Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Tensões e distensões da coluna: entenda a diferença

Tensões e distensões da coluna: entenda a diferença

As dores na coluna são um problema extremamente frequente dentre a população como um todo. Para se ter ideia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial sofre do problema, que no Brasil representa o principal motivo de afastamento do emprego. Passar muito tempo em pé, sentado e ter um estilo de vida sedentário são alguns dos motivos para essa alta taxa de incidência. No entanto, o que poucas pessoas sabem é que existem diferenças entre tensões e distensões da coluna, tema que será explorado neste artigo.

Tensões da coluna

A primeira coisa a se ter em mente é que os problemas causados pela tensão da coluna estão diretamente associados ao estresse, que vem se tornando uma regra no estilo de vida contemporâneo, em especial dentre os adultos.

Isso porque sentir-se estressado faz com que o organismo libere uma série de hormônios, dentre eles, o adrenocorticotrófico e o cortisol, que aumentam a percepção da dor. Isso faz com que os músculos sejam tensionados, causando espasmos musculares extremamente dolorosos, sendo que os músculos encontrados nas regiões do pescoço e da coluna são os mais suscetíveis a essa ação.

Além disso, uma das principais diferenças entre as tensões e distensões da coluna está no fato de a primeira ser intimamente ligada à circulação. Como se sabe, o sangue é responsável por levar oxigênio e nutrientes aos músculos, o que, em uma visão simples, pode ser definido como o combustível que faz esses funcionarem.

No entanto, a tensão muscular faz com que cheguem pouco oxigênio e poucos nutrientes aos músculos, e, com isso, ocorre o acúmulo de resíduos ácidos produzidos pelas atividades dos músculos, já que o sistema circulatório, responsável por levar esses resíduos até os rins para que sejam excretados, não trabalha adequadamente. Assim, esses ácidos dificultam a recuperação do organismo, causando fadiga e dor na coluna.

Distensões na coluna

Essa patologia atinge a região superior ou inferior da coluna, causando distorções no pescoço ou na lombar, caracterizada por ruptura parcial ou mesmo ruptura completa nos ligamentos presentes na região.

A distorção é causada por diversos fatores diretamente relacionados ao aumento da carga no pescoço, como passar muito tempo sentado, fazer levantamento de peso constante e, especialmente em crianças, dieta carente de nutrientes. Movimentos súbitos com a cabeça, golpes e pancadas, acidentes e mesmo dormir sobre colchões muito macios também estão dentre as causas do problema.

Uma diferença nítida entre as tensões e distensões da coluna é que nesta os sintomas do rompimento do ligamento aparecem imediatamente após o episódio que o causou, levando a uma série de sintomas, como perda de força nos músculos das mãos, espasmos musculares, dificuldade ou mesmo impossibilidade de movimentar a cabeça ou a região lombar , com uma dor aguda .

Mais que saber as diferenças entre  tensões e distensões da coluna, é muito importante que, ao sentir qualquer alteração na região, se procure um especialista imediatamente, pois problemas na coluna podem diminuir em muito a qualidade de vida e, em casos mais graves, levar a sequelas que perduram para sempre.

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Síndrome do Impacto Femoroacetabular: diagnóstico e tratamento

Síndrome do Impacto Femoroacetabular: diagnóstico e tratamento

No geral, uma das causas mais frequentes para a dor no quadril em adultos é a artrose na articulação. Dado esse cenário, a síndrome do impacto femoroacetabular (Sifa) destaca-se dentre as condições capazes de desgastar a área. Para entender como é feito o diagnóstico e o tratamento do problema, leia mais a seguir.

Quais são os sintomas da síndrome do impacto femoroacetabular?

Um quadro recorrente de dor no quadril durante atividades do dia a dia são o principal sinal da Sifa. O incômodo costuma afetar primeiramente a virilha, mas, por vezes, irradia-se para a região lateral ou posterior do quadril.

E como é feito o diagnóstico da Sifa?

Se o paciente reclama de dor localizada na virilha ou no quadril, o especialista conduz um exame clínico ao longo da consulta. Nesse contexto, simulam-se os movimentos da lesão e que, por conseguinte, geram impacto ou atrito nas estruturas moles situadas entre fêmur e acetábulo. Também se investiga a amplitude de movimentos do quadril e se efetuam testes de força dos músculos que podem ter sido afetados.

Em adição aos testes clínicos, recomenda-se a realização de testes de imagem, tipo raio x. Em posições distintas, eles apontam as eventuais anormalidades e indícios de desgaste (artrose). Para visualizar detalhes a ressonância nuclear magnética ajuda na análise da lesão em tecidos moles (músculos, tendões e labrum).

Quais são os tratamentos indicados?

Assim que o diagnóstico for confirmado, existem algumas abordagens possíveis. A decisão é tomada com base na gravidade dos sinais e do nível de comprometimento da articulação envolvida.

Tratamento conservador

Essa estratégia é prescrita quando as deformidades são leves e as limitações funcionais ainda estão em fase inicial. Comumente, receitam-se analgésicos e anti-inflamatórios para atenuar o desconforto com rapidez. É fundamental mudar hábitos cotidianos que sobrecarregam a sustentação do quadril.

Ainda dentro da estratégia conservadora, a fisioterapia ganhou destaque nos últimos anos, já que mostrou bons resultados em pessoas com Sifa. Contudo, esse tratamento é a primeira alternativa e não trata a causa do problema em definitivo. Outro aspecto é que a prática de esportes pode ficar bastante limitada, para não piorar a situação.

Tratamento cirúrgico

Se o médico vê que o desgaste é muito grande ou se as terapêuticas conservadoras não bastam, parte-se para a intervenção cirúrgica. Na atualidade, as intervenções estão menos invasivas, como a artroscópica, e funcionam bem para corrigir lesão anatômica do lábrum e/ou da cartilagem. Com a operação, resolve-se igualmente a deformidade que originou o impacto. A recuperação total leva de dois a quatro meses e requer o uso temporário de muletas.

Por fim, cabe ressaltar que o médico deve pensar cada caso de modo individual, para identificar o método adequado. Por isso, é indispensável procurar um profissional de confiança para tratar a síndrome do impacto femoroacetabular.

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Benefícios da cirurgia de coluna minimamente invasiva

Benefícios da cirurgia de coluna minimamente invasiva

Os riscos são inerentes a qualquer tipo de cirurgia de coluna, principalmente as operações convencionais. Felizmente, a evolução da medicina é contínua, e hoje já há métodos de cirurgia de coluna minimamente invasiva que reduzem as intercorrências, como hemorragias e infecções, durante e após o procedimento.

Em casos de operações complexas, as cirurgias de coluna por meio de métodos menos invasivos, garantem maior segurança durante o procedimento e um pós-operatório mais tranquilo ao paciente.

A cirurgia de coluna minimamente invasiva proporciona muitos benefícios. É indicada, principalmente, para casos de hérnia de disco, pacientes com osteófitos, popularmente conhecidos como “bico de papagaio”, ou estenose da coluna (compressão da medula espinhal).

A cirurgia só é indicada quando as terapias convencionais não surtem efeito, as doenças continuam progredindo e prejudicando a qualidade de vida do paciente, ao ponto de limitar a movimentação do corpo.

Vantagens da cirurgia de coluna minimamente invasiva

  • Menor risco de sangramento: a cirurgia de coluna minimamente invasiva é uma cirurgia endoscópica, ou seja, para realizar o procedimento, o médico só precisa fazer pequenas incisões na área que será operada. Com incisões menores, diminui-se o risco de hemorragia.
  • Menor risco de infecções: ao contrário da cirurgia convencional, com cortes maiores, a cirurgia endoscópica proporciona mais segurança contra infecções hospitalares, pois as incisões são mínimas.
  • Dispensa de anestesia geral em alguns casos: a cirurgia endoscópica pode ser feita somente sob o efeito de anestesia local e sedação. Isso também ajuda a reduzir o tempo de internação do paciente.
  • Menor tempo de internação: a permanência do paciente é mais curta, em comparação com a cirurgia convencional. Uma operação endoscópica para tratar hérnia de disco pode levar menos de uma hora. No mesmo dia, o paciente poderá receber alta hospitalar em casos selecionados.
  • Pós-operatório com menos dor: a recuperação do paciente é muito mais rápida com a cirurgia de coluna minimamente invasiva. No pós-operatório, a dor é mais branda, sendo que algumas pessoas nem sentem esse desconforto. Em pouco tempo, o paciente poderá retomar as atividades rotineiras, desde que não exijam muito esforço físico.

A cirurgia endoscópica é indicada para todos os problemas de coluna?

Não. Algumas doenças da coluna só podem ser tratadas, com eficácia, por meio da cirurgia convencional. Esses procedimentos também evoluíram muito, o que garante mais segurança às operações de coluna. Os avanços científicos e tecnológicos possibilitam a realização de cirurgias convencionais mais rápidas e seguras.

Como prevenir as doenças de coluna?

  • Corrija a postura
  • Evite levantar pesos
  • Vença o sedentarismo
  • Controle o peso do corpo
  • Pratique exercícios físicos
  • Faça alongamento, antes de atividades físicas
  • Use travesseiros e colchão adequados
  • Use calçados confortáveis

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Como manter a postura correta pode evitar problemas de coluna

Como manter a postura correta pode evitar problemas de coluna

Existem diversos hábitos, comuns no dia a dia, que podem prejudicar a saúde da coluna. As mochilas pesadas em que os jovens carregam com material do colégio são apenas um exemplo que pode ser prejudicial à coluna.  

Maus hábitos posturais são responsáveis por iniciar processos degenerativos na coluna. Identificá-los e trocá-los por posturas corretas é essencial para evitar problemas de coluna.

Dicas para melhorar a postura e evitar problemas de coluna

Ficar muito tempo sentado na mesma posição causa muitos problemas, mas, se for da forma errada, em médio prazo, o corpo começa a ficar travado, levando o indivíduo a ter dificuldade para dormir e sinais de profundo cansaço. Antes de as dores crônicas nas costas começarem a surgir, a qualidade de vida já começa a ficar comprometida.

A Organização Mundial de Saúde atesta que a má postura é a principal causa dos problemas de coluna, sendo que o cotidiano agitado e o estresse diário fazem com que 85% da população passe pelo problema. Um dos desencadeamentos desse mau hábito é o desenvolvimento da hipercifose, conhecida como popularmente como corcunda. O problema começa com os ombros caídos e a cabeça mais baixa.

É possível mudar esse quadro, com medidas simples cotidianas. A começar, recomenda-se se policiar para manter uma postura adequada em qualquer ambiente, até construir um novo hábito postural. Separamos abaixo algumas dicas importantes para começar a adotar agora mesmo.

Como carregar mochilas, bolsas e malas

A ideia é espalhar o peso para os dois braços, para não sobrecarregar apenas um deles. A frequência em usar muito peso em apenas um lado do corpo pode causar um desvio na coluna e muita dor em médio prazo, deixando o ombro mais baixo e o quadril, torto.

No caso das mochilas, as alças devem ficar ajustadas para mantê-las mais próximas do corpo. Mas atenção: o peso máximo é relativo a 10% do próprio peso corporal.

Mudança de postura para trabalhar no computador

Trabalhar ou estudar o dia todo diante do computador é bastante cansativo e é preciso realizar pausas para literalmente esticar as pernas e alongar. A postura e o local devem ser adequados.

Em geral, as pessoas tendem a abaixar os ombros e a deixar o tronco torto, com os olhos rebaixados, para lerem no computador. A postura correta neste caso é manter as costas eretas, o queixo paralelo ao chão e evitar abaixar a cabeça para ler, se isso for necessário, a tela é que deve ser erguida.

Manter a cabeça rente ao corpo ajuda a não sobrecarregar o pescoço. Com a postura correta, o indivíduo consegue equilibrar todo o peso corporal, evitando as pressões sobre os discos intervertebrais e os ligamentos musculares.

 O que evitar

  • Cruzar as pernas ao se sentar: evitar isso para não entortar a coluna. Mantenha as pernas ligeiramente afastadas e os pés apoiados no chão, use uma cadeira que mantenha uma distância equilibrada entre o joelho e o apoio dos pés.
  • Inclinar-se para carregar peso: ao levantar pesos, dobre os joelhos, para não sobrecarregar a coluna.
  • Dormir de barriga para baixo: é preciso mudar esse hábito noturno. A melhor postura para dormir é de lado, com o travesseiro abaixo da cabeça.

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Discite: sintomas, causas e tratamentos

Discite: sintomas, causas e tratamentos

A discite é uma doença caracterizada pela inflamação ou mesmo infecção dos discos intervertebrais. Essa inflamação é muito mais comum em crianças, especialmente abaixo dos 10 anos, mas pode ocorrer também em adultos, embora seja muito mais incomum.

Dessa forma, é importante que se mantenha atenção a qualquer dos sintomas que possam representar a presença da doença, especialmente quando eles surgem em crianças, podendo indicar a presença desse tipo de inflamação nos discos intervertebrais.

Sintomas da discite

Embora seja uma doença relativamente incomum se comparada com outros problemas de saúde, a discite apresenta alguns sintomas que permitem identificá-la de maneira mais rápida e fácil. Além disso, há a grande possibilidade de ela se desenvolver em crianças pequenas.

O primeiro sintoma é a dor na região das costas, podendo localizar-se na região superior ou na posterior. Essa dor pode se apresentar de forma mais leve ou mais aguda, geralmente ficando mais forte com a realização de quaisquer movimentos.

A dor ainda pode se apresentar tanto de forma localizada, apenas com o incômodo na região das costas, ou espalhada, causando dores também no quadril, no abdômen ou nas pernas.

Além disso, a enfermidade também pode ocasionar outros sintomas, especialmente em casos mais graves, como febre, desconforto abdominal, rigidez muscular, além de uma grande dificuldade para realizar qualquer tipo de movimentos que necessitem de mobilidade do corpo.

Causas da discite

A causa ainda é um assunto que gera grande discussão entre a comunidade médica, não sendo unicamente certa a origem da doença. O que se entende é que a discite pode ser ocasionada por algum tipo de infecção viral ou bacteriana que comprometa os platôs vertebrais, atingindo, posteriormente, os discos vertebrais e causando a evolução da doença. Pode ser ocasionada por doenças como tuberculose ou mesmo após procedimento cirúrgicos no local.

A doença também pode estar relacionada a outros problemas de saúde, como a osteomielite, por exemplo, uma infecção dos ossos e da medula que pode comprometer os discos intervertebrais e contribuir, assim, para o desenvolvimento do problema, aumentando a possibilidade de ocorrência desse problema.

Tratamento da discite

Assim como as causas, o tratamento da também gera discussão e recebe opiniões diferentes dentre os médicos, pois há ideias distintas de qual é a opção mais indicado.

Alguns especialistas optam pelo tratamento apenas com a imobilização da coluna, com o uso de coletes imobilizadores. No entanto, há quem opte também pelo uso de antibióticos para combater a infecção bacteriana. Além disso, o uso de analgésicos e anti-inflamatórios pode ser administrado conforme a necessidade de cada caso.

Outra possibilidade para o tratamento da discite é por meio de cirurgia, porém esse tipo de tratamento é indicado apenas em casos mais extremos, quando há suspeita de tumores, alterações causadas na bexiga, no intestino ou grande acúmulo de pus no local.

O procedimento cirúrgico também pode ser utilizado para tratamento de casos em que seja necessária uma descompressão da estrutura neural, sendo, assim, o meio mais indicado nesses casos.

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Espasmos musculares: quando se preocupar e como tratar

Espasmos musculares: quando se preocupar e como tratar

Os espasmos musculares são pequenas contrações, causadas por um nervo estimulado ou danificado, que agem diretamente nas fibras do músculo. Na maior parte das vezes, o sintoma não tem consequências que vão além do incômodo, mas há alguns tipos de espasmos que precisam de acompanhamento médico e tratamento.

Atividades físicas, estresse e consumo de cafeína são algumas das causas dos espasmos típicos, os quais podem ocorrer em qualquer parte do corpo. Porém, algumas contrações musculares podem indicar distrofia muscular, atrofia muscular espinhal e até perda de massa muscular.

Causas dos espasmos musculares

A contração involuntária sustentada, também conhecida como espasmo muscular, age como uma proteção quando há algum tipo de lesão muscular ou nos tecidos, ossos e ligamentos da região. Os sintomas de dor e rigidez servem para evitar que haja outros movimentos capazes de causar novas lesões.

As causas mais recorrentes para o espasmo muscular são os estresses físico e emocional, o consumo abusivo de álcool, a falta de vitaminas B1, B5 e B6, a desidratação, a fratura óssea, o estiramento muscular ou dos ligamentos, o sono ruim, a sobrecarga muscular e o uso de alguns tipos de medicamentos.

Os espasmos também podem ser sintomas de outras doenças, como mal de Parkinson, varizes, doenças que alteram o metabolismo corporal ou que afetam o nervo que controla os músculos etc.

Os movimentos involuntários fazem parte da vida da maioria das pessoas. Elas já sentiram, em algum momento da vida, uma pálpebra que se move repentinamente, pernas que se movimentam sem os comandos, soluções e até o famoso “tique nervoso”.

Quando o espasmo muscular deve ser preocupante

Nem todos são inofensivos. Há três tipos básicos de espasmos. Eles podem definir a gravidade do problema ou se é apenas uma ação normal. Abaixo, estão enumerados.

  • Musculatura esquelética: são os músculos que envolvem e se prendem no esqueleto humano. Os movimentos deles sempre são controlados pelo cérebro, por meio da manifestação de pernas, braços, pés, mãos, pescoço e tronco.
  • Musculatura lisa: são os músculos dos órgãos como coração, fígado, estômago, bexiga, dentre outros. Os movimentos deles são involuntários: movem-se para manter os órgãos funcionando.
  • Distonia: é uma desordem neurológica que faz com que os músculos façam movimentos repetitivos e anormais, como tremores e dificuldade de manipular objetos ou andar. Ela pode surgir em uma parte específica do copo ou em todo ele, sendo necessária uma avaliação rigorosa do médico.

Espasmos no útero, no intestino e renais são os causadores das cólicas e aparecem como sintoma de algum problema no órgão ou uma dificuldade dele de realizar as funções pelas quais é responsável.

Se a contração muscular espasmódica for superficial, como na maioria das vezes, não é preciso buscar um médico. O corpo se encarrega de corrigir o problema. Porém, se o espasmo for crônico e afetar o mesmo local por muito tempo, é preciso ir a uma consulta médica.

Deve ser procurado um fisiatra, um clínico geral ou um ortopedista, que observará o histórico do paciente e realizará exames físicos, laboratoriais e radiológicos, para detectar a causa correta do sintoma.

O tratamento dos espasmos musculares varia de acordo com o diagnóstico, mas, em geral, são indicados medicamentos contra contrações, os quais aliviam as dores e a rigidez.

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Tumores de coluna: como diagnosticar e tratar

Tumores de coluna: como diagnosticar e tratar

Dor progressiva nas costas e sem motivos pode ser sintoma de alguma doença na coluna vertebral, como tumores de coluna. Por essa razão, as dores nas costas não devem ser negligenciadas. É importante consultar um médico especialista em coluna para saber as causas desse sintoma e, assim, iniciar o tratamento mais cedo.

Os tumores cancerígenos originados a partir de células nervosas localizadas no interior da coluna vertebral são raros. O que é mais comum é a migração de células cancerígenas de tumores localizados em outras partes do corpo e que podem afetar a coluna vertebral. 

Nem todos os tumores da coluna são malignos. Podem surgir meningiomas, que são nódulos benignos, desenvolvidos a partr de células da medula espinhal e do cérebro; ou os tumores denominados schwanomas, que decorrem do desenvolvimento anormal de células que revestem nervos.

Sintomas principais de tumor na coluna

Um dos sintomas mais frequentes de tumor na coluna é a dor nas costas sem razões aparentes, ou seja, a dor surge sem que a pessoa tenha, necessariamente, realizado algum esforço físico, dormido de mau jeito, sofrido uma queda ou um acidente. É uma dor progressiva, que se torna mais forte durante a noite.

Além disso, tumores da coluna causam disfunções no aparelho urinário, nos intestinos, fraqueza muscular, principalmente nas pernas e braços, e problemas no desempenho sexual. O diagnóstico precoce evita a progressão de doenças que afetam a coluna vertebral.

Diagnóstico de tumores na coluna

O exame clínico é o primeiro passo para avaliar o estado físico do paciente e também são necessários testes laboratoriais. Porém, é com os exames de imagem que o médico consegue identificar as causas das dores nas costas, que podem refletir doenças ósseas comuns ou um câncer.

A radiografia é o exame mais simples, mas pode detectar anormalidades na coluna vertebral e nas demais estruturas do esqueleto. Porém, é necessário fazer uma investigação mais detalhada através da ressonância magnética ou da tomografia computadorizada. A cintilografia também ajuda o médico a avaliar o estágio de um tumor cancerígeno.

Tratamentos de tumores na coluna

O tratamento varia conforme o tipo de tumor na coluna. Tumores benignos podem ser tratados por meio do processo de ressecção. A radioterapia proporciona resultados eficazes quando o câncer na coluna vertebral está no estágio inicial.

Caso essas terapias não surtam o efeito desejado, a cirurgia da coluna é a melhor opção de tratamento. Quimioterapia e radioterapia podem reduzir o tamanho de tumores malignos, antes da cirurgia.

As técnicas de operação estão bem avançadas. Há métodos menos invasivos que reduzem os riscos da cirurgia e proporcionam melhores condições ao pós-operatório.

De qualquer forma, qualquer decisão só pode ser tomada a partir de resultados conclusivos de exames, das condições de saúde e da idade do paciente para suportar a cirurgia reconstrutiva da coluna vertebral.

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Dor ciática: sintomas, causas e tratamentos

Dor ciática: sintomas, causas e tratamentos

Os nervos, estruturas filamentosas como feixes e distribuídas em todo o corpo humano, são comandados pelo cérebro para transmitir impulsos nervosos para todo o organismo, fazendo com que órgãos, músculos, ossos, glândulas e tudo que compõe a forma humana possam se movimentar e ter vida.

Apresentam três tipos essenciais: os aferentes, que cuidam dos sinais periféricos e sensoriais, como o tato, os eferentes, que estimulam os músculos e glândulas, e os mistos, que fazem parte do sistema raquidiano.

O maior nervo do corpo humano é o ciático, ligado ao sistema raquidiano e que se inicia na coluna lombar e vai até o dedo dos pés. Fica localizado na parte de trás do joelho e das coxas e é o responsável pelos movimentos musculares que proporcionam os atos de caminhar e de se locomover. Como possui funções importantíssimas, o nervo ciático deve manter o próprio processo sem maiores interrupções, para evitar danos graves e a famosa dor ciática.

Como surge a dor ciática

O tratamento inicial para dores ciáticas é feito com medicação, que vai desde analgésicos comuns até os derivados de diazepam e relaxantes musculares. Em paralelo, é preciso fazer um reforço de vitaminas e sais minerais para que atuem na saúde dos nervos.

Massagens e fisioterapia podem amenizar a dor e proporcionar mais conforto ao paciente que tem dificuldade em se movimentar. Pela complexidade do problema, é necessário que esse tipo de procedimento seja feito por um profissional e sob observação médica.

Os casos mais graves, em especial de hérnia de disco, pedem que seja realizada uma cirurgia. 

Para prevenir o surgimento de dores ciáticas, é preciso mudar a postura e os hábitos. Pode-se incluir na rotina atividades físicas que alonguem os músculos e os fortaleçam, ter uma postura mais adequada e manter o peso ideal.

O que causa a dor ciática

Se houver algum tipo de compressão e pressão no nervo ciático, desde o canal espinhal até o percurso deste, a dor é o sinal mais importante de que há um problema na região. Inclusive, a dor ciática é conhecida por ser bastante específica devido à intensidade e por irradiar pelas pernas, deixando-as dormentes, com queimações e formigamentos.

O importante é que, ao primeiro sinal de dor, o paciente busque um especialista para descobrir as causas dela e contê-la. O médico pode prescrever analgésicos e anti-inflamatórios que amenizam os sintomas, mas só após tomar conhecimento das causas do problema.

Os casos mais graves de dores ciáticas são direcionados a uma cirurgia para reequilibrar o local, como é feito em hérnias de disco. A postura e os estilos de vida mais saudáveis são fundamentais para prevenir o problema.

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Mielopatia: o que é e como tratar

Mielopatia: o que é e como tratar

A mielopatia corresponde ao conjunto de doenças que afetam a medula espinhal, em consequência de degenerações da coluna vertebral. A estenose (estreitamento do canal da medula espinhal) é a causa mais comum da doença, porém há outras causas como osteófitos (bico de papagaio), espondilólise degenerativa (defeito na coluna vertebral que pode resultar em fratura), hérnia de disco, espondilolistese (deslizamento de vértebra), artrose, traumas e lesões súbitas após uma queda ou um acidente. A enfermidade pode surgir nos três segmentos da coluna, sendo mais frequente na cervical.  

Embora as causas mais comuns tenham ligação com doenças ósseas, as mielopatias também podem ocorrer devido a outros problemas de saúde, como a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), o diabetes e o lúpus, os quais levam a déficits neurológicos, quando não são tratados adequadamente.

Sintomas principais de mielopatias

Mielopatias originadas de degenerações da coluna vertebral causam dor e dificultam a realização de atividades comuns como segurar um objeto, estender uma roupa, escrever, subir ou descer a escada. É importante buscar tratamento o mais cedo possível, porque as doenças podem causar graves prejuízos ao funcionamento de órgãos, além de paralisar os movimentos de forma irreversível. Os principais sintomas do problema são:

  • dor e rigidez na nuca
  • dormência ou dor nos braços e nas mãos
  • diminuição da sensibilidade
  • dormência e formigamento
  • fraqueza e desequilíbrio
  • enrijecimento de braços e pernas
  • disfunção da vesícula
  • problemas nos intestinos
  • paralisia de movimentos

Diagnóstico

O diagnóstico é fundamental para impedir a progressão de mielopatias, as quais, além da dor, podem limitar drasticamente os movimentos do corpo. Na consulta médica, é importante que o paciente relate, em detalhes, os sintomas.

Com base nas informações preliminares e no exame clínico, o médico solicitará, inicialmente, a radiografia. No entanto, para ele obter informações mais precisas, é necessário que se faça a mielotomografia ou a ressonância magnética. Esses exames de imagem mostram, com maior clareza, os pontos de compressão da medula espinhal e das raízes de nervos.

Tratamento de mielopatias

Quando a doença é detectada no estágio inicial, não havendo nenhum comprometimento dos movimentos do corpo, o tratamento consiste na prescrição de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos e reavaliações periódicas para verificar se há ou não aparecimento de sintomas. Sessões de fisioterapia ajudam a fortalecer a musculatura, estabilizar a coluna, reabilitar o equilíbrio e a marcha, além de aliviar as dores causadas pela mielopatia.

A cirurgia para a descompressão da medula espinhal é a última opção de tratamento, devido às complicações que esse tipo de intervenção na coluna pode provocar. Por essa razão, a cirurgia só é recomendada quando as outras formas de tratamento não surtem efeitos satisfatórios ou quando a mielopatia está progredindo, comprometendo os movimentos do corpo, os órgãos internos e causando muita dor.

Ao perceber perda de flexibilidade, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldade para fazer os movimentos rotineiros, é importante ir ao médico para obter um diagnóstico sobre as causas desses problemas. Quem habitualmente executa atividades que sobrecarregam a coluna vertebral deve redobrar a atenção com esses sinais, para evitar danos permanentes à medula espinhal.

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Escoliose no adolescente: como diagnosticar e tratar o problema

Escoliose no adolescente: como diagnosticar e tratar o problema

A adolescência é um período de grandes transformações, capazes de atingir e influenciar todas as áreas da vida. Nessa etapa, o corpo sofre mudanças bastante drásticas, e, apesar de a grande maioria delas ser necessária, também podem ocorrer aquelas indesejáveis, a exemplo da escoliose na adolescência.

De maneira geral, existem três principais tipos de escoliose, que, via de regra, é caracterizada como uma curvatura lateral na coluna que pode variar conforme o grau. A doença pode ser:

  • congênita: como o próprio nome indica, a pessoa já nasce com uma curvatura na coluna, nesse caso, algo atribuído tanto à fusão de ossos quanto à fusão de costelas em posição anormal ainda no útero;
  • neuromuscular: ocorre devido a alguma anormalidade de origem neurológica, como paralisia muscular ou cerebral, indicando que é causada devido ao enfraquecimento dos músculos ou às dificuldades na execução de movimentos, ordem dada pelo cérebro;
  • idiopática: esse é o tipo mais comum em adolescentes, pois a causa está diretamente atrelada ao crescimento, que antecede a puberdade. Apesar de ser mais comum em mulheres, também afeta homens.A etiologia ainda hoje não é totalmente conhecida, mas sabe-se que fatores genéticos estão presentes.

 

Identificação da escoliose na adolescência

Apenas um ortopedista capacitado pode dar um diagnóstico preciso desse e de outros tipos de desvio na coluna. No entanto, é possível que pais e responsáveis observem alguns sinais de alerta, que fazem com que seja necessário levar o adolescente ao médico tão antes quanto for possível. Dentre esses sinais, destacam-se:

  • assimetria visual entre os ombros e/ou quadris;
  • desconforto muscular;
  • desvio na coluna vertebral, observado especialmente quando o adolescente está abaixado, com o tronco curvado para frente.

Tratamento

Assim como em qualquer outra condição, o tratamento da escoliose na adolescência dependerá muito da localização e do tamanho da curvatura. De maneira geral, é possível fazer uso de três principais métodos de tratamento, juntos ou separados, a saber:

  • fisioterapia: no caso de escoliose postural, a fisioterapia é de grande ajuda para impedir o agravamento do quadro, algo que pode ser feito com técnicas de reeducação postural global (RPG), reprogramação mioarticular e, mesmo, pilates, sempre com orientação de um especialista, para não agravar o quadro, e com a prática regular de exercícios físicos;
  • coletes: talvez consista no mais conhecido método para tratar a escoliose, frisando que ele não auxilia na correção do problema, mas, sim, atua para que o quadro não se agrave. Existem diversos tipos de coletes e o mais adequado para cada caso só pode ser recomendado por um especialista. Além disso, o uso desse equipamento por adolescentes pode causar estigma, por isso é necessário ficar atento;
  • cirurgia: por meio desse método, é possível corrigir aquelas curvaturas consideradas graves, promovendo o realinhamento dos ossos por meio da fixação com próteses especilializadas como por exemplo os parafusos pediculares . Com exceções, trata-se de um procedimento que só pode ser realizado para tratar escoliose em adolescentes depois do total desenvolvimento dos ossos.

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