Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Escoliose: saiba mais sobre o problema que pode afetar o crescimento

Escoliose: saiba mais sobre o problema que pode afetar o crescimento

A escoliose é caracterizada por um desvio anormal da coluna vertebral. Não causa dor ou incapacidade, mas não melhora com o tempo. A intervenção precoce pode minimizar a curvatura e impedir a sua progressão.

Não existe uma única causa para o surgimento da doença. Ela pode ser congênita, quando a pessoa nasce com a má formação; sindrômica, em que é associada a outras doenças; neuromusculares, que provém de doenças neurológicas ou musculares; e idiopática, com causa desconhecida. Em até 85% dos casos, a doença é idiopática. Assim, não se pode encontrar a causa.

Dentre as categorias idiopáticas, existem três tipos: a escoliose idiopática infantil, que afeta crianças de até três anos; a escoliose idiopática juvenil, dos quatro aos nove anos; e a escoliose idiopática do adolescente, dos dez aos 14 anos. Saber em que momento surge a deformidade é importante, para se definirem o padrão e o prognóstico da doença, a fim de selecionar o tratamento mais adequado para cada caso.

O mais comum é a escoliose estar associada ao surto de crescimento que se instala no final da puberdade e se intensifica na adolescência. Nessa fase, o risco de progressão da curva é maior, porque a taxa de crescimento do corpo é mais rápida. Muitas vezes, não há nenhum sintoma visível, até que tenha progredido significativamente. É mais comum em meninas do que em meninos e, geralmente, elas são oito vezes mais propensas a precisar de tratamento.

Sintomas da Escoliose

Pelo fato de a escoliose não apresentar dor, os pais devem estar atentos aos principais sinais associados, como desequilíbrio do tronco que o faz parecer desviado para um dos lados em relação aos quadris e pernas; elevação (corcunda) em um lado das costas deixando algumas costelas mais evidentes; quadris com alturas aparentemente diferentes; um ombro que parece mais elevado do que o outro; uma perna que parece ser mais comprida ou curta do que a outra. Garotas podem notar uma assimetria dos seios, estando um mais alto do que o outro.

Apesar de as curvas associadas com escoliose idiopática surgirem em qualquer lugar da coluna, em geral, indivíduos acometidos deste problema tendem a ter uma curva torácica à direita, quando for uma curva única, ou uma curva torácica direita com uma curva lombar para a esquerda fazendo um formato em “S” da coluna. Esses são os tipos mais comuns de apresentação das curvas na escoliose idiopática do adolescente.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da escoliose é inicialmente clínico, com exercícios feitos no consultório. Os exames complementares incluem a radiografia panorâmica AP, perfil e com inclinações, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

O tratamento dependerá do grau da doença e são separados com base na curvatura da coluna. Pessoas com curvaturas inferiores a 25 graus são, usualmente, acompanhadas em consultas trimestrais, monitoradas e tratadas com fisioterapia, pilates e RPG. Indivíduos com potencial de crescimento e curvaturas entre 25 e 50 graus são tratados com colete específico, no intuito de direcionar o crescimento da coluna para um ângulo adequado, minimizando a possibilidade de cirurgia. Os coletes mais utilizados são o Colete de Boston e o Colete de Milwalkee. São usados 23 horas por dia, retirando-se apenas para higiene pessoal.

Em geral, curvas medindo 25 a 50 graus são consideradas graves o suficiente para demandar tratamento. Curvas acima de 50 graus exigirão cirurgia para restaurar o alinhamento normal da coluna.

 

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Bico de papagaio: entenda o que são os osteófitos e como eles podem causar dor nas costas

Bico de papagaio: entenda o que são os osteófitos e como eles podem causar dor nas costas

Os osteófitos, popularmente conhecidos como bico de papagaio, são pequenas expansões ósseas, em forma de gancho, que surgem ao redor do disco da coluna vertebral. A osteofitose tende a piorar com o passar dos anos e não tem cura, apenas tratamentos para aliviar a dor e promover maior qualidade de vida.

A condição surge em decorrência do desgaste do disco intervertebral, que tem como função estabilizar e absorver impactos na coluna. Com o desgaste, o disco perde essa capacidade e o organismo, como defesa, produz mais osso entre as vértebras para proteger e estabilizar a coluna.

A doença acomete, principalmente, pessoas com mais de 50 anos de idade, devido ao desgaste natural do disco intervertebral. Contudo, o bico de papagaio também pode surgir em indivíduos mais jovens.

Sedentarismo, má postura, obesidade, traumatismos na coluna e predisposição genética também estão entre as principais causas de bico de papagaio.

Sintomas e tratamentos para o bico de papagaio

Os principais sintomas do bico de papagaio são:

– dor forte localizada nas costas ou que irradia até a coxa, principalmente ao se movimentar;

– sensação de formigamento nas pernas quando os osteófitos se desenvolvem na região lombar ou nos braços, caso se localizem na cervical;

– diminuição da força muscular.

Como os sintomas também podem ser sinais de outras doenças osteoarticulares, é importante fazer exames antes de a dor piorar. Os exames de raio-x e a ressonância magnética são os mais recomendados.

O tratamento dos osteófitos pode incluir medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia e exercícios específicos para a musculatura da coluna, como pilates. A atividade física e a fisioterapia trabalham a musculatura da coluna vertebral, por meio de exercícios de fortalecimento e alongamento.

Desde de que sejam adequados às limitações e às condições do indivíduo, os exercícios físicos são importantes para prevenir a perda de massa muscular, que provoca aumento da dor causada pelo bico de papagaio.

Em casos mais graves, pode ser necessário fazer uma cirurgia para corrigir o desalinhamento da coluna. Normalmente, a cirurgia é indicada quando a pessoa está perdendo os movimentos e tem dificuldade para andar ou quando os os sintomas não estão sendo aliviados com outras formas de terapias propostas pelo médico.

Como evitar o bico de papagaio

Para evitar a formação dos osteófitos é importante ter alguns cuidados, como:

– manter postura correta ao sentar, andar e dormir;

– evitar pegar cargas elevadas;

– manter um peso adequado à estatura;

– praticar atividade física regularmente, principalmente exercícios com pouco impacto como hidroginástica, pilates ou andar de bicicleta.

É importante fazer exercícios físicos regularmente, sempre com acompanhamento de um profissional de educação física, pois, se realizados de maneira incorreta também podem causar sérios problemas à saúde, tanto na coluna quanto nos joelhos.

 

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Tudo que você precisa saber sobre a osteoporose

Tudo que você precisa saber sobre a osteoporose

A osteoporose é uma doença metabólica, caracterizada pela diminuição da densidade óssea e aumento das fraturas. Na maioria dos casos, é uma condição relacionada diretamente ao envelhecimento.

Estima-se que a proporção da osteoporose para homens e mulheres seja de seis mulheres para um homem, a partir dos 50 anos, e duas para um, acima de 60 anos. Aproximadamente uma em cada três mulheres apresentará uma fratura óssea durante a vida.

Os ossos são estruturas vivas, que precisam se manter saudáveis, assim como todos os órgãos do corpo humano. Eles estão em processo de renovação constante, uma vez que são formados pelos osteoclastos, células responsáveis por reabsorver as áreas envelhecidas, e pelos osteoblastos, cuja função é produzir ossos novos.

Com o passar do tempo, a absorção das células velhas aumenta e a formação de novas células ósseas diminui. O resultado é que os ossos tornam-se mais porosos e perdem resistência. Dessa forma, a osteoporose ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo. Em alguns casos, pode ocorrer as duas coisas. Se os ossos não estão se renovando como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos, sujeitos a fraturas.

Quais são as principais causas da osteoporose?

O envelhecimento é o principal causador da osteoporose. Outros fatores, porém, podem contribuir para o seu aparecimento. São eles:

– história familiar da doença;

– pessoas de pele branca, baixas e magras;

– asiáticos

– deficiência na produção de hormônios;

– medicamentos à base de cortisona, heparina e para o tratamento da epilepsia;

– alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;

– baixa exposição à luz solar;

– imobilização e repouso prolongados;

– sedentarismo;

– tabagismo;

– consumo de álcool;

– alguns tipos de câncer;

– algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.

Quais são os principais sintomas?

A osteoporose é uma doença silenciosa e raramente apresenta sintomas. Normalmente, o indivíduo só descobre depois de uma fratura óssea. Por isso, pessoas com fatores de risco devem fazer exames preventivos, para que ela seja diagnosticada a tempo de se evitarem as fraturas.

Como é feito o diagnóstico da osteoporose?

O diagnóstico precoce da osteoporose é feito pela medida da densidade óssea, através do exame da Densitometria Óssea. Ele possibilita medir a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur para compará-la com valores de referência pré-estabelecidos. Os resultados são classificados em três faixas de densidade decrescente: normal, osteopenia e osteoporose.

Como é o tratamento?

O tratamento dependerá do da causa que levou à doença. Normalmente, é feito com medicamentos. Os remédios podem melhorar a resistência do osso ao impedir a degeneração e incentivar a reconstrução.

 

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Conheça os diferentes tipos de hérnia de disco

Conheça os diferentes tipos de hérnia de disco

A coluna é formada por discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores de impacto e evitam que as vértebras tenham contato direto entre si. Com o passar dos anos, esses discos vão se desgastando, comprimindo as raízes nervosas que emergem da coluna, provocando dor intensa. Surge, assim, a hérnia de disco.

Os sintomas podem começar subitamente e durar pouco tempo ou se manifestarem em longas crises. Se não tratada, a hérnia chega a lesionar os nervos atingidos.

Tipos de hérnia de disco

A hérnia de disco pode ser classificada de acordo com a região da coluna que afeta. Ela pode ser cervical, torácica ou lombar.

Hérnia de disco cervical

O desgaste ocorre na coluna cervical, afetando a região do pescoço, comprimindo a raiz nervosa e causando dor intensa tanto na coluna quanto ao longo do braço. Pode chegar até a mão, com fraqueza e dormência. Nos casos mais graves também pode surgir diminuição da força muscular e dificuldade para movimentar o pescoço.

Hérnia de disco torácica

Afeta a região do meio das costas e é considerada mais rara, em função da pouca mobilidade dessa região, por fazer parte da caixa torácica. Nesse caso, o indivíduo relata dor e dormência no tórax, dor na parte superior ou inferior das costas, dor na região intercostal (entre as costelas), dor abdominal com ou sem perda de sensibilidade. Em alguns casos, também pode ocorrer incontinência urinária e fecal, além de movimentos respiratórios dolorosos.

Hérnia de disco lombar

Afeta a região mais baixa das costas, causando dor ao longo do trajeto do nervo ciático, que vai da coluna vertebral à nádega, coxa, perna e calcanhar. Pode causar fraqueza nas pernas, dificuldade para levantar o pé deixando o calcanhar no chão e alteração no funcionamento do intestino ou bexiga, por compressão de nervos.

A hérnia pode, ainda, ser classificada de acordo com a sua localização exata, podendo ser póstero ou póstero lateral. Uma hérnia de disco póstero lateral pode pressionar o nervo, causando sensação de formigamento, fraqueza ou perda da sensibilidade num braço ou numa perna. Quando existe uma hérnia de disco posterior, a região pressionada é a medula espinhal e, por isso, a pessoa pode apresentar esses sintomas nos dois braços ou nas duas pernas, por exemplo.

Tratamentos para hérnia de disco

O diagnóstico da hérnia de disco é feito com base nos sintomas e exame físico e de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que ajudam a avaliar o disco, sua espessura, ao tipo de hérnia e sua localização exata.

Ao confirmar a existência de uma ou mais hérnias de disco, o médico poderá indicar o tratamento mais adequado. Entre os principais estão a fisioterapia, pilates, RPG, osteopatia ou cirurgia. Normalmente, a cirurgia é a última opção de tratamento, ficando reservada para quando a pessoa não apresenta melhora dos sintomas com as outras formas de tratamento.

 

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Tire suas dúvidas sobre a mielopatia cervical

Tire suas dúvidas sobre a mielopatia cervical

Com o passar dos anos, o corpo começa a apresentar os sinais do envelhecimento. As linhas de expressão, cabelos brancos e cansaço são os sintomas mais visíveis. Assim como acontece em todos os órgãos, a coluna também envelhece.

Os discos intervertebrais começam a perder altura, desidratar e as articulações sofrem um processo de artrose. O conjunto dessas alterações pode desencadear diminuição do canal vertebral, espaço por onde passa a medula espinhal. Em algumas pessoas, o estreitamento causa compressão da medula espinhal e consequente a perda de função. O sintoma decorrente da compressão da medula espinhal pelo processo degenerativo da coluna é denominado mielopatia espondilótica cervical.

Quais são os sintomas da mielopatia cervical?

As pessoas acometidas de mielopatia cervical apresentam dor na nuca, ombros, mãos, pernas e pés. Geralmente, inchaço, dor forte e enfraquecimento da musculatura nos locais acometidos acompanham a dor. Alterações neurovegetativas, como dificuldade para reter urina ou dificuldade para início da micção também podem acontecer.

Pode, ainda, haver sensação de choque, queimação e formigamento, com irradiação para os membros superiores. A evolução dos sintomas costuma ser lentamente progressiva, podendo ocorrer episódios de piora mais aguda, principalmente relacionados a pequenos traumatismos.

Como é feito o diagnóstico da mielopatia cervical?

Ao serem relatados a dor e sintomas, o médico poderá solicitar um exame neurológico, para comprovar a perda de força muscular, a alteração de sensibilidade e alterações de equilíbrio. Se necessário, poderá solicitar ressonância magnética, para visualizar melhor a compressão da medula.

A mielopatia cervical tem cura?

Por ser uma doença degenerativa e crônica, quando diagnosticada a tempo, a mielopatia pode ser revertida. Alguns indivíduos sofrem sintomas mais leves e passageiros, mas a grande maioria tende a ter crises mais agudas. Os procedimentos realizados durante o tratamento permitem estabilizar os sintomas, aliviando a dor e proporcionando bem-estar.

Como é o tratamento para a mielopatia cervical?

Nos casos mais simples, o indivíduo pode ser tratado pelo método conservador, com uso de medicamento, colar cervical e fisioterapia. Na maioria das vezes, entretanto, é preciso se submeter à cirurgia. Estima-se que metade dos indivíduos acometidos apresentarão piora dos sintomas em quatro anos, além de maior risco de quedas e internações hospitalares mais frequentes.

Como é a cirurgia da mielopatia cervical?

Existem dois tipos de cirurgia para tratamento da doença: a laminectomia e a artrodese. Na primeira técnica, o médico fará uma incisão na nuca ou no meio da coluna para remover o que está causando a compressão. Em alguns casos, o profissional pode, ainda, realizar uma fusão vertebral, unindo dois ou mais ossos da coluna, para oferecer maior estabilidade para a coluna.

Na artrodese, há uma fusão óssea, feita em uma articulação, provocando a imobilidade. A artrodese pode ser realizada tanto na região cervical, quanto torácica e lombar. A cirurgia pode necessitar de materiais especiais como parafuso, barra e placa para a fusão.

Hoje em dia também existe a prótese de disco cervical, que é uma cirurgia que visa manter a mobilidade do segmento em vez de realizar a artrodese, mas ela é possível apenas em casos bem selecionados.

O melhor método deve ser avaliado em conjunto com o cirurgião, que apresentará os riscos e cuidados após a cirurgia.

 

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Whiplash – como esta lesão pode afetar a coluna

Whiplash – como esta lesão pode afetar a coluna

É muito comum que, quando uma pessoa se envolve em um acidente automobilístico, sofra uma lesão de whiplash. Isso acontece geralmente devido ao cinto de segurança. Ele mantém o corpo no lugar, mas a cabeça acompanha o movimento brusco da batida. O movimento repentino e abrupto da cabeça para frente e/ou para trás é conhecido como efeito chicote ou whiplash.

A lesão também pode acontecer durante a prática de esportes, quando o atleta sofre algum impacto muito forte como é, por exemplo, o caso do futebol americano, ou como efeito de alguma queda em que o pescoço sofre um trauma ríspido, sendo tensionado para frente ou para trás.

O movimento severo que caracteriza o whiplash pode causar estiramento de músculos e ligamentos da região cervical. O estiramento acontece porque os músculos e ligamentos se esticam muito além do seu limite normal, provocando o rompimento de fibras dos tecidos. Também é possível que ocorram lesões nos nervos e nos discos que ficam entre as vértebras, provocando alterações neurológicas e ocasionando hérnias discais.

Dependendo da gravidade e do tipo de acidente, pode também haver fratura de alguma vértebra. Esse tipo de lesão pode ser mais preocupante ainda em crianças, pois seus ossos e músculos ainda em formação, são mais frágeis.

Sintomas de Whiplash

Os sintomas provocados pela lesão de whiplash podem não aparecer imediatamente após um acidente. Pode levar algumas horas até que a dor e a rigidez no pescoço (sintomas mais evidentes da lesão) comecem a aparecer. Também é possível que a dor e a rigidez ocorram nos ombros, braços e mandíbula.

Dependendo da extensão da lesão, é possível que outros sintomas se manifestem, como dor de cabeça e no tórax, formigamento, dificuldade para engolir, tontura e distúrbio visual ou auditivo. Em alguns casos, o indivíduo pode apresentar redução nos reflexos e dificuldade cognitiva, como perda de memória.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da lesão de whiplash geralmente é feito após exame clínico. O médico avalia as queixas do indivíduo e realiza um exame neurológico para identificar os sintomas. Também podem ser solicitados exame de raio-X (em caso de suspeita de fratura), tomografia e ressonância (para averiguar a condição dos tecidos moles). Esses exames podem ajudar o médico a identificar a extensão da lesão e a localização mais precisa, para que o tratamento seja mais eficaz.

Para tratar a lesão de whiplash é possível que o médico recomende o uso de um colar cervical. Além de imobilizar, ele oferece suporte à cabeça, reduzindo a pressão sobre a região afetada e, principalmente, sobre a coluna cervical.

O médico também prescreve medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares para tratamento e alívio dos sintomas. É indicado tratamento com fisioterapia para fortalecimento dos músculos, podendo ser acompanhado de acupuntura para alívio da dor.

 

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Conheça os principais tipos de cirurgia de coluna

Conheça os principais tipos de cirurgia de coluna

Dentre os vários tipos de cirurgia que existem, uma das mais complexas e que requerem especialização e inovação cada vez mais evolutivas é a de coluna. São diversos os problemas que afetam a coluna do ser humano, e o grau de complexidade dessa cirurgia pode variar e exigir um procedimento que pode ser mais ou menos simples ou invasivo.

Com a constante evolução das técnicas cirúrgicas, as incisões na região da coluna tendem a ser menores, os procedimentos, mais “engenhosos”, e a recuperação, mais rápida. Por isso, esqueça aquelas aparelhagens imensas de aço e os meses na cama.

É importante salientar que as cirurgias são indicadas apenas em casos extremos, quando os tratamentos convencionais não funcionam. Esses tratamentos englobam fisioterapia, hidroterapia, reeducação postural global (RPG), reequilíbrio da coluna vertebral (RCV) e pilates, além da utilização de medicamentos e bloqueios específicos que aliviam dores e inflamações.

A “epidemia” da dorsalgia e lombalgia

Segundo dados do INSS, a dorsalgia e a lombalgia (nome utilizado para designar as dores nas costas) foi a doença que mais afastou os trabalhadores das funções que eles exerciam no momento do afastamento. Foram mais de 83 mil casos em 2017, e a condição lidera a lista de doenças referentes ao auxílio-doença há mais de 10 anos. Essa enfermidade fica à frente das fraturas da perna e do tornozelo e das doenças psicológicas.

O que agrava o problema, além da má postura, são os esforços excessivos, a atividade física sem acompanhamento e os acidentes, que acabam causando quedas. Outras doenças que podem causar dorsalgia são os tumores ( benignos ou malignos) .

Cirurgias convencionais e minimamente invasivas

Como dito anteriormente, dependendo do paciente (e do cirurgião), os procedimentos podem ser convencionais, com uma grande incisão e uma recuperação um pouco mais lenta; ou minimamente invasivos, que utilizam técnicas avançadas, têm recuperação mais rápida e menores lesões nos tecidos, porém possuem um custo maior e nem sempre estão disponíveis .

Exemplos de cirurgia de coluna

As doenças de coluna mais comuns que acometem um paciente são: luxações e fraturas na coluna, tumores ósseos ou metástases, deformidades acentuadas (cifoses, escolioses), infecções e hérnias de disco.

Além de injeções, radiofrequência e infiltrações, existem as convencionais ou “invasivas abertas”, como a artrodese, para deformidades, e a laminectomia (remoção de uma ou mais lâminas vertebrais).

Aquelas consideradas minimamente invasivas têm como exemplos:

  • discectomia endoscópica: remoção de fragmentos de disco com hérnia ou que possuam protuberância e pressionem os nervos, causando desconforto e dor. Para isso, é utilizada uma câmera, a incisão feita tem menos de 1 cm, e é possível caminhar no mesmo dia;
  • cifoplastia: técnica utilizada principalmente para corrigir fraturas provenientes de osteoporose;
  • biópsia da coluna: quando há análise do material, em casos de tumores ósseos;
  • foraminotomia: procedimento indicado para aliviar a pressão sobre os nervos que passam através dos forames intervertebrais — ou seja, os espaços entre as vértebras por onde passam os nervos espinhais;
  • artrodese: cirurgia feita em articulações que não são mais tratáveis, com medicamentos ou outras técnicas normalmente indicadas.

Agora você já conhece um pouco sobre cirurgia de coluna.

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Hérnia de disco torácica: sintomas e tratamentos

Hérnia de disco torácica: sintomas e tratamentos

As hérnias de coluna não são uma nomenclatura tão desconhecida da população, por conta da grande quantidade de ocorrências. Infelizmente, esse é um problema que acomete muitas pessoas e é manifestado de diversas formas. As doenças de coluna, como a hérnia de disco torácica, são muito comuns por diversos motivos, dentre eles, frequência de movimentações incorretas, graves traumas, genética e idade avançada.

Os discos da coluna vertebral têm a função de absorver os impactos gerados pelo movimento. Eles estão localizados entre as nossas 33 vértebras. As hérnias são saliências provenientes do deslocamento do núcleo pulposo. Esse núcleo é um material gelatinoso que, agrupado ao ânulo fibroso (paredes cartilaginosas), é responsável pela composição dos discos.

Em outras palavras, as hérnias são uma alteração no bom funcionamento dos discos da coluna e, por consequência, comprometem a disposição das vértebras envolvidas no local lesionado, causando imenso desconforto para o paciente.

Selecionamos as informações mais relevantes referentes aos sintomas e tratamentos para essa doença, veja!

Quais são as causas e os sintomas da hérnia de disco torácica?

As causas mais comuns são o envelhecimento do disco e a ruptura do núcleo, chamada de origem crônica, e o trauma por movimento ou abrupto impacto, chamada de origem aguda. Há 2 tipos de hérnia: protusa e extrusa.

A 1ª surge quando o conteúdo pulposo está localizado no interior do disco, podendo evoluir para o 2º tipo (extrusa). A 2ª ocorre quando o núcleo pulposo avança para fora do disco.

Dentre as causas mais comuns para o aparecimento da condição, temos fatores como: envelhecimento, hereditariedade, traumas, maus hábitos, como sedentarismo, postura incorreta e tabagismo, e outros, como altos graus de obesidade.

A versão torácica da hérnia atinge as vértebras T1 a T12, que, tal qual o nome sugere, localizam-se no tórax. Como consequência, essa doença gera fortes dores nessa região, que podem irradiar para as costelas. Outro sintoma é a mielopatia, que consiste em sintoma grave que pode levar a  perda de força nas pernas.

Quais são os melhores tratamentos?

Os tratamentos para esse tipo de hérnia de disco são, normalmente, focados na diminuição da dor e na melhora da qualidade de vida do paciente. A depender do quadro clínico, pode haver prescrição de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. A fisioterapia,pilates e a acupuntura também são ótimas opções para alívio da dor e o tratamento do disco vertebral.

Em alguns casos, o médico indicará o procedimento cirúrgico, principalmente em situações mais delicadas. Normalmente em quadros em que há hérnia torácica com muitos sintomas, o estado do paciente é delicado. A cirurgia, portanto, visa à descompressão da medula e à promoção de uma maior estabilidade da coluna vertebral.

Agora, que já sabe bastante sobre a hérnia de disco torácica, você pode entender mais sobre a sua coluna e como evitar que esse quadro se desenvolva. Caso tenha algum dos sintomas citados, não hesite em procurar um médico especializado para atendimento o mais breve possível.

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Câncer de coluna: sintomas, causas e tratamentos

Câncer de coluna: sintomas, causas e tratamentos

Quem nunca sofreu com qualquer dor na coluna vertebral? Esse tipo de problema é um dos que mais afetam pessoas em todas as idades e pode ter origens diversas. No entanto, há casos que precisam de uma atenção maior, já que podem indicar algo mais grave, como o câncer de coluna. Saiba quais são os sintomas, as possíveis causas e as formas de tratamento dessa doença.

O que é e qual a origem?

O câncer de coluna é caracterizado pela presença de tumores na região vertebral do sistema esquelético. Eles surgem a partir da reprodução e do crescimento desordenado das células no organismo, que se agrupam em determinada região e formam uma massa.

A principal causa do câncer na região vertebral são as metástases, em que as células cancerígenas de determinada parte se espalham para outras áreas do organismo. Neste caso, os mais comuns são os tumores na mama, na próstata e no pulmão.

Outras causas desse tipo de câncer são os gliomas, que se originam a partir de outras células da medula espinhal, e os sarcomas, uma variedade que se desenvolve a partir de certos tecidos, como ossos e músculos — no caso, a origem são os tecidos conjuntivos que compõem a coluna vertebral.

Sintomas do câncer de coluna

Um dos grandes obstáculos com relação ao diagnóstico desse tipo de câncer é o fato de ser um tipo de tumor pouco comum. Além disso, os sintomas dele são muito parecidos com os de outras doenças na região, como problemas degenerativos causados pelo envelhecimento, lesões causadas por esforço ou má postura e traumatismos.

Os sintomas mais usuais do tumor na coluna são dores nas costas, geralmente progressivas, agudas e sem relação direta com atividade física, alterações na sensibilidade, fraqueza muscular, formigamento e paralisia nos braços ou nas pernas e problemas intestinais ou no trato urinário .

O diagnóstico da doença é confirmado somente por exames de imagem, como radiografia, ressonância magnética e tomografia, que vão indicar a presença de massas. Já a cintilografia e o PET-CT podem oferecer mais informações sobre o estágio do tumor e dar uma orientação mais precisa sobre os tratamentos.

Formas de tratamento

A quimioterapia e a radioterapia são as formas de tratamento mais indicadas, principalmente em tumores que estejam em estágio inicial. Nesse caso, o oncologista também pode indicar uma cirurgia de ressecção total da lesão, a fim de removê-la por completo.

Já nos casos de tumores mais agressivos e que não estejam respondendo ao tratamento quimioterápico ou radioterápico, a cirurgia de reconstrução das partes atingidas é a mais indicada. Apesar de ser uma intervenção de grande porte, as técnicas atuais proporcionam uma operação pouco invasiva, a fim de devolver a mobilidade à pessoa e diminuir o quadro de dor.

Como se trata de uma lesão na coluna, o paciente pode apresentar problemas de mobilidade, sendo necessário também o acompanhamento de um profissional de fisioterapia, que vai trabalhar a parte motora, para que não haja o agravamento da situação.

Agora você já conhece as principais informações sobre o câncer de coluna.

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Como é a cirurgia para correção da atrofia muscular?

Como é a cirurgia para correção da atrofia muscular?

Pessoas que apresentam o diagnóstico de atrofia muscular tiveram a emaciação do tecido muscular ou mesmo a perda deste em uma determinada região. Essa condição pode acontecer por 2 motivos: falta de uso do músculo (fisiológica ou patológica) ou uma consequência de doenças neurológicas.

A queda do volume muscular leva a situações graves de falta de mobilidade, atrapalhando a execução de atividades cotidianas. Para a correção ou a melhora do quadro, a cirurgia pode ser o melhor caminho, por isso, conheça mais sobre ela.

Preparos para a cirurgia de correção de atrofia muscular

A 1ª indicação de tratamento é a fisioterapia, em que os músculos serão estimulados a recuperar o alongamento e a mobilidade. Contudo, não é possível obter resultados positivos em todos os casos somente com a fisioterapia, sendo necessária, em outras situações, a cirurgia para correção. Um exemplo de cirurgia comum nesses casos é para a distrofia muscular de duchenne. Ela é derivada de uma alteração no código genético e causa fraqueza, perda progressiva da função muscular e pseudo-hipertrofia, principalmente em meninos.

A cirurgia para a correção de atrofia muscular é feita por meio do trabalho conjunto entre o médico ortopedista e o médico anestesista. É importante que ambos tenham especialização em operações e cuidados em doenças neuromusculares. Os músculos são um emaranhado de tecidos, tendões e ligamentos perfeitamente complexos, portanto demandam um cuidado especial. A qualidade de vida por meio da plena mobilidade deve ser o objetivo.

Tipo de cirurgia e aplicação

A definição do tipo de cirurgia para a correção da condição irá depender do local em que a perda de massa acontece e se o problema afeta músculos, tendões ou ligamentos. As 2 intervenções mais comuns são a cirurgia ortopédica e a tenotomia ou de alongamento dos tendões. Para que o médico chegue à resolução sobre o procedimento que irá empregar, ele primeiramente deve fazer os exames pertinentes e prescrever outros tipos de tratamento. Quando a fisioterapia ou a medicação não apresentam o desenvolvimento esperado, opta-se pela intervenção cirúrgica.

Na cirurgia ortopédica, principalmente indicada em atrofias na coluna vertebral, o cirurgião ortopedista fixará placas de metal para corrigir a sinuosidade causada. Assim, evita-se o agravamento da escoliose progressiva, que é uma consequência do problema. Além de melhora das condições de mobilidade, a intervenção ainda auxilia a evitar dificuldades respiratórias e circulatórias.

Na tenotomia, que é a cirurgia de alongamento de tendões, é realizado o corte do tecido atrofiado e a reconstrução deste. Esse tipo de correção do problema em questão é mais indicado para aqueles que sofrem com o encurtamento ou a contração dos tendões. Muito comum em reparação do tendão de aquiles e no tratamento da distrofia muscular de duchenne.

Atenções de pós-operatório

No pós-operatório da cirurgia de correção dessa perda muscular, o paciente volta à rotina de sessões com a fisioterapia. Mesmo com a retificação do tendão e dos músculos, o tratamento intensivo fisioterápico leva a reaprender o movimento e estar confortável com eles. Além disso, a pessoa deve usar, quando indicada, por um período definido pelo médico ortopedista, uma órtese fixa no lugar. O objetivo é evitar que o encurtamento e a atrofia do músculo voltem a acontecer.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

 

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos