prejudicando a sua saúde e causando dores nas costas.

Dores na coluna e uso do celular: qual é a relação?

Não se pode negar que o aparelho celular já faz parte da nossa rotina. Além de um telefone, é também o principal canal de informação, comunicação por texto e até de diversão para a maioria das pessoas.

Há ainda quem o utilize como ferramenta para o trabalho, tanto para a comunicação com possíveis clientes, superiores e colegas como para aprender mais a respeito da área na qual atua. Por isso, é normal que as pessoas fiquem cada vez mais tempo conectadas, olhando para a pequena tela do aparelho.

O problema é que, apesar de toda a facilidade que o celular traz para a nossa vida, o uso exagerado dele pode acabar trazendo prejuízos para a saúde, principalmente para as costas. E o resultado disso são as indesejadas dores na coluna.

A causa dessas dores relacionadas ao uso do celular está basicamente na postura. Se repararmos a posição em que uma pessoa fica enquanto utiliza o aparelho, vai ficar mais fácil de entender. A coluna fica levemente arqueada e o pescoço, voltado para baixo, sendo forçado muito mais que o ideal.

Assim, a coluna cervical é quem acaba sofrendo o maior impacto. A grande maioria das pessoas passa, então, a apresentar dores na coluna na região da nuca e na cabeça. Dependendo da quantidade de tempo e até das vezes em que se faz o movimento de olhar para baixo, o usuário de celular pode passar a sentir espasmos nas regiões dorsal e toráxica.

Mas, isso pode ser revertido

A boa notícia é que, com alguns cuidados simples, é possível reverter e até evitar que as dores nas costas a relacionadas ao uso do celular apareçam. Para isso, basta trocar a posição de uso do aparelho.

Isto é, ao invés de abaixar a cabeça, forçando a musculatura do pescoço e da coluna cervical, é indicado levantar os braços na altura dos olhos.

Por isso, todo o cuidado é pouco na hora de utilizar o aparelho, evitando forçar a musculatura a ficar em uma posição desconfortável. Para quem ainda não sofre de dores na região da coluna relacionadas ao uso do celular, vale procurar mudanças de hábito para a prevenção.

Por outro lado, quem já apresenta essas dores precisa passar a adotar novas posturas o mais breve possível, além, é claro, de consultar um ortopedista especializado para avaliar se não existem outros problemas relacionados.

Afinal de contas, além da mudança de postura durante o uso do celular, o médico poderá indicar ao paciente terapias, como a fisioterapia, por exemplo, para diminuir o desconforto e as dores na coluna.

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Importância da atividade física para a coluna

Importância da atividade física para a coluna

A coluna é uma estrutura fundamental. Ela é responsável por manter o corpo humano em pose ereta, possibilitando que caminhemos em 2 pés. Além disso, constitui um eixo de comunicação entre as estruturas dos sistemas nervosos periférico e central.

Desse modo, é essencial que, ao longo da vida, adotemos condutas para preservar a sanidade e a funcionalidade dessa estrutura. Nesse âmbito, uma das mais simples atitudes que podem ser adotadas para preservá-la é a adoção de uma rotina de exercícios.

A atividade física é importante para a espinha por colaborar para a preservação das estruturas dela e para a manutenção da postura correta. Dessa forma, o exercício é um importante recurso na prevenção e até mesmo no combate às dores e às patologias como hérnias de disco, alterações posturais, atrofias musculares, dentre outras.

Veja a seguir como os exercícios podem ser utilizados em um regime de prevenção e tratamento das dores e dos problemas comuns da espinha dorsal.

Atividade física para o fortalecimento e a estabilização da coluna

O termo core se refere à musculatura que compõe a região central do corpo. Ou seja, contempla músculos do abdômen e das costas. Todo esse conjunto é responsável por promover a estabilização da espinha. Desse modo, trabalhar no fortalecimento dele é uma maneira efetiva de se prevenirem problemas nessa área.

Vale ressaltar que alguns exercícios, principalmente abdominais e movimentos de extensão do tronco, podem provocar sobrecarga da coluna vertebral, agravando problemas ou causando patologias em longo prazo. Portanto, o acompanhamento de profissionais é indispensável.

Mas não é só o fortalecimento das costas e do abdômen (nas camadas superficiais e profundas) que beneficia a espinha dorsal. Trabalhar toda a musculatura do corpo auxilia na prevenção de atrofias e assimetrias que podem impactar na estabilidade espinhal.

Portanto, um regime de exercícios que fortaleça glúteos, quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas (a musculatura das pernas em geral), bem como de membros superiores, também contribui para a manutenção da saúde dorsal.

Exercícios cardiovasculares

O excesso de peso é uma das condições que podem causar sobrecarga e, consequentemente, patologias e dores nas costas. Assim, os exercícios cardiovasculares ou aeróbicos associados a uma dieta adequada podem contribuir para a perda de peso.

Portanto, além do fortalecimento muscular, os exercícios que contribuem para o controle do peso podem auxiliar no combate às algias e na prevenção do aparecimento delas.

Para realizar essas atividades, também é importante contar com o auxílio de um profissional, a fim de aferir e determinar a intensidade ideal da prática para atender às necessidades cardiorrespiratórias de cada indivíduo.

Considerações importantes

Neste artigo, você viu que o controle do peso e o fortalecimento da musculatura contribuem para a saúde da espinha dorsal.

Algumas opções para o fortalecimento dos músculos são: musculação, pilates, yoga, hidroginástica, pliometria, fisioterapia, etc. Já para o trabalho cardiovascular, podem ser utilizados: natação, caminhada, corrida, bicicleta, dentre outros.

Contudo, para a execução dessas atividades culminar em benefícios à espinha dorsal, é imprescindível que o regime de exercícios seja bem-estruturado e acompanhado por um profissional habilitado.

Além disso, em casos já diagnosticados de patologia da coluna ou em período pós-operatório, é imprescindível adequar as atividades às condições específicas de cada cliente.

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Radiculopatia: o que é e como diagnosticar

Radiculopatia: o que é e como diagnosticar

Em termos gerais, a radiculopatia é a lesão ou a patologia nas raízes e feixes nervosos presentes na coluna vertebral. Geralmente é o resultado de pressões exercidas por fatores degenerativos ou hérnias de disco, causando irritação ou inflamação. Importante destacar que ela traz dormência e um particular padrão de dor, que pode irradiar para as pernas e os braços.

Entendendo as dores

Lesões na coluna quase sempre levam ao comprometimento dos nervos e das raízes nervosas que passam por dentro das vértebras. Portanto, a radiculopatia é uma condição consequente.

Dentre as causas desse quadro, estão artrose da coluna; massas na medula provenientes de tumores ou abscessos; complicações da diabetes; isquemias de alteração de fluxo de sangue; e diferentes tipos de infecções, como sífilis, HIV, tuberculose e herpes-zóster.

Traumatismos graves da coluna provocados por acidentes causam dores crônicas. Qualquer localidade dessa parte do corpo pode ser afetada, entretanto é mais comum que eles ocorram nas regiões lombar e cervical.

A atenção a essas condições é importante, já que os nervos e raízes nervosas são como grandes transmissores do sistema nervoso, isso porque eles levam as informações entre o cérebro e as extremidades do corpo.

Sintomas e diagnósticos da radiculopatia

Para que o diagnóstico correto seja feito, o médico ortopédico especializado em coluna vertebral avalia o tipo de dor proveniente do nervo que foi afetado. Em grande parte dos casos, essas dores surgem nas regiões cervical e lombar, uma vez que recebem muita sobrecarga diária, seja pelo peso do corpo seja por má postura. Ao menor sinal de dor, dormência, formigamento, diminuição de reflexo e, em casos mais delicados, atrofia do músculo, procure o médico.

A dor é intensa e aguda quando a área é estimulada, porque isso provoca uma maior compressão do nervo. Ela pode se irradiar por outras áreas inervadas dos braços e pernas. Dores nas costas são comuns no dia a dia, porém a radiculopatia não pode ser confundida e entendida como algo normal do corpo. Nenhuma incidência de dor deve ser pensada dessa forma. Quando ela é intensa e constante, portanto crônica, pode levar à diminuição da força ou à paralisia.

Um médico faz o diagnóstico após avaliar os sintomas, a avaliação física do paciente e o resultado de exames. Assim, ele identifica os pontos de dor, quais nervos foram afetados e a causa desse quadro. Exames como radiografia, ultrassonografia, ressonância e eletroneuromiografia são eficazes para apresentar as lesões nos nervos e músculos, por fazerem o registro do caminho do impulso elétrico do nervo.

Por fim, o tratamento para a radiculopatia é estipulado pelo ortopedista de acordo com a causa identificada. Assim, são administrados medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios para o combate da dor. O acompanhamento com fisioterapia ajuda a soltar os nervos e a tratar o problema constantemente. Contudo, em casos mais graves, a cirurgia é o tratamento melhor recomendado. Nela, o cirurgião ortopédico realiza a descompressão da raiz nervosa.

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Fratura de compressão vertebral: sintomas, causas e tratamentos

Fratura de compressão vertebral: sintomas, causas e tratamentos

Quando o corpo vertebral é pressionado de cima para baixo, dizemos que o paciente tem uma fratura de compressão vertebral. A carga recebida na vértebra está em desequilíbrio, deixando-a sem resistência. Toda essa pressão faz com que o osso entre em colapso, e a sensação é de esmagamento. A partir daí, sintomas como dores, perda de altura, deformidade da coluna e dificuldades de locomoção começam a surgir.

Em linhas gerais, os motivos que resulta nessa compressão podem ser variados, desde uma queda ou acidente até a osteoporose. Em casos mais graves, ela pode ser o resultado de um tumor na espinha. O corpo vertebral pode sair do canal medular e comprimir outros órgãos, como os nervos, a bexiga e os intestinos. Por isso, são muito importantes manter uma boa saúde da coluna vertebral e realizar visita periódica a um ortopedista, ainda mais se houver histórico familiar.

Causas da compressão vertebral

A osteoporose é a principal vilã nos casos de fratura por compressão vertebral, uma vez que ela deixa os ossos mais finos e frágeis. Essas fraturas podem ser encontradas em toda a extensão da coluna, porém são mais comuns nas vértebras inferiores. Isso porque a gravidade influencia na pressão sobre essa estrutura. O que também se percebe é que a fratura é mais comum em direção à frente da coluna, fazendo com que as vértebras ganhem formato de cunhas. Quando a espinha se curva para a frente, o problema ganha o nome de cifose.

Como os ossos estão frágeis, todo movimento passa a ser um perigo. Atividades cotidianas, como levantar uma caixa ou pular um degrau, podem se tornar um pequeno trauma. Contudo, essas fraturas também podem ser formadas por acidentes traumáticos (queda e choque) e por tumores que crescem dentro ou perto da coluna vertebral.

Sintomas

Em casos mais leves, as fraturas são pouco sintomáticas, causando perda da altura ou cifose na grande maioria dos pacientes. Contudo, em níveis mais elevados, a dor pode aparecer imediatamente ou pouco tempo após a fratura. Ela é mais comum na parte do meio ou no inferior das costas, além de poder irradiar ao braço ou ao abdômen. Dentre os sintomas, ainda pode haver agravamento da dor quando em pé ou andando, pouca mobilidade da coluna vertebral e crises de falta de ar. Se a causa não for a osteoporose, os sintomas são imediatos, como dor aguda, sensibilidade óssea no local e espasmos musculares.

Tratamentos

O tratamento das fraturas de compressão vertebral pode ser cirúrgico e não cirúrgico. As medidas imediatas passam pela administração de analgésicos e, dependendo do caso, pela mobilização. Indica-se o tratamento através de fisioterapia e a retomada das atividades normais, pois elas ajudam a limitar o agravamento da perda óssea. A cirurgia é recomendada quando não se consegue curar ou se a dor persiste e existe instabilidade da coluna vertebral. O cirurgião procura métodos minimamente invasivos, como a cifoplastia por balão.

Cuide da sua coluna e fique atento aos menores sintomas de fratura de compressão vertebral, principalmente se você já tem diagnosticada a osteoporose. Programe visitas periódicas ao médico e realize os exames necessários.

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Ansiedade pode estar associada a problemas de dor na coluna

Ansiedade pode estar associada a problemas de dor na coluna

Sempre que falamos sobre dor na coluna, vêm em mente os mais conhecidos causadores desse problema, como má postura, fraturas e avanço da idade. Porém, existem outros fatores que podem desencadear esse desconforto e que não estão diretamente ligados com a região, como é o caso da ansiedade. Isso porque esse transtorno da mente pode se manifestar também em sintomas físicos. O mesmo acontece ao contrário: dores na coluna podem provocar ansiedade. Por isso, afirma-se que a mente tem ligação direta com o corpo.

Doenças psicossomáticas

Conhecidos como doenças psicossomáticas, os problemas provocados na mente acabam gerando reflexos no corpo. Geralmente, isso é desencadeado por situações vividas pela pessoa no cotidiano, como estresse constante no ambiente de trabalho.

Com isso, a ansiedade e os fatores nervosos desse ambiente fazem com que essas pessoas contraiam os músculos do corpo com mais frequência, principalmente na região do tronco. Em decorrência, aparecem as famosas dores de coluna que, na verdade, foram provocadas pela ansiedade e pelo estresse extremos. Tal atitude de retração em ambientes mentalmente perturbadores são reflexos associados a uma tentativa totalmente involuntária do corpo e da mente de se proteger ou se defender daqueles fatores.

O contrário também é bastante comum. Viver com qualquer dor crônica, como a de coluna, pode afetar a mente com sintomas de ansiedade, estresse, depressão, dentre outros problemas mentais. Segundo estudo realizado recentemente por uma universidade do Reino Unido, pessoas com problemas na coluna são muito mais propensas a desenvolverem transtornos mentais, como a ansiedade, a depressão e, até mesmo, um surto psicótico.

Dores na coluna são comuns no Brasil

Segundo estudos, a dor na coluna acomete quase 80% dos adultos, sendo uma das principais causas de afastamento de funcionários do ambiente de trabalho no Brasil. É por isso que muitos dos tratamentos para esse incômodo atuam primeiramente no bem-estar emocional do paciente, para refletir na redução da dor corporal.

Isso porque esses distúrbios psicológicos fazem com que o corpo crie reações corporais e hormonais para lutar contra os sentimentos perturbadores. Com isso, são liberados hormônios do estresse em todo o corpo, o que acaba contraindo os músculos, gerando dores em regiões mais propensas ao movimento e até mesmo em todo o corpo.

Quando essa reação acontece com certa frequência, o corpo se encontra em “hiperestimulação de reação ao estresse”, contraindo os músculos, mesmo que não haja situação estressante ou que gere ansiedade. Torna-se uma ferramenta de proteção constante para um possível acontecimento. Com isso, as dores na região da coluna são intensas e recorrentes e podem não passar com o uso de analgésicos.

Como tratar?

Ao se saber, junto ao médico, que o problema de dor na coluna é de fundo emocional, deve-se primeiramente tratar esse fator estimulante para conseguir obter a melhora nas dores. À medida que a mente do indivíduo se acalma, as dores também são amenizadas. Quando a ansiedade é causada pelas dores, deve-se tratar a dor em 1º lugar, para que o psicológico seja recuperado em seguida.

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Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos