Dr. Carlos Augusto Costa Marques

6 passos para acabar com a dor lombar

6 passos para acabar com a dor lombar

A dor lombar, concentrada na parte inferior da coluna vertebral, afeta algo como 80% da população mundial em alguma etapa da vida. Só para se ter uma ideia, sua incidência é tão alta que fica atrás apenas dos resfriados e gripes. A lombalgia pode prejudicar uma série de atividades cotidianas, implicando na queda de energia, cansaço e fadiga frequentes, desânimo e até depressão.

6 passos para acabar com a dor lombar

1. Mantenha a postura correta

A postura correta, que inclui manter a curvatura natural da região lombar em atividades cotidianas, não só alivia dores na coluna como também evita o desenvolvimento de desvios e/ou deformidades.

A posição “neutra” deve ser mantida até mesmo (e principalmente) na realização de atividades de alto impacto, como exercícios físicos ou na hora de empurrar e carregar objetos.

2. Tome cuidado com sua rotina

A grande maioria de nós passa o dia todo em alguma posição contínua, seja sentado ou em pé. Esse fato pode resultar em impactos negativos para os ligamentos, músculos, articulações e até mesmo para os discos intervertebrais localizados na lombar. Além disso, essa rotina leva ao surgimento de uma das mais comuns dores na região lombar, a causada pela compressão dos discos.

3. Aposte em exercícios para a lombar

Independentemente de você já ter o hábito de praticar atividades físicas ou não, inclua exercícios de fortalecimento da lombar na sua rotina. Se você costuma ir à academia, peça ao seu instrutor que se lembre de colocar em sua ficha atividades específicas que permitam aumento de força na sustentação da coluna lombar. Entre eles estão os exercícios para o abdômen, diafragma, períneo e costas. Te ajudarei a montar seu treino por grupos musculares durante seu acompanhamento.

3. Aposte no alongamento para coluna lombar

A dor lombar também pode ser diminuída ou até mesmo combatida com o simples hábito de dedicar um tempinho no dia para alongar a região. O alongamento antes de dormir, logo ao acordar, após um dia cansativo de trabalho e antes e depois da prática de exercícios físicos já pode fazer uma enorme diferença ao longo do dia. Aposte nisso!

4. Aqueça a região

Uma boa dica para os momentos de crise de dor é apostar em compressas quentes. Aquecer a região tem um efeito analgésico e trará alívio, ainda que momentâneo. Para que a compressa faça efeito, deixe-a agir por 15 a 20 minutos.

5. Descanse e tenha boas noites de sono

Sempre que possível, aposte em posições mais confortáveis para dormir, de modo a aliviar a dor lombar. Tente criar o hábito de dormir de lado, sempre com um travesseiro entre as pernas. Transforme “dormir bem” em um hábito rotineiro, descansando entre 7 e 8 horas por noite.

6. Em casos de dores intensas e constantes…

Não hesite em procurar ajuda médica. Lembre-se que a dor lombar, quando diagnosticada e tratada em seus estágios iniciais, conta com chances elevadas de ser totalmente eliminada.

Agora você já conhece 6 dicas para acabar com a dor lombar. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

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Existe colchão ideal para coluna? ​Quanto mais duro o colchão melhor?

Existe colchão ideal para coluna? ​Quanto mais duro o colchão melhor?

Seja por conta de dores nas costas, por recomendação médica ou mesmo para ter uma qualidade de vida melhor, milhares de pessoas estão constantemente procurando pelo colchão ideal. O tipo de colchão e sua capacidade influenciam diretamente na saúde da coluna e, consequentemente, no quanto ela ajuda ou atrapalha o cotidiano.

Como é o colchão ideal

Escolher o melhor colchão é importantíssimo. Passamos até um terço da nossa vida dormindo, então é claro que esse período faz toda a diferença. O colchão, além de ser essencial para uma coluna saudável, também determina a qualidade do nosso sono – e noites bem dormidas alteram diversos outros fatores da nossa vida.

Para começar a decidir, o principal é entender que o colchão deve seguir o alinhamento natural da coluna vertebral. Se ele estiver distribuindo a pressão de maneira uniforme pelo corpo, não importa se é de espuma, de mola ou de água. Cada pessoa pode ter sua própria preferência quanto a essas características.

No que diz respeito à firmeza ou maciez do colchão, é importante não cair em nenhum extremo. Colchões firmes demais, ou “duros”, não são necessariamente bons para a coluna, pois tendem a aguentar apenas as partes mais pesadas do corpo, causando desarmonia. Já os macios demais causam a situação contrária, o que não permite que as costas fiquem alinhadas corretamente. O certo é procurar por uma firmeza média, mas seu nível específico vai variar de acordo com as necessidades individuais de cada um. Seu peso, altura, condições físicas e proporções influenciam bastante.

Na hora de comprar um colchão novo, você precisa testá-lo. Não fique com receio de deitar sobre ele da forma como se deita normalmente para dormir. Você deve ter certeza de como é sua densidade e como ela continua depois de algumas movimentações. Ou seja, mexa-se sobre ele, na loja mesmo!

Durabilidade

Muitas dores de coluna são causadas por culpa de colchões que já perderam sua validade. A maioria das pessoas não segue à risca o tempo indicado na hora da compra, e acaba passando tempo demais com um colchão já velho. Grande parte deles tem uma vida útil de cinco a dez anos, aproximadamente. Para perceber se é necessário fazer uma troca, verifique se o colchão está desgastado, como com manchas ou rasgos. Em alguns pontos, ele pode apresentar também certas deformidades. Os colchões de espuma são os maiores culpados desse último caso, especialmente nas áreas de uso mais pesado.

Além disso, você consegue saber se o colchão atual está perdendo a utilidade quando ele te incomoda. Lembre-se que o colchão ideal deve ser confortável, fazer com que você acorde descansado e que sua noite seja menos agitada. No mais, converse com seu médico para pedir indicações personalizadas, e siga as orientações atentamente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

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Entenda como funciona uma endoscopia da coluna

Entenda como funciona uma endoscopia da coluna

Doença crônica, a hérnia de disco é uma lesão localizada entre as vértebras da coluna, uma das consequências finais das populares dores lombares. Quando ela acontece, os sintomas são de dor profunda, hipersensibilidade por toda a perna e contração muscular, sendo mais frequente na quarta e quinta vértebra (L4 e L5), por suportarem o peso corporal.

Não há cura para a degeneração discal,porém a hérnia de disco tem diversos tratamentos para amenizar a dor e fazer com que o paciente tenha uma vida normal. Para identificar a gravidade do problema, sempre foram indicados os exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética para confirmar os sintomas. Mas com o surgimento da endoscopia da coluna, o médico tem amplo acesso às estruturas da coluna e assim indicar o tratamento ideal.

Como funciona a endoscopia da coluna

O procedimento de endoscopia da coluna, também conhecido por vídeo cirurgia da coluna, proporciona aos especialistas informações sobre a região afetada sob todos os aspectos. A ação é simples, é preciso realizar um corte pequeno para que uma microcâmera de alta de definição seja inserida e o médico possa verificar como está a estrutura da coluna vertebral.

A moderna técnica foi um alívio para os especialistas, que podem identificar com boa precisão os problemas relacionados à hérnia de disco e a sua compressão de nervos. Reconhecida pela ANVISA, a técnica já vem sendo amplamente divulgada pelo mundo, mas ainda é pouco conhecida no Brasil.

Menos invasiva que uma cirurgia aberta convencional, o corte realizado chega a ser 80% menor e pouco doloroso. Ele também diminui  a possibilidade de infecções e hemorragias, sendo possível avaliar toda a estrutura da coluna por uma câmera interna de altíssima definição, identificando tudo que está nela.

Comparativo entre a endoscopia da coluna e as cirurgias convencionais

As diferenças no pós operatório imediato são importantes, e já começam com uma lesão muscular inevitável causada pela cirurgia convencional, que não ocorre na endoscopia da coluna. Como a musculatura é fundamental para manter a estabilidade da coluna, o músculo precisa se recuperar também do trauma e nem sempre volta a exercer a sua função com a mesma capacidade.

Ela também não causa nenhuma lesão nas articulações e pode ser uma solução para evitar a artrodese, que é a inclusão de parafusos para estabilizar a coluna. Dessa forma, o paciente não fica com nenhum movimento limitado após o procedimento.

O sangramento é mínimo, menor que a cirurgia da coluna convencional, a qual também possui excelentes resultados e pequeno sangramento. Pode ou não ser realizada anestesia geral dependendo da técnica usada e da preferencia do paciente e do cirurgião. A sedação  diminui os riscos cirúrgicos para quem tem problemas cardíacos e outras doenças graves.

A alta é realizada em apenas um dia após o procedimento e o paciente não precisa ficar numa UTI. Ele pode ir para casa caminhando e em sete dias voltar a realizar suas atividades normais, nos casos mais simples.

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Você sabe o que é a artrodese da coluna vertebral?

Você sabe o que é a artrodese da coluna vertebral?

A artrodese é muitas vezes confundida com uma doença, mas na verdade é um procedimento cirúrgico requisitado para doenças que causam instabilidade na coluna como hérnias de disco, espondilolistese e estenose de canal, entre outras. Sua função é conectar de forma permanente algumas vértebras que estejam causando dor na movimentação.

Ela também substitui discos intervertebrais que estão desgastados. Há algumas técnicas utilizadas, mas a maioria se assimila ao processo de consolidação de fraturas ósseas ou utilizando próteses intervertebrais e parafusos pediculares até que o osso se regenere.

Como é feito o procedimento

Tumores ósseos, fraturas espinhais, espondilolisteses, estenoses espinhais graves e hérnias de disco que causem instabilidade importante são os principais problemas tratados pela artrodese da coluna vertebral. O procedimento faz um deslocamento muscular para então realizar uma abertura no osso da coluna lombar, de onde são removidos os discos danificados.

Após sua remoção é enxertado osso autólogo, retirado do próprio paciente, que é fixado por parafusos feitos de titânio que não provocam rejeição. Os parafusos são inseridos na fusão óssea entre as vértebras e mantém os enxertos seguros e os anéis fibrosos.

A artrodese cervical é feita pela via anterior, ou seja, uma incisão na frente do pescoço, onde são afastados os músculos e a traqueia para a implantação da prótese que vai substituir o disco danificado. Nesse caso as vezes não é necessário o uso de parafusos de fixação, permitindo um movimento mais amplo através da prótese cervical.

O pós-operatório

O pós-operatório pode ser bastante doloroso e deve ser ministrado com analgésicos para controlar a dor. Como a cirurgia é aberta, pode ser preciso o uso de dreno por um dia, inclusive para conter o sangramento em excesso. Porém, apesar da dor cirúrgica, os sintomas neurológicos cessam de imediato e o paciente pode sentir o alívio das dores crônicas assim que a cirurgia termina.

A artrodese convencional é a mais utilizada, mas já está sendo inserido nos centros cirúrgicos outro método menos invasivo, com pouco sangramento e dor. É a Artrodese Minimamente Invasiva, que se diferencia pelos instrumentos utilizados para implantação dos parafusos. É importante que as cirurgias minimamente invasivas não se aplicam a todos os casos, por isso a necessidade de estudo criterioso caso a caso.

Para avaliar o resultado da fusão é preciso fazer um raio x de seis a doze semanas após o procedimento, que demonstrará a consolidação do enxerto realizado. Alguns casos mais graves podem demorar até 24 meses para uma consolidação completa.

Raramente há perda de movimentação funcional, fazendo com que o paciente volte a ter uma vida praticamente normal antes de obter as doenças que levaram a artrodese da coluna vertebral.

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Lombalgia – Conheça as principais causas da dor lombar

Lombalgia – Conheça as principais causas da dor lombar

A lombalgia é a dor que afeta a coluna lombar, ou seja, a região das costas mais próxima do quadril. Além de atingir esta região, a dor também pode se espalhar para as nádegas e pernas. Cerca de 90% da população, no mundo todo, sofre, pelo menos, um episódio de dor lombar, ao longo da vida. Essa dor é mais comum a partir dos 30 anos de idade, mas a má postura ou algumas torções musculares podem causar a dor lombar antes disso.

A dor lombar pode ser aguda ou crônica. Na forma aguda, a lombalgia pode durar até seis semanas. Uma parcela da população que sofre de sua forma aguda também acaba por apresentar problemas no nervo ciático. Acima de seis semanas, a lombalgia é classificada como crônica, sendo, inclusive, um dos motivos para faltas e afastamentos do trabalho.

Causas da lombalgia

A causa mais frequente da lombalgia é a má postura ao sentar, deitar, abaixar, empurrar objetos pesados (móveis, por exemplo) e carregar peso. Mas há outros fatores associados à lombalgia como a artrose (desgaste de articulações), artrite reumatoide, infecção, inflamação, hérnia de disco e espondilolistese (escorregamento de vértebras). A vida sedentária é um fator de risco para a lombalgia.

A dor lombar também pode ser um sintoma de problemas emocionais. Por isso, quando a lombalgia não está diretamente ligada a fatores físicos, é importante fazer uma avaliação psicológica também.

Sintomas e diagnóstico da lombalgia

A dor lombar afeta a região abaixo da 12 ª costela, podendo se irradiar para as coxas e nádegas. Dependo do grau da que apresenta, alguns pacientes tem dificuldade para permanecer em pé, sentar-se, movimentar ou flexionar a coluna.

O relato do paciente é suficiente para o diagnóstico clínico. Porém, o médico poderá solicitar exames de imagem (raio-X, ressonância, tomografia, ultrassonografia) para verificar se existem outros problemas como a artrose, lordose, escorregamento de vértebra, hérnia de disco ou fratura.

Tratamento da lombalgia

A lombalgia aguda pode desaparecer com repouso, compressas quentes, exercícios de alongamento, massagem e correção postural. Analgésico, anti-inflamatório ou relaxante muscular são indicados para aliviar os sintomas (dor e inflamação).

Exercícios fisioterapêuticos são importantes para corrigir a postura, fortalecer os músculos, ossos e articulações. Outras terapias recomendadas para aliviar as dores são: acupuntura, pilates e hidroterapia. A cirurgia é indicada para casos mais graves, ou seja, aos pacientes que não melhoram com os tratamentos convencionais e terapias alternativas. Em geral, são pacientes que sofrem de doenças ósseas ou sofreram algum tipo de trauma na coluna.

Prevenção da lombalgia

Para prevenir a lombalgia é importante corrigir a postura, evitar esforço físico exagerado como o carregamento de peso. Quem já teve um episódio de dor lombar deve buscar ajuda médica para saber se não existe alguma doença óssea em curso, principalmente, a partir dos 30 anos de idade.

Medicamentos contra dor e inflamação devem ser prescritos pelo médico, devido aos riscos de efeitos colaterais, principalmente para quem já faz tratamento para outros problemas de saúde. A interação medicamentosa deve ser avaliada pelo médico.

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Espondilose – Entenda o que é

Espondilose – Entenda o que é

A idade chega para todos, até mesmo para quem mantém bons hábitos alimentares e de atividades físicas. O corpo sofre desgastes ao longo da vida e isso é muito natural. Os ossos são os que mais se desgastam com o tempo, por serem sobrecarregados pelo peso corpóreo, lesões e quedas.

E quando a coluna começa a não reagir com qualidade as suas funções e afetando outras, se torna uma doença conhecida como espondilose. A doença é degenerativa e um tipo de artrose na coluna, que pode afetar qualquer região da coluna e provocar sérias limitações se não for tratada.

Como surge a espondilose

A espondilose faz parte do processo natural do envelhecimento e pode afetar qualquer pessoa a partir dos 40 anos de idade. Ela afeta os discos intervertebrais que agem como amortecedores da coluna vertebral e possibilita a mobilidade entre os ossos, absorvendo qualquer impacto para não danificá-los.

Mas com o tempo esses discos começam a se degenerar e a desidratar. A fibra de colágeno e a água que envolvem o seu núcleo vão ressecando e diminuindo com a idade, enfraquecendo toda sua estrutura, chegando até mesmo a romper o seu ânulo fibroso. Também vai perdendo sua capacidade de recuperação, diminuindo cada vez mais o tamanho dos discos e aumentando o risco do surgimento de hérnias.

Como afeta os discos e juntas, eles acabam se alargando e formam calos ósseos conhecidos como “bico de papagaio”, enrijecendo a coluna e limitando os movimentos, com dor e incomodo.

A espondilose é uma doença incluída nos grupos de reumáticas e é a mais incidente do mundo. Tem caráter crônico e degenerativo, onde praticamente todas as pessoas mais idosas apresentam seus sintomas em menor ou maior grau. Mas há casos onde a espondilose pode começar ainda na juventude, por problemas congênitos, excesso de peso ou obesidade.

Pessoas com trabalhos onde exige  a flexão lombar e força são mais propensos a espondilose, que acontece tanto em homens quanto mulheres. A dor da espondilose é específica e diferente da dor lombar simples, sendo sentida pelos dois lados e pode irradiar para as nádegas e coxas. Ao se curvar, realizar atividades, ficar muito tempo em pé ou numa única posição, a dor pode piorar muito mais, sendo necessário repouso para amenizar o problema.

Diagnóstico e tratamento da espondilose

Em uma análise rápida a espondilose pode ser confundida com dores lombares por esforço físico ou com hérnia de disco, sendo necessários exames mais precisos para identificar sua natureza. O ortopedista pode requisitar raios-X, tomografia computadorizada ou ressonância magnética para ter mais detalhes sobre a saúde da coluna, mas exames como densitometria óssea, cintilografia e eletromiografia podem ajudar a chegar mais facilmente ao problema.

No início, o tratamento é feito com medicamentos para conter as dores e inflamações. Em seguida o paciente é direcionado a fisioterapia, para que a musculatura seja reforçada e possa dar suporte a estrutura da coluna, oferecendo mais estabilidade.

Mas quando os procedimentos básicos não são suficientes e é detectado alguma sinal de instabilidade lombar,  é preciso recorrer a uma cirurgia em alguns momentos.

Não há como prevenir o aparecimento da espondilose, mas manter uma boa estrutura muscular, evitar traumas na região da coluna e manter o peso dentro de uma faixa ideal ajudam a retardar seus sintomas.

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Como tratar a osteoporose de coluna

Como tratar a osteoporose de coluna

Hoje em dia a osteoporose consiste em um dos transtornos de saúde mais comuns em pessoas acima dos 65 anos de idade. A osteoporose corresponde a uma doença metabólica que acomete os ossos, tornando-os frágeis e suscetíveis a fraturas, e ocasionando também grande desconforto para o paciente.

É possível afirmar que essa doença ocorre quando o organismo da pessoa denota uma incapacidade de formar novos materiais ósseos, ou também quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo. Vale salientar que em determinadas situações os dois fenômenos podem acontecer. Caso a estrutura óssea perca a sua resistência natural, os ossos se tornam cada vez mais frágeis e finos, o que pode acarretar em algumas fraturas.

Além disso, a osteoporose traz bastante desconforto quando ela atinge a coluna, o que dificulta a realização de atividades comuns do dia a dia.

É possível amenizar os transtornos ocasionados pela osteoporose de coluna por meio de medidas que incluem o consumo adequado de medicamentos e a realização moderada de exercícios físicos. Ou seja, a perda de minerais (que acontece na estrutura óssea) causada pela osteoporose, pode ter seu efeito reduzido por meio do tratamento medicamentoso receitado pelo médico, por fisioterapia (guiada por um fisioterapeuta) e por reeducação alimentar, orientada por um nutricionista.

Sendo assim, quando o assunto é tratamento para a osteoporose da coluna, estamos falando do uso de remédios devidamente prescritos, alimentação rica em vitamina D e a prática saudável de atividades físicas.

O tratamento da osteoporose de coluna

A dieta para retardar os efeitos da doença, por exemplo, consiste no consumo de alimentos ricos em cálcio, que é um elemento essencial para o fortalecimento dos ossos. É necessário também o consumo de alimentos ricos em vitamina D, visto que o cálcio não é absorvido no organismo sem a presença da vitamina D.

Nesse contexto, o cardápio ideal para o paciente que quer tratar da osteoporose da coluna tem que conter vegetais, óleo de fígado, ovos e derivados do leite.

Entre os exercícios físicos, é possível contar com aqueles que exigem movimentos seguidos das costas, como agachamentos. Alguns movimentos são bem simples, tais como o levantar e o sentar em uma cadeira, por exemplo. Algumas técnicas de Pilates, treino funcional e de hidroginástica também trazem resultados benéficos.

Entre os medicamentos recomendados pelo médico, é possível citar os suplementos de cálcio e vitamina D, que auxiliam o organismo a produzir esses elementos para a proteção dos ossos. Além disso, em alguns casos, pode ser indicada a terapia de reposição hormonal, especialmente para as mulheres que estão na menopausa.

Cirurgia: uma opção de tratamento

Com a sensibilidade causada nos ossos por causa da osteoporose, é comum que hajam fraturas. Os procedimentos cirúrgicos se tornam uma opção nestes casos, pois melhoram a dor e a capacidade funcional desses pacientes. A vertebroplastia é uma dessas opções. Indicada para pacientes com fraturas decorrentes da compressão óssea, comum em indivíduos com osteoporose de coluna.

O procedimento não invasivo é feito através da injeção de cimento acrílico (polimetilmetacrilato, ou PMMA) no interior da vértebra.

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Você sabe o que é um trauma e o que faz um traumatologista?

Você sabe o que é um trauma e o que faz um traumatologista?

O dicionário define trauma como “lesão local proveniente de um agente vulnerante”. Com essa base podemos entender que trauma ortopédico é uma lesão nos ossos e músculos, as partes do corpo que a ortopedia trata. Porém, por ser uma área que compromete as funções do indivíduo e a maneira como ele participa economicamente na sociedade, a traumatologia acaba por ter uma atenção muito especial. 

Até meados da década de oitenta, era considerado que o tratamento principal de um determinado trauma fosse a fixação do osso lesionado, dando pouca ênfase para os estado dos tecidos envolvidos na fratura. Este procedimento aos poucos foi sendo revisto e, atualmente, os profissionais da área possuem outra visão a respeito do tratamento de fraturas. Nas décadas posteriores, cada vez mais importância tem sido dada para o adequado manuseio das feridas e o estado dos músculos e da pele que estão relacionados à fratura. O conjunto de estruturas que envolvem o osso fraturado é chamado de “partes moles” e abrange a pele, a musculatura, os tendões, os nervos e, até mesmo, as veias.

Sendo assim, ao se deparar ante uma fratura, o profissional deve levar em consideração que para que um osso tenha sido fraturado, o impacto lesionou, em níveis diferenciados, as partes moles que estão ao redor dele.

De uma maneira geral, os paradigmas hoje em dia utilizados dão importância para a estabilização das fraturas afetando de forma mínima as partes moles, proporcionando o melhoramento da função do membro e a rápida reabilitação. As técnicas de cirurgia e os instrumentos modernos permitem que o cirurgião ortopédico possa estabilizar uma fratura por meio de um procedimento minimamente invasivo.

Hoje em dia é sabido que as fraturas demonstram uma maior capacidade de consolidação caso o cirurgião leve em consideração as estruturas que a envolvem. Nesse caso, aquelas cirurgias que apresentarem incisões de menor grau, baixa perda de sangue e uma mínima dissecção dos músculos são a alternativa ideal para a realização de tratamento das fraturas nos dias de hoje.

O traumatologista está apto a tratar fraturas que acarretam perda de mobilidade do paciente. As fraturas, de uma maneira geral, podem ocorrer devido as mais diversas causas, podendo ser acidentes cotidianos (tombos, por exemplo), durante a prática de algum esporte ou casos mais graves, ocasionadas por acidentes automobilísticos.
Alguns pacientes, como por exemplo os com idade avançada, que possuem doenças como a osteoporose, estão sujeitos a sofrerem fraturas.

A ação do traumatologista é de grande importância para a recuperação sadia dos pacientes, independente do grau da fratura. O fato é que mediante o tratamento adequado, o paciente apresenta condições totais para ser reabilitado. Portanto, o ortopedista e traumatologista exerce uma importante função: tratar lesões e fraturas.

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Como cuidar da coluna do idoso

Como cuidar da coluna do idoso

O processo natural de envelhecimento tem várias consequências para a saúde. Doenças e disfunções do esqueleto, das articulações e estrutura muscular são alguns exemplos de problemas que podem afetar a qualidade de vida dos idosos. Modificações na postura, dificuldade para fazer movimentos, dores e inflamações são os sintomas mais comuns das enfermidades que atingem a coluna do idoso.

Alterações na coluna do idoso

Diminuição da estatura: Depois dos 40 anos, a cada década a estatura pode reduzir 1 cm em consequência do encurvamento da coluna, redução dos discos intervertebrais e diminuição do tamanho de órgãos internos, entre outros fatores.

Articulações mais rígidas: À medida que a idade avança, as estruturas articuladas do esqueleto tornam-se mais rígidas, dificultando uma série de movimentos. Durante o processo de envelhecimento surgem doenças ósseas como artrose, artrite, osteoporose, reumatismo, inflamações, osteófitos que são conhecidos como bico de papagaio, hérnia de disco, e muitos outros problemas que afetam a coluna do idoso.

Menos massa óssea: A partir dos 50 anos, ocorre uma diminuição gradativa de massa óssea. Para as mulheres, o impacto é maior, devido às alterações hormonais durante a menopausa.

Adaptação da postura: Como na terceira idade as dores no corpo aumentam, o idoso procura adaptar a postura da maneira mais confortável possível. Esse comportamento pode aliviar a dor em determinadas circunstâncias, porém causa um impacto negativo à coluna vertebral, lombar, joelhos, quadris e outras partes do corpo.

O que fazer para cuidar da coluna do idoso?

1. Check-up médico: Se o idoso ainda não passou por consulta médica para diagnosticar os problemas da coluna, o primeiro passo, claro, é fazer o check-up para saber as causas e iniciar o tratamento médico imediato. Somente o médico poderá prescrever remédios e encaminhar o paciente para sessões de fisioterapia. A fisioterapia ajuda a fortalecer os músculos, alivia as dores, melhora a flexibilidade e corrige, na medida do possível, a postura do idoso.

2. Calçados: Os idosos devem sempre usar calçados confortáveis, com amortecimento e solado antiderrapante, mesmo quando estão em casa. Isto evita quedas, proporciona mais segurança ao caminhar e reduz os impactos à coluna, quadril, pés e joelhos. Em caso de dúvida, consulte o especialista em ortopedia.

3. Colchão e travesseiro: Outra medida necessária é a substituição de colchões e travesseiros que prejudicam a coluna do idoso durante o sono. A densidade do colchão e a altura do travesseiro tanto podem ajudar como prejudicar a coluna. Por isso, é importante escolher os produtos mais adequados à condição de saúde do idoso.

4. Atividades domésticas: Uma pessoa idosa, principalmente aquelas que têm problemas na coluna, não devem levantar ou carregar peso nem fazer esforços para realizar atividades domésticas (limpeza da casa, manutenção de jardim, entre outras). Isto não significa viver em absoluto sedentarismo, mas agir com prudência. Para as tarefas mais árduas, o idoso precisa contar com o apoio de um familiar ou cuidador.

5. Segurança no ambiente doméstico: Para evitar escorregões e quedas, é necessário adaptar a residência à nova fase da vida. Evitar o uso de tapetes escorregadios, excesso de mobília, instalar apoios na parede do box, colocar tapete emborrachado no banheiro e não deixar objetos de uso diário em lugares altos são algumas recomendações para reduzir os riscos de acidentes domésticos que podem causar graves prejuízos à coluna do idoso, entre outros problemas de saúde.

6. Atividade física: Exercícios físicos supervisionados, caminhadas leves (com tênis adequado) e hidroterapia ajudam a manter a saúde do idoso. O sedentarismo só enferruja mais o corpo. Mas, antes de iniciar qualquer atividade, é importante consultar o médico.

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10 coisas que você precisa saber sobre a osteoporose

10 coisas que você precisa saber sobre a osteoporose

A osteoporose é uma das doenças mais recorrentes durante o processo de envelhecimento, onde três em cada quatro pacientes são mulheres, em especial após a menopausa. A doença se caracteriza pela perda gradativa da massa óssea e pela diminuição da absorção de cálcio e minerais.

A falta dos hormônios femininos é uma das principais causas para o surgimento da osteoporose. Sem o estrogênio, os ossos se tornam porosos e fragilizados, propiciando quedas e fraturas.

O que é a osteoporose

Os ossos são a principal fonte de cálcio do organismo, fundamental para a força muscular, os batimentos cardíacos, na coagulação do sangue, no equilíbrio corporal com o fósforo, sódio e potássio para a contração muscular. Além disso, os ossos são a sustentação do corpo e de sua movimentação.

As células ósseas são renovadas diariamente, até o fim da vida, mas quando a osteoporose surge esse processo se torna mais lento e os ossos vão perdendo sua estrutura firme, passando a serem ocos, finos e muito sensíveis.

Mesmo a osteoporose sendo uma condição bem conhecida e comentada ainda há muitas dúvidas sobre ela. Como causas, sintomas, fatores de riscos e tratamentos, que precisam ser esclarecidos para a população em busca da prevenção.

10 coisas sobre a osteoporose

  1. O surgimento da osteoporose é silencioso, praticamente sem sintomas até que as consequências mais graves comecem a surgir. Para evitar ser surpreendido com a doença, o ideal é realizar exames periódicos a fim de que ela seja detectada a tempo.
  2. O número de brasileiros que apresentam osteoporose vem aumentando anualmente. A média é de 10 milhões, sendo que uma a cada quatro mulheres têm a doença. As fraturas que ocorrem em pessoas com osteoporose matam cerca de 200 mil pessoas por ano.
  3. A doença atinge todos os ossos do corpo, mas os sintomas mais graves surgem no fêmur, rádio, úmero e nas vértebras. As fraturas do colo do fêmur são as mais perigosas e podem causar a morte de pacientes mais idosos.
  4. Sintomas como diminuição da estatura e dores lombares podem ser consequência da osteoporose, causados pela fratura de vértebras e ossos.
  5. O exame que identifica a osteoporose é a densitometria óssea. Quando o médico identifica que há possibilidade de surgimento da doença, o exame é pedido.
  6. Mulheres magras e pequenas de estatura, brancas, com menopausa precoce, fumantes, com doenças graves ou histórico familiar compõem o perfil de paciente comum da osteoporose.
  7. A prevenção da doença se inicia na infância, através de uma contínua alimentação saudável e com bastante cálcio. Presente em laticínios, verduras escuras, tofu e feijão branco, o cálcio é a principal fonte de firmeza óssea.
  8. Além do cálcio, a vitamina D é fundamental para a saúde óssea. Sua reposição é feita pelo contato com o sol e através de suplementação alimentar ou medicamentosa.
  9. É muito importante evitar o sedentarismo e estimular atividades físicas que vão favorecer os ossos. Desde a infância as crianças precisam ser estimuladas a brincadeiras que proporcionem movimento.
  10. O risco de desenvolver a osteoporose pode ser reduzido com a diminuição do consumo de bebida alcoólica e do fumo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá.

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos