Dr. Carlos Augusto Costa Marques

4 complicações graves da osteoporose

4 complicações graves da osteoporose

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela redução de massa óssea, quadro clínico que resulta em ossos finos, ocos e fragilizados, portanto mais suscetíveis a consequências danosas, como queda. Entre os principais fatores de risco da doença estão o histórico familiar, deficiências hormonais, efeitos colaterais de medicamentos, alimentação deficiente em cálcio e vitamina D, baixa exposição solar, repouso e imobilização prolongados, idade avançada, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, determinados tipos de câncer e doenças endócrinas, hepáticas ou reumatológicas.

A osteoporose é mais prevalente em mulheres do que em homens, sobretudo depois da menopausa, quando há uma queda expressiva nos níveis de estrogênio, hormônio essencial para manter o equilíbrio entre o ganho e a perda de massa óssea. Essa condição, por si só, é preocupante, uma vez que compromete a qualidade de vida e a saúde de quem recebe o diagnóstico. A osteoporose é ainda mais perigosa em idosos, justamente devido ao risco aumentado de complicações.

A osteoporose é uma enfermidade silenciosa que, em raros casos, manifesta sintomas. Muitas vezes só é diagnosticada quando a pessoa se dá conta de três graves problemas decorrentes do quadro, que são dor intensa e constante nas costas, fratura óssea e redução da estatura. Continue lendo o artigo e entenda melhor.

Fraturas ósseas

As fraturas ósseas são complicações que podem indicar fase avançada da osteoporose. Normalmente ocorre fratura espontânea de um osso que está muito fraco e poroso, de modo que não suporta nenhum esforço ou trauma, por menor que seja. Um simples espirro ou uma crise de tosse, por exemplo, podem desencadear fratura.

Dor na coluna

É comum que os indivíduos com osteoporose apresentem problemas de coluna e danos no fêmur, punho e costelas. A sensação dolorosa não é só um sintoma, mas também uma complicação, pois, dependendo do nível de intensidade da dor, ela pode ser incapacitante. Costuma se manifestar em estágios mais avançados e se concentrar nos locais em que ocorreram as fraturas ou desgastes ósseos.

Diminuição da estatura

As lesões mais frequentes associadas à osteoporose são as fraturas de vértebras por compressão, fator gerador de outra séria complicação: a diminuição da estatura. Essa consequência negativa da osteoporose acontece devido à progressiva diminuição da densidade óssea, o que eleva significativamente as chances de o indivíduo ficar alguns centímetros menor.

Considerando que, em muitos casos, a osteoporose é uma condição assintomática e difícil de ser percebida, é importante realizar check-ups regulares para diagnosticar possíveis alterações e iniciar o tratamento adequado, se for necessário. O exame mais preciso para a identificação da osteoporose é o teste de densidade óssea.

Compressão dos nervos cranianos

A osteoporose é uma condição que pode provocar compressão dos nervos cranianos, o que, em determinados casos, acarreta complicações graves como, por exemplo, cegueira, paralisia facial e definhamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Escoliose tem cura?

Escoliose tem cura?

A escoliose é uma condição óssea e neuromuscular que sofre influência de diferentes fatores. Ela é caracterizada por uma alteração tridimensional no alinhamento da coluna, o que resulta em uma curvatura lateral anormal da espinha dorsal.

Geralmente, é sutil, entretanto, o problema tende a ser progressivo. Isso significa que alguém que apresente uma leve escoliose na infância pode ter o quadro agravado durante o crescimento.

A escoliose pode ser causada por anomalia congênita, fatores hereditários, alterações ósseas, musculares ou neurológicas, etc. Ela pode ser categorizada em vários tipos, entre eles a escoliose idiopática estrutural ou funcional, escoliose congênita, escoliose miopática e escoliose degenerativa.

Uma dúvida que paira na mente de muitas pessoas é se a escoliose é uma condição permanente ou se ela tem cura. Leia o texto para esclarecimentos.

Entendendo a escoliose

Quando vista de frente, a coluna parece reta. Entretanto, quando é observada de lado, é possível perceber curvaturas fisiológicas normais na região da bacia (cifose sacrococcígea), da cintura (lordose lombar), do tórax (cifose torácica) e do pescoço (lordose cervical). Essas curvas são resultantes da adaptação natural do corpo a posições adotadas em diferentes fases de seu desenvolvimento motor, incluindo o período embrionário.

As curvaturas normais são, portanto, fisiologicamente naturais e, por isso, são incidentes nas pessoas saudáveis. Funcionam como um sistema de molas que ajudam a manter o equilíbrio corporal e amenizar a sobrecarga e impacto que a gravidade exerce sobre o corpo nas posições sentada e em pé.

Quando as curvaturas reduzem ou aumentam demasiadamente ou quando elas comprometem o alinhamento da coluna, prejudicando seu desempenho funcional, essas curvas passam a ser consideradas anormais e patológicas. É o caso da escoliose, uma curva patológica para um dos lados do tronco.

Cura da escoliose

Dependendo do tipo de  escoliose e abordagem terapêutica, há cura. A escoliose idiopática, por exemplo, não tem causa conhecida e pode ser classificada em funcional ou estrutural. A estrutura está associada a uma deformidade congênita ou adquirida, que atinge as vértebras e se fixa na região. Normalmente é irreversível. A escoliose funcional não se instala definitivamente nas vértebras e a estrutura é preservada, o que torna essa categoria de escoliose curável na maior parte dos casos, uma vez que as curvaturas são flexíveis e de possível correção com tratamento.

A escoliose congênita é mais rara que a idiopática e acomete apenas 1 em cada 10 mil bebês ainda no útero. Ela ocorre por má formação das cartilagens ou fusão das costelas durante a gestação. Pode também ser resultado de paralisia cerebral ou distrofia muscular. Ela também tem cura, mas o tratamento costuma ser complexo.

A escoliose neuromuscular, também chamada de miopática, se desenvolve em indivíduos com doenças neuromusculares. Nesses casos, os ossos da coluna não são formados por completo durante o desenvolvimento fetal e a musculatura é mais fraca, o que torna os músculos incapazes de se manterem eretos. Com o tratamento adequado, a deformidade pode melhorar.

A escoliose degenerativa se desenvolve tipicamente depois dos 65 anos. Pode ser consequência de problemas como artrite e espondilose. Nesse quadro, ocorre enfraquecimento dos ligamentos e dos tecidos da coluna. Esse tipo de escoliose pode vir acompanhado de complicações como osteoporose, fraturas por compressão e degeneração dos discos intervertebrais. Na escoliose degenerativa, os danos são progressivos.

Como tratar e aumentar as chances de cura

É possível afirmar que em boa parte dos casos a escoliose tem cura. Entretanto, como na maioria das vezes, as causas são desconhecidas, o diagnóstico precoce é fundamental para dar início ao tratamento correto. A doença deve ser tratada assim que descoberta, a fim de se aumentarem as chances de ser curada. Embora seja leve em muitas pessoas, uma escoliose severa pode ser seriamente incapacitante, pois diminui o espaço no peito e atrapalha o funcionamento pulmonar. Por isso, é necessário diagnosticar e tratar a condição rapidamente.

O tratamento da escoliose varia de acordo com a idade, condições clínicas do indivíduo e grau de deformidade. As opções terapêuticas são uso de colete ortopédico, realização de fisioterapia e cirurgia nos casos mais severos. Quando a curvatura é maior do que 40 graus, o procedimento cirúrgico tende a ser o melhor caminho para a cura. As escolioses leves, abaixo de 10 graus, podem se beneficiar de medidas alternativas, como reeducação postural global (RPG), pilates e natação.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Conheça os tipos de osteoporose

Conheça os tipos de osteoporose

A osteoporose é uma condição clínica caracterizada pela diminuição da densidade óssea. Em consequência da redução de massa, os ossos se tornam mais finos e frágeis, portanto, mais vulneráveis a fraturas. Esse quadro tem relação com diversos fatores de risco, incluindo alterações hormonais, idade avançada, histórico familiar, deficiência de cálcio e vitamina D, imobilização e repouso prolongados, pouca exposição solar, doenças endócrinas, reumatológicas ou hepáticas, além de tabagismo, alcoolismo e alguns tipos de câncer.

Existem vários tipos de osteoporose e eles são classificados de acordo com a faixa etária das pessoas atingidas em idade adulta ou pediátrica. Confira quais são os principais tipos de osteoporose.

Osteoporose Adulta

A forma adulta da osteoporose é classificada como primária (idiopática) ou secundária e subdivide-se em tipo I e tipo II. A primária ou idiopática do tipo I apresenta rápida perda óssea. Afeta mulheres, predominantemente, no período pós-menopausa. Nesse tipo de osteoporose, o osso trabecular é atingido e, normalmente, há ocorrência de fraturas nas vértebras e/ou rádio distal.

A do tipo II, conhecida como osteoporose senil, relaciona-se com o envelhecimento natural e surge tipicamente por causa do aumento da atividade de paratormônio, deficiência crônica de cálcio, alterações inflamatórias, redução da função das glândulas adrenais, diminuição da formação óssea e hipertireoidismo secundário. Nesse caso, são comuns os traumas de quadril, pelve e fêmur, em homens e mulheres acima dos 65 anos.

Pessoas com a forma adulta da doença podem levar uma vida normal, entretanto, podem ocorrer complicações como fratura e compressão dos nervos cranianos, o que, em raros casos, acarreta problemas graves como cegueira, paralisia facial e definhamento.

Osteoporose pediátrica

O maior crescimento de massa óssea acontece nos dois primeiros anos de vida e na fase da adolescência. Os problemas ósseos também podem ocorrer nas etapas iniciais de vida, fato que comprova o quanto é importante cuidar da saúde óssea desde cedo.

A osteoporose pediátrica é classificada em forma infantil maligna (FIM), que é herdada pelos filhos quando os dois pais apresentam um gene anormal. Ela é severa e visível já no nascimento, sendo fatal na maioria dos casos.

Há também a forma intermediária, que acomete crianças menores de 10 anos. É menos grave que a maligna, porém mais severa do que a forma adulta da osteoporose. A expectativa de vida não diminui, mas podem ocorrer consequências como fraturas, infecções frequentes, cegueira, definhamento e convulsões, uma vez que a compressão dos ossos pode danificar nervos e vasos sanguíneos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Formigamento e problemas na coluna: entenda a relação

Formigamento e problemas na coluna: entenda a relação

O formigamento é relativamente comum, sobretudo, depois que a pessoa permanece numa mesma posição por um longo período. Nesse caso, o sintoma não é sequer preocupante.

Dormência e formigamento, entretanto, podem sinalizar problemas na coluna. Esses podem ser sintomas de hérnia de disco, quadro clínico comum na coluna lombar (área mais baixa das costas) e coluna cervical (região do pescoço). Esses locais são mais predispostos ao desenvolvimento de hérnia de disco, justamente porque suportam maior carga e estão mais expostos ao movimento.

Entre os fatores que contribuem para o surgimento de hérnia de disco estão a herança genética, envelhecimento, sedentarismo, tabagismo, esforço repetitivo, sobrecarga nos treinos e falta de cautela ao levantar e carregar peso. Herniação discal é uma condição que afeta 35% das pessoas.

Este texto aborda a relação entre o formigamento e doenças vertebrais.

Que problema de coluna pode estar relacionado com formigamento?

O principal problema de coluna que pode apresentar o formigamento como sintoma é a hérnia de disco. É uma condição caracterizada pelo deslocamento do disco vertebral, que sai de sua posição normal, gerando compressão dos nervos. As funções dos discos vertebrais são amortecer impactos na coluna e evitar o contato direto entre as vértebras.

Quais são os outros sinais de problemas na coluna além do formigamento?

O formigamento associado a problemas vertebrais costuma ocorrer nos braços, cotovelos, mãos, dedos, coxas, pernas, pés e glúteos. A localização depende diretamente da área comprimida na raiz nervosa.

O formigamento não é a única manifestação física dos problemas de coluna. Em condições como a hérnia de disco pode haver sinais como dor leve, moderada ou forte nas costas e nos membros, dificuldade de movimentação da nuca, ombros e pescoço, impossibilidade de levantar e abaixar.

Como é feito o tratamento de hérnia de disco?

Aproximadamente 90% das pessoas com hérnia discal na coluna melhoram significativamente com o tratamento conservador, não sendo necessário procedimento cirúrgico. A primeira opção terapêutica consiste em associar repouso, medicação específica e mudança de hábitos.

Geralmente, o procedimento cirúrgico é indicado quando o indivíduo não tem os sintomas controlados com o tratamento conservador ou quando há indícios clínicos de lesão nervosa.

O ortopedista deve avaliar cada caso individualmente, analisando o conjunto de sintomas, localização da dor e reflexos neurológicos nos membros. A partir dessa avaliação é possível determinar se houve ou não dano sério na raiz nervosa.

O sucesso do tratamento depende de um diagnóstico bem feito, por isso, ao sentir dor na coluna ou dormência e formigamento nos membros, não se deve hesitar em procurar o especialista.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Síndrome do trato iliotibial: entenda como é feita a cirurgia

Síndrome do trato iliotibial: entenda como é feita a cirurgia

A síndrome do trato iliotibial, também chamada de síndrome da banda iliotibial, é uma das principais causas de dor na lateral do joelho. Muito comum em corredores, essa condição costuma ser decorrente de esforço repetitivo. Outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome do trato iliotibial são aspectos biomecânicos como a dismetria, encurtamento de fáscia, pisada excessivamente pronada, fraqueza dos abdutores dos glúteos e da coxa, entre outros.

O sintoma mais importante associado a essa síndrome é a sensação dolorosa que se difunde pelo joelho. Dificilmente é possível indicar um ponto único específico de dor, pois ela se estende por toda a face lateral do joelho. Se a pessoa persistir nas atividades esportivas, as manifestações podem progredir para um forte desconforto na região do fêmur e/ou tubérculo tibial.

Normalmente, a síndrome do trato iliotibial melhora com tratamentos conservadores, entretanto, em alguns casos, a cirurgia é necessária para corrigir o problema. Leia o artigo e entenda melhor como é feito esse procedimento cirúrgico.

Diagnóstico

Antes de iniciar o tratamento da síndrome do trato iliotibial, é preciso confirmar o diagnóstico. Por meio de exame físico, percebe-se maior sensibilidade à palpação na área lateral do joelho, logo acima da linha articular. Se o joelho estiver levemente flexionado, a sensibilidade se intensifica, pois, nessa posição, a banda iliotibial sofre um deslizamento sobre o côndilo femoral, o que promove uma máxima tensão. Também é preciso analisar a incidência de inchaço e dor difusa na região. Exames de imagem, como ressonância nuclear magnética, são úteis para obter informações complementares acerca do quadro.

Tratamento conservador

Identificada a síndrome do trato iliotibial, normalmente é indicado que o indivíduo acometido modifique, temporariamente, sua atividade física e invista em exercícios de fortalecimento e alongamento do membro afetado. Essa alteração reduz o atrito da banda iliotibial sobre o côndilo femoral. Sessões de fisioterapia e crioterapia e medicação anti-inflamatória integram o tratamento inicial.

Cirurgia: quando é indicada e como é feita

Raramente a cirurgia da banda iliotibial é indicada, pois a maioria das pessoas melhora com o tratamento não cirúrgico. O procedimento é recomendado nos casos em que atletas profissionais com a lesão não apresentam melhora significativa entre 1 e 3 meses ou quando atletas amadores continuam com sintomas de 6 a 8 meses.

A resistência ao tratamento convencional pode estar relacionada à tensão excessiva da banda iliotibial, muitas vezes congênita, que vai se agravando em função da perda de colágeno que ocorre com o envelhecimento.

O procedimento cirúrgico envolve o alongamento da parte posterior da banda iliotibial, seguida pela retirada do osso epicôndilo femoral lateral e retirada de bursa profunda. Geralmente, o retorno à prática esportiva pode ocorrer de 2 a 3 meses após a cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Estiramento lombar: como evitar?

Estiramento lombar: como evitar?

O estiramento muscular lombar é uma das causas mais comuns de dor nas costas. A região lombar tem a função de suportar boa parte do peso corporal. Tem, ainda, participação na movimentação, flexão e torção, o que aumenta a propensão de tensão na área.

O estiramento ocorre quando as fibras musculares esticam de maneira anormal e podem até se romper. Se a coluna lombar é tensionada ou excessivamente torcida, os tecidos moles podem estirar e inflamar. A partir dessa inflamação, surgem sintomas incômodos, como dor local e espasmos musculares. A dor lombar pode irradiar para as nádegas, causar rigidez nas costas e tornar o indivíduo temporariamente incapaz de manter a postura normal. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode apresentar desequilíbrio, interrupção do movimento, deficiência de flexibilidade, fraqueza muscular, formigamento e dificuldade de coordenação.

Existem, basicamente, três tipos de músculos de suporte da coluna: os  extensores (dos glúteos e costas), os flexores (iliopsoas e abdominais) e oblíquos (laterais). Todos eles estão sujeitos a estiramento e seus efeitos. Essa condição pode ser evitada. Leia o artigo e confira algumas medidas para prevenir o estiramento lombar.

Combata o sedentarismo

Uma das melhores maneiras de evitar o estiramento muscular lombar é praticar atividades físicas. Ficar por muito tempo parado contribui para a flacidez e enfraquecimento da musculatura do tronco, o que deixa o corpo mais suscetível a problemas como desgaste nos músculos da coluna. Para ter músculos sempre saudáveis, eles precisam se manter firmes e lubrificados. Isso é o que a prática regular de exercícios proporciona.

Preste atenção aos treinos

Evite treinar por conta própria. Boa parte dos estiramentos musculares são provocados por displicência dos atletas que usam técnicas incorretamente, geram sobrecarga e fadiga muscular, não descansam adequadamente ou mantêm uma postura errada na execução dos exercícios.  Outros equívocos nos treinos favorecem a ocorrência de estiramento, como por exemplo, a contração rápida e demasiadamente explosiva, além da diminuição repentina da amplitude do movimento.

Aqueça, alongue e fortaleça

Para prevenir estiramento, é importante investir em treinos funcionais e treinos educativos de corrida. É importante o fortalecimento muscular por meio da musculação, além de aquecimento e alongamento para evitar lesões.

Alimente-se bem

A alimentação é essencial para saúde muscular e prevenção de lesões. Uma alimentação balanceada, com bom aporte de nutrientes, é fundamental para manter a musculatura forte. Além disso, a hidratação adequada também contribui para evitar estiramento lombar.

Se mesmo adotando esses cuidados, você sentir dor lombar que persista por vários dias, é importante buscar o diagnóstico adequado. Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exame de raio-X  ou ressonância magnética. Esses testes também servem para excluir outras possíveis causas, como lesão discal.

Identificado o problema, o tratamento deve ser iniciado. O protocolo terapêutico do estiramento lombar inclui curto repouso muscular e, eventualmente, uso de anti-inflamatório, analgésico e relaxante muscular prescritos pelo especialista. Se não houver melhora, o médico pode recomendar fisioterapia, massagem suave, hidroterapia, aplicação de gelo, estimulação elétrica e exercícios de alongamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Como aliviar a síndrome do piriforme?

Como aliviar a síndrome do piriforme?

A síndrome do piriforme é uma rara condição clínica na qual o nervo ciático passa por dentro das fibras do piriforme, músculo localizado na nádega. As pessoas com essa síndrome sofrem inflamação no ciático, em decorrência da constante pressão que esse nervo recebe devido a sua localização anatômica.

O quadro costuma ser bastante doloroso justamente por causa do nervo ciático inflamado. A dor, normalmente, fica concentrada na perna direita, uma vez que esse lado tende a ser o mais afetado. Além disso, pode ocorrer forte dor em forma de pontada na nádega ou na coxa, dor na lateral da perna e parte superior do pé, dificuldade para caminhar em meio a uma crise ciática, fraqueza na perna e sensação de dormência.

Fatores diversos podem contribuir para o desenvolvimento dessa síndrome, entre eles o aumento do músculo piriforme como resultado dos treinos para os glúteos, queda na posição sentada, acidente de trânsito, trauma na nádega, contratura do glúteo, etc. Essa condição pode ser amenizada. Leia o artigo e descubra como aliviar as manifestações da síndrome do piriforme.

Atividades físicas

A dor ciática tem tratamento. É recomendada a adoção de estratégias para diminuir a tensão e alongar o músculo piriforme. A prática de exercícios físicos apropriados é um recurso fundamental para atenuar os sintomas da síndrome do piriforme.

Fisioterapia

Ótimas opções para aliviar a dor ciática são as sessões de fisioterapia. Assim como os exercícios físicos, a atividade fisioterápica contribui para o alongamento e redução da tensão da musculatura piriforme.

Terapia manual

Massagem profunda faz parte do tratamento conservador para melhorar o quadro de dor ciática, especialmente visando à liberação miofascial. Essa terapia manual pode provocar certo incômodo durante a aplicação, entretanto, promove um alívio recompensador depois.

Uso de fármacos

O uso de anti-inflamatórios prescritos pelo especialista pode ser benéfico no tratamento de síndrome do piriforme. Nos casos mais graves, pode ser necessária a injeção de anestésicos ou corticoides. Somente o médico pode indicar o tipo ideal, dosagem segura e duração do tratamento com fármacos. A automedicação é contraindicada.

Compressas mornas

Aquecer o local sutilmente também pode a aliviar a dor no nervo ciático. Não é uma medida com resultados efetivos, mas é um paliativo temporário que gera conforto e bem-estar.

Para diagnosticar a síndrome do piriforme e dar início ao tratamento adequado, além da análise dos sintomas, é ideal fazer exames de imagem, como tomografia, ultrassom ou ressonância magnética. Somente depois da confirmação é que a abordagem terapêutica deve ser definida. Sendo assim, o primeiro passo a ser dado ao se sentir dor ciática é procurar o ortopedista para investigar o caso.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Formigamento pode ser sinal de hérnia de disco

Formigamento pode ser sinal de hérnia de disco

A hérnia de disco é uma doença que acontece quando parte de um disco vertebral se afasta de sua posição original, o que pode acarretar a compressão dos nervos que saem da coluna. O disco vertebral, por sua vez, fica localizado entre as vértebras e tem a função de evitar o atrito direto entre elas e amortecer impactos da coluna.

A hérnia de disco afeta cerca de 35% da população mundial. Pode ser causada por múltiplos fatores como realização de exercícios repetitivos, por exemplo, se inclinar e girar o tronco várias vezes ao dia, abaixar e se levantar.. Carregar peso excessivo e permanecer por muito tempo sentado também pode desencadear a hérnia de disco. Predisposição genética, envelhecimento, tabagismo e sedentarismo também são causas prováveis. A falta de atividades físicas favorece o enfraquecimento da musculatura e a instabilidade das articulações intervertebrais.

Entre os sintomas da hérnia de disco estão a dor na coluna e o formigamento nos membros. Leia o artigo completo para saber mais sobre os sinais de hérnia discal e como a observação dos sintomas pode contribuir no diagnóstico.

Quais são os principais sintomas de hérnia de disco?

Quando algum disco vertebral se desgasta e o líquido que fica em seu interior se desloca, podem aparecer sintomas como dor na coluna e nos membros; dificuldade de movimentação da nuca, pescoço e ombros; perda de força muscular e formigamento na região próxima à lesão, nos braços e pernas.

Em alguns casos, a hérnia de disco é assintomática. Em outros, a sensação dolorosa pode ser leve, moderada ou intensa, a ponto de se tornar incapacitante. Essa dor pode vir ou não acompanhada de dormência, dependendo da área em que a raiz nervosa foi comprimida. Quando há dormência, ela pode atingir coxas, glúteos, pernas e pés.

Como diagnosticar  e tratar a hérnia de disco?

O diagnóstico adequado é fundamental para o sucesso do tratamento de hérnia discal. A princípio, o médico analisa os sintomas relatados e verifica se há sinais de agravamento do quadro, como fraqueza muscular na região anal ou incontinência urinária, por exemplo. Os reflexos e a sensibilidade do indivíduo devem ser avaliados no exame clínico. Para se identificar a raiz do problema e a sua gravidade, exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada podem ser solicitados pelo especialista.

O protocolo terapêutico pode incluir o uso de medicação associado a sessões de fisioterapia, visando amenizar os sintomas, reduzir a compressão local, promover a troca de líquido dos discos vertebrais e auxiliar na melhora da mobilidade da região. Além disso, exercícios de estabilização, alongamento das estruturas localizadas na área da lesão e fortalecimento da musculatura do tronco também são bons recursos para aliviar a dor e evitar formigamento. A cirurgia também é uma alternativa  para tratar a condição de maneira efetiva.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Osteopenia na coluna: o que é, sintomas, causas e tratamentos

Osteopenia na coluna: o que é, sintomas, causas e tratamentos

A osteopenia é caracterizada pela perda precoce de densidade óssea, o que torna os ossos mais fracos. Se não for tratada de forma adequada, pode evoluir para osteoporose, que é um problema mais grave, em que os ossos estão muito fracos e podem partir com pequenas pancadas.

A osteopenia pode afetar mulheres e homens. No entanto, é mais comum em mulheres com menopausa precoce ou na pós-menopausa, especialmente as brancas e as asiáticas, de baixo peso e estatura. Nos homens, o problema se agrava depois dos 60, 70 anos, quando cai a produção de testosterona, o hormônio masculino.

O envelhecimento é o principal fator para o aparecimento da osteopenia na coluna ou em outras partes do corpo, mas outros fatores também podem contribuir, como genética – a hereditariedade influencia em cerca de 70 % da massa óssea; idade da menopausa; tabagismo; histórico de fraturas (de baixo impacto); peso corporal (muito baixo ou em obesidade); uso prolongado de medicamentos à base de corticosteroides; falta de atividade física irregular (sedentarismo).

Por ser uma doença silenciosa, a osteopenia na coluna ou em outras partes do corpo não apresenta sintomas. Pode se apresentar com fratura, dependendo da propensão para baixa massa óssea de cada  pessoa.

Diagnóstico

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o indivíduo está com osteopenia quando a densidade mineral do osso gira entre menos 1% e menos 2,4%; portanto maior do que a perda fisiológica considerada normal para a faixa de idade.

O principal exame para diagnóstico da osteopenia na coluna é a densitometria óssea, que permite medir a quantidade de cálcio por centímetro quadrado no fêmur e na coluna vertebral. Exames laboratoriais de sangue são úteis para avaliar possíveis causas secundárias da degeneração óssea, que exigem tratamento específico. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de sucesso terá o tratamento.

É difícil reverter o quadro de osteopenia na coluna. Por isso, o tratamento é baseado no retardo da degradação do tecido ósseo que pode levar à osteoporose.

Tratamento da osteopenia na coluna

O tratamento pode ser medicamentoso ou não medicamentoso. O não medicamentoso inclui mudança radical no estilo de vida. Abandonar os principais fatores de risco como tabagismo e sedentarismo é o primeiro passo. Fazer exercícios leves, como caminhada, escalada e dança ajuda a melhorar a saúde dos ossos. Comer mais verduras, peixes e laticínios também pode ajudar a não perder tanta massa óssea.

No caso de medicamentos, normalmente é feita a suplementação de cálcio e vitamina, que ajuda a aumentar a absorção do cálcio e de outros minerais.

Qualquer medicamento, inclusive as suplementações de cálcio e vitamina D, aparentemente inofensivas, só deve ser usado com prescrição e acompanhamento médico.  

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos
Especialista em coluna: ortopedista ou neurocirurgião?

Especialista em coluna: ortopedista ou neurocirurgião?

Estudos recentes comprovaram que a dor nas costas é a principal causa de queixa de dor, em pessoas com menos de 45 anos. De acordo com índices da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas, especialmente o público feminino, sente ou sentirá alguma dor nas costas ao longo da vida.

Dados do IBGE mostram, ainda, que a dor causada por hérnia de disco cervical, lombalgia, discopatia degenerativa e hérnia de disco lombar são a terceira causa de aposentadoria precoce e a segunda razão de licença de trabalho.

Segundo pesquisas, 80 a 90% das pessoas com dor nas costa e problemas na coluna conseguem melhorar o diagnóstico com um tratamento conservador, não cirúrgico. Mas, na hora da dor, qual profissional procurar: ortopedista ou neurocirurgião?

Neurocirurgião ou ortopedista?

A Sociedade Brasileira de Coluna é integrada por ortopedistas e neurocirurgiões, desde que devidamente credenciados para a cirurgia. Portanto, cirurgiões de coluna ortopedistas e neurocirurgiões estão igualmente habilitados para realizar a maioria dos tipos de cirurgia de coluna. Ambos operam a coluna cervical, torácica e lombar.

A principal diferença é que os neurocirurgiões são focados no tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico, que inclui cérebro, medula espinhal e nervos periféricos. Os cirurgiões ortopédicos tratam o sistema musculoesquelético, que inclui traumas, lesões esportivas, doenças degenerativas, deformidades como a escoliose, tumores e outras condições.

Como é a formação do neurocirurgião e do ortopedista?

Os dois profissionais são formados em medicina e se especializam dentro da área desejada. Normalmente, os ortopedistas fazem mais três anos de residência no diagnóstico e tratamento de todos os problemas musculoesqueléticos (osso, articulações, músculos e nervos) incluindo os da coluna. Em seguida, completam mais dois anos obrigatórios de estágio clínico e cirúrgico, voltados apenas para problemas e doenças da coluna.

Os neurocirurgiões fazem residência e treinamento para os problemas e doenças do cérebro e da coluna, que, em geral, dura cinco anos. Durante a residência, trabalham com o treinamento avançado em técnicas específicas como artrodese de coluna, cirurgia minimamente invasiva, deformidades, coluna pediátrica, tumores da coluna e reconstruções complexas da coluna. Essas são as exigências mínimas da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) para se tornar um candidato à prova de título em cirurgia de coluna.

Devido ao elevado número de profissionais, antes de se consultar com um ortopedista ou neurocirurgião, é importante buscar indicações e referências. Se ainda está em dúvida, consulte o nome do profissional no Conselho Federal de Medicina ou na Sociedade Brasileira de Coluna.

O mais importante é conhecer o profissional, sua formação e, se possível, obter referências de outros indivíduos que tenham sido por ele tratados. Em todas as áreas há os bons profissionais, mas também aqueles menos comprometidos, independentemente da especialidade.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos