Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Tumores de coluna: como diagnosticar e tratar

Tumores de coluna: como diagnosticar e tratar

Dor progressiva nas costas e sem motivos pode ser sintoma de alguma doença na coluna vertebral, como tumores de coluna. Por essa razão, as dores nas costas não devem ser negligenciadas. É importante consultar um médico especialista em coluna para saber as causas desse sintoma e, assim, iniciar o tratamento mais cedo.

Os tumores cancerígenos originados a partir de células nervosas localizadas no interior da coluna vertebral são raros. O que é mais comum é a migração de células cancerígenas de tumores localizados em outras partes do corpo e que podem afetar a coluna vertebral. 

Nem todos os tumores da coluna são malignos. Podem surgir meningiomas, que são nódulos benignos, desenvolvidos a partr de células da medula espinhal e do cérebro; ou os tumores denominados schwanomas, que decorrem do desenvolvimento anormal de células que revestem nervos.

Sintomas principais de tumor na coluna

Um dos sintomas mais frequentes de tumor na coluna é a dor nas costas sem razões aparentes, ou seja, a dor surge sem que a pessoa tenha, necessariamente, realizado algum esforço físico, dormido de mau jeito, sofrido uma queda ou um acidente. É uma dor progressiva, que se torna mais forte durante a noite.

Além disso, tumores da coluna causam disfunções no aparelho urinário, nos intestinos, fraqueza muscular, principalmente nas pernas e braços, e problemas no desempenho sexual. O diagnóstico precoce evita a progressão de doenças que afetam a coluna vertebral.

Diagnóstico de tumores na coluna

O exame clínico é o primeiro passo para avaliar o estado físico do paciente e também são necessários testes laboratoriais. Porém, é com os exames de imagem que o médico consegue identificar as causas das dores nas costas, que podem refletir doenças ósseas comuns ou um câncer.

A radiografia é o exame mais simples, mas pode detectar anormalidades na coluna vertebral e nas demais estruturas do esqueleto. Porém, é necessário fazer uma investigação mais detalhada através da ressonância magnética ou da tomografia computadorizada. A cintilografia também ajuda o médico a avaliar o estágio de um tumor cancerígeno.

Tratamentos de tumores na coluna

O tratamento varia conforme o tipo de tumor na coluna. Tumores benignos podem ser tratados por meio do processo de ressecção. A radioterapia proporciona resultados eficazes quando o câncer na coluna vertebral está no estágio inicial.

Caso essas terapias não surtam o efeito desejado, a cirurgia da coluna é a melhor opção de tratamento. Quimioterapia e radioterapia podem reduzir o tamanho de tumores malignos, antes da cirurgia.

As técnicas de operação estão bem avançadas. Há métodos menos invasivos que reduzem os riscos da cirurgia e proporcionam melhores condições ao pós-operatório.

De qualquer forma, qualquer decisão só pode ser tomada a partir de resultados conclusivos de exames, das condições de saúde e da idade do paciente para suportar a cirurgia reconstrutiva da coluna vertebral.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

 

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Dor ciática: sintomas, causas e tratamentos

Dor ciática: sintomas, causas e tratamentos

Os nervos, estruturas filamentosas como feixes e distribuídas em todo o corpo humano, são comandados pelo cérebro para transmitir impulsos nervosos para todo o organismo, fazendo com que órgãos, músculos, ossos, glândulas e tudo que compõe a forma humana possam se movimentar e ter vida.

Apresentam três tipos essenciais: os aferentes, que cuidam dos sinais periféricos e sensoriais, como o tato, os eferentes, que estimulam os músculos e glândulas, e os mistos, que fazem parte do sistema raquidiano.

O maior nervo do corpo humano é o ciático, ligado ao sistema raquidiano e que se inicia na coluna lombar e vai até o dedo dos pés. Fica localizado na parte de trás do joelho e das coxas e é o responsável pelos movimentos musculares que proporcionam os atos de caminhar e de se locomover. Como possui funções importantíssimas, o nervo ciático deve manter o próprio processo sem maiores interrupções, para evitar danos graves e a famosa dor ciática.

Como surge a dor ciática

O tratamento inicial para dores ciáticas é feito com medicação, que vai desde analgésicos comuns até os derivados de diazepam e relaxantes musculares. Em paralelo, é preciso fazer um reforço de vitaminas e sais minerais para que atuem na saúde dos nervos.

Massagens e fisioterapia podem amenizar a dor e proporcionar mais conforto ao paciente que tem dificuldade em se movimentar. Pela complexidade do problema, é necessário que esse tipo de procedimento seja feito por um profissional e sob observação médica.

Os casos mais graves, em especial de hérnia de disco, pedem que seja realizada uma cirurgia. 

Para prevenir o surgimento de dores ciáticas, é preciso mudar a postura e os hábitos. Pode-se incluir na rotina atividades físicas que alonguem os músculos e os fortaleçam, ter uma postura mais adequada e manter o peso ideal.

O que causa a dor ciática

Se houver algum tipo de compressão e pressão no nervo ciático, desde o canal espinhal até o percurso deste, a dor é o sinal mais importante de que há um problema na região. Inclusive, a dor ciática é conhecida por ser bastante específica devido à intensidade e por irradiar pelas pernas, deixando-as dormentes, com queimações e formigamentos.

O importante é que, ao primeiro sinal de dor, o paciente busque um especialista para descobrir as causas dela e contê-la. O médico pode prescrever analgésicos e anti-inflamatórios que amenizam os sintomas, mas só após tomar conhecimento das causas do problema.

Os casos mais graves de dores ciáticas são direcionados a uma cirurgia para reequilibrar o local, como é feito em hérnias de disco. A postura e os estilos de vida mais saudáveis são fundamentais para prevenir o problema.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Mielopatia: o que é e como tratar

Mielopatia: o que é e como tratar

A mielopatia corresponde ao conjunto de doenças que afetam a medula espinhal, em consequência de degenerações da coluna vertebral. A estenose (estreitamento do canal da medula espinhal) é a causa mais comum da doença, porém há outras causas como osteófitos (bico de papagaio), espondilólise degenerativa (defeito na coluna vertebral que pode resultar em fratura), hérnia de disco, espondilolistese (deslizamento de vértebra), artrose, traumas e lesões súbitas após uma queda ou um acidente. A enfermidade pode surgir nos três segmentos da coluna, sendo mais frequente na cervical.  

Embora as causas mais comuns tenham ligação com doenças ósseas, as mielopatias também podem ocorrer devido a outros problemas de saúde, como a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), o diabetes e o lúpus, os quais levam a déficits neurológicos, quando não são tratados adequadamente.

Sintomas principais de mielopatias

Mielopatias originadas de degenerações da coluna vertebral causam dor e dificultam a realização de atividades comuns como segurar um objeto, estender uma roupa, escrever, subir ou descer a escada. É importante buscar tratamento o mais cedo possível, porque as doenças podem causar graves prejuízos ao funcionamento de órgãos, além de paralisar os movimentos de forma irreversível. Os principais sintomas do problema são:

  • dor e rigidez na nuca
  • dormência ou dor nos braços e nas mãos
  • diminuição da sensibilidade
  • dormência e formigamento
  • fraqueza e desequilíbrio
  • enrijecimento de braços e pernas
  • disfunção da vesícula
  • problemas nos intestinos
  • paralisia de movimentos

Diagnóstico

O diagnóstico é fundamental para impedir a progressão de mielopatias, as quais, além da dor, podem limitar drasticamente os movimentos do corpo. Na consulta médica, é importante que o paciente relate, em detalhes, os sintomas.

Com base nas informações preliminares e no exame clínico, o médico solicitará, inicialmente, a radiografia. No entanto, para ele obter informações mais precisas, é necessário que se faça a mielotomografia ou a ressonância magnética. Esses exames de imagem mostram, com maior clareza, os pontos de compressão da medula espinhal e das raízes de nervos.

Tratamento de mielopatias

Quando a doença é detectada no estágio inicial, não havendo nenhum comprometimento dos movimentos do corpo, o tratamento consiste na prescrição de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos e reavaliações periódicas para verificar se há ou não aparecimento de sintomas. Sessões de fisioterapia ajudam a fortalecer a musculatura, estabilizar a coluna, reabilitar o equilíbrio e a marcha, além de aliviar as dores causadas pela mielopatia.

A cirurgia para a descompressão da medula espinhal é a última opção de tratamento, devido às complicações que esse tipo de intervenção na coluna pode provocar. Por essa razão, a cirurgia só é recomendada quando as outras formas de tratamento não surtem efeitos satisfatórios ou quando a mielopatia está progredindo, comprometendo os movimentos do corpo, os órgãos internos e causando muita dor.

Ao perceber perda de flexibilidade, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldade para fazer os movimentos rotineiros, é importante ir ao médico para obter um diagnóstico sobre as causas desses problemas. Quem habitualmente executa atividades que sobrecarregam a coluna vertebral deve redobrar a atenção com esses sinais, para evitar danos permanentes à medula espinhal.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Escoliose no adolescente: como diagnosticar e tratar o problema

Escoliose no adolescente: como diagnosticar e tratar o problema

A adolescência é um período de grandes transformações, capazes de atingir e influenciar todas as áreas da vida. Nessa etapa, o corpo sofre mudanças bastante drásticas, e, apesar de a grande maioria delas ser necessária, também podem ocorrer aquelas indesejáveis, a exemplo da escoliose na adolescência.

De maneira geral, existem três principais tipos de escoliose, que, via de regra, é caracterizada como uma curvatura lateral na coluna que pode variar conforme o grau. A doença pode ser:

  • congênita: como o próprio nome indica, a pessoa já nasce com uma curvatura na coluna, nesse caso, algo atribuído tanto à fusão de ossos quanto à fusão de costelas em posição anormal ainda no útero;
  • neuromuscular: ocorre devido a alguma anormalidade de origem neurológica, como paralisia muscular ou cerebral, indicando que é causada devido ao enfraquecimento dos músculos ou às dificuldades na execução de movimentos, ordem dada pelo cérebro;
  • idiopática: esse é o tipo mais comum em adolescentes, pois a causa está diretamente atrelada ao crescimento, que antecede a puberdade. Apesar de ser mais comum em mulheres, também afeta homens.A etiologia ainda hoje não é totalmente conhecida, mas sabe-se que fatores genéticos estão presentes.

 

Identificação da escoliose na adolescência

Apenas um ortopedista capacitado pode dar um diagnóstico preciso desse e de outros tipos de desvio na coluna. No entanto, é possível que pais e responsáveis observem alguns sinais de alerta, que fazem com que seja necessário levar o adolescente ao médico tão antes quanto for possível. Dentre esses sinais, destacam-se:

  • assimetria visual entre os ombros e/ou quadris;
  • desconforto muscular;
  • desvio na coluna vertebral, observado especialmente quando o adolescente está abaixado, com o tronco curvado para frente.

Tratamento

Assim como em qualquer outra condição, o tratamento da escoliose na adolescência dependerá muito da localização e do tamanho da curvatura. De maneira geral, é possível fazer uso de três principais métodos de tratamento, juntos ou separados, a saber:

  • fisioterapia: no caso de escoliose postural, a fisioterapia é de grande ajuda para impedir o agravamento do quadro, algo que pode ser feito com técnicas de reeducação postural global (RPG), reprogramação mioarticular e, mesmo, pilates, sempre com orientação de um especialista, para não agravar o quadro, e com a prática regular de exercícios físicos;
  • coletes: talvez consista no mais conhecido método para tratar a escoliose, frisando que ele não auxilia na correção do problema, mas, sim, atua para que o quadro não se agrave. Existem diversos tipos de coletes e o mais adequado para cada caso só pode ser recomendado por um especialista. Além disso, o uso desse equipamento por adolescentes pode causar estigma, por isso é necessário ficar atento;
  • cirurgia: por meio desse método, é possível corrigir aquelas curvaturas consideradas graves, promovendo o realinhamento dos ossos por meio da fixação com próteses especilializadas como por exemplo os parafusos pediculares . Com exceções, trata-se de um procedimento que só pode ser realizado para tratar escoliose em adolescentes depois do total desenvolvimento dos ossos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

 

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Tudo o que você precisa saber sobre traumas na coluna

Tudo o que você precisa saber sobre traumas na coluna

A coluna vertebral tem como funções a sustentação e a movimentação do nosso corpo. Os movimentos, inclusive, acontecem a partir dos impulsos nervosos recebidos pelo cérebro até a medula. Constituída por uma pilha de vértebras funcionais, ligadas por articulações e discos de cartilagem, a coluna protege a medula espinhal, mantendo os nervos protegidos.

Ela  também serve de apoio aos outros ossos do esqueleto e é composta por 33 vértebras, sendo doze torácicas, sete cervicais, cinco sacrais, cinco lombares e quatro coccígeas. Os nervos estão conectados a todas elas, de onde ramificam para outras partes do corpo.

Pela sua importância no corpo humano, quando a coluna vertebral sofre algum trauma, a lesão pode se tornar um problema gravíssimo e impedir os movimentos de forma temporária ou permanente.

Danos causados por um trauma na coluna

Quando ocorre uma lesão em alguma parte da coluna, as suas funções ficam comprometidas. O problema pode, inclusive, levar a severos problemas neurológicos. Nesse sentido, é preciso avaliar cuidadosamente o nível e a extensão da lesão para que seja identificado o real comprometimento da região.

Como consequência de possíveis lesões, o pior dano que a coluna vertebral pode sofrer é a tetraplegia, que paralisa toda a região abaixo do pescoço e prejudica até mesmo a capacidade de respiração natural. Tudo depende de qual a vértebra recebeu o trauma – quanto mais acima ela se localizar, maior será o dano causado.

O trauma na coluna pode romper, pressionar, destruir ou mesmo seccionar a circulação interna da medula espinhal, que compromete a parte debaixo da lesão. Com isso, há um comprometimento da motricidade, com perda de sensações e movimentos cuja dimensão depende do tipo de dano causado.

Dentre as principais causas de trauma na coluna vertebral, estão quedas, acidentes de trânsito, tiro e mergulho em local raso. O problema tende a ocorrer com pessoas jovens, em plena fase de atividades físicas e que podem ficar dependentes de tratamento intensivo por um longo prazo ou até mesmo para toda a vida.

Se o trauma for lateral, a coluna pode não suportar o impacto e se romper. Se ocorrer de cima para baixo, a cabeça pode se romper do pescoço ou achatar as vértebras da região. O trauma que acontece de baixo para cima, por sua vez, como em uma “queda sentada”, faz com que o cóccix empurre todos os ossos para cima e a lesão adquira uma dimensão estrondosa e ainda mais dramática.

A maior incidência de traumas ocorre devido a acidentes de trânsito,  seguida por queda e ferimentos a bala. Porém, vem crescendo também o número de acidentados após mergulho em águas rasas, situação na qual praticamente todas as lesões causadas são completas.

Prevenção e tratamento

Os traumas da coluna se tornam gravíssimos quando há alguma lesão no feixe de nervos presente na medula. Esses nervos saem do cérebro, de onde recebem os estímulos e comandam os movimentos de todo o corpo, inclusive dos órgãos.

Um trauma muito forte, nesse contexto, pode quebrar uma vértebra e fazer com que estilhaços atinjam a medula. Pode ser, ainda, que os impactos intensos rompam a comunicação entre a medula e o cérebro.

Se isso acontecer, os movimentos estão comprometidos. Isso pode acarretar uma movimentação apenas parcial e dolorosa,  ou mesmo nenhuma movimentação ou sensação da área lesionada para baixo.

O máximo de comprometimento da motricidade se dá quando o trauma afeta a região acima da C4, quando interrompe até o controle da respiração.

Afetando-se a área abaixo da vértebra 6, na coluna torácica ou lombar, acontece a paraplegia, que impede os movimentos do quadril para baixo.

Os traumas podem ser evitados como o uso de cinto de segurança em automóveis e a presença de suporte superior para a cabeça, além de evitar fazer mergulhos sem conhecer a profundidade das águas e não ficar em lugares altos sem proteção.

O tratamento, por sua vez, depende da dimensão do trauma. Se houver uma lesão parcial da medula, o paciente pode ter movimentos parciais e ir melhorando com a fisioterapia, sendo capaz de controlar as funções sexuais e excretoras.

Se houver fratura sem lesão de nenhuma outra parte da medula, uma boa recuperação também é possível. Caso um fragmento tenha atingido a medula, entretanto, é preciso operar para impedir o risco de danificá-la.

Por fim, é importante salientar que a medicina vem evoluindo muito:  os tratamentos têm trazido grande sucesso para colunas lesionadas, oferecendo esperança e qualidade de vida para os pacientes.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Atrofia muscular: causas e tratamento

Atrofia muscular: causas e tratamento

A atrofia muscular, é caracterizada pela perda de tecido de um ou mais músculos.

Geralmente, os sinais de manifestação do problema envolvem a fraqueza em determinada parte do corpo (como na coluna, em um braço ou perna), a incapacidade de caminhar ou se locomover normalmente e inatividade física.

Neste artigo, conheça os principais tipos de atrofia muscular, assim como suas causas e tratamentos!

Tipos de atrofia muscular e suas causas

A atrofia muscular pode ser classificada de duas diferentes formas:

1. Atrofia muscular causada por desuso

Basicamente, esse tipo de atrofia ocorre quando os músculos são quase que inutilizados, ou seja, ocorre devido ao sedentarismo.

Sendo assim, quando o indivíduo fica longos períodos sem praticar exercícios físicos, há uma certa chance de desenvolvimento desta atrofia. Trabalhar o dia todo sentado ou em pé em uma mesma posição também pode levar à condição, afetando principalmente a coluna.

Para evitar a atrofia causada por desuso, boa nutrição, prática de exercícios físicos e manter a postura correta são os hábitos mais recomendados.O uso indiscriminado de coletes lombares por longos períodos também pode causar perda de musculatura lombar.

2. Atrofia muscular por causa neurogênica

Já essa manifestação da condição ocorre quando há alguma doença ou lesão no nervo responsável pela ligação dos músculos, como é o caso de neuropatia, esclerose amiotrófica lateral ou poliomielite. Além de mais grave, esse tipo de atrofia costuma se manifestar repentinamente.

Outras causas que também podem levar ao desenvolvimento de atrofia muscular são:

  • Queimaduras;
  • Fraqueza e/ou dores musculares causadas pelo consumo excessivo e/ou prolongado de bebidas alcoólicas;
  • Envelhecimento;
  • Desnutrição;
  • Ossos fraturados ou ferimentos em geral;
  • Doenças autoimunes, tais como a síndrome de Guillain-Barré (que leva à fraqueza e inflamação dos nervos e músculos) e esclerose múltipla, que torna a movimentação complicada;
  • AVC;
  • Lesões que afetem diretamente a medula espinhal (causando, especialmente, atrofia na coluna);
  • Distrofia nos músculos;
  • Doenças nos ossos, tais como osteoartrite ou artrite reumatoide;
  • Atrofia nos músculos da coluna espinhal.

Há como tratar uma atrofia muscular?

Sim – porém os métodos de tratamento indicados vão depender tanto do diagnóstico como das causas e da própria gravidade da perda de tecido muscular.

Os tratamentos mais comuns e indicados para a atrofia dos músculos são:

  • Terapia de ultrassonografia (terapia não invasiva que auxilia na cicatrização das lesões e atrofias nos tecidos por meio de ondas sonoras);
  • Fisioterapia na região afetada (como braços, pernas ou costas);
  • Prática de exercícios físicos (começando com cautela e sempre com recomendação e acompanhamento de profissionais de educação física);
  • Mudanças na alimentação, de modo a torná-la mais equilibrada e saudável;
  • Em alguns casos, procedimentos cirúrgicos também podem ser recomendados. A cirurgia visa corrigir ligamentos, tendões, músculos ou peles muito encurtados (por esse motivo, fazem com que o indivíduo tenha baixa ou nenhuma capacidade de locomoção).

Agora você já conhece a atrofia muscular, assim como suas principais causas e tratamentos. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Dificuldades para caminhar: o que pode ser isso?

Dificuldades para caminhar: o que pode ser isso?

Andar é uma ação complexa e que envolve praticamente todos os ossos, músculos e ligamentos do corpo humano. O processo do movimento começa com os ossos, que são capazes de se articular uns com os outros por intermédio dos ligamentos, e abrange até os músculos, que proporcionam estabilidade, força, contração e distensão para realizar uma caminhada.

Eles recebem estímulos dos nervos motores, sob comando do cérebro. Para guiar todo o processo, inúmeras conexões acontecem. Nesse sentido, qualquer problema em uma dessas conexões pode interferir na ação livre de caminhar e impedir ou dificultar os movimentos.

Vale lembrar que as doenças que afetam o caminhar não se restringem aos ossos, já que até mesmo distúrbios mentais podem influenciar no processo.  Nem sempre é fácil encontrar o diagnóstico preciso!

6 doenças que podem impedir ou dificultar o caminhar

Para ter mais clareza sobre as principais doenças que dificultam o ato de caminhar, selecionamos abaixo as mais relevantes, com maior índice de ocorrências:

1 – Mal de Parkinson

Trata-se de uma doença degenerativa que não tem cura: aqui, o tratamento visa amenizar e retardar os sintomas. Dentre os principais sinais do Mal de Parkinson, incluem-se uma expressão facial fixa, os famosos tremores e também a própria dificuldade de caminhar, que se dá inicialmente devido aos tremores crescentes nas pernas que causam desequilíbrio.

A doença também desencadeia movimentos lentos e limitados, que impedem que o paciente consiga se levantar naturalmente.

2 – Tumor Cerebral

O crescimento e desenvolvimento de células anormais no cérebro são as causas do tumor cerebral. De acordo com os tipos de células anormais, eles podem ser benignos ou malignos. Podem, ainda, surgir após metástase de outra parte do corpo.

Além de muita dor, um de seus sintomas é a dificuldade para caminhar, que pode ser acrescida de pressão e inflamação com acúmulo de fluído no local, a depender do seu estágio. O tumor cerebral também traz náuseas, sono constante, convulsões, alteração na fala e dificuldade de andar.

3 – Doenças reumáticas

As doenças reumáticas são um conjunto de enfermidades que acontecem no aparelho locomotor. De acordo com o seu desenvolvimento, podem comprometer o andar e outras funções e órgãos do corpo, como os rins.

A depender da localização e a gravidade da patologia remática, pode ser que o paciente consiga caminhar normalmente após o tratamento ou tenha dificuldades duradouras para andar.

4 – Síndrome de Piriforme

A síndrome de piriforme é uma dor ciática que ocorre devido à compressão do nervo ciático pelo músculo  chamado de piriforme.

O músculo piriforme se origina no osso sacro e abrange a coxa externamente para proteger o nervo ciático. Caso ele sofra alguma hipertrofia, contratura ou encarceramento (manifestando-se em tensão ou espasmos, por exemplo), pode ocorrer uma inflamação no nervo ciático.

Com a dor aguda e intensa resultante, a pessoa acaba sendo impedida de caminhar.

5 – Ataxia

Definida pela falta de coordenação muscular nos movimentos voluntários, a ataxia impede a caminhada e atividades ainda mais simples, tais como pegar um objeto e até o ato de falar.

A doença causa danos às regiões do sistema nervoso que coordenam os movimentos, a exemplo do cerebelo.  Sua ocorrência pode ser estimulada pelo uso frequente e exagerado de álcool, AVC, tumor e esclerose múltipla.

6 – Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa, que causa inflamação crônica no sistema nervoso central. Os pacientes apresentam uma crescente dificuldade de caminhar, o que ocasiona um grande impacto na qualidade de vida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Câncer na coluna é comum?

Câncer na coluna é comum?

Desde já, respondemos a pergunta que nomeia o título: não!

Embora dores na coluna possam até ser comuns, o problema pode ter alguma razão desconhecida – e aí mora um grande perigo. O paciente pode estar com alguma metástase, ou seja, um tumor maligno que se espalhou na coluna e em outras partes do corpo.

Quando se trata das queixas dos pacientes a respeito de dores nas costas no consultório, o câncer na coluna é um problema pouco frequente. Por detrás do envelhecimento e das alterações degenerativas, em muitos casos se esconde um tumor maligno que pede tratamento imediato.

Assim, as principais causas de câncer maligno na coluna são as metástases, isto é, quando o câncer tem início em outras partes do corpo (próstata, pulmão, mama, útero, ovário e etc) e migra para a área da coluna. Já o tumor  benigno, este sim, surge inicialmente na coluna e as chances de cura são maiores, principalmente se o tratamento for iniciado o mais precocemente possível.

O câncer de coluna e a confusão entre sintomas

É bastante comum que se confunda os sinais do câncer de coluna com outras doenças. Por esse motivo, um diagnóstico precoce se faz urgente quando houver os seguintes sintomas:

  • Dor prolongada na coluna , principalmente noturna;
  • Formigamento e paralisia dos braços ou pernas;
  • Emagrecimento fora do normal.

Ao menor sinal dos sintomas acima, o paciente deve procurar rapidamente um especialista de coluna. Somente através da realização de um raio-X, tomografia e ressonância magnética, é possível confirmar efetivamente um diagnóstico de câncer na coluna.

Para avaliar melhor em qual estágio o tumor se encontra, o médico poderá solicitar também a PET-CT e a cintilografia, em caso de estadiamento da doença.

Este tratamento deverá envolver, além do oncologista, o cirurgião de coluna vertebral, o neurocirurgião, o nutrólogo, o psicólogo, o fisioterapeuta e as equipes de enfermagem.

Tumor Benigno

Em casos de tumor benigno na coluna, é possível realizar a cirurgia de ressecção, de forma que se cure a coluna da lesão. Por meio da reconstrução da coluna com placas e parafusos, o paciente já pode retomar a vida normalmente no dia seguinte.

Em casos de câncer, no entanto, a cirurgia somente é indicada a fim de não permitir a redução da mobilidade, visando principalmente amenizar a dor e o desconforto sentidos pelo paciente, além de possibilitar a realização de qumioterapia e radioterapia de forma segura.

Na maioria dos casos, as cirurgias são eficazes e impactam na melhora da resposta do indivíduo ao tratamento do câncer de coluna. Contudo, é importante que cada paciente seja submetido a uma avaliação individualizada, a fim de que o oncologista possa proceder com o tratamento mais adequado.

Ao pressentir o menor sinal de dor, não é necessário entrar em pânico. Basta procurar o profissional especialista o mais rápido possível para avaliação. Fique atento também aos outros sinais que listamos acima!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Hérnia de disco: diagnóstico e tratamento

Hérnia de disco: diagnóstico e tratamento

Quem já ouviu relatos de alguém que passou por uma crise de hérnia de disco não deve ter a menor curiosidade para saber como é. Nos piores momentos, a dor se distribui de forma tão intensa que leva o paciente à imobilidade.

O problema ocorre, geralmente, na região lombar, no disco que se localiza entre as vértebras L4 e L5 e no disco que fica entre a quinta vértebra, L5, e o sacro, S1.

O disco intervertebral é uma estrutura cartilaginosa e fibrosa, que contém, em seu interior, um líquido gelatinoso. É o chamado “núcleo pulposo”. Quando esse líquido deixa o interior do disco, reduzindo sua espessura, com consequente achatamento do mesmo, surgem os sintomas, que podem se manifestar através de uma dor irrelevante ou de uma dor bastante dramática.

Esse processo ocorre a partir do desgaste ou fissura do anel fibroso, que faz com que o líquido gelatinoso se expanda, causando o que chamamos “protusão discal”.

O curioso é que 15% da população mundial sofre com esse problema, que é apenas um dos muitos que afetam a coluna do brasileiro. A hérnia de disco é a terceira causa de aposentadoria precoce, uma vez que atinge cerca de 6 milhões de brasileiros. O público mais afetado pela doença, vale lembrar, é formado por pessoas entre os 25 e os 45 anos.

Como identificar a hérnia de disco?

Essa doença apresenta alguns sintomas bem característicos e outros semelhantes a outras doenças.

O paciente tem dificuldade de ficar sentado por mais de alguns minutos, apresenta perda de força em uma das pernas, ou mesmo nas duas, sente dormência nos membros, redução das capacidades funcionais e desânimo, além de dificuldade para se locomover.

Na maioria dos casos, os sintomas podem até desaparecer completamente num prazo de até três meses, mas isso não significa que não possam ser atenuados antes desse prazo pelo tratamento médico.

Somente 5% dos pacientes acabam tendo que se submeter a cirurgias, normalmente quando os sintomas se manifestam para além do período normal.

Causas, prevenção e tratamento da hérnia de disco

Essa doença está ligada a diversos fatores de risco, como a permanência durante muito tempo na mesma posição, o ato de girar o tronco com o corpo inclinado, o sedentarismo, fatores hereditários, traumas e práticas esportivas de alto impacto, além de movimentos repetitivos.

Logo, a prevenção está ligada à cultura do paciente com relação à postura física, que deve vir aliada à prática regular de exercícios.

Além disso, fazer alongamento, evitar o fumo e ter uma dieta saudável, para não gerar sobrepeso, ajudam a prevenir esse problema.

A hérnia de disco, apesar dos sintomas serem, na maioria dos casos, passageiros, não tem cura, uma vez que a cascata denegerativa do disco continua. Na fase aguda, deve ser tratada com técnicas de fisioterapia e administração de anti-inflamatórios e relaxantes musculares. A cirurgia só é recomendada quando nenhum desses procedimentos é suficiente para erradicar o sofrimento do paciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Conheça as 5 principais deformidades da coluna

Conheça as 5 principais deformidades da coluna

As deformidades da coluna consistem em desvios que afetam a região – por vezes, isoladamente, por vezes em conjunto com outras. Neste artigo trouxemos as 5 principais deformidades que podem afetar essa região tão importante do corpo. Vamos conferir?

5 principais deformidades da coluna

1. Escoliose

A escoliose é um desvio lateral anormal da coluna vertebral, ou melhor, um desvio que atinge o “plano coronal”. Quando a curvatura é menor do que 10 graus, não é possível considerar a presença do desvio – nesses casos, trata-se apenas de uma variação postural. Entre 10 e 20 graus, a condição é considerada leve, agravando-se quanto maior for esse número.

Vale acrescentar que a curvatura pode se manifestar de modo estrutural ou não. Já a progressão do desvio costuma ter relação direta com o ângulo da coluna no início da adolescência (fase na qual o problema geralmente é diagnosticado). A partir de então, se não for acompanhado por especialista, o desvio pode se tornar maior.

2. Cifose

A cifose é uma deformidade da coluna caracterizada pelo excesso de curvatura no plano sagital, ou seja, na parte posterior da vértebra.

Resumidamente, a coluna fica curvada para o lado de fora da caixa torácica, fazendo com que o indivíduo tenha com a sensação de corcunda. Entre 20 e 45 graus de curvatura na região superior da parte de trás das costas, a situação é considerada normal. Acima disso, é um caso de cifose.

Geralmente, a cifose é uma deformidade de coluna que se manifesta em indivíduos sedentários, que não praticam atividades físicas e que mantém má postura ao longo do dia (como passando um longo período sentado ou em pé, na mesma posição). Além disso, doenças como a osteoporose senil e a espondilite anquilosante também podem levar ao desenvolvimento da condição.

3. Lordose

A lordose  existe como uma curvatura normal da coluna , porém quando aumentada é caracterizada pela formação de uma espécie de côncavo, especialmente nas regiões lombar e/ou cervical. Nesta deformidade da coluna, uma parte dela acaba “projetada” para dentro, levando o quadril para frente.

Resumidamente, a lordose ocorre quando o encurvamento em excesso afeta a parte inferior da coluna. Na grande maioria dos casos, a condição é associada ainda à cifose e escoliose, dificilmente se manifestando sozinha. Sua principal causa é a má postura.

4. Lombalgia

A lombalgia, como seu nome já nos dá a entender, é caracterizada por anormalidades na região da lombar. Seu principal sintoma é dor excessiva na parte de baixo das costas.

5. Hérnia de disco

A hérnia de disco ocorre quando os discos localizados em meio à coluna vertebral (ou seja, os discos “intervertebrais”) saem da posição que deveriam, ocasionando fortes dores.

 

Manter a postura sempre correta, praticar exercícios físicos, alimentar-se equilibradamente, ter cuidado com movimentos ou quedas bruscas e evitar o sobrepeso são as melhores formas de evitar os desvios na coluna.

Agora você já conhece as principais deformidades da coluna. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos