Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Escoliose: sintomas, causas e tratamento

Escoliose: sintomas, causas e tratamento

Escoliose é uma condição definida pela curvatura acentuada da coluna vertebral, que pode ocorrer para os lados ou na metade, porém é uma deformidade tridimensional em que ocorre rotação da vértebra em em diferentes graus. Primeiramente, é importante salientar que há diferentes formas da doença, ainda que a manifestação física seja semelhante em todos os casos. No entanto, os prognósticos podem variar significativamente. Para entender melhor sobre essa enfermidade, continue a acompanhar o artigo!

Conheça os 3 principais tipos de escoliose

  • Congênita: tem origem ainda no desenvolvimento do feto ou logo após o nascimento, devido a uma má formação das vértebras. Outra causa pode ser a fusão de costelas quando uma vértebra não se fecha por completo ou não se segmenta corretamente. Esse cenário representa 10% das manifestações do problema;

 

  • Idiopática: correspondendo a 80% dos casos de escoliose, essa é a categoria mais frequente da doença. Não é possível determinar um motivo específico para o desenvolvimento dessa condição. Muitos especialistas já estudaram o tema e levantaram teorias, mas não existe um consenso. Acredita-se, porém, que a hereditariedade seja um fator relevante. Nos adolescentes, a chance de progressão é maior, já que o corpo cresce mais rapidamente nessa fase. Vale salientar, ainda, que as meninas possuem uma probabilidade mais alta de apresentar curvaturas anormais.

 

  • Neuromuscular: é resultado de uma fraqueza nos músculos ou do pouco comando muscular. Desse modo, o quadro se relaciona à atividade anormal de nervos ou músculos. Normalmente, a coluna vertebral adquire uma curva alongada em formato de “c”, sobretudo na infância. Até mesmo outras patologias por vezes ocasionam alguma paralisia que afeta o alinhamento do corpo. Nesse cenário, realizar exames neurológicos é uma boa medida. Para confirmar o diagnóstico, o profissional de saúde pedirá uma radiografia, que mostrará o grau da deformidade.

Principais sintomas do problema

Os principais indícios dessa disfunção na coluna vertebral são:

• Assimetria nos ombros e/ou quadris;
• Uma perna ou uma metade da caixa torácica do paciente parece ser mais curta do que a outra;
• A clavícula é mais proeminente do que o normal;
• Há um aparente desnível na cintura;
• Corpo com inclinação lateral;
• Dores nas costas e fadiga após períodos em pé ou em posição sentada.

E quanto ao tratamento?

Qualquer conduta só deve ser ter início quando o médico identificar o tipo da escoliose, bem como a localização e a extensão da curvatura. Variáveis como o estágio da deformidade, além da faixa etária do indivíduo, também influenciam na escolha do tratamento.

A agressividade do quadro depende particularmente da angulação identificada no momento do diagnóstico, assim como de seu potencial de crescimento.

O objetivo é sempre impedir a evolução da curvatura da coluna, tendo em vista que o surgimento das dores se dá na vida adulta. Para tanto, indica-se métodos de reforço muscular –  Pilates, RPG (Reeducação Postural Global), quiropraxia e osteopatia são algumas das alternativas para melhor tônus muscular porém sem objetivo de corrigir a curva. Vale lembrar que todas essas práticas precisam ser autorizadas pelo médico!

A órtese, colete que apoia o sistema músculo-esquelético, é uma grande aliada para prevenir o aumento da curva. Contudo, o dispositivo não consegue solucionar por completo a condição, o objetivo maior é impedir a progressão da curva, ou seja, estabilizá-la. Casos mais graves requerem intervenção cirúrgica – artrodese da coluna – para corrigir a curvatura causada pela escoliose.Os critérios cirúrgicos são bem definidos pela Scoliosis Research Society.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Cifose: sintomas, causas e tratamento

Cifose: sintomas, causas e tratamento

A cifose ou hipercifose é a curvatura acentuada de uma parte da coluna vertebral. A coluna vertebral, nesse sentido, possui quatro tipos de curvaturas naturais: lordose lombar e cervical, cifose torácica e do sacro (na área que liga o tronco aos membros inferiores).

Em estado normal, a coluna vertebral apresenta inclinação de 20 º a 40 º na cifose torácica. No entanto, esta curvatura pode ficar mais acentuada em decorrência de problemas como doenças reumatoides da coluna, a doença de Sheuermann (dorso curvo juvenil) e dorso curvo postural. Vale ressaltar que o encurvamento pronunciado da cifose torácica fica bem visível, pois a pessoa adquire uma corcunda.

Quais são as causas da cifose?

Geralmente, o encurvamento da cifose torácica começa na adolescência. Não há uma conclusão definitiva sobre as causas, mas a cifose pode ter origem genética ou ser uma consequência da má postura. Um trauma da coluna vertebral também pode alterar a curvatura natural da cifose torácica. Outros fatores, não muito comuns, são as malformações congênitas, infecções graves, doenças reumatológicas, neuromusculares e tumores.

E os sintomas da cifose?

O sintoma mais evidente é a corcunda nas costas, pois a cifose, na maioria dos casos, não causa dor. Quando o paciente chega a sentir dor, é porque a cifose já está em estágio bem avançado. Justamente por esta razão, o diagnóstico costuma ser tardio, pois o encurvamento é associado apenas à má postura.

O ideal é consultar o médico periodicamente, mesmo que sem sinais aparentes de problemas na coluna ou em qualquer outra parte do corpo. Mas, diante de sintomas como alterações na curva da coluna, perda da força muscular, dores, emagrecimento repentino, insensibilidade nas pernas, entre outros sintomas, a consulta médica é imprescindível.

O diagnóstico clínico, normalmente, é complementado com a radiografia da coluna vertebral. A imagem facilita a identificação de lesões e a medição da curvatura da coluna. A ressonância magnética e a tomografia são solicitadas pelo médico quando o exame clínico e o raio-X mostram um quadro fora do comum.

Tratamento do problema

O tratamento pode consistir no fortalecimento dos músculos do dorso, fisioterapia, correção da postura, natação e exercícios de alongamento dos músculos peitorais e isquiotibial. A medicação só é prescrita quando o paciente relata dor.

Há também os casos em que a indicação é corrigir a corcunda acentuada através de procedimento cirúrgico. Para corrigir a deformação da coluna, o cirurgião utiliza barras e parafusos de titânio. Como a cirurgia pode apresentar certos riscos, a operação só é recomendada para situações mais graves de cifose e com risco de restrição da função pulmonar.

Para a cifose secundária, decorrente de outras doenças, o tratamento é direcionado a essas patologias, buscando conter o avanço da deformação da coluna vertebral.

Para prevenir problemas na coluna, é importante corrigir a postura, evitar carregamento de peso, esforço extremo e repetitivo, praticar atividade física com orientação profissional e manter uma alimentação saudável, ingerindo as quantidades certas de cálcio e vitaminas.

O check-up anual também é necessário, pois o diagnóstico precoce de problemas de saúde aumenta as chances de tratamentos com resultados positivos.

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O que é cifoplastia?

O que é cifoplastia?

Doenças e problemas como a osteoporose, além de causar problemas na coluna, podem ocasionar certas fraturas que prejudicam seriamente o corpo, reduzindo-o em tamanho. Por se tratar de uma questão grave, os tratamentos para saná-la são bastante específicos e minuciosos. Um deles é a cifoplastia, que trata justamente as lesões causadas por compressão vertebral.

Afinal, o que é a cifoplastia?

A cifoplastia consiste em um tipo de tratamento um tanto complexo, pois o especialista injeta cimento acrílico (também conhecido como polimetilmetacrilato) para conceder mais vigor e sustentar o interior da vértebra que está lesionada.

Durante o procedimento, é preciso que o paciente esteja de barriga para baixo: a agulha, que é injetada na coluna, transporta um balão contendo o cimento para o interior do osso da vértebra. O balão então infla e é envolto com o cimento para que a altura da vértebra seja equilibrada e assuma o posicionamento correto.

O cimento se seca em poucos minutos e, com o auxílio do raio-X, o cirurgião percebe que o osso se fortificou; assim, retira a agulha para que a vértebra inicie sua adaptação.

O procedimento é realizado à base de anestesia local, o que pode causar receio ao paciente que será submetido ao tratamento. Entretanto, é importante destacar que o médico aplica a anestesia de modo que o indivíduo não sinta dor de forma alguma, mas permaneça consciente e em um estado sonolento.

A cifoplastia é indicada para qualquer irregularidade na vértebra?

Não! A indicação vai depender do nível da deformidade da vértebra. O tratamento é mais aconselhado quando a vértebra provoca uma compressão severa nos nervos ao redor, o que pode resultar em um sério problema neurológico. Em casos de neoplasias na coluna ou de um trauma grave que não apresenta melhora mesmo com descanso no leito e uso de coletes, a cifoplastia precisa ser feita para realizar a correção necessária.

Qualquer um pode fazer a cirurgia?

Também não. O principal grupo de risco para quem a cifoplastia é contraindicada  são as grávidas. As pessoas que sofrem com algum transtorno na coagulação sanguínea ou que possuam a vértebra em modo plano também não devem se submeter ao procedimento.

Ocorrência de tumores, osteomielites e casos semelhantes são, ainda, outros fatores de risco.

Pós-operatório e recuperação

A cirurgia dura cerca de  40 minutos. Já a recuperação completa leva em média até 72 horas, caso não haja nenhuma complicação após a operação.

Durante esse período, o paciente pode se levantar somente para ir ao banheiro nas primeiras 24 horas. No segundo dia, ele poderá fazer atividades leves, mas sem muita intensidade. A partir do terceiro dia, o efeito termina e a rotina volta ao normal. Vale ressaltar que a cifoplastia demanda acompanhamento médico mesmo durante a recuperação.

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Cirurgia de coluna: como funciona?

Cirurgia de coluna: como funciona?

Ter dores na coluna é um problema que afeta muitas pessoas. Seja por má postura ou questões hereditárias, essas dores geram muito incômodo para realizar atividades diárias e afetam diretamente a qualidade de vida. Algumas das vezes, esses problemas requerem intervenções mais assertivas para um devido tratamento. Uma dessas intervenções é a cirurgia de coluna.

Assim como costumam ser os tratamentos cirúrgicos, esse tipo de cirurgia é bastante eficaz para resolver a dor na coluna, mas não é um procedimento indicado para qualquer pessoa que apresente incômodos e problemas na região. E é aí que ele se diferencia de outros processos, uma vez que quando há somente um tipo de tratamento para uma doença, ele é ineficiente ou só ameniza a dor.

Quem pode se submeter a uma cirurgia de coluna?

Como já afirmamos, a cirurgia não é um procedimento indicado para qualquer caso. A maior preocupação dos médicos é investigar se o tratamento primário, além de tranquilizar os efeitos do problema, consegue reverter a sua causa.

Se, com a análise dos exames de imagem, percebe-se que as intervenções não estão dando certo, a cirurgia é então aconselhada. Problemas de hérnia de disco, escolioses, cifoses e espondilolisteses são casos em que a intervenção cirúrgica pode vir a ser a opção mais recomendada. .

Isso não significa afirmar, no entanto, que outras questões da coluna não podem se beneficiar do procedimento. O que pretendemos lembrar é que doenças como fibromialgia, depressão, ansiedade e reações reumatológicas são melhores tratadas com auxílio de medicamentos, relaxantes musculares, sessões de fisioterapia,ou seja, terapia envolvendo vários profissionais da área da saúde.

Como funciona a cirurgia?

Atualmente, existem técnicas avançadas e menos invasivas de cirurgia (são os procedimentos minimamente invasivos), que visam a mínima agressão possível ao corpo. Através de incisões, o cirurgião faz uma abertura na pele e na musculatura para conferir se há deslizamentos na vértebra, irritações ou uma posição inadequada que provoque dor.

O uso de pinos, hastes, gaiolas ou próteses promove mais sustentação para a coluna. A cirurgia é realizada de modo a fazer com que as lesões diminuam e não afetem outras estruturas ao redor da coluna, como os nervos, a medula e outros órgãos próximos como os pulmões e o coração.

A partir daí, o cirurgião confere, com auxílio de raios-X, como está a situação e qual o melhor tipo de reabilitação a ser feita no pós-operatório. Normalmente, utiliza-se a anestesia geral para que o paciente sinta o menor indício de dor possível.

Recuperação

Se o paciente seguir estritamente todas as recomendações médicas, o processo de recuperação leva cerca de 3 meses para cirurgias de grande porte. Realizar movimentos bruscos, levantar pesos ou ficar mais de uma hora numa mesma posição são ações que devem ser realmente evitadas nesse período. Cirurgias menos invasivas podem levar a um retorno as suas funções laborativas em cerca de 30 dias.

Após quatro dias de cirurgia, o médico pode recomendar uma caminhada de 30 minutos para fortalecer a coluna e não estabilizá-la em uma posição irregular. Ao sentar, é necessária uma almofada atrás das costas para amortecer a posição do corpo sem nenhuma complicação.

As medidas acima são exemplos dos cuidados importantes que ajudam a conseguir uma boa cicatrização da cirurgia de coluna e uma melhor movimentação.

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O que é espondilolistese?

O que é espondilolistese?

A espondilolistese é um problema que afeta a coluna vertebral, resultando do escorregamento de uma vértebra sobre a outra. Esse deslizamento para a vértebra seguinte pode ser posterior, inferior ou lateral.

Há quatro níveis de espondilolistese, sendo que o mais comum é o escorregamento entre a quarta e quinta vértebra, região que suporta maiores cargas. Isso causa o desalinhamento da coluna. A espondilolistese também pode ser classificada em displásica, degenerativa, ístmica ou traumática. Confira:

• Degenerativa: o problema vem em consequência das modificações que a coluna sofre durante o envelhecimento natural;

• Displásica: resulta de formação defeituosa da coluna, afetando o arco da quinta vértebra ou a parte superior do sacro;

• Ístmica: ocorre quando há falhas nas vértebras, comum na infância e adolescência;

• Patológica: se origina a partir do desenvolvimento de tumores;

• Traumática: é consequência de acidentes.

É importante acrescentar que a espondilolistese degenerativa é a mais comum a partir dos 50 anos de idade, devido ao processo de envelhecimento e ao surgimento de problemas como a osteoporose.

Conheça as causas da espondilolistese

A maior parte dos casos de espondilolistese está associada às formas degenerativas, displásicas e ístmicas. Causas secundárias, associadas a doenças, traumas e cirurgias, são menos comuns. Movimentos repetitivos da lordose lombar podem causar a espondilolistese ístmica.

A prática de esportes de contato é outro fator de risco, pois pode resultar em lesões aos elementos de ligação das vértebras, provocando a espondilólise (não há escorregamento de uma vértebra sobre outra). Se não for tratada, a espondilólise resultará em espondilolistese.

Sintomas da espondilolistese

A espondilolistese pode causar dor, depressão da região lombar e contratação dos músculos posteriores das coxas, causando dificuldade para caminhar. O paciente também costuma sentir formigamento ou dormência na área afetada. Esses sintomas, entretanto, podem ter outras causas. A lombalgia (dor nas costas), por exemplo, é um problema que afeta mais de 80% da população.

Daí a importância de se procurar um especialista para obter o diagnóstico preciso. Além do exame clínico e do raio-X, o médico poderá solicitar que o paciente faça ressonância magnética ou tomografia computadorizada. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar outras complicações, tais como a perda da sensibilidade e limitações aos movimentos do corpo.

Tratamento da espondilolistese

A prescrição de remédios só é feita quando o paciente apresentar inflamações e dores, causadas pelo escorregamento de vértebras. A fisioterapia é outro procedimento necessário para melhorar a mobilidade de articulações e músculos, reduzir a compressão entre as vértebras e fortalecer os músculos que dão sustentação à coluna vertebral.

Hidroterapia e acupuntura também são técnicas que podem melhorar o estado de saúde do paciente. Restrições aos esportes de contato e o uso de órtese lombar (espécie de colete para sustentar a coluna) são outras medidas necessárias, principalmente quando se trata de espondilolistese ístmica (aquela que caracteriza por falhas nas vértebras).

O procedimento cirúrgico, por sua vez, é recomendado em casos de maior gravidade, quando o tratamento convencional não surte efeitos positivos. Na cirurgia, o médico faz a descompressão de nervos e estabiliza as vértebras, fixando-as com parafusos feitos de titânio.

Por fim, é sempre bom lembrar: para prevenir problemas na coluna, cuide da postura, evite carregar peso ou fazer esforços físicos exagerados. A prática esportiva deve ser orientada por educador físico!

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Dor lombar: o que pode ser?

Dor lombar: o que pode ser?

Você sabia que a dor lombar é um dos problemas mais comuns do mundo? Trata-se de um sintoma que pode indicar uma série de outros problemas, sendo que muitas vezes não há um diagnóstico e a dor desaparece depois de um certo período que, geralmente, não passa de doze semanas.

Muitas vezes, as dores abdominais são confundidas com lombalgia, que é o nome que também se dá às dores na região lombar. Vale, ainda, ressaltar que nem toda dor nas costas é lombalgia, mas somente aquela que se manifesta na região inferior da coluna vertebral, na altura da bacia.

A lombalgia está diretamente ligada a problemas de postura, seja na forma de deitar, sentar ou se abaixar para pegar um objeto, principalmente quando a pessoa tem o hábito de, em vez de flexionar o joelho e se abaixar, dobrar a coluna.

O mesmo acontece com pessoas que pegam peso sem o devido cuidado, obrigando a coluna vertebral a um esforço exagerado. Até mesmo quem trabalha com carga, carregando peso, precisa ter uma técnica para não agredir a coluna, assim como quem pratica musculação. Muitos casos de lombalgia aguda são acarretados pela prática de musculação sem os devidos cuidados com a postura e a forma de movimentar os pesos. Esses erros acabam sobrecarregando as articulações da coluna e das vértebras.

Há, no entanto, outras causas para a dor lombar, como infecções, inflamação, artrose, escorregamento de vértebra e hérnia de disco. Por estar intimamente ligada ao sistema nervoso, não é incomum que pessoas sintam sintomas na região lombar em decorrência de problemas emocionais.

Uma série de fatores contribui para os problemas na região lombar. Um deles, sem dúvida alguma, é a obesidade, que sobrecarrega a coluna. O envelhecimento é outro fator de risco, já que a tendência é que, com a idade, haja perda de resistência muscular, que é essencial para a proteção do esqueleto, dos discos intervertebrais (responsáveis por amortecer os impactos na região) e dos próprios ossos, que também perdem sua força e consistência.

Tipos de lombalgia

A lombalgia pode ser aguda ou crônica.

A lombalgia aguda é aquela que aparece subitamente, incapacita o paciente de realizar uma série de movimentos por até 12 semanas e depois desaparece.

Normalmente, é decorrente de uma agressão à coluna, como levantar peso excessivo de forma incorreta, rotacionar a coluna excessivamente sem movimentar os pés, forçar a coluna para trás, etc.

A lombalgia crônica, por sua vez, é aquela que dura mais de 12 semanas, podendo ou não estar ligada a causas mais graves. Nesse caso, o paciente deve procurar atendimento médico o mais rápido possível para tentar identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado.

Alguns sinais de alarme são dor progressiva e noturna, perda de peso, histórico de câncer na família, alteração urinária, diminuição da força muscular.

Como evitar a dor lombar?

Assim como a maior parte dos problemas relacionados à saúde, o estilo de vida influencia de forma definitiva quando o tema é a coluna. Nesse cenário, é preciso combater a obesidade e o sedentarismo. A fórmula é a mesma: exercícios físicos e boa alimentação.

É necessário, ainda, ter bastante cuidado com a postura na hora de sentar, abaixar e pegar peso. Não sustente o peso na coluna! Evite pegar, carregar e levantar cargas exageradas e flexionar a coluna para trás.

Por fim, evite o tabagismo, o álcool e os alimentos industrializados. Alimentação é essencial para manter os músculos e as vértebras saudáveis, o que decerto contribuirá para evitar a dor lombar.

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6 dicas para melhorar a saúde da sua coluna vertebral

6 dicas para melhorar a saúde da sua coluna vertebral

A coluna vertebral é uma espécie de eixo de sustentação dos animais vertebrados, cujas funções vão desde a sustentação do corpo e a proteção dos órgãos e da medula espinhal, até às capacidades articulares e posturais.

Logo, trata-se de um sistema de fundamental importância para o corpo, o que implica dizer que deve ser bem cuidada, pois, assim como são muitas as suas funções, também são muitos os problemas e doenças ligadas a ela.

Dentre esses problemas, sintomas e doenças, estão a lombalgia, a cifose de Scheuermann, os tumores, a hérnia de disco (lombar e cervical), a escoliose, a esponditite aquilosante (que é um distúrbio inflamatório), a espondilolistese lombar e a fratura osteoporótica, que atinge preferencialmente idosos.

Para evitar a ocorrência dessas patologias na coluna vertebral (e preservar a qualidade de vida!), há uma série de atitudes e cuidados que podem ser tomados.

A seguir, confira 6 dicas simples e eficazes para melhorar a saúde da sua coluna vertebral:

1 – Faça exercícios regularmente

Primeiramente, procure um especialista para avaliar as condições da sua coluna. Desenvolva, então, uma programação de exercícios, que pode conter treinos de natação, musculação, pilates e outros. O importante é que se trabalhe a força e o condicionamento dos músculos que dão proteção à coluna. A movimentação proporciona ainda a manutenção da hidratação do disco intervertebral.

Isso, entretanto, não quer dizer que qualquer exercício irá fazer bem à coluna. Atividades mais intensas e praticadas sem regularidade, com impacto na coluna, sem que haja um trabalho de fortalecimento da musculatura das costas e do dorso, só podem acarretar problemas e não alívio.

2 – Reduza o estresse

Sim, é verdade, o estresse pode causar dor na coluna. Isso ocorre porque, em situações de tensão, os músculos das costas também ficam tensos e comprimem as vértebras, gerando espasmos dolorosos. É preciso reduzir o estresse a qualquer preço, seja mudando de hábitos, ou seja praticando esportes, por exemplo.

3 – Cuide da alimentação

A coluna concentra 33 dos 206 ossos do corpo. Isso quer dizer que trata-se da região do corpo mais favorecida com uma dieta rica em vitamina D (exposição ao sol), cálcio, magnésio, manganês, zinco e cobre. Uma alimentação balanceada é a melhor prevenção para praticamente todas as doenças.

4 – Cuidado com o hábito de usar tecnologias móveis

É só observar como as pessoas se portam para usar seus smartphones, laptops e tablets para perceber que logo isso pode se transformar em um grave problema de saúde pública.

Ficar horas usando esses aparelhos é um risco para a coluna. Se não for possível reduzir o uso dessas tecnologias, é preciso procurar se certificar de que a tela está à altura dos olhos, de modo a evitar que você passe o tempo todo curvado. Além disso, é preciso se levantar pelo menos a cada meia hora para andar, se espreguiçar e movimentar o corpo.

5 – Evite o sobrepeso

O excesso de peso, sobretudo quando está concentrado na circunferência abdominal, é um risco para a coluna, pois altera o centro de gravidade do corpo. O sobrepeso, entretanto, não é o único vilão: a extrema magreza também é fator de risco para o desenvolvimento de osteoporose. Logo, busque manter um peso saudável!

6 – Tenha cuidado na hora de levantar pesos

Levantar peso é uma atividade que exige técnica. As pessoas pegam peso de qualquer maneira e causam danos sérios à coluna vertebral, quando deveriam empurrar o objeto ou pedir ajuda a alguém. Essa é uma ação corriqueira do cotidiano que, se observada, pode prevenir graves problemas. O disco intervertebral é muito prejudicado com flexão e rotação extremas.

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7 principais sintomas da hérnia de disco

7 principais sintomas da hérnia de disco

A hérnia de disco é uma das lesões mais comuns da região lombar. Quando um paciente reclama de dores frequentes nas costas, geralmente elas estão relacionadas a esse problema. O mais comum é que a referida hérnia ocorra no disco localizado entre a quarta e a quinta vértebra, e também no disco localizado entre a quinta vértebra e o sacro lombar. No entanto, é possível que ela apareça também na região cervical.

O fato é que se trata de um problema comum, e a grande maioria das pessoas irá experimentá-lo em algum momento de sua vida. Nesse sentido, existem vários sintomas que estão relacionados à hérnia, esteja ela localizada na região cervical ou  lombar. Alguns dos principais são:

1 – Dor forte em uma parte da perna, quadril ou nádegas

No caso da hérnia lombar, é comum sentir uma forte dor em uma parte da perna, geralmente próxima aos quadris e ao se realizar um movimento, como tentar levantar a própria perna. A dor também pode aparecer na região do quadril ou das nádegas – essa última é mais comum no caso de lesão no disco localizado entre a quinta vértebra e o sacro lombar.

2 – Dificuldade de movimentar o pescoço

Quando a hérnia ocorre na região do pescoço, é comum que, inicialmente, possa ser confundida com um simples torcicolo. O indivíduo sente dificuldade para mexer o pescoço, e a sensação é de que ele parece estar sempre dolorido.

3 – Dor nos braços ou pernas

Dependendo da localização da hérnia, é possível sentir dor também nos braços ou nas pernas. A primeira é mais comum nos casos de hérnia de disco cervical, enquanto a segunda é mais característica das ocorrências de hérnia lombar.

4 – Dormência ou formigamento

A dormência ou formigamento pode aparecer em diversas regiões do corpo. Pernas, braços, mãos, pés e dedos costumam ser os mais afetados por esse sintoma.

5 – Perda de força

No caso da hérnia cervical, é comum haver perda de força em um dos braços, uma sensação de fraqueza e dificuldade em carregar peso. Na hérnia lombar, por sua vez, a fraqueza pode ocorrer em uma ou ambas as pernas. A sensação de cansaço e fraqueza é grande, como se a pessoa tivesse realizado uma atividade física intensa.

6 – Dificuldade em levantar o pé

Esse sintoma ocorre nos casos de hérnia lombar. Mesmo que a pessoa se esforce, há dificuldade em levantar o pé, fazendo com que o calcanhar permaneça colado ao chão. Quando o paciente se esforça para erguer o calcanhar, pode, então, sentir uma pontada ou dor mais forte na região do quadril.

7 – Dor forte nas costas

Quando há ocorrência de hérnia lombar ou de disco, é comum que haja forte dor nas costas, principalmente na região dos quadris, onde estão localizados os discos mais afetados. No caso da hérnia cervical, a dor ocorre na parte superior das costas e irradia para os ombros.

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