Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Quando a dor no pescoço pode indicar problemas de coluna

Quando a dor no pescoço pode indicar problemas de coluna

Acordar com dor no pescoço pode ser sinal de má postura durante o sono, inclusive pelo excesso de travesseiros, o que força muito a curvatura da região. Esse tipo de dor tende a ser passageira e a se curar com algum analgésico, mas, quando ela é recorrente, pode ser um indício de problemas na coluna.

Cerca de 90% da população mundial já apresentou ou apresentará um tipo de dor na coluna. Na região do pescoço, o problema mais comum é a cervicalgia, um tipo de dor aguda ou crônica presente nas vértebras cervicais. Há ainda a possibilidade de ser sintoma de lesões e hérnias.

Tipos de dor no pescoço

A coluna cervical possui grande flexibilidade e é capaz de sustentar e mover a cabeça em vários ângulos. Ao longo da coluna, existem as vértebras e os discos intervertebrais que as intercalam e agem como amortecedores que facilitam as articulações. Essa região também resguarda a medula espinhal e a protege contra lesões.

Pelas movimentações cotidianas, os discos intervertebrais vão se desgastando e atingem maior condição de risco no processo de envelhecimento. Mas outras situações impactantes podem causar esse desgaste, como atividades físicas pesadas, má postura e acidentes. Esse desgaste provoca dor em diferentes graus.

Há dores cervicais inespecíficas, cuja causa não é conhecida e que podem ocorrer com distensões musculares e tensões nos ligamentos. Podem ter na má postura o principal fator de risco e em geral a dor se cura sozinha.

O problema mais comum que afeta a região cervical é o famoso torcicolo, que deixa o pescoço rígido e torto, ocorrendo dores nas tentativas de movimentá-lo. Em seguida, vem a estenose cervical, que ocorre pelos conhecidos “bicos de papagaio”, que são osteófitos que vão comprimindo as estruturas nervosas.

A hérnia de disco é considerada grave e bastante frequente na coluna cervical, capaz de comprimir a raiz cervical e causar muita dor, paralisação e irradiar para outras áreas.

Também comum é a artrose, seguida de neoplasias, artrite reumatoide, infecções, movimentos repetitivos, tensões emocionais, estresse, radiculopatia cervical, meningite, câncer e traumatismos que causam o efeito chicote chamado de whiplash.

Como tratar a dor no pescoço

A maioria das dores nessa região não é problema sério, mas é preciso se preocupar quando há dormências, formigamentos e sensações de agulhadas no pescoço e no braço. A dor também tende a piorar, e não melhorar, se a região e os ossos estão muito mais sensíveis e o incômodo é tão grande que há uma sensação de mal-estar que provoca febre e falta de apetite.

É preciso detectar a causa da dor para definir o tratamento adequado. O diagnóstico é feito por meio de análise clínica, histórico do paciente e de seus hábitos, assim como de exames de imagem que possam identificar o tipo e a dimensão da possível lesão.

Para evitar o problema, é preciso tomar algumas precauções diárias, como regular a postura e fazer alongamentos musculares. Em casos menos graves, é possível aplicar compressas geladas em intervalos de 2 horas. Analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares podem ser prescritos pelo médico para amenizar a dor no pescoço e a diminuir a inflamação local, assim como terapias tradicionais e alternativas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Malformação de chiari: diagnóstico e tratamento

Malformação de chiari: diagnóstico e tratamento

A malformação de Chiari é considerada uma síndrome e uma condição rara que afeta a parte inferior do cérebro, local onde se encontra o sistema nervoso central. Aliás, essa estrutura é mais atingida pelo problema, uma vez que a síndrome também é relacionada a outras doenças que prejudicam o desempenho do sistema nervoso, como é o caso da hidrocefalia.

Embora apareça na infância, a síndrome pode demorar a manifestar seus sintomas. Em alguns casos, o paciente pode apresentar algum efeito na fase adulta, especialmente dores na coluna. Sendo essa a principal queixa, muitos médicos recomendam um diagnóstico preciso, para que essa dor não seja confundida com outra enfermidade.

O que é o mal de chiari?

Nosso crânio possui uma estrutura apta a acomodar o sistema nervoso central, o cerebelo e outras partes sem que comprometam suas funções ou que causem danos a outras ligações. A malformação de Chiari é caracterizada com um deslocamento dessas partes para a parte baixa do crânio, especificamente na direção da medula espinhal (daí o sintoma de dor na coluna).

Essa tração tem dois motivos. Pode ser a presença de uma hérnia que empurra essas estruturas para baixo ou alguma condição irregular da coluna que prejudica sua ligação com a consistência do cerebelo. Doenças como a mielomeningocele, que afeta não só o crânio, mas também o canal vertebral, podem estar relacionadas à malformação.

Mas, há também o motivo da falha na circulação do líquido céfalo-raquidiano na região: é possível concentração em menor quantidade ou fluidez muito rápida.

Como diagnosticar a doença?

O encéfalo suporta grande parte do sistema nervoso central. Por isso, o diagnóstico é feito através de exames de imagem que vão detectar a posição que o encéfalo se encontra. O neurologista irá usar exames como ressonâncias para conferir se ele está muito abaixo e se sua ligação com o canal vertebral é muito próxima.

Outros detalhes para notar a doença são os sintomas. Dores de cabeça intensas, sensibilidade a zumbidos, distúrbios para ver ou ouvir, dificuldade em sincronizar capacidades motoras e sensoriais são alguns dos efeitos que a doença provoca na pessoa.

Como tratar?

O método mais prático é a cirurgia. Como a doença pode ter dois tipos, a operação é a medida que mais se adequa à situação e que apresenta mais efeitos positivos.

O cirurgião realiza uma incisão na parte de trás da cabeça e descomprime o sistema nervoso para que o líquido céfalo-raquidiano volte a um fluxo normal. Se o problema for uma hérnia, é necessária sua retirada. A cirurgia de descompressão contra o mal de chiari vai alargar o espaço no crânio para que o encéfalo se encaixe e não seja solto novamente. Se possível, o tratamento poderá ser associado a outros medicamentos para aliviar os sintomas, principalmente para as dores na coluna.

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Trauma na coluna: como identificar

Trauma na coluna: como identificar

A coluna vertebral é uma área complexa e importantíssima para o corpo humano, por reunir o sistema neural e distribuí-lo para todo o corpo, além de ser responsável pelos movimentos dos membros.

Um trauma na região pode causar fraturas nas vértebras e até lesões na medula espinhal. Ocorre com muita frequência, causado por acidentes de trânsito, quedas, mergulhos e outras situações graves, gerando dramas temporários ou definitivos na vida da vítima e de seus familiares.

Causas dos traumas na coluna

A coluna é composta por 33 vértebras, sendo 4 coccígeas, 5 sacrais soldadas do osso sacro, 5 lombares, 12  torácicas e 7 cervicais. Elas são unidas em ligamentos formados por discos de cartilagens e anéis que diminuem o impacto e o desgaste na região. No canal do interior desses discos e anéis, está a medula espinhal, responsável por receber os estímulos nervosos do cérebro e distribuí-los por todo o corpo através dos nervos.

Um trauma na vértebra normalmente é causado por um grande impacto, capaz de gerar grandes danos, pela fragilidade do local. Os acidentes de trânsito são as principais causas desses eventos, sendo que batidas e atropelamentos atingem diretamente a coluna vertebral, seguidos por quedas de locais altos e tiros por armas de fogo.

Em geral, há uma compressão na vértebra, gerando dificuldade de locomoção, muita dor e até paralisia quando há lesão nos nervos.

A osteoporose é uma das causas mais frequentes do problema em idosos, que têm os ossos mais fragilizados, os quais podem se romper com acidentes de menor impacto.

Após o acontecimento do trauma, a medula espinhal pode inchar e preencher toda a região do canal espinhal, de acordo com o nível da lesão causada. O inchaço pode ser tão grande que se torna capaz de cortar o fluxo sanguíneo do local e impedir a oxigenação do tecido e causar a deterioração deste. Há também uma queda da pressão sanguínea, a qual interfere na atividade elétrica enviada pelo cérebro, causando um choque espinhal.

Porém, o esmagamento, a compressão ou o rompimento dos axônios são apenas o começo de um emaranhado de eventos que podem matar os neurônios e ativam uma resposta inflamatória imediata. Diante desse quadro, é comum que o dano causado no trauma amplie o tamanho da lesão com o passar do tempo, se estabelecendo, assim, a incapacitação do paciente.

Os tratamentos indicados

O trauma na coluna pode ter tratamento cirúrgico e não cirúrgico, identificado após exame de imagem, como ressonância e tomografia computadorizada.

As lesões cervicais podem atingir todo o corpo a partir do pescoço, de acordo com a dimensão delas, assim como partir para ambos os lados ou somente um deles.

O dano pode paralisar os músculos e causar impedimento na respiração. Já as lesões torácicas atingem diretamente as pernas, causando danos à pressão arterial e dificuldade em manter a temperatura do corpo.

As lesões lombossacrais são as mais comuns, atingindo a parte inferior das costas. Pode causar paralisia nas pernas, em casos médios a graves, assim como dificultar o funcionamento de órgãos da região, pelo dano à musculatura.

O socorro do paciente após um acidente deve ser feito com muito cuidado, com a imobilização de toda a coluna por paramédicos, que sabem como agir sem movimentar a estrutura e ampliar os possíveis danos. É muito importante que o acidentado não seja movimentado, a não ser que seja imprescindível.

Seja qual for a dimensão da lesão e o local em que ela ocorreu, o atendimento deve ser imediato e emergencial. Quanto mais demorar o socorro, maior poderá ser o dano causado, o que diminui as chances de recuperação.

São administrados remédios que amenizam a dor e ajudam a diminuir a inflamação, mesmo que seja necessária a cirurgia. Quando o trauma causa rompimento de partes das vértebras, os fragmentos destas podem se alojar na coluna, mas é possível removê-los e minimizar os danos.

A cirurgia também deve ser feita para remover líquidos que pressionam a medula e para fundir ossos fraturados. Pode ser necessária a inclusão de próteses para substituir vértebras e anéis, assim como quando é necessário fazer uma tração espinhal.

O tempo de recuperação depende muito do tipo e do tamanho do trauma na coluna, mas tende a ser demorado e a requerer fisioterapia para melhorar a qualidade de vida do paciente.

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Síndrome da cauda equina: diagnóstico e tratamento

Síndrome da cauda equina: diagnóstico e tratamento

De todas as partes do nosso corpo, a coluna vertebral pode ser considerada uma das mais importantes. É através dessa coluna, composta por variados nervos que possuem ligação direta com o cérebro, que passam todas as ordens para que aconteçam nossos movimentos e sensações.

Assim como a importância dela é grande, o cuidado com essa estrutura deve ser maior ainda. Qualquer lesão levará a sérios problemas neurológicos. Uma das áreas que podem ter lesões e problemas é a chamada cauda equina, levando à ocorrência da síndrome da cauda equina.

Afinal de contas, o que é a cauda equina?

A área da nossa coluna que é responsável por todos os nossos membros inferiores, além dos órgãos presentes na região pélvica, é chamada de cauda equina. A expressão literalmente significa “rabo de cavalo”.

Referimos aqui à anatomia do final de nossa medula espinhal, localizada na região lombar. Essa região divide-se em vários feixes de vias nervosas, fazendo menção ao rabo de um cavalo.

E a síndrome da cauda equina, o que é?

Ao haver uma compressão inusitada dos nervos presentes no final da medula espinhal, acontece a chamada síndrome da cauda equina. Essa compressão pode conduzir a uma série de primeiros sintomas: dor lombar, alterações sensoriais, incontinência urinária e intestinal.

Vale destacar a importância de se procurar um médico quando esses primeiros sintomas aparecem. Deixar que o quadro evolua pode levar a complicações ainda mais sérias, como problemas neurológicos parciais e/ou completos.

A causa da síndrome se dá pela irritação direta ou compressão dos nervos do final da medula espinhal. Doenças como hérnia de disco intervertebral lombar, tumores, infecções ocasionadas próximo à medula espinhal e hemorragia localizada são causadores dessa síndrome também.

Como é feito o diagnóstico da síndrome da cauda equina?

Por meio de um exame clínico somado à ressonância magnética, podemos entender o problema e saber onde ele está acontecendo, além do responsável por essa compressão. Ainda há outros exames que podem ser usados nesse caso: eletroneuromiografia, exame do liquor (em que o líquido da coluna é retirado para analisar a presença ou não de infecção) .

Vale destacar que o diagnóstico é de suma importância, já que os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras enfermidades, como lesão medular ou de cone, ou ainda tipos mais raros de neuropatias.

Após o diagnóstico, como tratar a síndrome da cauda equina?

Na grande maioria dos casos, o tratamento para a síndrome da cauda equina é cirúrgico. A intervenção deve ser feita 48 horas após o início dos sintomas, evitando, assim, danos permanentes, como paralisia das pernas, perda da função sexual, dentre outros problemas. A recuperação depende do quão comprometido está o nervo.

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5 melhores exercícios físicos para a coluna

5 melhores exercícios físicos para a coluna

A coluna é uma das regiões do corpo que mais requerem cuidados, devendo eles ser diários, a fim de se evitarem problemas no futuro, como dores nas costas e até mesmo algo mais grave. E, se você não sabe como cuidar para melhorar a sua coluna, ao longo deste artigo, serão apresentados alguns dos melhores exercícios físicos para que você possa treinar diariamente.

Práticos, simples e mais fáceis do que você poderia supor, esses exercícios físicos garantem que a sua coluna mantenha-se firme e livre dos incômodos que geralmente são consequência dos anos. Continue lendo e aprenda como exercitar a sua coluna já.

5 exercícios físicos para manter a coluna em dia

Caminhada

O primeiro e mais simples exercício para ajudar a coluna é a caminhada. Ao menos 3 vezes por semana, reserve em torno de 20 a 30 minutos para pôr em prática essa atividade, que contribuirá muito com a sua saúde, e não apenas com essa região em específico.

Para colocar em prática esse tipo de atividade e ter os benefícios esperados, é importante atentar-se à postura durante a realização da caminhada. Mantenha a coluna sempre alinhada e aproveite para fortalecer as suas pernas ao mesmo tempo.

Hidroginástica

Ideal para o combate direto à má postura e às dores cervicais, a hidroginástica tem muitas vantagens para quem decide praticá-la. Como combate a insônia e afasta o sedentarismo, principalmente os atletas e gestantes devem recorrer a essa atividade.

Outro ponto importante de se destacar a respeito da hidroginástica é que ela melhora a circulação sanguínea. Porém, não é indicada para quem está com restrição a impactos, visto que muitas das atividades são de pular e fazer movimentos diversos.

Musculação

O fortalecimento dos músculos é um dos primeiros pontos a se pensar e a tratar para combater os problemas e dores na região da coluna. Reconstruindo aquilo que, com o passar dos anos e devido aos abusos, vai sendo destruído, a musculação é uma das atividades a serem consideradas.

É claro que, para quem está  a muito tempo afastado, é preciso ir com calma e principalmente com atenção, contando com o acompanhamento de um profissional. Com o passar dos treinos e a criação da resistência, é possível melhorar e aumentar o ritmo.

Natação

A natação também possui um grande número de vantagens e benefícios para todos os praticantes. A respiração e o fôlego, por exemplo, são melhorados a partir desse treino, que também é indicado para quem está sofrendo de problemas na coluna.

Podendo ser o exercício físico indicado para aqueles que não podem sofrer impacto, a natação colabora ainda com o fortalecimento muscular, aliviando a pressão costumeiramente sentida na coluna.

Pilates

Por fim, mas não menos importante, o pilates, que é uma categoria mais nova e recente de exercícios físicos, tem feito muito sucesso.

Melhorando a flexibilidade do corpo, diminuindo os desequilíbrios e até mesmo eliminando as tensões, é uma ótima pedida para quem precisa iniciar algum tipo de atividade, para ter menos dores e mais qualidade de vida.

A escolha de qual desses exercícios físicos seria melhor para você começar deve ocorrer de acordo com as suas preferências.

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Ressonância magnética: como funciona e quando é indicada

Ressonância magnética: como funciona e quando é indicada

Quando alguém está com dores nas costas, é comum que o médico indique o exame de ressonância magnética para ter um diagnóstico exato do problema. Assim como para outras doenças, a esse procedimento pode ser muito assertivo, mas poucos pacientes sabem exatamente do que se trata.

Também conhecida como ressonância magnética nuclear, ela é um exame de imagem que capta as estruturas dos órgãos internos do corpo, permitindo que se observem detalhes improváveis por outros tipos de exames. É capaz de detectar aneurismas, lesões graves, câncer, hérnias de disco, alterações nas articulações e muito mais.

Para que serve a ressonância magnética?

Esse exame é uma das principais escolhas dos médicos para a realização de diagnósticos. Além de não ser invasiva, pode oferecer uma melhor visualização da região a ser pesquisada, com riqueza de detalhes que podem oferecer precisão na identificação do problema.

A duração média é de 30 minutos, e quem possui qualquer tipo de objeto metálico no corpo, incluindo marca-passo e próteses, não pode fazer o exame, devido à presença do campo magnético ao redor. Assim como o paciente deve entrar no equipamento sem nenhum tipo de objetos como joias e relógios.

É indicado para diversas patologias, dentre elas, esclerose múltipla, tumores na hipófise e cérebro, derrame inicial, tendinite, infecções no sistema nervoso, ligamentos rompidos, lesões nas articulações e na coluna, avaliação da massa dos tecidos macios do corpo, tumores ósseos, hérnias de disco, dentre outros.

Doenças como a enxaqueca, com mais de 300 subtipos, podem ter nesse exame um grande aliado para evitar os gatilhos que a iniciam. Nesse caso, ele ajuda a descartar sinusite, tumor cerebral, aneurismas, meningite etc. Até mesmo se o paciente apresentar um novo padrão de crise, esse tipo de investigação pode identificar a causa.

A atuação da ressonância magnética no cérebro produz imagens muito claras e sem o uso de radiação. Pode oferecer uma avaliação detalhada do parênquima encefálico, incluindo estudos angiográficos arteriais e venosos que podem influenciar no diagnóstico.

Esse rigor nos detalhes ajuda a excluir muitas doenças, inclusive identificando a dor de cabeça em questão como um sintoma secundário de uma doença grave presente no corpo e ainda não identificada.

Como é feito o exame?

Os primeiros exames do tipo em humanos foram realizados em julho de 1977 e ajudaram a mudar a medicina moderna. No início, o exame demorava uma média de 5 horas para ser realizado, e havia ainda pouca nitidez se comparado à capacidade atual do equipamento.

Hoje a precisão das imagens é perfeita para a identificação de inúmeras doenças, sem que o paciente tenha qualquer tipo de prejuízo ou sinta dor. O aparelho que realiza o exame é um tubo aberto de ambos os lados, e o paciente desliza para o interior dele por uma mesa acoplada.

Por ser de alta definição das estruturas internas, a ressonância magnética também tem sido muito usada para uma avaliação das artérias corporais, muitas vezes sem a necessidade de contraste.

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Mielograma: como funciona e quais são as suas indicações

Mielograma: como funciona e quais são as suas indicações

O mielograma é um exame de punção aspirativa, realizado na medula óssea. Ele coleta líquido e sangue da região para análise laboratorial da substância, identificando se há ou não doenças que interfiram na qualidade da produção sanguínea.

O exame é relativamente simples, feito com uma agulha grossa que penetra a área interna do osso medular, conhecido popularmente como tutano. Pela profundidade e por atingir áreas muito sensíveis, é preciso uma anestesia local.

A medula óssea e suas funções

A medula é considerada um órgão hematopoiético, está localizada no interior dos ossos da coluna vertebral e é constituída por um líquido gelatinoso e esponjoso. A função dela é produzir componentes fundamentais do sangue, como hemácias, leucócitos, granulócitos, mielócitos e plaquetas, assim como células que fazem parte do tecido ósseo.

Dela, também surgem alterações pontuais, que originam várias doenças, como leucemia, síndrome mielodisplásica, desordens mieloproliferativas, anemia aplástica, anemia de deficiência de ferro e outros distúrbios.

Na primeira fase da vida, todos os ossos do corpo possuem a medula óssea ativa, chamada de medula vermelha. Mas, ao se entrar na fase adulta, só alguns ossos continuam sendo capazes de produzir os componentes sanguíneos, enquanto a maioria perde a função e é substituída por tecido gorduroso.

O tecido gorduroso, também chamado de medula amarela, é incapaz de produzir sangue, mas pode retornar à atividade original caso o paciente possua alguma doença grave, como a anemia.

A medula óssea também é conhecida por ser a responsável pelas células-tronco. Essas são capazes de se transformar em qualquer tipo de célula, gerando um amplo estudo sobre a cura de doenças aparentemente irreversíveis. A ideia das células-tronco é que elas possam substituir um tecido danificado, por outro saudável.

Para que serve e como é feito o mielograma?

O mielograma avalia a medula óssea e constituição dela por meio da realização de uma punção aspirativa de coleta. A partir do material retirado, é possível identificar a formação morfológica do sangue e identificar com precisão inúmeras doenças.

Outros exames são feitos a partir do que for coletado pelo mielograma, como citogenética, imunofenotipagem e análise molecular. É preciso começar o procedimento com uma anestesia local, seguido pela introdução de uma agulha grossa, que seja capaz de atingir o interior do osso com facilidade.

É comum que o exame seja realizado na crista ilíaca, assim como no esterno e na medula. A agulha, então, aspira uma parte do material da medula, causando uma pequena perfuração no osso, facilmente cicatrizada.

O procedimento é indicado para avaliar anemias, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia, estado de linfomas, distúrbios plasmáticos, leucemia, tipo de metabolismo, quantidade de ferro corpórea, confirmar diagnósticos de doenças como meningite e verificar o aumento inexplicável do baço.

Por ser arriscado, o médico especialista precisa dar o aval para a realização do mielograma. É feita uma análise sobre o histórico do paciente, seguido dos exames laboratoriais e de imagem requisitados. Não é indicado para hemofílicos e com coagulopatia grave.

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5 posturas erradas comuns no dia a dia e que podem prejudicar a sua coluna

5 posturas erradas comuns no dia a dia e que podem prejudicar a sua coluna

Dores nas costas já são terríveis e geralmente são o início de outros problemas futuros na coluna. Na maioria das vezes, a principal razão para elas são as posturas erradas, extremamente comuns no cotidiano e que muitas pessoas nem percebem que estão fazendo. Evitar essas posturas é o primeiro passo para se livrar das dores e ter uma coluna mais saudável.

Quais são as posturas erradas?

Costas tortas

O erro mais comum de postura ocorre quando estamos sentados – o que, para muita gente, significa a maior parte do tempo. O tronco torto, com a cabeça inclinada para frente, é o jeito errado. O certo é encostar as costas na cadeira por completo, com o quadril acompanhando no fundo do assento. Para quem está mexendo no computador, os cotovelos devem ficar apoiados na mesa.

Dormir de bruços

Na hora de dormir, muitas pessoas têm uma quedinha pela posição de bruços. Por mais confortável que ela possa parecer em princípio, essa é a principal posição que leva ao torcicolo e às dores nas costas. Procure sempre dormir com a barriga para cima ou de lado. O colchão também é importante; não use um de baixa qualidade e com prazo de validade vencido!

Erguer cargas sem dobrar os joelhos

A maioria das pessoas, ao se abaixar para pegar alguma coisa pesada, não se lembra de dobrar os joelhos ao fazê-lo, geralmente se curvando. Isso entorta a coluna e enfraquece os músculos da região. Portanto, quem faz isso com frequência (e até quem não faz) precisa se lembrar de fazer um agachamento simples, com as pernas afastadas e a coluna reta, até pegar o objeto. Então, é só levantá-lo rente ao corpo.

Mochilas muito pesadas

Algumas vezes, o peso em mochilas e bolsas é muito grande, e não dá para fazer nada, certo? Errado! Mesmo que não seja possível diminuir o peso de jeito nenhum, é essencial ficar atento à maneira como a mochila ou bolsa é carregada. No primeiro caso, ela deve ser sempre usada com ambas as alças e, no segundo, é melhor preferir alças transversais. Ajustar a mochila às costas também é válido.

Cruzar as pernas

Esse talvez seja o hábito mais difícil de podar. Cruzar as pernas ao se sentar causa um desnível do quadril, o que faz com que a coluna lombar acabe mais inclinada para um dos lados do que para o outro. Sente-se com as pernas entreabertas e com os pés encostados no chão.

Evitar posturas erradas é precaver

As mudanças de postura podem parecer difíceis e talvez nem tão recompensadoras no começo, mas não manter posturas erradas é um dos principais meios de se evitarem maiores complicações no futuro. Você ganha uma melhoria na qualidade de vida agora, com menos dores e desconfortos, e ainda se previne para mais tarde.

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Sinais de que a dor no braço pode ser indício de problemas de coluna

Sinais de que a dor no braço pode ser indício de problemas de coluna

É possível imaginar que uma simples dor no braço possa ter relação com a coluna? Uma infinidade de músculos, ligamentos etc. que estão presentes na região da coluna são capazes de desencadear dores na região, as quais podem ser leves, medianas ou crônicas e insuportáveis. E saber identificá-las ajudará muito o médico na hora de buscar um diagnóstico.

Abaixo, esclarecemos alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração na hora de buscar entender se as dores nos braços são frutos de algum problema na coluna ou não.

Quando a coluna dá sinal provocando dor nos braços?

Você trabalha muito tempo sentado e, atrelado a isso, o seu trabalho exige digitação ou demais atividades em um computador? Se você não faz os alongamentos necessários de hora em hora, é provável que a sua coluna esteja sobrecarregada e, assim, emita sinais de desconforto em partes distantes, como os braços.

Se a dor começa no ombro, e você percebe reflexos descendo o braço, como se fossem agulhas perfurando o músculo, é bem provável que essa dor esteja ligada diretamente à sua coluna. Caso sinta essa dor, levante-se e faça uma curta caminhada, esticando os braços e as costas. Se houver um alívio imediato, há indícios de que a sua coluna está reclamando de algo.

Agora, se você trabalha muitas horas de pé e também sente algumas dores nos braços, atenção: também pode ser a coluna. Como? Quando ficamos muito tempo de pé, a coluna lombar é pressionada e, assim, sofre desgaste, criando uma tensão e, consequentemente, algum desconforto ou dor.

Essa dor costuma ser imprecisa, mas você nota os reflexos dela também nos ombros e na parte de baixo do braço, próximo à axila. É uma dor que percorre a coluna lombar, cruza alguns nervos, ligamentos e pode “tensionar” justamente nos braços. Estranho, mas altamente provável e corriqueiro nos consultórios médicos.

Há um ponto na coluna conhecido como “raiz nervosa” e que pode ser afetado por má postura, repetição ou exagero de exercícios físicos ou, simplesmente, pode se inflamar devido à obesidade/sobrepeso. Quando essa “raiz nervosa” apresenta problemas, é normal que a dor percorra toda a região do braço, do antebraço e chegue, em alguns casos, aos dedos das mãos.

Também uma situação muito comum nos consultórios, quando os pacientes relatam dor intensa nos braços, e os médicos não notam nenhuma anormalidade no exame físico e nos adicionais.

Procurando ajuda médica

Qualquer dor no braço que não melhore  precisa ser avaliada por um especialista. Pode se tratar apenas de um problema local e de fácil solução, assim como pode ser um problema na coluna, como vimos anteriormente, e necessitar de exames complementares e tratamentos mais complexos, com o uso de medicamentos, fisioterapia etc.

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Câncer na coluna: 5 sinais de que a dor pode sinalizar um câncer

Câncer na coluna: 5 sinais de que a dor pode sinalizar um câncer

Dores nas costas são comuns e nem sempre indicam algum problema mais grave. Em alguns casos, porém, podem ser um sinal para alguma doença simples e, em outros ainda, para um câncer na coluna.

Isso pode parecer repetitivo se você já leu alguns artigos sobre câncer antes. Afinal, muitos sintomas, em muitos locais, podem ser um indicativo dessa degeneração das células, certo? Sim, mas isso não quer dizer que podemos ignorar os sintomas, principalmente quando eles incomodam. As dores são maneiras do corpo de nos avisar que algo está errado.

O mesmo vale para a coluna. Pode ser difícil identificar quando há um tumor causando as dores nessa região, mas é importante prestar atenção aos sinais, para que o tratamento se inicie o mais rápido possível. Os tumores são a terceira principal causa de problemas na coluna e, na maioria das vezes, são malignos.

Alertas para um possível câncer na coluna

1. Dor característica

Algumas peculiaridades da dor causada por tumores podem ser observadas na maioria dos pacientes. Ela pode piorar à noite, por exemplo, ou se tornar constante. Por vezes, é aliviada com a movimentação. Na maioria das vezes, surge nas costas ou no pescoço.

2. Formigamento

O formigamento, tanto das costas quanto dos membros, pode ser um indicativo importante. Não ignore a sensação de dormência.

3. Paralisia

Junto ao formigamento, não é incomum que os braços e/ou pernas apresentem certo grau de paralisia parcial. Ambas as situações acontecem por conta da compressão da medula espinhal, que acaba danificando diversos nervos na região. Se não tratada, ela pode evoluir para uma paralisia irreversível.

4. Emagrecimento

O tumor na coluna pode causar algumas alterações não esperadas no corpo. Uma delas é o emagrecimento sem razão específica.

5. Fraturas

Os ossos são enfraquecidos pela presença de um tumor, o que facilita a possibilidade de fraturas. Elas podem ocorrer depois de quedas, lesões ou mesmo atividades cotidianas e muitas vezes são o primeiro momento no qual o problema é identificado.

O que fazer?

Os sintomas que cercam a dor na coluna devem ser informados ao médico imediatamente, durante a consulta. É recomendável que você procure já um especialista que atue nessa área do corpo, para poupar tempo e receber os pedidos certos de exames. Os únicos que podem afirmar, com certeza, se há algum tumor na coluna são os exames de imagem, como a ressonância magnética, os raios-X ou tomografias, mas um exame de sangue também pode ser pedido, para avaliar alguns tumores.

Caso o câncer na coluna seja confirmado, o tratamento varia de acordo com o caso, sendo o primeiro passo um diagnóstico preciso se o tumor se originou da coluna ou é uma metástase. Alguns podem incluir radioterapia, por exemplo. Em  algumas situações a cirurgia será essencial. Se feitas por um especialista, elas normalmente são bem seguras.

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