Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Vertebroplastia: conheça o procedimento

Vertebroplastia: conheça o procedimento

Vertebroplastia é a cirurgia da coluna vertebral. O procedimento é realizado em casos de fraturas, decorrentes da osteoporose, ou devido a lesões provocadas por tumores (neoplasia) e alguns hemangiomas de coluna (tumores benignos). Também é realizada em casos de fratura por trauma agudo. É uma cirurgia minimamente invasiva, que consiste na injeção de cimento ósseo nas vértebras lesionadas ou fraturadas. Este tratamento pode ser feito nos segmentos lombar, torácico e cervical.

A vertebroplastia melhora a qualidade de vida de pacientes que convivem com dores intensas devido a lesões ou fraturas na coluna vertebral, e não obtêm resultados positivos com tratamentos medicamentos, fisioterapia, colete e repouso.

Tipos de fraturas

Fratura estável: Não causa a deformação da coluna nem consequências neurológicas. Neste caso, coluna ainda tem condições para suportar o peso do corpo.

Fratura instável: Este tipo causa mais problemas porque a coluna vertebral não consegue distribuir o peso. Pode ocorrer a compressão, rotação ou flexão lateral da coluna com fratura vertebral instável. Além disso, se não for tratada a tempo, podem ocorrer problemas neurológicos e a formação da cifose pós-traumática.

Complicações da fratura de vértebras

A fratura do segmento torácico e lombar pode trazer algumas complicações, se não for tratada. Um dos problemas mais graves é a trombose venosa profunda das pernas. Esse processo pode resultar em embolia pulmonar, quando os coágulos de sangue são transportados pela corrente sanguínea até os pulmões.

Vertebroplastia: procedimentos

A cirurgia é realizada em ambulatório ou hospital. A anestesia é local associada a uma sedação  e não é necessário fazer incisões, pois o cimento ósseo é aplicado com cânula percutânea. O médico utiliza um aparelho de raio-X para visualizar o local que receberá a aplicação de cimento ósseo. Então, introduz a agulha e faz a injeção de cimento ósseo.

Em geral, a vertebroplastia não dura mais de uma hora. Se não houver intercorrências médicas, o paciente poderá deixar a unidade hospitalar no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte.

Ao voltar para casa, o paciente terá que fazer o repouso recomendado pelo médico e dar continuidade ao tratamento da osteoporose ou neoplasia, doenças que causaram a fratura ou lesão da coluna vertebral. Também será necessário fazer radiografias periódicas, sendo que o primeiro exame ocorrerá 30 dias depois da vertebroplastia.

O efeito térmico do cimento ósseo queima as ligações nervosas existentes no tumor maligno, o que contribui para reduzir a dor na coluna. Além disso, ao tornar-se sólido, esse cimento proporciona uma melhoria significativa à sustentação da vértebra fraturada ou lesionada, o que se traduz na eliminação da dor.

A vertebroplastia não é recomendada para gestantes, pacientes que apresentam vértebra plana, tem algum tumor osteoblástico, osteomielite problemas de coagulação sanguínea.

Cifoplastia

Além da vertebroplastia, existe outro procedimento para tratar o mesmo tipo de problema na coluna vertebral. É a cifoplastia, procedimento que utiliza um equipamento para inflar um balão na parte interna do osso, provocando a expansão da vértebra.

Posteriormente, é feita a aplicação do cimento ósseo, dentro da cavidade expandida. A cifoplastia é um procedimento de alto custo e recomendada a casos mais graves.

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Como é o tratamento para fratura de coluna?

Como é o tratamento para fratura de coluna?

A fratura de coluna ocorre em razão de algum choque forte causado por acidentes, quedas e prática de esportes. Existem, ainda, doenças que enfraquecem os ossos a ponto de que se fraturem mais facilmente, mesmo em situacões corriqueiras do cotidiano.

Em casos de acidente em que se verifique fratura, é importante acionar rapidamente uma ambulância para que profissionais realizem a remoção adequada da vítima. Mas e quando a área afetada é a coluna, como proceder? Visando esclarecer as dúvidas relacionadas à questão, abordamos a temática neste artigo. Confira:

Tratamento não cirúrgico: saiba mais

Quando a medula espinhal não é afetada em decorrência da fratura, em geral, não existe a necessidade de uma intervenção cirúrgica nas primeiras 24 horas . Na maioria dos casos de fratura da coluna, pode ser utilizado o tratamento conservador através de coletes ou não , cuja intenção é permitir que o organismo realize a reparação no alinhamento correto.

Tais tratamentos são efetuados através de gesso, colete de jewett ou colar cervical.  O processo dura em média de 2 a 3 meses, embora esse período varie de acordo com a gravidade e o tempo de resposta de cada indivíduo.

Quando a cirurgia é necessária?

Nos casos em que a medula espinhal é danificada. É importante acrescentar que a intervenção cirúrgica consiste na inserção de uma estrutura artificial para realinhar a espinha . Durante o tratamento e o pós-operatório, as vezes o paciente precisa utilizar coletes. A depender da lesão, a realização de fisioterapia também é necessária, buscando ajudar na circulação e evitar a atrofia muscular.

E quanto às sequelas?

Fraturas de coluna que não tenham afetado a medula espinhal dificilmente proporcionarão uma sequela grave. No entanto, caso a medula seja de alguma forma lesionada, de fato existem riscos.

Tanto a fratura de coluna como a recuperação de uma fratura na espinha dorsal podem causar sequelas para o paciente. Uma fratura na região torácica, por exemplo, pode afligir paralisia nas pernas; assim como a parte da coluna no entorno do pescoço pode gerar a paralisia geral do corpo.

Essas consequências podem ocorrer no próprio ato da fratura de coluna, durante o deslocamento para o atendimento e também ao longo do tratamento. Por isso, é de suma importância que o processo terapêutico siga as recomendações médicas à risca.

Cuidados durante o tratamento

Nos primeiros dias depois se ter sofrido a fratura, a vítima deve evitar se movimentar e sempre buscar o repouso, movimentando com auxilio do fisioterapeuta ou seguindo as recomendações médicas. Para melhorar a circulação sanguínea, é interessante erguer os pés (dois travesseiros podem ser usados como apoio). Quando o paciente for liberado pelo médico responsável a voltar para suas atividades cotidianas, esse retorno deve ocorrer devagar e de forma gradual. No que se refere às atividades mais pesadas e a práticas de esportes, por exemplo, o tempo de recuperação tende a ser mais longo.

Durante esse período mais delicado, alguns métodos auxiliares de recuperação podem acelerar o fortalecimento. Um desses métodos é a hidroterapia, que consiste em uma maneira de realizar exercícios com impactos reduzidos (além de ser uma ótima opção para praticar os movimentos completos da fisioterapia).

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O que é artrose facetária lombar e cervical?

O que é artrose facetária lombar e cervical?

A dor tem papel fundamental no desenvolvimento humano e na sobrevivência da espécie. O corpo é dotado de um grupo de estruturas de reconhecimento e reação a estímulos internos ou externos, formando um intrincado conjunto que envolve o sistema nervoso central e periférico para que a dor seja reconhecida. Posteriormente, pode ser interpretada para a identificação de sua causa.

Quando o organismo reconhece uma dor que pode comprometer sua integridade e sobrevivência, entram em funcionamento receptores de estímulos capilarizados na região periférica e na medula espinal, chegando até ao tronco encefálico e ao córtex cerebral sensitivo.

Antes de entendermos o que é artrose facetária lombar e cervical, entretanto, precisamos nos localizar na anatomia da coluna vertebral e identificar suas partes. Vamos lá?

Anatomia da coluna vertebral

Localizada na parte posterior do tronco está nossa coluna, uma pilha de anéis ósseos dentro dos quais a medula e ramificações nervosas estão aninhadas. Vale lembrar que a medula e suas ramificações percorrem toda a extensão da coluna, comunicando membros, órgãos e sistemas ao encéfalo, além de controlar funções voluntárias e involuntárias, também chamadas vegetativas.

É interessante notar também que a coluna vertebral humana é dividida, anatomicamente, em três partes: coluna cervical, torácica e lombar e chamaremos seus anéis pelo nome técnico de “vértebras”. A região cervical é formada por sete vértebras e estão na região do pescoço, outras doze vértebras constituem a região torácica e as outras cinco estão na região lombar, parte inferior das costas.

É nas regiões cervical e lombar, portanto, que pode manifestar-se a artrose facetária lombar e cervical. Separando uma só vértebra, com finalidade de análise didática, podemos dizer que há duas partes, imaginando um corte longitudinal passando por ela, sendo que estas partes divididas, anterior e posterior, têm funções distintas. A porção anterior da vértebra tem resistência mecânica à pressão, suportando peso, visto que tem densidade óssea maior. Na parte posterior estão as articulações facetárias, que juntam uma vértebra à outra, responsáveis pelos complexos movimentos flexíveis desta parte do corpo.

Entendendo o que é artrose facetária lombar e cervical

A artrose consiste no desgaste de articulações ou, dizendo de outra maneira, no desgaste da cartilagem e seu osso. A partir daí, torna-se simples entender o que é artrose facetária lombar e cervical, suas possíveis causas, e procedimentos terapêuticos.

Podemos definir esta patologia como um desgaste degenerativo que leva à inflamação. O paciente então é acometido pela dor que se apresenta no pescoço e ombros e na parte inferior das costas, em alguns casos irradiando-se para as nádegas e coxas.

O processo de envelhecimento associado a outras desordens ou acidentes, como artrites ou infecções, também pode contribuir para o surgimento ou agravamento desta patologia, que poderá ser sindrômica. A semiologia médica, a partir da anamnese do paciente, possibilitará a formulação de hipóteses de diagnóstico que serão úteis à sua identificação precisa. Os tratamentos podem incluir administração medicamentosa, fisioterapia ou cirurgia.

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Você sabe o que é cifose postural?

Você sabe o que é cifose postural?

Apesar da cifose postural ser um problema bastante conhecido da grande maioria das pessoas, muitas ainda não buscam um especialista para tratá-lo da forma adequada. Isso porque é relativamente comum ter a equivocada impressão de que se trata de algo que não deve receber grande atenção, sendo popularmente chamado de “corcunda”.

Neste artigo, saiba mais sobre a cifose postural e informe-se sobre o correto tratamento dessa doença da coluna!

Incidência e causas de cifose em geral

O sexo feminino é mais afetado pela cifose, uma vez que para cada homem que a desenvolve há a incidência de duas mulheres. As formas de desenvolvimento da doença, contudo, estão condicionadas ao fato desta ser considerada congênita (de nascença) ou ter se originado a partir de alguma outra enfermidade.

Em crianças, sobretudo naquelas que ainda são bebês, observa-se que o problema surge apenas em casos raros. Já na fase da adolescência, a ocorrência deve-se em geral ao fato do indivíduo apresentar incompatibilidades no crescimento, fazendo com que a estrutura existente na coluna não consiga acompanhá-lo.

Para as pessoas de outras faixas etárias, alguns fatores são considerados de risco. Dentre eles, pode-se citar: infecções, degenerações ósseas, alterações em estruturas musculares, doenças de caráter hormonal, artrite, fraturas decorrentes da compressão de vértebras, tuberculose e até mesmo a má postura apresentada pelo indivíduo(esta sim, a cifose postural propriamente dita).

Sintomas e tratamento do problema

De um modo geral, a cifose postural só é de fato percebida pelo paciente ao longo de um processo que pode perdurar por vários anos. Inicia-se com episódios esporádicos de dores nas costas que vão se acentuando e tornando-se crônicos com o passar do tempo. Além disso, a pessoa acometida poderá sentir fadiga e rigidez na área onde se localiza a coluna vertebral, bem como sensibilidade no local.

As demais pessoas que convivem com o indivíduo costumam perceber o problema e alertá-lo acerca de sua ocorrência. Caso haja algum sintoma ou indicativo, o paciente deve recorrer a um médico especialista em coluna, que esclarecerá a situação por meio de exames como a radiografia.

Após a confirmação do diagnóstico, inicia-se a fase de tratamento do quadro. Este, entretanto, ocorrerá de acordo com a causa que originou a cifose postural. Se o paciente desenvolveu a deformação em virtude da má postura, o acompanhamento do caso por um fisioterapeuta faz-se necessário, já que o profissional, além de tratar, dará orientações sobre algumas mudanças que a pessoa deverá fazer na forma como realiza suas atividades cotidianas. Coletes ortopédicos e outras medidas mais radicais poderão ser indicadas quando da ocorrência do caso, dependendo do grau de deformidade observado pelo médico.

Em jovens, a eficácia do tratamento costuma ser maior. Para os casos em que a situação se instala por conta de doenças degenerativas, no entanto, há menores chances de se obter sucesso ao se tratar o problema.

Em casos específicos, alguns indivíduos poderão perceber complicações mais sérias, como redução da capacidade de funcionamento dos pulmões. Dessa forma, a prevenção da cifose postural pode ser um mecanismo de se prevenir ou atenuar o problema. De qualquer modo, ainda que haja dúvida sobre a ocorrência da deformidade, a procura de um especialista no assunto é sempre imprescindível para a segurança do paciente.

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Artrose de coluna: sintomas, causas e tratamento

Artrose de coluna: sintomas, causas e tratamento

A artrose na coluna, conhecida também como espondiloartrose ou osteoartrite da coluna, define uma deterioração da cartilagem presente nas articulações da coluna. Essa condição tem uma série de reflexos, tais como dor na área afetada e dificuldade de locomoção. Entre as principais causas do problema, estão o desgaste natural da idade e a realização de movimentos repetitivos com as costas, bem como fatores genéticos. Exercícios físicos mal executados também são citados como outra causa em potencial.

Um primeiro ponto a ser destacado é que os sinais da artrose de coluna variam de acordo com o paciente. Por isso, o grau de desconforto pode ser leve até mais intenso, comprometendo atividades do cotidiano. Em alguns casos, a condição inclusive implica afastamento do trabalho ou aposentadoria por invalidez. A boa notícia é que esse último cenário é bastante incomum, tendo em vista que um tratamento bem efetuado é capaz de controlar os sintomas.

Ainda que seja possível observar o desgaste em qualquer ponto da coluna, a lombar e a cervical são as áreas mais atingidas. Infelizmente, não há uma cura definitiva para a osteoartrite da coluna. No entanto, uma conduta apropriada alivia significativamente os sintomas e ajuda a pessoa a recuperar o seu bem-estar.

O diagnóstico é realizado com base nos sinais descritos pelo indivíduo, além do exame físico feito pelo especialista na consulta. Em conjunto, recomenda-se a confirmação por testes de imagem, a exemplo de um raio-X de coluna. Dependendo da situação, o médico pode pedir uma ressonância magnética para verificar se não há hérnia a de disco ou alguma outra deformidade não identificado pelo raio-X.

Mas afinal, quais são os principais sintomas da doença?

A cartilagem serve como um amortecedor para os eventuais impactos e atritos entre os ossos. Quando a artrose se manifesta, com frequência surgem os seguintes sintomas:

• Dor que dificulta o movimento das costas;
• Dor que se agrava com o movimento;
• Na artrose lombar, as pernas podem formigar ou ficar dormentes;
• Caso a artrose seja na cervical, é comum sentir dormência ou formigamento nos braços e no pescoço.

Portanto, se você apresenta qualquer um desses indícios de espondiloartrose, consulte um profissional de confiança o quanto antes.

Tratamento para artrose de coluna

A terapêutica pode ser conduzida pontualmente durante períodos de crise ou se tornar da rotina para evitar grandes limitações. Abaixo, listamos as principais opções:

• Analgésicos: devem ser administrados em caso de dor ou regularmente de 2 a 4 vezes ao dia como paliativo, segundo orientação médica;

• Opioides: é uma categoria mais potente de analgésicos, tipo o Tramadol e a Codeína, que é prescrita para quadros de maior intensidade;

• Injeção de corticoides e anestésicos: conhecidas como bloqueios ou infiltrações, esse método atua na articulação para conter a dor localmente;

• Anti-inflamatórios: são recomendados por períodos curtos, tendo em vista que a sua administração contínua pode causar problemas nos rins e no estômago.

• Cirurgia: em casos agravados, a intervenção cirúrgica pode ser indicada. A opção entra em cena quando as dores se tornaram incapacitantes, os demais tratamentos não foram bem-sucedidos e/ou quando a parte neurológica foi afetada. O procedimento pode visar a fusão dos segmentos da coluna afetados ou a substituição de disco artificial, quando há uma hérnia de disco relacionada à artrose. A meta é fazer com que o paciente siga a vida sem grandes restrições.

Nesse contexto, o ideal é associar os cuidados a suplementos que fortaleçam as articulações para evitar o agravamento da lesão.

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Quando devo procurar um especialista de coluna?

Quando devo procurar um especialista de coluna?

Dores na coluna estão entre as principais razões que levam uma pessoa a procurar atendimento médico. Ocorre que nem sempre é só uma dorzinha passageira e pode ser um indicativo de algo mais grave. Daí a necessidade de se atentar aos sinais e sintomas que exigem mais atenção, além buscar o acompanhamento do especialista de coluna.

A avaliação desse profissional é fundamental para a identificação de situações clínicas, bem como os cuidados necessários e o tratamento indicado para cada caso. Essa avaliação será determinante para o diagnóstico adequado.

Quem é o médico especialista de coluna?

Diferentes áreas de formação podem lidar com a coluna. É importante ter em mente, contudo, que o profissional deve estar associado à SBC – Sociedade Brasileira de Coluna. Trata-se de um órgão que atua em âmbito nacional, responsável por regular a prática. O especialista de coluna deve ser membro do SBC, ser graduado em medicina e ter realizado residência médica nas áreas de Ortopedia, Traumatologia ou Neurocirurgia, além de ter feito treinamento e prova específica de titulação.

Vale acrescentar que os médicos habilitados para a tratar a coluna têm competência para diagnosticar e tratar doenças na coluna, deformidades, desvios, fraturas, hérnias de disco e tumores, entre outras enfermidades.

Quando procurar um especialista de coluna?

Fique atento aos sinais de alerta para saber quando buscar um especialista na área:

  • Dores nas costas em pessoas com idade inferior a 20 anos ou acima dos 55 que não apresentaram dores nas costas antes;
  • Dores causadas por impacto como acidentes, contusões ou quedas;
  • Dores que não aliviam após o descanso;
  • Dores crônicas que não diminuem com o decorrer do tempo;
  • Dor nas costas acompanhada de dor no peito. Vale salientar que há quadros atípicos de infarto em que as dores se localizam nas costas da pessoa;
  • Histórico na família de tumores;
  • Dor noturna;
  • Rigidez na região da coluna durante o período da manhã;
  • Uso de corticoides por longos períodos e que sentem dores nas costas;
  • Dores nas costas e perda de peso;
  • Uso crônico de drogas;
  • Imunidade comprometida;
  • Redução nas capacidades motoras;
  • Diminuição da força nos braços ou pernas, que comumente irradia para os membros;
  • Alterações na sensibilidade;
  • Dormência ou formigamento nas pernas quando a pessoa fica em pé ou anda;
  • Deformidade estrutural em pessoas que não apresentava curvatura na coluna e passou a sentir dores juntamente com as alterações na coluna;
  • Dores na coluna com duração maior do que 6 semanas;
  • Dor que se intensifica com as idas ao banheiro (principalmente ao fazer força de evacuação);
  • Dificuldades de controle da urina.

Caso apresente um ou mais desses sintomas, procure um médico com urgência.

Tipos de tratamentos

Em linhas gerais, a área especializada no tratamento de coluna abrange duas linhas de terapêuticas distintas: as técnicas modernas de tratamento e os tratamentos considerados conservadores. Procedimentos pouco invasivos que fazem uso de imagens, diagnóstico, fisioterapia, administração de anti-inflamatórios e o procedimento cirúrgico estão entre as principais práticas quando o assunto é cuidar da coluna.

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Escoliose: sintomas, causas e tratamento

Escoliose: sintomas, causas e tratamento

Escoliose é uma condição definida pela curvatura acentuada da coluna vertebral, que pode ocorrer para os lados ou na metade, porém é uma deformidade tridimensional em que ocorre rotação da vértebra em em diferentes graus. Primeiramente, é importante salientar que há diferentes formas da doença, ainda que a manifestação física seja semelhante em todos os casos. No entanto, os prognósticos podem variar significativamente. Para entender melhor sobre essa enfermidade, continue a acompanhar o artigo!

Conheça os 3 principais tipos de escoliose

  • Congênita: tem origem ainda no desenvolvimento do feto ou logo após o nascimento, devido a uma má formação das vértebras. Outra causa pode ser a fusão de costelas quando uma vértebra não se fecha por completo ou não se segmenta corretamente. Esse cenário representa 10% das manifestações do problema;

 

  • Idiopática: correspondendo a 80% dos casos de escoliose, essa é a categoria mais frequente da doença. Não é possível determinar um motivo específico para o desenvolvimento dessa condição. Muitos especialistas já estudaram o tema e levantaram teorias, mas não existe um consenso. Acredita-se, porém, que a hereditariedade seja um fator relevante. Nos adolescentes, a chance de progressão é maior, já que o corpo cresce mais rapidamente nessa fase. Vale salientar, ainda, que as meninas possuem uma probabilidade mais alta de apresentar curvaturas anormais.

 

  • Neuromuscular: é resultado de uma fraqueza nos músculos ou do pouco comando muscular. Desse modo, o quadro se relaciona à atividade anormal de nervos ou músculos. Normalmente, a coluna vertebral adquire uma curva alongada em formato de “c”, sobretudo na infância. Até mesmo outras patologias por vezes ocasionam alguma paralisia que afeta o alinhamento do corpo. Nesse cenário, realizar exames neurológicos é uma boa medida. Para confirmar o diagnóstico, o profissional de saúde pedirá uma radiografia, que mostrará o grau da deformidade.

Principais sintomas do problema

Os principais indícios dessa disfunção na coluna vertebral são:

• Assimetria nos ombros e/ou quadris;
• Uma perna ou uma metade da caixa torácica do paciente parece ser mais curta do que a outra;
• A clavícula é mais proeminente do que o normal;
• Há um aparente desnível na cintura;
• Corpo com inclinação lateral;
• Dores nas costas e fadiga após períodos em pé ou em posição sentada.

E quanto ao tratamento?

Qualquer conduta só deve ser ter início quando o médico identificar o tipo da escoliose, bem como a localização e a extensão da curvatura. Variáveis como o estágio da deformidade, além da faixa etária do indivíduo, também influenciam na escolha do tratamento.

A agressividade do quadro depende particularmente da angulação identificada no momento do diagnóstico, assim como de seu potencial de crescimento.

O objetivo é sempre impedir a evolução da curvatura da coluna, tendo em vista que o surgimento das dores se dá na vida adulta. Para tanto, indica-se métodos de reforço muscular –  Pilates, RPG (Reeducação Postural Global), quiropraxia e osteopatia são algumas das alternativas para melhor tônus muscular porém sem objetivo de corrigir a curva. Vale lembrar que todas essas práticas precisam ser autorizadas pelo médico!

A órtese, colete que apoia o sistema músculo-esquelético, é uma grande aliada para prevenir o aumento da curva. Contudo, o dispositivo não consegue solucionar por completo a condição, o objetivo maior é impedir a progressão da curva, ou seja, estabilizá-la. Casos mais graves requerem intervenção cirúrgica – artrodese da coluna – para corrigir a curvatura causada pela escoliose.Os critérios cirúrgicos são bem definidos pela Scoliosis Research Society.

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Cifose: sintomas, causas e tratamento

Cifose: sintomas, causas e tratamento

A cifose ou hipercifose é a curvatura acentuada de uma parte da coluna vertebral. A coluna vertebral, nesse sentido, possui quatro tipos de curvaturas naturais: lordose lombar e cervical, cifose torácica e do sacro (na área que liga o tronco aos membros inferiores).

Em estado normal, a coluna vertebral apresenta inclinação de 20 º a 40 º na cifose torácica. No entanto, esta curvatura pode ficar mais acentuada em decorrência de problemas como doenças reumatoides da coluna, a doença de Sheuermann (dorso curvo juvenil) e dorso curvo postural. Vale ressaltar que o encurvamento pronunciado da cifose torácica fica bem visível, pois a pessoa adquire uma corcunda.

Quais são as causas da cifose?

Geralmente, o encurvamento da cifose torácica começa na adolescência. Não há uma conclusão definitiva sobre as causas, mas a cifose pode ter origem genética ou ser uma consequência da má postura. Um trauma da coluna vertebral também pode alterar a curvatura natural da cifose torácica. Outros fatores, não muito comuns, são as malformações congênitas, infecções graves, doenças reumatológicas, neuromusculares e tumores.

E os sintomas da cifose?

O sintoma mais evidente é a corcunda nas costas, pois a cifose, na maioria dos casos, não causa dor. Quando o paciente chega a sentir dor, é porque a cifose já está em estágio bem avançado. Justamente por esta razão, o diagnóstico costuma ser tardio, pois o encurvamento é associado apenas à má postura.

O ideal é consultar o médico periodicamente, mesmo que sem sinais aparentes de problemas na coluna ou em qualquer outra parte do corpo. Mas, diante de sintomas como alterações na curva da coluna, perda da força muscular, dores, emagrecimento repentino, insensibilidade nas pernas, entre outros sintomas, a consulta médica é imprescindível.

O diagnóstico clínico, normalmente, é complementado com a radiografia da coluna vertebral. A imagem facilita a identificação de lesões e a medição da curvatura da coluna. A ressonância magnética e a tomografia são solicitadas pelo médico quando o exame clínico e o raio-X mostram um quadro fora do comum.

Tratamento do problema

O tratamento pode consistir no fortalecimento dos músculos do dorso, fisioterapia, correção da postura, natação e exercícios de alongamento dos músculos peitorais e isquiotibial. A medicação só é prescrita quando o paciente relata dor.

Há também os casos em que a indicação é corrigir a corcunda acentuada através de procedimento cirúrgico. Para corrigir a deformação da coluna, o cirurgião utiliza barras e parafusos de titânio. Como a cirurgia pode apresentar certos riscos, a operação só é recomendada para situações mais graves de cifose e com risco de restrição da função pulmonar.

Para a cifose secundária, decorrente de outras doenças, o tratamento é direcionado a essas patologias, buscando conter o avanço da deformação da coluna vertebral.

Para prevenir problemas na coluna, é importante corrigir a postura, evitar carregamento de peso, esforço extremo e repetitivo, praticar atividade física com orientação profissional e manter uma alimentação saudável, ingerindo as quantidades certas de cálcio e vitaminas.

O check-up anual também é necessário, pois o diagnóstico precoce de problemas de saúde aumenta as chances de tratamentos com resultados positivos.

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O que é cifoplastia?

O que é cifoplastia?

Doenças e problemas como a osteoporose, além de causar problemas na coluna, podem ocasionar certas fraturas que prejudicam seriamente o corpo, reduzindo-o em tamanho. Por se tratar de uma questão grave, os tratamentos para saná-la são bastante específicos e minuciosos. Um deles é a cifoplastia, que trata justamente as lesões causadas por compressão vertebral.

Afinal, o que é a cifoplastia?

A cifoplastia consiste em um tipo de tratamento um tanto complexo, pois o especialista injeta cimento acrílico (também conhecido como polimetilmetacrilato) para conceder mais vigor e sustentar o interior da vértebra que está lesionada.

Durante o procedimento, é preciso que o paciente esteja de barriga para baixo: a agulha, que é injetada na coluna, transporta um balão contendo o cimento para o interior do osso da vértebra. O balão então infla e é envolto com o cimento para que a altura da vértebra seja equilibrada e assuma o posicionamento correto.

O cimento se seca em poucos minutos e, com o auxílio do raio-X, o cirurgião percebe que o osso se fortificou; assim, retira a agulha para que a vértebra inicie sua adaptação.

O procedimento é realizado à base de anestesia local, o que pode causar receio ao paciente que será submetido ao tratamento. Entretanto, é importante destacar que o médico aplica a anestesia de modo que o indivíduo não sinta dor de forma alguma, mas permaneça consciente e em um estado sonolento.

A cifoplastia é indicada para qualquer irregularidade na vértebra?

Não! A indicação vai depender do nível da deformidade da vértebra. O tratamento é mais aconselhado quando a vértebra provoca uma compressão severa nos nervos ao redor, o que pode resultar em um sério problema neurológico. Em casos de neoplasias na coluna ou de um trauma grave que não apresenta melhora mesmo com descanso no leito e uso de coletes, a cifoplastia precisa ser feita para realizar a correção necessária.

Qualquer um pode fazer a cirurgia?

Também não. O principal grupo de risco para quem a cifoplastia é contraindicada  são as grávidas. As pessoas que sofrem com algum transtorno na coagulação sanguínea ou que possuam a vértebra em modo plano também não devem se submeter ao procedimento.

Ocorrência de tumores, osteomielites e casos semelhantes são, ainda, outros fatores de risco.

Pós-operatório e recuperação

A cirurgia dura cerca de  40 minutos. Já a recuperação completa leva em média até 72 horas, caso não haja nenhuma complicação após a operação.

Durante esse período, o paciente pode se levantar somente para ir ao banheiro nas primeiras 24 horas. No segundo dia, ele poderá fazer atividades leves, mas sem muita intensidade. A partir do terceiro dia, o efeito termina e a rotina volta ao normal. Vale ressaltar que a cifoplastia demanda acompanhamento médico mesmo durante a recuperação.

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Cirurgia de coluna: como funciona?

Cirurgia de coluna: como funciona?

Ter dores na coluna é um problema que afeta muitas pessoas. Seja por má postura ou questões hereditárias, essas dores geram muito incômodo para realizar atividades diárias e afetam diretamente a qualidade de vida. Algumas das vezes, esses problemas requerem intervenções mais assertivas para um devido tratamento. Uma dessas intervenções é a cirurgia de coluna.

Assim como costumam ser os tratamentos cirúrgicos, esse tipo de cirurgia é bastante eficaz para resolver a dor na coluna, mas não é um procedimento indicado para qualquer pessoa que apresente incômodos e problemas na região. E é aí que ele se diferencia de outros processos, uma vez que quando há somente um tipo de tratamento para uma doença, ele é ineficiente ou só ameniza a dor.

Quem pode se submeter a uma cirurgia de coluna?

Como já afirmamos, a cirurgia não é um procedimento indicado para qualquer caso. A maior preocupação dos médicos é investigar se o tratamento primário, além de tranquilizar os efeitos do problema, consegue reverter a sua causa.

Se, com a análise dos exames de imagem, percebe-se que as intervenções não estão dando certo, a cirurgia é então aconselhada. Problemas de hérnia de disco, escolioses, cifoses e espondilolisteses são casos em que a intervenção cirúrgica pode vir a ser a opção mais recomendada. .

Isso não significa afirmar, no entanto, que outras questões da coluna não podem se beneficiar do procedimento. O que pretendemos lembrar é que doenças como fibromialgia, depressão, ansiedade e reações reumatológicas são melhores tratadas com auxílio de medicamentos, relaxantes musculares, sessões de fisioterapia,ou seja, terapia envolvendo vários profissionais da área da saúde.

Como funciona a cirurgia?

Atualmente, existem técnicas avançadas e menos invasivas de cirurgia (são os procedimentos minimamente invasivos), que visam a mínima agressão possível ao corpo. Através de incisões, o cirurgião faz uma abertura na pele e na musculatura para conferir se há deslizamentos na vértebra, irritações ou uma posição inadequada que provoque dor.

O uso de pinos, hastes, gaiolas ou próteses promove mais sustentação para a coluna. A cirurgia é realizada de modo a fazer com que as lesões diminuam e não afetem outras estruturas ao redor da coluna, como os nervos, a medula e outros órgãos próximos como os pulmões e o coração.

A partir daí, o cirurgião confere, com auxílio de raios-X, como está a situação e qual o melhor tipo de reabilitação a ser feita no pós-operatório. Normalmente, utiliza-se a anestesia geral para que o paciente sinta o menor indício de dor possível.

Recuperação

Se o paciente seguir estritamente todas as recomendações médicas, o processo de recuperação leva cerca de 3 meses para cirurgias de grande porte. Realizar movimentos bruscos, levantar pesos ou ficar mais de uma hora numa mesma posição são ações que devem ser realmente evitadas nesse período. Cirurgias menos invasivas podem levar a um retorno as suas funções laborativas em cerca de 30 dias.

Após quatro dias de cirurgia, o médico pode recomendar uma caminhada de 30 minutos para fortalecer a coluna e não estabilizá-la em uma posição irregular. Ao sentar, é necessária uma almofada atrás das costas para amortecer a posição do corpo sem nenhuma complicação.

As medidas acima são exemplos dos cuidados importantes que ajudam a conseguir uma boa cicatrização da cirurgia de coluna e uma melhor movimentação.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos