Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Ergonomia no trabalho ― Você já ouviu falar disso?

Ergonomia no trabalho ― Você já ouviu falar disso?

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 80% das pessoas em todo o mundo têm problemas na coluna. A ergonomia é importante não apenas no trabalho, mas no dia a dia também. Neste post, você vai aprender as melhores dicas para cuidar da sua coluna e da sua saúde. Vamos lá?

Ergonomia: o que é isso?

Nada mais é que uma área de conhecimento que se preocupa com a relação entre as atividades operacionais e o ser humano. A principal finalidade dela é adequar e proporcionar as condições ideais de trabalho, a fim de garantir a produtividade e a qualidade de vida.

Dessa forma, a prática ajuda a manter o local de trabalho em boas condições e o profissional consegue ser muito mais produtivo e ter mais conforto, para desempenhar as atividades no dia a dia.

Dentre os principais benefícios, estão:

  • Adequação às leis e às normas regulamentadoras;
  • Melhora da estrutura;
  • Redução da rotatividade;
  • Aumento do conforto;
  • Prevenção de fadiga;
  • Melhora da postura.

Ergonomia errada: prejuízos

Os riscos ergonômicos podem provocar vários prejuízos à saúde, pois causam alterações não apenas no organismo, mas também no emocional. Dentre os principais, estão:

  • Cansaço físico;
  • Lesões por esforço repetitivo (LER);
  • Dores nos músculos;
  • Ansiedade;
  • Alterações no sono;
  • Problemas na coluna.

Não é à toa que muitos profissionais têm problemas sérios na coluna porque passam a maior parte do dia sentados e, muitas vezes, ficam com a postura incorreta e nem percebem.

É preciso desenvolver a consciência de que cuidar da postura é cuidar da saúde. A ergonomia auxilia nesse processo, pois ajuda o profissional a adotar posturas adequadas, que vão evitar muitos problemas de saúde.

Como evitar danos para a coluna?

Por meio de pequenas mudanças de hábito, é possível aplicar algumas técnicas ergonômicas para evitar danos à saúde. São mudanças nos tipos de móveis, posturas ou formas de movimentos e que vão fazer muita diferença. Acompanhe!

  • O seu mobiliário deve ser adequado para você e bem-dimensionado, de forma que permita acesso fácil ao teclado e ao mouse. Esses acessórios devem estar sempre em suas mãos;
  • A borda superior da tela do seu computador deve ficar na altura dos seus olhos. É importante que também tenha proximidade para não projetar de forma errada a cabeça e o esforço para frente;deve ficar a uma distância de 40 a 70 cm de você.
  • Como encontrar a cadeira mais adequada, a fim de evitar problemas na coluna? Busque por aquela com que você consiga ter boas adaptações: altura do assento, apoios dos braços, dentre outras. Os pés devem ficar apoiados no chão e a coluna, apoiada no encosto de forma confortável;
  • Não fique parado por muito tempo, principalmente se você passa a maior parte do dia sentado. Mexa-se a cada 1 hora, por exemplo. Fazer pausas é importante: faça pequenas caminhadas, estique e alongue o seu corpo.

Preocupar-se com a ergonomia é cuidar da sua saúde. O melhor caminho para manter a sua coluna saudável é prestar atenção na sua postura.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Uso de celular pode gerar dores na coluna?

Uso de celular pode gerar dores na coluna?

Tem sofrido com dores na coluna e não faz ideia de qual pode ser o motivo? Pois saiba que o seu aparelho celular pode ser o principal vilão. A seguir, descubra por que o uso indiscriminado do equipamento pode acabar prejudicando a sua saúde e causando dores nas costas.

Dores na coluna e uso do celular: qual é a relação?

Não se pode negar que o aparelho celular já faz parte da nossa rotina. Além de um telefone, é também o principal canal de informação, comunicação por texto e até de diversão para a maioria das pessoas.

Há ainda quem o utilize como ferramenta para o trabalho, tanto para a comunicação com possíveis clientes, superiores e colegas como para aprender mais a respeito da área na qual atua. Por isso, é normal que as pessoas fiquem cada vez mais tempo conectadas, olhando para a pequena tela do aparelho.

O problema é que, apesar de toda a facilidade que o celular traz para a nossa vida, o uso exagerado dele pode acabar trazendo prejuízos para a saúde, principalmente para as costas. E o resultado disso são as indesejadas dores na coluna.

A causa dessas dores relacionadas ao uso do celular está basicamente na postura. Se repararmos a posição em que uma pessoa fica enquanto utiliza o aparelho, vai ficar mais fácil de entender. A coluna fica levemente arqueada e o pescoço, voltado para baixo, sendo forçado muito mais que o ideal.

Assim, a coluna cervical é quem acaba sofrendo o maior impacto. A grande maioria das pessoas passa, então, a apresentar dores na coluna na região da nuca e na cabeça. Dependendo da quantidade de tempo e até das vezes em que se faz o movimento de olhar para baixo, o usuário de celular pode passar a sentir espasmos nas regiões dorsal e toráxica.

Mas, isso pode ser revertido

A boa notícia é que, com alguns cuidados simples, é possível reverter e até evitar que as dores nas costas a relacionadas ao uso do celular apareçam. Para isso, basta trocar a posição de uso do aparelho.

Isto é, ao invés de abaixar a cabeça, forçando a musculatura do pescoço e da coluna cervical, é indicado levantar os braços na altura dos olhos.

Por isso, todo o cuidado é pouco na hora de utilizar o aparelho, evitando forçar a musculatura a ficar em uma posição desconfortável. Para quem ainda não sofre de dores na região da coluna relacionadas ao uso do celular, vale procurar mudanças de hábito para a prevenção.

Por outro lado, quem já apresenta essas dores precisa passar a adotar novas posturas o mais breve possível, além, é claro, de consultar um ortopedista especializado para avaliar se não existem outros problemas relacionados.

Afinal de contas, além da mudança de postura durante o uso do celular, o médico poderá indicar ao paciente terapias, como a fisioterapia, por exemplo, para diminuir o desconforto e as dores na coluna.

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Importância da atividade física para a coluna

Importância da atividade física para a coluna

A coluna é uma estrutura fundamental. Ela é responsável por manter o corpo humano em pose ereta, possibilitando que caminhemos em 2 pés. Além disso, constitui um eixo de comunicação entre as estruturas dos sistemas nervosos periférico e central.

Desse modo, é essencial que, ao longo da vida, adotemos condutas para preservar a sanidade e a funcionalidade dessa estrutura. Nesse âmbito, uma das mais simples atitudes que podem ser adotadas para preservá-la é a adoção de uma rotina de exercícios.

A atividade física é importante para a espinha por colaborar para a preservação das estruturas dela e para a manutenção da postura correta. Dessa forma, o exercício é um importante recurso na prevenção e até mesmo no combate às dores e às patologias como hérnias de disco, alterações posturais, atrofias musculares, dentre outras.

Veja a seguir como os exercícios podem ser utilizados em um regime de prevenção e tratamento das dores e dos problemas comuns da espinha dorsal.

Atividade física para o fortalecimento e a estabilização da coluna

O termo core se refere à musculatura que compõe a região central do corpo. Ou seja, contempla músculos do abdômen e das costas. Todo esse conjunto é responsável por promover a estabilização da espinha. Desse modo, trabalhar no fortalecimento dele é uma maneira efetiva de se prevenirem problemas nessa área.

Vale ressaltar que alguns exercícios, principalmente abdominais e movimentos de extensão do tronco, podem provocar sobrecarga da coluna vertebral, agravando problemas ou causando patologias em longo prazo. Portanto, o acompanhamento de profissionais é indispensável.

Mas não é só o fortalecimento das costas e do abdômen (nas camadas superficiais e profundas) que beneficia a espinha dorsal. Trabalhar toda a musculatura do corpo auxilia na prevenção de atrofias e assimetrias que podem impactar na estabilidade espinhal.

Portanto, um regime de exercícios que fortaleça glúteos, quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas (a musculatura das pernas em geral), bem como de membros superiores, também contribui para a manutenção da saúde dorsal.

Exercícios cardiovasculares

O excesso de peso é uma das condições que podem causar sobrecarga e, consequentemente, patologias e dores nas costas. Assim, os exercícios cardiovasculares ou aeróbicos associados a uma dieta adequada podem contribuir para a perda de peso.

Portanto, além do fortalecimento muscular, os exercícios que contribuem para o controle do peso podem auxiliar no combate às algias e na prevenção do aparecimento delas.

Para realizar essas atividades, também é importante contar com o auxílio de um profissional, a fim de aferir e determinar a intensidade ideal da prática para atender às necessidades cardiorrespiratórias de cada indivíduo.

Considerações importantes

Neste artigo, você viu que o controle do peso e o fortalecimento da musculatura contribuem para a saúde da espinha dorsal.

Algumas opções para o fortalecimento dos músculos são: musculação, pilates, yoga, hidroginástica, pliometria, fisioterapia, etc. Já para o trabalho cardiovascular, podem ser utilizados: natação, caminhada, corrida, bicicleta, dentre outros.

Contudo, para a execução dessas atividades culminar em benefícios à espinha dorsal, é imprescindível que o regime de exercícios seja bem-estruturado e acompanhado por um profissional habilitado.

Além disso, em casos já diagnosticados de patologia da coluna ou em período pós-operatório, é imprescindível adequar as atividades às condições específicas de cada cliente.

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Radiculopatia: o que é e como diagnosticar

Radiculopatia: o que é e como diagnosticar

Em termos gerais, a radiculopatia é a lesão ou a patologia nas raízes e feixes nervosos presentes na coluna vertebral. Geralmente é o resultado de pressões exercidas por fatores degenerativos ou hérnias de disco, causando irritação ou inflamação. Importante destacar que ela traz dormência e um particular padrão de dor, que pode irradiar para as pernas e os braços.

Entendendo as dores

Lesões na coluna quase sempre levam ao comprometimento dos nervos e das raízes nervosas que passam por dentro das vértebras. Portanto, a radiculopatia é uma condição consequente.

Dentre as causas desse quadro, estão artrose da coluna; massas na medula provenientes de tumores ou abscessos; complicações da diabetes; isquemias de alteração de fluxo de sangue; e diferentes tipos de infecções, como sífilis, HIV, tuberculose e herpes-zóster.

Traumatismos graves da coluna provocados por acidentes causam dores crônicas. Qualquer localidade dessa parte do corpo pode ser afetada, entretanto é mais comum que eles ocorram nas regiões lombar e cervical.

A atenção a essas condições é importante, já que os nervos e raízes nervosas são como grandes transmissores do sistema nervoso, isso porque eles levam as informações entre o cérebro e as extremidades do corpo.

Sintomas e diagnósticos da radiculopatia

Para que o diagnóstico correto seja feito, o médico ortopédico especializado em coluna vertebral avalia o tipo de dor proveniente do nervo que foi afetado. Em grande parte dos casos, essas dores surgem nas regiões cervical e lombar, uma vez que recebem muita sobrecarga diária, seja pelo peso do corpo seja por má postura. Ao menor sinal de dor, dormência, formigamento, diminuição de reflexo e, em casos mais delicados, atrofia do músculo, procure o médico.

A dor é intensa e aguda quando a área é estimulada, porque isso provoca uma maior compressão do nervo. Ela pode se irradiar por outras áreas inervadas dos braços e pernas. Dores nas costas são comuns no dia a dia, porém a radiculopatia não pode ser confundida e entendida como algo normal do corpo. Nenhuma incidência de dor deve ser pensada dessa forma. Quando ela é intensa e constante, portanto crônica, pode levar à diminuição da força ou à paralisia.

Um médico faz o diagnóstico após avaliar os sintomas, a avaliação física do paciente e o resultado de exames. Assim, ele identifica os pontos de dor, quais nervos foram afetados e a causa desse quadro. Exames como radiografia, ultrassonografia, ressonância e eletroneuromiografia são eficazes para apresentar as lesões nos nervos e músculos, por fazerem o registro do caminho do impulso elétrico do nervo.

Por fim, o tratamento para a radiculopatia é estipulado pelo ortopedista de acordo com a causa identificada. Assim, são administrados medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios para o combate da dor. O acompanhamento com fisioterapia ajuda a soltar os nervos e a tratar o problema constantemente. Contudo, em casos mais graves, a cirurgia é o tratamento melhor recomendado. Nela, o cirurgião ortopédico realiza a descompressão da raiz nervosa.

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Fratura de compressão vertebral: sintomas, causas e tratamentos

Fratura de compressão vertebral: sintomas, causas e tratamentos

Quando o corpo vertebral é pressionado de cima para baixo, dizemos que o paciente tem uma fratura de compressão vertebral. A carga recebida na vértebra está em desequilíbrio, deixando-a sem resistência. Toda essa pressão faz com que o osso entre em colapso, e a sensação é de esmagamento. A partir daí, sintomas como dores, perda de altura, deformidade da coluna e dificuldades de locomoção começam a surgir.

Em linhas gerais, os motivos que resulta nessa compressão podem ser variados, desde uma queda ou acidente até a osteoporose. Em casos mais graves, ela pode ser o resultado de um tumor na espinha. O corpo vertebral pode sair do canal medular e comprimir outros órgãos, como os nervos, a bexiga e os intestinos. Por isso, são muito importantes manter uma boa saúde da coluna vertebral e realizar visita periódica a um ortopedista, ainda mais se houver histórico familiar.

Causas da compressão vertebral

A osteoporose é a principal vilã nos casos de fratura por compressão vertebral, uma vez que ela deixa os ossos mais finos e frágeis. Essas fraturas podem ser encontradas em toda a extensão da coluna, porém são mais comuns nas vértebras inferiores. Isso porque a gravidade influencia na pressão sobre essa estrutura. O que também se percebe é que a fratura é mais comum em direção à frente da coluna, fazendo com que as vértebras ganhem formato de cunhas. Quando a espinha se curva para a frente, o problema ganha o nome de cifose.

Como os ossos estão frágeis, todo movimento passa a ser um perigo. Atividades cotidianas, como levantar uma caixa ou pular um degrau, podem se tornar um pequeno trauma. Contudo, essas fraturas também podem ser formadas por acidentes traumáticos (queda e choque) e por tumores que crescem dentro ou perto da coluna vertebral.

Sintomas

Em casos mais leves, as fraturas são pouco sintomáticas, causando perda da altura ou cifose na grande maioria dos pacientes. Contudo, em níveis mais elevados, a dor pode aparecer imediatamente ou pouco tempo após a fratura. Ela é mais comum na parte do meio ou no inferior das costas, além de poder irradiar ao braço ou ao abdômen. Dentre os sintomas, ainda pode haver agravamento da dor quando em pé ou andando, pouca mobilidade da coluna vertebral e crises de falta de ar. Se a causa não for a osteoporose, os sintomas são imediatos, como dor aguda, sensibilidade óssea no local e espasmos musculares.

Tratamentos

O tratamento das fraturas de compressão vertebral pode ser cirúrgico e não cirúrgico. As medidas imediatas passam pela administração de analgésicos e, dependendo do caso, pela mobilização. Indica-se o tratamento através de fisioterapia e a retomada das atividades normais, pois elas ajudam a limitar o agravamento da perda óssea. A cirurgia é recomendada quando não se consegue curar ou se a dor persiste e existe instabilidade da coluna vertebral. O cirurgião procura métodos minimamente invasivos, como a cifoplastia por balão.

Cuide da sua coluna e fique atento aos menores sintomas de fratura de compressão vertebral, principalmente se você já tem diagnosticada a osteoporose. Programe visitas periódicas ao médico e realize os exames necessários.

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Ansiedade pode estar associada a problemas de dor na coluna

Ansiedade pode estar associada a problemas de dor na coluna

Sempre que falamos sobre dor na coluna, vêm em mente os mais conhecidos causadores desse problema, como má postura, fraturas e avanço da idade. Porém, existem outros fatores que podem desencadear esse desconforto e que não estão diretamente ligados com a região, como é o caso da ansiedade. Isso porque esse transtorno da mente pode se manifestar também em sintomas físicos. O mesmo acontece ao contrário: dores na coluna podem provocar ansiedade. Por isso, afirma-se que a mente tem ligação direta com o corpo.

Doenças psicossomáticas

Conhecidos como doenças psicossomáticas, os problemas provocados na mente acabam gerando reflexos no corpo. Geralmente, isso é desencadeado por situações vividas pela pessoa no cotidiano, como estresse constante no ambiente de trabalho.

Com isso, a ansiedade e os fatores nervosos desse ambiente fazem com que essas pessoas contraiam os músculos do corpo com mais frequência, principalmente na região do tronco. Em decorrência, aparecem as famosas dores de coluna que, na verdade, foram provocadas pela ansiedade e pelo estresse extremos. Tal atitude de retração em ambientes mentalmente perturbadores são reflexos associados a uma tentativa totalmente involuntária do corpo e da mente de se proteger ou se defender daqueles fatores.

O contrário também é bastante comum. Viver com qualquer dor crônica, como a de coluna, pode afetar a mente com sintomas de ansiedade, estresse, depressão, dentre outros problemas mentais. Segundo estudo realizado recentemente por uma universidade do Reino Unido, pessoas com problemas na coluna são muito mais propensas a desenvolverem transtornos mentais, como a ansiedade, a depressão e, até mesmo, um surto psicótico.

Dores na coluna são comuns no Brasil

Segundo estudos, a dor na coluna acomete quase 80% dos adultos, sendo uma das principais causas de afastamento de funcionários do ambiente de trabalho no Brasil. É por isso que muitos dos tratamentos para esse incômodo atuam primeiramente no bem-estar emocional do paciente, para refletir na redução da dor corporal.

Isso porque esses distúrbios psicológicos fazem com que o corpo crie reações corporais e hormonais para lutar contra os sentimentos perturbadores. Com isso, são liberados hormônios do estresse em todo o corpo, o que acaba contraindo os músculos, gerando dores em regiões mais propensas ao movimento e até mesmo em todo o corpo.

Quando essa reação acontece com certa frequência, o corpo se encontra em “hiperestimulação de reação ao estresse”, contraindo os músculos, mesmo que não haja situação estressante ou que gere ansiedade. Torna-se uma ferramenta de proteção constante para um possível acontecimento. Com isso, as dores na região da coluna são intensas e recorrentes e podem não passar com o uso de analgésicos.

Como tratar?

Ao se saber, junto ao médico, que o problema de dor na coluna é de fundo emocional, deve-se primeiramente tratar esse fator estimulante para conseguir obter a melhora nas dores. À medida que a mente do indivíduo se acalma, as dores também são amenizadas. Quando a ansiedade é causada pelas dores, deve-se tratar a dor em 1º lugar, para que o psicológico seja recuperado em seguida.

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Tudo o que você precisa saber sobre espasmos musculares

Tudo o que você precisa saber sobre espasmos musculares

Quem nunca sentiu uma contração bem dolorida na panturrilha (batata da perna) ou pequenas fisgadas involuntárias nas pálpebras que atire a primeira pedra. Esses são apenas alguns exemplos de fenômenos provocados pelos neurônios, causando contrações involuntárias nas fibras musculares. Esse fenômeno é caracterizado como espasmos musculares.

Para que você conheça mais sobre eles, fique com a gente ao longo deste artigo.

O que de fato são os espasmos musculares e como são causados?

Eles caracterizam uma “resposta” natural de proteção do organismo. Consistem em contrações involuntárias de fibras musculares que respondem por inflamações ou lesões.

Na grande maioria dos casos, esse fenômeno é desencadeado por crises de ansiedade ou estresse.

Na parte posterior corporal, esses espasmos podem indicar danos ou lesões a determinadas estruturas vertebrais, tais como discos, ligamentos, vértebras ou ligamentos que as conectam.

Traumas súbitos, extensões na coluna vertebral ou distúrbios mecânicos que possam causar irritação ou compressão do nervo da espinha também podem ser causas para a condição.

Existem inúmeros tipos de espasmos musculares. O mais comum dentre eles ― e que provavelmente você já sentiu 1 ou mais vezes ao longo da vida ― é a câimbra na panturrilha. A contração que afeta o músculo posterior da perna é dolorosa e quase sempre caracteriza uma reação do organismo ao estresse.

A câimbra na batata da perna também pode ocorrer em decorrência de condições mais sérias, tais como distúrbios hidroeletrolíticos ou doenças neurológicas. Sendo assim, no caso de câimbras muito frequentes, o ideal é buscar ajuda médica.

Outro tipo de espasmo nos músculos muito comum são as “mioquimias palpebrais”, que nada mais são que pequenas contrações, benignas e sem dores, que ocorrem nas pálpebras. Elas são bem recorrentes após crises de estresse.

Os espasmos em questão também podem causar dores fortes na coluna e no pescoço. A dor geralmente é aguda e surge após um episódio, como alongamento, ou após esforços envolvendo a região. Essa dor é similar a um aperto intenso no músculo e geralmente se manifesta em pequenos ciclos ― com duração que pode se estender por até alguns minutos.

Há tratamento para os espasmos musculares? Se sim, quais?

Esses quadros quase sempre exigem apenas pequenas alterações em hábitos rotineiros. Se forem causados por estresse, como a grande maioria deles, vale repensar algumas atividades do dia a dia  e procurar ajuda especializada.

Se o episódio for caracterizado por dores no pescoço ou na coluna, um tratamento conservador aplicado por dias ou no máximo semanas também pode ser o suficiente.

O fundamental é manter as atividades cotidianas normalmente, porém em um ritmo um pouco mais moderado. Após identificar o que, de fato, desencadeia a dor, tal hábito também deve ser evitado ― ou totalmente eliminado da rotina, se possível.

As compressas frias, de calor e o uso de medicamentos anti-inflamatórios também são soluções que podem ajudar.

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Cintilografia óssea: o que é e quando é indicada

Cintilografia óssea: o que é e quando é indicada

A cintilografia óssea possui grande importância para a identificação precoce de tumores cancerígenos. Mas como funciona esse procedimento? Em que casos ele é indicado? As respostas a essas questões estarão neste artigo.

O que é cintilografia óssea?

É um tipo de exame em que o diagnóstico é realizado pelo uso de imagens e em que os órgãos são avaliados de maneira funcional, e não apenas morfologicamente. A primeira etapa da realização do procedimento consiste na aplicação de uma injeção intravenosa de radiofármaco 99mTc-MDP.

Passadas 2 horas de intervalo, é realizada a captação através do tecido ósseo (normal e patológico).

O registro das áreas de captação desse material é realizado através de uma câmera especial, que consegue detectar a radioatividade do material colhido, criando uma imagem do esqueleto. A captação óssea nas imagens feitas com a câmera tem proporção da atividade metabólica realizada no osso.

Vale destacar que, de todo o processo do exame, a aplicação da injeção do material radioativo é considerada a parte mais desconfortável. Esse material é eliminado através da urina. A quantidade de radioatividade utilizada para a execução do exame é baixa, o que não oferece risco algum para os pacientes ou acompanhantes.

Mas quando é indicada a cintilografia óssea?

O exame é utilizado para diagnosticar condições de saúde como: presença de tumores no osso ou câncer e presença de metástase (quando o câncer se espalha para os ossos). Os tumores que mais se espalham para os ossos são os cânceres de mama, no pulmão, de próstata, na tireoide e nos rins. O exame consegue destacar os danos causados pelo tumor no osso.

Esse instrumento de análise também possui a funcionalidade de diagnosticar possíveis fraturas. Isso acontece quando a mesma não pode ser vista através de um raio x comum ou ainda quando a fratura está provocando dores em outras partes do corpo, o que dificulta o diagnóstico preciso.

O exame também pode diagnosticar alguma infecção óssea e a causa da dor nos ossos, além de avaliar distúrbios metabólicos como hiperparatiroidismo primário e osteoporose.

Vantagens e contraindicações da cintilografia óssea

Uma das vantagens desse exame é a alta sensibilidade que ele possui, possibilitando a detecção de várias doenças de maneira precoce. A sensibilidade do teste também possibilita detectar com até 4 meses de antecipação a presença de lesões. Quando falamos especificamente do câncer de próstata, esse exame é considerada o melhor método para detectar metástase óssea.

Uma das maiores preocupações das pessoas é com a radiação utilizada nesse exame. Mas a quantidade injetada na veia é pequena e oferece um baixíssimo risco às pessoas. Essa radiação irá desaparecer do corpo dentro de 24 horas. Fique atento: a cintilografia óssea é contraindicada em caso de gravidez ou no período de amamentação.

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Questões trabalhistas e mau resultado de cirurgia de coluna

Questões trabalhistas e mau resultado de cirurgia de coluna

A grande maioria dos diagnósticos de lesões na coluna é proveniente de más práticas e posturas em ambientes de trabalho. Seja qual for: muito tempo em pé, muito tempo sentado, movimentos repetitivos e liberação de força para carregar materiais pesados. Lesões na coluna podem ser casos de doença ocupacional, adquiridas durante o trabalho. Quando tratamentos através de medicamentos e fisioterapias não dão certo, muitas vezes a solução é a cirurgia de coluna.

As empresas contribuem para os casos

O caso se agrava quando as cirurgias não apresentam bom resultado, fazendo com que o paciente volte para a ocupação que exercia sem ter as condições necessárias para o desempenho da função. Ainda mais: ele pode não ser liberado pela perícia do INSS para que volte ao trabalho, onerando direta ou indiretamente o empregador pelo tempo afastado. Todas essas situações podem resultar em questões trabalhistas, processos movidos com empregador, empregado e mesmo o médico, caso o procedimento tenha sido realizado de maneira errada.

Responsabilidade no diagnóstico

Segundo dados da Fundacentro, órgão ligado ao Ministério da Saúde e que cuida da Medicina do Trabalho, cerca de 160 mil licenças anuais são concedidas para casos de lesão na coluna. O médico que faz o diagnóstico tem extrema responsabilidade nos procedimentos, desde os exames, mas, principalmente, na realização de cirurgias de coluna. Isso porque a grande maioria dos diagnósticos não compreendem a intervenção, mesmo assim, alguns profissionais encaminham ou realizam o procedimento.

Decisões para a cirurgia de coluna sempre em colegiado

Uma cirurgia mal realizada também é caso de ação trabalhista, porém agora movida contra o médico. Por isso, é importante que o paciente procure outras opiniões, não somente de outros cirurgiões ortopédicos, mas também de médicos de outras áreas.

A região da coluna cervical é delicada e requer cuidados especiais, para isso, é necessário colegiado formado por médicos de diversas especialidades, como neurocirurgiões, radiologistas, reumatologistas, fisiatras e especialistas em dor. Isso é segurança para o paciente e para o médico, porque o indivíduo só será operado quando houver consenso entre os especialistas.

Do que se precisa é evitar que o erro seja completo, de todos. Isso porque os prejuízos ao paciente podem ser de âmbitos físico, psicológico e material. Por mais que a cirurgia de coluna seja perfeita, se ela foi mal-indicada, o resultado final será ruim sempre. O paciente arca com as consequências por toda a vida e pode entrar com um processo contra os médicos envolvidos.

O que se quer discutir é a responsabilidade pelo procedimento e os resultados dele, a qual deve ser de todos. Toda e qualquer decisão sobre a saúde do indivíduo, seja pelas más práticas de trabalho seja por decisões erradas de médicos, não pode ser leviana. De modo que uma intervenção mais aguda, como uma cirurgia de coluna, pode trazer questões trabalhistas importantes.

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Espondilolistese: sintomas, causas e tratamentos

Espondilolistese: sintomas, causas e tratamentos

A espondilolistese é caracterizada pelo deslocamento do disco intervertebral para trás, deformando a coluna e causando dor nas costas e dificuldade para se movimentar. Ao contrário da hérnia de disco, o disco intervertebral não está sendo comprimido, ele “escorrega para trás”, devido a uma falha de fusão ou fratura da vértebra da coluna que acompanha esse movimento.

A doença pode ocorrer em qualquer porção da coluna, mas, na maior parte dos casos, ela afeta a região lombar, manifestando-se mais frequentemente após os 40 anos de idade.

Tipos de espondilolistese

A espondilolistese pode ser dividida em cinco tipos:

  • Displásica: resultante de uma má formação congênita da vertebra e dos seus arcos posteriores;
  • Degenerativa: decorrente da instabilidade na coluna, causada por doenças discais e o processo degenerativo próprio do envelhecimento. Relaciona-se com posturas inadequadas, excesso de peso ou atividades de grande impacto na coluna;
  • Ístmica: pode ser causada por fratura por fadiga, afetando o istmo vertebral e deixando a coluna instável;
  • Traumática: decorre de um trauma na coluna vertebral, podendo gerar fratura de ossos e rompimento dos ligamentos;
  • Patológica: causada pela degeneração da articulação, em virtude de doenças reumatológicas, autoimunes ou tumorais.

Entre os cinco tipos, as causas mais frequentes são a displásica, ístmica e degenerativa.

Sintomas da espondilolistese

Em sua fase inicial, a doença pode não causar dor. Nos casos mais graves, o paciente pode sentir dores que variam de acordo com o tipo da doença.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor lombar;
  • Depressão da pele na região lombar;
  • Contratura da musculatura posterior da coxa;
  • Dor irradiada para os membros inferiores.

Alguns pacientes podem apresentar dor noturna, perda de força ou sensibilidade nos membros inferiores e perda de peso.

O diagnóstico da doença é feito por meio de exames de imagem, como radiografias simples, podendo ser complementado por tomografia computadorizada e ressonância magnética. A doença é confirmada com a posição para a frente de um corpo vertebral sobre o outro.

Tratamentos

É importante ressaltar que não existe um medicamento para prevenir o escorregamento. Após a deformação, o uso de remédios é utilizado para aliviar a dor. Nesse caso, são utilizados analgésicos e anti-inflamatórios. O médico também poderá indicar terapias alternativas, como acupuntura e fisioterapia. Quando nenhuma dessas opções é suficiente para o controle da dor, a cirurgia é a próxima solução indicada. 

Existem duas cirurgias apropriadas para o tratamento da doença:

  • Descompressão da coluna vertebral – procedimento no qual o osso é removido para eliminar a pressão do nervo;
  • Fusão espinhal – procedimento no qual o material de enxerto ósseo é colocado entre as vértebras para se juntar – ou se fundir – às vértebras para restaurar a estabilidade da coluna.

Todos os procedimentos devem ser avaliados individualmente com o médico, para que ele analise, junto ao paciente, os riscos e benefícios de qualquer tratamento.

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