Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Como tratar a osteoporose de coluna

Como tratar a osteoporose de coluna

Hoje em dia a osteoporose consiste em um dos transtornos de saúde mais comuns em pessoas acima dos 65 anos de idade. A osteoporose corresponde a uma doença metabólica que acomete os ossos, tornando-os frágeis e suscetíveis a fraturas, e ocasionando também grande desconforto para o paciente.

É possível afirmar que essa doença ocorre quando o organismo da pessoa denota uma incapacidade de formar novos materiais ósseos, ou também quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo. Vale salientar que em determinadas situações os dois fenômenos podem acontecer. Caso a estrutura óssea perca a sua resistência natural, os ossos se tornam cada vez mais frágeis e finos, o que pode acarretar em algumas fraturas.

Além disso, a osteoporose traz bastante desconforto quando ela atinge a coluna, o que dificulta a realização de atividades comuns do dia a dia.

É possível amenizar os transtornos ocasionados pela osteoporose de coluna por meio de medidas que incluem o consumo adequado de medicamentos e a realização moderada de exercícios físicos. Ou seja, a perda de minerais (que acontece na estrutura óssea) causada pela osteoporose, pode ter seu efeito reduzido por meio do tratamento medicamentoso receitado pelo médico, por fisioterapia (guiada por um fisioterapeuta) e por reeducação alimentar, orientada por um nutricionista.

Sendo assim, quando o assunto é tratamento para a osteoporose da coluna, estamos falando do uso de remédios devidamente prescritos, alimentação rica em vitamina D e a prática saudável de atividades físicas.

O tratamento da osteoporose de coluna

A dieta para retardar os efeitos da doença, por exemplo, consiste no consumo de alimentos ricos em cálcio, que é um elemento essencial para o fortalecimento dos ossos. É necessário também o consumo de alimentos ricos em vitamina D, visto que o cálcio não é absorvido no organismo sem a presença da vitamina D.

Nesse contexto, o cardápio ideal para o paciente que quer tratar da osteoporose da coluna tem que conter vegetais, óleo de fígado, ovos e derivados do leite.

Entre os exercícios físicos, é possível contar com aqueles que exigem movimentos seguidos das costas, como agachamentos. Alguns movimentos são bem simples, tais como o levantar e o sentar em uma cadeira, por exemplo. Algumas técnicas de Pilates, treino funcional e de hidroginástica também trazem resultados benéficos.

Entre os medicamentos recomendados pelo médico, é possível citar os suplementos de cálcio e vitamina D, que auxiliam o organismo a produzir esses elementos para a proteção dos ossos. Além disso, em alguns casos, pode ser indicada a terapia de reposição hormonal, especialmente para as mulheres que estão na menopausa.

Cirurgia: uma opção de tratamento

Com a sensibilidade causada nos ossos por causa da osteoporose, é comum que hajam fraturas. Os procedimentos cirúrgicos se tornam uma opção nestes casos, pois melhoram a dor e a capacidade funcional desses pacientes. A vertebroplastia é uma dessas opções. Indicada para pacientes com fraturas decorrentes da compressão óssea, comum em indivíduos com osteoporose de coluna.

O procedimento não invasivo é feito através da injeção de cimento acrílico (polimetilmetacrilato, ou PMMA) no interior da vértebra.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

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Você sabe o que é um trauma e o que faz um traumatologista?

Você sabe o que é um trauma e o que faz um traumatologista?

O dicionário define trauma como “lesão local proveniente de um agente vulnerante”. Com essa base podemos entender que trauma ortopédico é uma lesão nos ossos e músculos, as partes do corpo que a ortopedia trata. Porém, por ser uma área que compromete as funções do indivíduo e a maneira como ele participa economicamente na sociedade, a traumatologia acaba por ter uma atenção muito especial. 

Até meados da década de oitenta, era considerado que o tratamento principal de um determinado trauma fosse a fixação do osso lesionado, dando pouca ênfase para os estado dos tecidos envolvidos na fratura. Este procedimento aos poucos foi sendo revisto e, atualmente, os profissionais da área possuem outra visão a respeito do tratamento de fraturas. Nas décadas posteriores, cada vez mais importância tem sido dada para o adequado manuseio das feridas e o estado dos músculos e da pele que estão relacionados à fratura. O conjunto de estruturas que envolvem o osso fraturado é chamado de “partes moles” e abrange a pele, a musculatura, os tendões, os nervos e, até mesmo, as veias.

Sendo assim, ao se deparar ante uma fratura, o profissional deve levar em consideração que para que um osso tenha sido fraturado, o impacto lesionou, em níveis diferenciados, as partes moles que estão ao redor dele.

De uma maneira geral, os paradigmas hoje em dia utilizados dão importância para a estabilização das fraturas afetando de forma mínima as partes moles, proporcionando o melhoramento da função do membro e a rápida reabilitação. As técnicas de cirurgia e os instrumentos modernos permitem que o cirurgião ortopédico possa estabilizar uma fratura por meio de um procedimento minimamente invasivo.

Hoje em dia é sabido que as fraturas demonstram uma maior capacidade de consolidação caso o cirurgião leve em consideração as estruturas que a envolvem. Nesse caso, aquelas cirurgias que apresentarem incisões de menor grau, baixa perda de sangue e uma mínima dissecção dos músculos são a alternativa ideal para a realização de tratamento das fraturas nos dias de hoje.

O traumatologista está apto a tratar fraturas que acarretam perda de mobilidade do paciente. As fraturas, de uma maneira geral, podem ocorrer devido as mais diversas causas, podendo ser acidentes cotidianos (tombos, por exemplo), durante a prática de algum esporte ou casos mais graves, ocasionadas por acidentes automobilísticos.
Alguns pacientes, como por exemplo os com idade avançada, que possuem doenças como a osteoporose, estão sujeitos a sofrerem fraturas.

A ação do traumatologista é de grande importância para a recuperação sadia dos pacientes, independente do grau da fratura. O fato é que mediante o tratamento adequado, o paciente apresenta condições totais para ser reabilitado. Portanto, o ortopedista e traumatologista exerce uma importante função: tratar lesões e fraturas.

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Como cuidar da coluna do idoso

Como cuidar da coluna do idoso

O processo natural de envelhecimento tem várias consequências para a saúde. Doenças e disfunções do esqueleto, das articulações e estrutura muscular são alguns exemplos de problemas que podem afetar a qualidade de vida dos idosos. Modificações na postura, dificuldade para fazer movimentos, dores e inflamações são os sintomas mais comuns das enfermidades que atingem a coluna do idoso.

Alterações na coluna do idoso

Diminuição da estatura: Depois dos 40 anos, a cada década a estatura pode reduzir 1 cm em consequência do encurvamento da coluna, redução dos discos intervertebrais e diminuição do tamanho de órgãos internos, entre outros fatores.

Articulações mais rígidas: À medida que a idade avança, as estruturas articuladas do esqueleto tornam-se mais rígidas, dificultando uma série de movimentos. Durante o processo de envelhecimento surgem doenças ósseas como artrose, artrite, osteoporose, reumatismo, inflamações, osteófitos que são conhecidos como bico de papagaio, hérnia de disco, e muitos outros problemas que afetam a coluna do idoso.

Menos massa óssea: A partir dos 50 anos, ocorre uma diminuição gradativa de massa óssea. Para as mulheres, o impacto é maior, devido às alterações hormonais durante a menopausa.

Adaptação da postura: Como na terceira idade as dores no corpo aumentam, o idoso procura adaptar a postura da maneira mais confortável possível. Esse comportamento pode aliviar a dor em determinadas circunstâncias, porém causa um impacto negativo à coluna vertebral, lombar, joelhos, quadris e outras partes do corpo.

O que fazer para cuidar da coluna do idoso?

1. Check-up médico: Se o idoso ainda não passou por consulta médica para diagnosticar os problemas da coluna, o primeiro passo, claro, é fazer o check-up para saber as causas e iniciar o tratamento médico imediato. Somente o médico poderá prescrever remédios e encaminhar o paciente para sessões de fisioterapia. A fisioterapia ajuda a fortalecer os músculos, alivia as dores, melhora a flexibilidade e corrige, na medida do possível, a postura do idoso.

2. Calçados: Os idosos devem sempre usar calçados confortáveis, com amortecimento e solado antiderrapante, mesmo quando estão em casa. Isto evita quedas, proporciona mais segurança ao caminhar e reduz os impactos à coluna, quadril, pés e joelhos. Em caso de dúvida, consulte o especialista em ortopedia.

3. Colchão e travesseiro: Outra medida necessária é a substituição de colchões e travesseiros que prejudicam a coluna do idoso durante o sono. A densidade do colchão e a altura do travesseiro tanto podem ajudar como prejudicar a coluna. Por isso, é importante escolher os produtos mais adequados à condição de saúde do idoso.

4. Atividades domésticas: Uma pessoa idosa, principalmente aquelas que têm problemas na coluna, não devem levantar ou carregar peso nem fazer esforços para realizar atividades domésticas (limpeza da casa, manutenção de jardim, entre outras). Isto não significa viver em absoluto sedentarismo, mas agir com prudência. Para as tarefas mais árduas, o idoso precisa contar com o apoio de um familiar ou cuidador.

5. Segurança no ambiente doméstico: Para evitar escorregões e quedas, é necessário adaptar a residência à nova fase da vida. Evitar o uso de tapetes escorregadios, excesso de mobília, instalar apoios na parede do box, colocar tapete emborrachado no banheiro e não deixar objetos de uso diário em lugares altos são algumas recomendações para reduzir os riscos de acidentes domésticos que podem causar graves prejuízos à coluna do idoso, entre outros problemas de saúde.

6. Atividade física: Exercícios físicos supervisionados, caminhadas leves (com tênis adequado) e hidroterapia ajudam a manter a saúde do idoso. O sedentarismo só enferruja mais o corpo. Mas, antes de iniciar qualquer atividade, é importante consultar o médico.

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10 coisas que você precisa saber sobre a osteoporose

10 coisas que você precisa saber sobre a osteoporose

A osteoporose é uma das doenças mais recorrentes durante o processo de envelhecimento, onde três em cada quatro pacientes são mulheres, em especial após a menopausa. A doença se caracteriza pela perda gradativa da massa óssea e pela diminuição da absorção de cálcio e minerais.

A falta dos hormônios femininos é uma das principais causas para o surgimento da osteoporose. Sem o estrogênio, os ossos se tornam porosos e fragilizados, propiciando quedas e fraturas.

O que é a osteoporose

Os ossos são a principal fonte de cálcio do organismo, fundamental para a força muscular, os batimentos cardíacos, na coagulação do sangue, no equilíbrio corporal com o fósforo, sódio e potássio para a contração muscular. Além disso, os ossos são a sustentação do corpo e de sua movimentação.

As células ósseas são renovadas diariamente, até o fim da vida, mas quando a osteoporose surge esse processo se torna mais lento e os ossos vão perdendo sua estrutura firme, passando a serem ocos, finos e muito sensíveis.

Mesmo a osteoporose sendo uma condição bem conhecida e comentada ainda há muitas dúvidas sobre ela. Como causas, sintomas, fatores de riscos e tratamentos, que precisam ser esclarecidos para a população em busca da prevenção.

10 coisas sobre a osteoporose

  1. O surgimento da osteoporose é silencioso, praticamente sem sintomas até que as consequências mais graves comecem a surgir. Para evitar ser surpreendido com a doença, o ideal é realizar exames periódicos a fim de que ela seja detectada a tempo.
  2. O número de brasileiros que apresentam osteoporose vem aumentando anualmente. A média é de 10 milhões, sendo que uma a cada quatro mulheres têm a doença. As fraturas que ocorrem em pessoas com osteoporose matam cerca de 200 mil pessoas por ano.
  3. A doença atinge todos os ossos do corpo, mas os sintomas mais graves surgem no fêmur, rádio, úmero e nas vértebras. As fraturas do colo do fêmur são as mais perigosas e podem causar a morte de pacientes mais idosos.
  4. Sintomas como diminuição da estatura e dores lombares podem ser consequência da osteoporose, causados pela fratura de vértebras e ossos.
  5. O exame que identifica a osteoporose é a densitometria óssea. Quando o médico identifica que há possibilidade de surgimento da doença, o exame é pedido.
  6. Mulheres magras e pequenas de estatura, brancas, com menopausa precoce, fumantes, com doenças graves ou histórico familiar compõem o perfil de paciente comum da osteoporose.
  7. A prevenção da doença se inicia na infância, através de uma contínua alimentação saudável e com bastante cálcio. Presente em laticínios, verduras escuras, tofu e feijão branco, o cálcio é a principal fonte de firmeza óssea.
  8. Além do cálcio, a vitamina D é fundamental para a saúde óssea. Sua reposição é feita pelo contato com o sol e através de suplementação alimentar ou medicamentosa.
  9. É muito importante evitar o sedentarismo e estimular atividades físicas que vão favorecer os ossos. Desde a infância as crianças precisam ser estimuladas a brincadeiras que proporcionem movimento.
  10. O risco de desenvolver a osteoporose pode ser reduzido com a diminuição do consumo de bebida alcoólica e do fumo.

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Ficar muito tempo no celular prejudica a coluna?

Ficar muito tempo no celular prejudica a coluna?

O telefone celular é o companheiro inseparável de muita gente e o seu mau uso pode causar alguns problemas que são sentidos no corpo.

Quando o assunto é coluna, a área mais afetada pela má postura de quem fica muito tempo olhando para o aparelho é a cervical (área entre a cabeça e o tronco). Utilizar o celular ou tablete com muita frequência faz com que sua cabeça fique angulada para baixo e a força exercida nas regiões dorsal e cervical da coluna aumenta.

A posição mais comum que as pessoas adotam ao utilizar os aparelhos móveis, quando adotadas por muito tempo, acabam por afetar a coluna. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que quando as pessoas inclinam a cabeça em 15 graus é como se o pescoço estivesse suportando um peso de 12 kg. Quando a inclinação passa para 60 graus a sensação é de que o pescoço está aguentando 27 kg. Dor queimação ou formigamento constante no pescoço podem ser sinais de que você está usando o celular demais de maneira errada.

Ficar muito tempo no celular: Problemas comuns e seus tratamentos

Para pessoas com mais idade a para as que possuem processos degenerativos, como artrose ou hérnia de disco, o jeito errado e prolongado de uso do celular acaba por agravar esses problemas. Normalmente essa pessoa pode ter uma dor mais acentuada na cervical do pescoço e sentir a dor irradiar pelos membros superiores. Se houver sensações de choque, dormência e, em casos mais extremos, de perda de força, o ideal é procurar atendimento médico para um diagnóstico preciso.

Veja a lista das principais dores causadas por ficar muito tempo no celular (algumas vão além da coluna):

Dores no pescoço

É comum as pessoas reclamarem de dor no pescoço e na coluna. Isso acontece  em algumas situações  porque há uma compressão no disco intervertebral da região, e ele vai desidratando, forçando o núcleo do disco e fazendo uma compressão das raízes nervosas. Isso causa dores nos ligamentos, nos músculos e, inclusive, de cabeça.

Como evitar:  mantenha o aparelho próximo à altura dos olhos, essa posição traz conforto para o pescoço. Estando assim, não irão surgir nenhum tipo de espasmos, nem causar nenhum tipo de malefício ao pescoço.

A cada 20 minutos no celular, você deve apoiar os braços e levantar o celular para que ele fique na altura dos seus olhos, evitando assim que você fique olhando para baixo. Caso já tenha sentido as dores, faça alguns alongamentos para melhorar o sintoma.

Dores nas mãos

A digitação em excesso, enviando mensagens, deslizando os dedos na tela, pode causar inflamação nas articulações.

Como evitar:  manuseie o celular com as duas mãos, evitando assim o uso forçado de apenas uma delas. Não fique muito tempo digitando, use o computador se precisar ter conversas longas.  

Dores no ombro

O ombro acaba sobrecarregado e por utilizar uma postura compensatória, pode gerar problemas ainda maiores no futuro.

Como evitar: mantenha a postura correta, sempre com os ombros alinhados.

A falta de cuidado postural e o uso descontrolado de aparelhos móveis podem gerar um quadro de dor crônica em diversas regiões do corpo, como visto. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

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Cirurgia minimamente invasiva: como funciona?

Cirurgia minimamente invasiva: como funciona?

Uma cirurgia minimamente invasiva é considerada uma cirurgia que não acarreta tantos danos e agressão ao corpo, como outros diversos procedimentos que existem.

Antigamente, os pacientes não tinham a certeza do tempo de sua recuperação e de como ela seria. Com o avanço ágil da tecnologia, isso mudou positivamente: hoje, com as cirurgias minimamente invasivas, é possível um tempo  extremamente curto para a recuperação total do paciente.

No artigo de hoje,  veremos mais sobre como essa cirurgia funciona e quais são os seus principais diferenciais. Vamos lá?

Cirurgia minimamente invasiva por vídeo: vantagens

Uma das cirurgias que mais se destacam na vertente é a cirurgia por vídeo, o famoso procedimento que não precisa de grande lesão da musculatura. O processo demanda somente alguns pequenos furos para a introdução das câmeras e cânulas.

Vale ressaltar que não são todos os tipos de cirurgia que podem proceder via câmera, mas grande parte já conta com a opção. Outra vantagem valiosa dessa técnica inovadora é que os riscos de infecção são consideravelmente menores do que aqueles apresentados pela cirurgia padrão.

E quanto à minilaparoscopia?

A minilapararoscopia é uma técnica bastante proeminente em se tratando de cirurgias minimamente invasivas. Como acarreta em furos mínimos para a realização da intervenção cirúrgica, o paciente não precisa levar pontos ao final do procedimento. Isso porque são utilizados instrumentos de calibre menor, que vão de 2 a 3 mm.

A cirurgia para retirada de pedras na vesícula, por exemplo, é realizada através da minilaparoscopia. O procedimento é realizado normalmente no hospital, com a aplicação da anestesia geral. Para a realização eficaz desse processo, é preciso que o cirurgião tenha bastante prática, pois as aplicações são bem estreitas e demandam experiência e precisão no manuseio.

Esse foi apenas um exemplo da Minilaparoscopia. Existem diversos outros procedimentos no mesmo grupo, mas a cirurgia para a retirada das pedras na vesícula é mais conhecida pela população.

Cirurgia minimamente invasiva da coluna: saiba mais

Outro local que o procedimento é realizado frequentemente é na área da coluna, principalmente em casos de hérnia de disco. Essa cirurgia é uma das primeiras opções apresentada pelos médicos. Pelo menos 30% da população com mais de 50 anos já realizou essa cirurgia e apresentou resultados bem positivos na maioria dos casos.

A técnica, vale ressaltar, não exige cortes, mas apenas de uma câmera bem introduzida e estrategicamente posicionada para a realização do procedimento. Através dessa câmera, é possível observar claramente o que acontece na região afetada.

Atualmente, através dessa nova tecnologia, os cirurgiões não passam as longas horas de operação olhando diretamente para o órgão do paciente, e sim para uma tela de TV que promove ótima e precisa visualização.

O recurso representa uma facilidade tanto para o médico que está realizando o processo, quanto para o paciente que, sem dúvida alguma, terá menos incômodos e desconforto, além de uma recuperação bem mais tranquila e rápida. É importante saber que nem todos os casos de hérnia  de disco podem ser feitos por vídeo, é importante conversar muito bem com seu cirurgião sobre os resultados

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Vertebroplastia: conheça o procedimento

Vertebroplastia: conheça o procedimento

Vertebroplastia é a cirurgia da coluna vertebral. O procedimento é realizado em casos de fraturas, decorrentes da osteoporose, ou devido a lesões provocadas por tumores (neoplasia) e alguns hemangiomas de coluna (tumores benignos). Também é realizada em casos de fratura por trauma agudo. É uma cirurgia minimamente invasiva, que consiste na injeção de cimento ósseo nas vértebras lesionadas ou fraturadas. Este tratamento pode ser feito nos segmentos lombar, torácico e cervical.

A vertebroplastia melhora a qualidade de vida de pacientes que convivem com dores intensas devido a lesões ou fraturas na coluna vertebral, e não obtêm resultados positivos com tratamentos medicamentos, fisioterapia, colete e repouso.

Tipos de fraturas

Fratura estável: Não causa a deformação da coluna nem consequências neurológicas. Neste caso, coluna ainda tem condições para suportar o peso do corpo.

Fratura instável: Este tipo causa mais problemas porque a coluna vertebral não consegue distribuir o peso. Pode ocorrer a compressão, rotação ou flexão lateral da coluna com fratura vertebral instável. Além disso, se não for tratada a tempo, podem ocorrer problemas neurológicos e a formação da cifose pós-traumática.

Complicações da fratura de vértebras

A fratura do segmento torácico e lombar pode trazer algumas complicações, se não for tratada. Um dos problemas mais graves é a trombose venosa profunda das pernas. Esse processo pode resultar em embolia pulmonar, quando os coágulos de sangue são transportados pela corrente sanguínea até os pulmões.

Vertebroplastia: procedimentos

A cirurgia é realizada em ambulatório ou hospital. A anestesia é local associada a uma sedação  e não é necessário fazer incisões, pois o cimento ósseo é aplicado com cânula percutânea. O médico utiliza um aparelho de raio-X para visualizar o local que receberá a aplicação de cimento ósseo. Então, introduz a agulha e faz a injeção de cimento ósseo.

Em geral, a vertebroplastia não dura mais de uma hora. Se não houver intercorrências médicas, o paciente poderá deixar a unidade hospitalar no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte.

Ao voltar para casa, o paciente terá que fazer o repouso recomendado pelo médico e dar continuidade ao tratamento da osteoporose ou neoplasia, doenças que causaram a fratura ou lesão da coluna vertebral. Também será necessário fazer radiografias periódicas, sendo que o primeiro exame ocorrerá 30 dias depois da vertebroplastia.

O efeito térmico do cimento ósseo queima as ligações nervosas existentes no tumor maligno, o que contribui para reduzir a dor na coluna. Além disso, ao tornar-se sólido, esse cimento proporciona uma melhoria significativa à sustentação da vértebra fraturada ou lesionada, o que se traduz na eliminação da dor.

A vertebroplastia não é recomendada para gestantes, pacientes que apresentam vértebra plana, tem algum tumor osteoblástico, osteomielite problemas de coagulação sanguínea.

Cifoplastia

Além da vertebroplastia, existe outro procedimento para tratar o mesmo tipo de problema na coluna vertebral. É a cifoplastia, procedimento que utiliza um equipamento para inflar um balão na parte interna do osso, provocando a expansão da vértebra.

Posteriormente, é feita a aplicação do cimento ósseo, dentro da cavidade expandida. A cifoplastia é um procedimento de alto custo e recomendada a casos mais graves.

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Como é o tratamento para fratura de coluna?

Como é o tratamento para fratura de coluna?

A fratura de coluna ocorre em razão de algum choque forte causado por acidentes, quedas e prática de esportes. Existem, ainda, doenças que enfraquecem os ossos a ponto de que se fraturem mais facilmente, mesmo em situacões corriqueiras do cotidiano.

Em casos de acidente em que se verifique fratura, é importante acionar rapidamente uma ambulância para que profissionais realizem a remoção adequada da vítima. Mas e quando a área afetada é a coluna, como proceder? Visando esclarecer as dúvidas relacionadas à questão, abordamos a temática neste artigo. Confira:

Tratamento não cirúrgico: saiba mais

Quando a medula espinhal não é afetada em decorrência da fratura, em geral, não existe a necessidade de uma intervenção cirúrgica nas primeiras 24 horas . Na maioria dos casos de fratura da coluna, pode ser utilizado o tratamento conservador através de coletes ou não , cuja intenção é permitir que o organismo realize a reparação no alinhamento correto.

Tais tratamentos são efetuados através de gesso, colete de jewett ou colar cervical.  O processo dura em média de 2 a 3 meses, embora esse período varie de acordo com a gravidade e o tempo de resposta de cada indivíduo.

Quando a cirurgia é necessária?

Nos casos em que a medula espinhal é danificada. É importante acrescentar que a intervenção cirúrgica consiste na inserção de uma estrutura artificial para realinhar a espinha . Durante o tratamento e o pós-operatório, as vezes o paciente precisa utilizar coletes. A depender da lesão, a realização de fisioterapia também é necessária, buscando ajudar na circulação e evitar a atrofia muscular.

E quanto às sequelas?

Fraturas de coluna que não tenham afetado a medula espinhal dificilmente proporcionarão uma sequela grave. No entanto, caso a medula seja de alguma forma lesionada, de fato existem riscos.

Tanto a fratura de coluna como a recuperação de uma fratura na espinha dorsal podem causar sequelas para o paciente. Uma fratura na região torácica, por exemplo, pode afligir paralisia nas pernas; assim como a parte da coluna no entorno do pescoço pode gerar a paralisia geral do corpo.

Essas consequências podem ocorrer no próprio ato da fratura de coluna, durante o deslocamento para o atendimento e também ao longo do tratamento. Por isso, é de suma importância que o processo terapêutico siga as recomendações médicas à risca.

Cuidados durante o tratamento

Nos primeiros dias depois se ter sofrido a fratura, a vítima deve evitar se movimentar e sempre buscar o repouso, movimentando com auxilio do fisioterapeuta ou seguindo as recomendações médicas. Para melhorar a circulação sanguínea, é interessante erguer os pés (dois travesseiros podem ser usados como apoio). Quando o paciente for liberado pelo médico responsável a voltar para suas atividades cotidianas, esse retorno deve ocorrer devagar e de forma gradual. No que se refere às atividades mais pesadas e a práticas de esportes, por exemplo, o tempo de recuperação tende a ser mais longo.

Durante esse período mais delicado, alguns métodos auxiliares de recuperação podem acelerar o fortalecimento. Um desses métodos é a hidroterapia, que consiste em uma maneira de realizar exercícios com impactos reduzidos (além de ser uma ótima opção para praticar os movimentos completos da fisioterapia).

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O que é artrose facetária lombar e cervical?

O que é artrose facetária lombar e cervical?

A dor tem papel fundamental no desenvolvimento humano e na sobrevivência da espécie. O corpo é dotado de um grupo de estruturas de reconhecimento e reação a estímulos internos ou externos, formando um intrincado conjunto que envolve o sistema nervoso central e periférico para que a dor seja reconhecida. Posteriormente, pode ser interpretada para a identificação de sua causa.

Quando o organismo reconhece uma dor que pode comprometer sua integridade e sobrevivência, entram em funcionamento receptores de estímulos capilarizados na região periférica e na medula espinal, chegando até ao tronco encefálico e ao córtex cerebral sensitivo.

Antes de entendermos o que é artrose facetária lombar e cervical, entretanto, precisamos nos localizar na anatomia da coluna vertebral e identificar suas partes. Vamos lá?

Anatomia da coluna vertebral

Localizada na parte posterior do tronco está nossa coluna, uma pilha de anéis ósseos dentro dos quais a medula e ramificações nervosas estão aninhadas. Vale lembrar que a medula e suas ramificações percorrem toda a extensão da coluna, comunicando membros, órgãos e sistemas ao encéfalo, além de controlar funções voluntárias e involuntárias, também chamadas vegetativas.

É interessante notar também que a coluna vertebral humana é dividida, anatomicamente, em três partes: coluna cervical, torácica e lombar e chamaremos seus anéis pelo nome técnico de “vértebras”. A região cervical é formada por sete vértebras e estão na região do pescoço, outras doze vértebras constituem a região torácica e as outras cinco estão na região lombar, parte inferior das costas.

É nas regiões cervical e lombar, portanto, que pode manifestar-se a artrose facetária lombar e cervical. Separando uma só vértebra, com finalidade de análise didática, podemos dizer que há duas partes, imaginando um corte longitudinal passando por ela, sendo que estas partes divididas, anterior e posterior, têm funções distintas. A porção anterior da vértebra tem resistência mecânica à pressão, suportando peso, visto que tem densidade óssea maior. Na parte posterior estão as articulações facetárias, que juntam uma vértebra à outra, responsáveis pelos complexos movimentos flexíveis desta parte do corpo.

Entendendo o que é artrose facetária lombar e cervical

A artrose consiste no desgaste de articulações ou, dizendo de outra maneira, no desgaste da cartilagem e seu osso. A partir daí, torna-se simples entender o que é artrose facetária lombar e cervical, suas possíveis causas, e procedimentos terapêuticos.

Podemos definir esta patologia como um desgaste degenerativo que leva à inflamação. O paciente então é acometido pela dor que se apresenta no pescoço e ombros e na parte inferior das costas, em alguns casos irradiando-se para as nádegas e coxas.

O processo de envelhecimento associado a outras desordens ou acidentes, como artrites ou infecções, também pode contribuir para o surgimento ou agravamento desta patologia, que poderá ser sindrômica. A semiologia médica, a partir da anamnese do paciente, possibilitará a formulação de hipóteses de diagnóstico que serão úteis à sua identificação precisa. Os tratamentos podem incluir administração medicamentosa, fisioterapia ou cirurgia.

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Você sabe o que é cifose postural?

Você sabe o que é cifose postural?

Apesar da cifose postural ser um problema bastante conhecido da grande maioria das pessoas, muitas ainda não buscam um especialista para tratá-lo da forma adequada. Isso porque é relativamente comum ter a equivocada impressão de que se trata de algo que não deve receber grande atenção, sendo popularmente chamado de “corcunda”.

Neste artigo, saiba mais sobre a cifose postural e informe-se sobre o correto tratamento dessa doença da coluna!

Incidência e causas de cifose em geral

O sexo feminino é mais afetado pela cifose, uma vez que para cada homem que a desenvolve há a incidência de duas mulheres. As formas de desenvolvimento da doença, contudo, estão condicionadas ao fato desta ser considerada congênita (de nascença) ou ter se originado a partir de alguma outra enfermidade.

Em crianças, sobretudo naquelas que ainda são bebês, observa-se que o problema surge apenas em casos raros. Já na fase da adolescência, a ocorrência deve-se em geral ao fato do indivíduo apresentar incompatibilidades no crescimento, fazendo com que a estrutura existente na coluna não consiga acompanhá-lo.

Para as pessoas de outras faixas etárias, alguns fatores são considerados de risco. Dentre eles, pode-se citar: infecções, degenerações ósseas, alterações em estruturas musculares, doenças de caráter hormonal, artrite, fraturas decorrentes da compressão de vértebras, tuberculose e até mesmo a má postura apresentada pelo indivíduo(esta sim, a cifose postural propriamente dita).

Sintomas e tratamento do problema

De um modo geral, a cifose postural só é de fato percebida pelo paciente ao longo de um processo que pode perdurar por vários anos. Inicia-se com episódios esporádicos de dores nas costas que vão se acentuando e tornando-se crônicos com o passar do tempo. Além disso, a pessoa acometida poderá sentir fadiga e rigidez na área onde se localiza a coluna vertebral, bem como sensibilidade no local.

As demais pessoas que convivem com o indivíduo costumam perceber o problema e alertá-lo acerca de sua ocorrência. Caso haja algum sintoma ou indicativo, o paciente deve recorrer a um médico especialista em coluna, que esclarecerá a situação por meio de exames como a radiografia.

Após a confirmação do diagnóstico, inicia-se a fase de tratamento do quadro. Este, entretanto, ocorrerá de acordo com a causa que originou a cifose postural. Se o paciente desenvolveu a deformação em virtude da má postura, o acompanhamento do caso por um fisioterapeuta faz-se necessário, já que o profissional, além de tratar, dará orientações sobre algumas mudanças que a pessoa deverá fazer na forma como realiza suas atividades cotidianas. Coletes ortopédicos e outras medidas mais radicais poderão ser indicadas quando da ocorrência do caso, dependendo do grau de deformidade observado pelo médico.

Em jovens, a eficácia do tratamento costuma ser maior. Para os casos em que a situação se instala por conta de doenças degenerativas, no entanto, há menores chances de se obter sucesso ao se tratar o problema.

Em casos específicos, alguns indivíduos poderão perceber complicações mais sérias, como redução da capacidade de funcionamento dos pulmões. Dessa forma, a prevenção da cifose postural pode ser um mecanismo de se prevenir ou atenuar o problema. De qualquer modo, ainda que haja dúvida sobre a ocorrência da deformidade, a procura de um especialista no assunto é sempre imprescindível para a segurança do paciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos