Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Hérnia discal lombar: o que é e como tratar

Hérnia discal lombar: o que é e como tratar

A coluna vertebral é o centro do esqueleto humano e tem como função proteger a medula espinhal e servir como estrutura de suporte para os nossos principais membros. Ela é formada por 33 vértebras, sendo 7 cervicais (pescoço), 12 dorsais ou torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 ossos fundidos que formam a porção final da coluna, chamada de cóccix.

Entre uma vértebra e outra existe um disco chamado de disco intervertebral. Cada disco atua como um amortecedor para que um osso não raspe no outro, além de possibilitar o espaçamento entre uma vértebra e outra.

A hérnia de disco é caracterizada pelo rompimento desse disco intervertebral, o chamado anel fibroso, causando dor nas costas e sensação de queimação ou dormência. A doença pode afetar diversas áreas da coluna e causar dores e sintomas diferentes.

Quando a hérnia ocorre na coluna cervical ela afeta a região do pescoço, comprimindo a raiz nervosa, causando dor intensa tanto na coluna quanto ao longo do braço, podendo chegar até a mão, com fraqueza e dormência. Nos casos mais graves também pode surgir diminuição da força muscular e dificuldade para movimentar o pescoço.

A hérnia de disco torácica afeta a região do meio das costas e é considerada mais rara em função da pouca mobilidade dessa região, por fazer parte da caixa torácica. Nesse caso, o paciente relata dor e dormência no tórax, dor na parte superior ou inferior das costas, dor na região intercostal (entre as costelas), dor abdominal com ou sem perda de sensibilidade. Em alguns casos, também pode ocorrer incontinência urinária e fecal, além de movimentos respiratórios dolorosos.

Por fim, a hérnia de disco lombar afeta a região mais baixa das costas, causando dor ao longo do trajeto do nervo ciático que vai da coluna vertebral à nádega, coxa, perna e calcanhar; fraqueza nas pernas; dificuldade em levantar o pé deixando o calcanhar no chão; alteração no funcionamento do intestino ou bexiga, por compressão de nervos.

Hérnia discal lombar

A hérnia discal lombar é o tipo de hérnia mais comum e atinge as vértebras lombares da coluna. Normalmente afeta jovens adultos de 20 a 40 anos de idade.

Os principais sintomas da doença são as dores nas costas no final da coluna, que pode irradiar para o glúteo ou pernas; dificuldade para movimentar-se; dormência, queimação ou formigamento nas costas, nádegas ou pernas. Essas dores podem ser constantes ou piorar ao realizar movimentos.

Quando ataca a dor, o paciente tende a ficar em uma posição conhecida como antálgica, até a dor diminuir. Em geral, ela costuma atingir apenas um lado do corpo, podendo afetar pernas, quadril, nádegas, panturrilha e planta do pé, além de causar dormência e cãibras.

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como RX, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região está localizada.

As causas da hérnia discal lombar podem estar relacionadas com alterações estruturais da coluna ou devido a acidentes, má postura ou levantamento de peso, por exemplo. É mais comum, principalmente, em pessoas que tem a musculatura abdominal muito fraca e está com excesso de peso.

Tratamentos hérnia discal lombar

Após o diagnóstico, o médico indicará o melhor tratamento para a dor. Nem sempre a hérnia de disco tem cura, especialmente quando há uma grande degeneração do disco ou das vértebras envolvidas, mas o tratamento pode alcançar bons resultados e a pessoa pode deixar de sentir dor com os tratamentos disponíveis.

O tratamento para hérnia discal lombar vai variar de acordo com os sintomas apresentados, a idade e até mesmo a rotina do paciente. Casos mais leves podem ser tratados com o uso de medicamentos para aliviar a dor ou até mesmo injeções. Além disso, são indicadas sessões de fisioterapias.

A fisioterapia ajuda a aliviar os sintomas causados pela doença e a recuperar os movimentos. Ela pode ser realizada diariamente, ou, no mínimo, 3 vezes por semana.

Podem ser utilizados aparelhos para controlar a dor e a inflamação e exercícios para fortalecer os músculos das costas e da região abdominal, indicados pelo fisioterapeuta.

Os exercícios de musculação geralmente só podem ser realizados sob orientação médica e com supervisão do professor da academia.

Nos casos mais graves há indicação de cirurgia. A cirurgia para hérnia de disco lombar pode ser feita com o uso de laser ou por meio da abertura da coluna, para unir duas vértebras, por exemplo.

A cirurgia é delicada e só é indicada quando as outras formas de tratamento não são suficientes. A recuperação, durante o pós-operatório, da cirurgia é demorada e o paciente deverá permanecer de repouso nos primeiros dias, evitando fazer esforços. A fisioterapia para hérnia de disco lombar geralmente começa após 15 a 20 dias da cirurgia.

Como evitar a hérnia de disco

Manter o corpo alinhado é uma forma de prevenir hérnias de disco. Sempre que mantemos uma postura inadequada sobrecarregamos nossa coluna, fazendo com que os discos intervertebrais sofram cargas anormais.

Mas, não basta apenas ter uma boa postura para evitar uma hérnia de disco. É preciso adotar hábitos saudáveis de vida. O excesso de peso, a falta de atividade física e até o cigarro são fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma hérnia de disco.

Nas mulheres, atenção ao uso do salto alto. Ao calçar um sapato de salto muito alto, há um aumento da curvatura natural da coluna lombar, gerando uma hiperlordose. Assim, poderá ocorrer maior fadiga da musculatura, além de dores na lombar.

Além disso, existem pessoas que estão geneticamente mais propensas a desenvolver hérnias de disco. Portanto, se você tem alguém na família que sofre com hérnia de disco, procure se cuidar, mantenha uma postura correta e hábitos que venham a prevenir o surgimento da hérnia discal.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

 

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Tudo o que você precisa saber sobre cifose

Tudo o que você precisa saber sobre cifose

A coluna vertebral é o centro do esqueleto humano. Ela é responsável por manter a postura ereta, possibilitar a movimentação dos membros superiores e inferiores, proteger a medula espinhal e dar suporte ao peso do corpo. Para que tudo isso seja possível, ela é composta por 33 ossos superpostos, que recebem o nome de vértebras. Desse conjunto, 24 vértebras são móveis (sete cervicais, 12 torácicas e cinco lombares). Outras não se movimentam.

Se observada de lado, a coluna vertebral possui algumas curvaturas naturais, resultado da adaptação natural do corpo humano às posições adotadas nas diferentes fases do desenvolvimento motor.

As curvaturas estão na região do pescoço (lordose cervical), do tórax (cifose torácica), da cintura (lordose lombar) e da bacia (cifose sacrococcígea), que lhe conferem o aspecto de um S.

Dessa forma, a cifose pode ser caracterizada pela curvatura fisiológica nas regiões torácica e sacracocígea da coluna vertebral quando vista de perfil, ou como a hipercifose, ou seja, o aumento pronunciado da curvatura para trás, no sentido ântero-posterior da região torácica da coluna.  

Características da cifose

A principal característica da cifose é a chamada posição “corcunda” quando, normalmente a pessoa apresenta o pescoço, os ombros e a cabeça inclinada para a frente. A deformidade acontece aos poucos e nem sempre apresenta sintomas, além da aparência física. Pacientes que apresentam sintomas relatam dor, fadiga e rigidez da coluna.

Por ser uma doença idiopática, a cifose não tem uma causa concreta. Ela pode ter explicação genética ou ser provada por anomalias congênitas ou adquiridas ao longo da vida. Além disso, pode estar associada a alterações ósseas, musculares ou neurológicas do organismo. Não podemos descartar também os hábitos posturais inadequados, a falta de atividade física e o enfraquecimento da musculatura intravertebral.

Algumas pesquisas também ressaltam que a cifose pode estar associada a outras enfermidades como a osteoporose, a osteocondrose espinhal (doença de Scheuermann, que afeta adolescentes na fase de pico de crescimento), espondilite anquilosante, poliomielite, tuberculose, entre outros.

Ao contrário do que muitos pensam, a cifose não é uma doença da vida adulta, ela pode aparecer em qualquer fase do desenvolvimento humano. Por isso, é possível encontrar crianças e adolescentes com cifose (normalmente afeta meninos muito altos para a idade e as meninas em período de desenvolvimento da mama).

Sintomas e diagnóstico da cifose

Além da questão estética, a cifose pode, em alguns casos, causar dor persistente, que não pode ser controlada com medicamentos e até mesmo dificuldades respiratórias, causadas pela compreensão dos pulmões e vias respiratórias.

Em casos mais raros, pacientes com cifose podem apresentar complicações quando os nervos que atravessam a coluna vertebral ficam comprimidos. Isso pode perturbar sinais nervosos e causar sintomas como: dormência ou fraqueza nos braços e pernas, problemas com senso de equilíbrio e perda de controle da bexiga ou do intestino.

O diagnóstico, no primeiro momento, é feito com um exame clínico minucioso, com análise do paciente de frente, de costas e de perfil. Caso necessário, o profissional pode solicitar exames de raio x da coluna, para medir o grau da curvatura e identificar todas as lesões que afetam as articulações e os discos. Em alguns casos, pode ser necessário realizar uma tomografia computadorizada ou até mesmo uma ressonância magnética.

Tratamentos para cifose

Somente após a realização dos exames o médico poderá indicar o melhor tratamento e apresentar ao paciente as opções. O tratamento levará em conta a idade do paciente, o grau e padrão da curvatura, as características da deformidade instalada e a intensidade da dor.  O objetivo é interromper a progressão do transtorno, recuperar as funções da coluna vertebral e aliviar os sintomas.

Nos casos em que o paciente não apresenta dor e o grau da lesão é pequeno, o tratamento pode ser conservador, com fisioterapia, pilates e exercícios para fortalecer a musculatura da coluna. No dia a dia, o médico poderá indicar o uso de palmilhas e coletes ortopédicos.

O exercício físico regular e fisioterapia podem ser recomendados para ajudar a fortalecer os músculos em suas costas. A dor nas costas também pode ser aliviada através da manutenção de um peso saudável e de atividades que reforçam os músculos.

Quando a cifose é mais grave, o médico pode indicar cirurgia da coluna para tratar definitivamente a doença e fazer a correção do desvio.

A cirurgia é realizada quando a curvatura da coluna vertebral é muito pronunciada, quando a curvatura causa dor persistente que não pode ser controlada com medicação, está prejudicando outras funções importantes do seu corpo, como a respiração e o sistema nervoso e sem a cirurgia é provável que a estrutura da sua coluna se deteriore ainda mais.

O procedimento cirúrgico mais comum para tratamento da cifose é a fusão vertebral e só é recomendado para pacientes adultos em situações muito especiais.

A cirurgia consiste na incisão de varetas metálicas (parafusos e ganchos) nas costas, alinhando e juntando a coluna no lugar, utilizando enxertos ósseos. Enxertos ósseos geralmente usam matéria óssea doada mas pode ser retirada de outros lugares do seu corpo, como a pélvis.

O processo leva de quatro a oito horas e é realizado sob anestesia geral. Normalmente, o paciente permanece por uma semana no hospital e deve fazer uso de um colete nas costas por até nove meses para apoiar a sua coluna enquanto ela cura.

O paciente é capaz de voltar às atividades normais, como ir à escola e trabalhar, depois de quatro a seis semanas e praticar esportes após um ano do procedimento.

Por se tratar de um procedimento invasivo, todos os riscos e benefícios devem ser avaliados e analisados pelo médico e paciente. Nenhuma cirurgia pode ser realizada sem o consentimento do paciente e sem conhecer suas possíveis complicações. Converse com o seu médico antes de tomar qualquer decisão.

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Escoliose idiopática do adolescente: sintomas, causas e tratamentos

Escoliose idiopática do adolescente: sintomas, causas e tratamentos

Quadris ou ombros que parecem assimétricos, coluna vertebral encurvada anormalmente para o lado e dor na coluna após longo tempo sentado ou em pé. Esses são os sintomas mais comuns da escoliose, um dos principais desvios da coluna vertebral. Estudos estimam que a doença está presente em até 3% da população.

A escoliose é caracterizada por um desvio anormal da coluna vertebral, que não causa dor ou incapacidade, mas também não melhora com o tempo. Por isso, a intervenção precoce pode minimizar a curvatura e impedir a sua progressão.

Existem várias causas diferentes para o aparecimento da escoliose. A doença pode ser congênita, quando a pessoa nasce com a má formação; sindrômica, em que é associada a outras doenças, neuromusculares, que provém de doenças neurológicas ou musculares, e idiopática, com causa desconhecida. Em até 85% dos casos, a doença é idiopática, ou seja, não se pode encontrar a causa.

Dentre as doenças idiopáticas, existem três tipos: a escoliose idiopática infantil, que afeta crianças de até três anos; a escoliose idiopática juvenil dos quatro aos nove e a escoliose idiopática do adolescente, dos dez aos 14 anos.

Escoliose idiopática do adolescente

Entre as doenças idiopáticas, a mais comum é a escoliose do adolescente, que corresponde a aproximadamente a 80% dos casos. Nessa fase, o risco de progressão da curva é maior, porque a taxa de crescimento do corpo é mais rápida e muitas vezes não tem nenhum sintoma visível, até que tenha progredido significativamente.

Seu aparecimento é mais comum em meninas do que em meninos e, geralmente, elas são oito vezes mais propensas a precisar de tratamento.

A escoliose idiopática do adolescente na maioria dos casos não causa dor, mas com o envelhecimento, ou seja, na vida adulta, pode provocar doença degenerativa da coluna, alterações na orientação mecânica do eixo da coluna e causar dor crônica.

Apesar das curvas associadas com escoliose idiopática poderem aparecer em qualquer lugar da coluna, em geral, pacientes com este problema tendem a ter uma curva torácica à direita quando for uma curva única, ou uma curva torácica direita com uma curva lombar para a esquerda fazendo um formato em “S” da coluna. Estes são os tipos mais comuns de apresentação das curvas na escoliose idiopática do adolescente.

Diagnóstico da escoliose idiopática do adolescente

O diagnóstico desses pacientes é geralmente feito em triagens escolares, achados radiológicos, ou quando há descontentamento físico notado pelo próprio paciente, amigos ou família. Uma das possíveis maneiras de se detectar a presença destas curvas é observar a assimetria do corpo das crianças, principalmente durante o seu desenvolvimento.

Os exames complementares incluem a Radiografia panorâmica AP, perfil e com inclinações, a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética.

Apesar de não causar dor, a escoliose idiopática do adolescente pode afetar seu relacionamento com outros adolescentes. A deformidade causa, em pacientes que apresentam escoliose de alto grau, baixa autoestima, devido a condição estética e muitas vezes atrapalha o relacionamento social.

Como afeta mais as meninas dificulta o uso de roupas de banho, vestidos, roupas justas e etc. Tudo o que expõe a coluna e mostra a deformidade não é bem aceito pelas adolescentes.

Tratamento da escoliose idiopática do adolescente

Existem vários tipos e métodos de tratamento para a escoliose idiopática. Ao planejar o tratamento, o médico levará em conta a gravidade da curva e sua localização. A idade também é um fator importante, uma vez que a presença de potencial de crescimento modifica as opções de tratamento e pode, até mesmo, retardar um processo cirúrgico.

Nesses casos, o médico identificará a probabilidade de a curva piorar e então oferecerá as opções de tratamento que melhor se adaptam as necessidades do adolescente.

Os tratamentos são separados com base na curvatura da coluna. Pessoas que possuem curvaturas inferiores a 25 graus são usualmente acompanhados em consultas trimestrais, monitorados e tratados com fisioterapia, pilates e RPG.

Já os pacientes com potencial de crescimento e curvaturas entre 25 e 50 graus são tratados com coletes específicos, no intuito de direcionar o crescimento da coluna em um ângulo adequado, minimizando a possibilidade de cirurgia futura. Os coletes mais utilizados são o Colete de Boston e o Colete de Milwalkee, que são utilizados por 23 horas por dia, retirando-os apenas para higiene pessoal.

Em geral, curvas medindo 25 a 50 graus são consideradas graves suficiente para necessitar tratamento. Curvas acima de 50 graus necessitarão cirurgia para restaurar o alinhamento normal da coluna.

A principal cirurgia para escoliose é a artrodese da coluna. Isto é, em essência, um processo de “colagem”, para realinhar e fundir todas as vértebras que fazem parte da escoliose de modo que ela se torne um bloco de osso único e sólido.

A artrodese da coluna evita que a curva continue progredindo e ameniza a dor do paciente. Atualmente, os médicos conseguem correções significativas, melhorando muito a estética do paciente e, consequentemente, sua autoestima.

O grau de correção de uma cirurgia dependerá da flexibilidade da escoliose antes da cirurgia. Em geral, quanto mais flexível for a curva do adolescente, maior será a correção obtida na cirurgia.

O médico pode calcular a flexibilidade antes da cirurgia com exames especiais, as chamadas radiografias com inclinação ou sob tração.

Os primeiros dias após a cirurgia são bastante desconfortáveis, mas a maioria dos pacientes melhora rapidamente pelo terceiro ou quarto dia, conseguindo caminhar e levantar-se da cama, e permitindo ganhar alta hospitalar.

A dor continua melhorando gradativamente e a maioria dos adolescentes já conseguem voltar para as aulas após duas a três semanas depois da cirurgia. Em relação às atividades esportivas, a maioria dos pacientes retornam às atividades sem contato físico cerca de 4 a 6 meses após a cirurgia. As atividades mais impactantes são evitadas no primeiro ano.

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Tire suas dúvidas sobre a metástase da coluna vertebral

Tire suas dúvidas sobre a metástase da coluna vertebral

Dor na lombar e fraqueza dos ossos são os primeiros sintomas da metástase da coluna vertebral. Apesar de pode ser confundida com outras dores na coluna, quando descoberta em estágio inicial, a metástase pode ser tratada e promover a melhora na qualidade de vida do paciente.

De acordo com as análises feitas, são raros os casos em que os tumores da coluna sejam oriundos das células que compõem a própria região. Na maioria dos casos, a metástase da coluna vertebral ocorre quando as células cancerosas se rompem do tumor original e percorrem o corpo, sendo levadas para os ossos por meio do sistema linfático ou sanguíneo.

De acordo com pesquisas, alguns tumores apresentam maior predisposição para produzir metástase para coluna vertebral. São eles: pulmão, mama, próstata e tumores do trato gastrointestinal. Além disso, a doença é mais comum em adultos, entre 35 e 60 anos, com leve predileção pelo sexo masculino.

Apesar de poder afetar toda a coluna, o local mais comum da metástase é a coluna torácica, principalmente no segmento de T4-T7, com 65% dos casos. Seguido pela coluna lombossacra em 25% e cervical em 15 % das vezes. Metástase em múltiplos locais ocorre em 25 a 30% dos casos.

Sintomas da metástase da coluna vertebral

Os sintomas do câncer na coluna, na maioria das vezes, costumam se concentrar na própria região. Por isso, a dor óssea é muitas vezes o primeiro sintoma da metástase óssea. Ela tende a piorar à noite, se tornar constante e até prejudicar as atividades do paciente.

As fraturas também podem ser um sinal da doença metastática. Ela pode acontecer com uma queda ou lesão, ou pelo enfraquecimento dos ossos, que pode quebrar durante as atividades cotidianas. Essas fraturas muitas vezes causam dor súbita e intensa.

Os locais mais comuns de fraturas são os ossos longos dos braços e pernas e os ossos da coluna vertebral. Dor repentina na coluna também é um sintoma comum de fratura óssea na coluna vertebral.

O crescimento do câncer nos ossos da coluna vertebral também pode pressionar a medula espinhal, causando a chamada compressão da medula espinhal. Normalmente, essa compreensão pode danificar os nervos, levando a sintomas como dormência e fraqueza na área do corpo abaixo do tumor, pescoço, braços e pernas.

Algumas pessoas chegam a encontram dificuldade em urinar ou apresentam paralisia, geralmente em estágios mais graves.

Vale a pena ressaltar, que muitas vezes a dor pode ser confundida com outros problemas ou ainda com uma simples fratura da coluna e, por isso, é importante ficar atento aos demais sinais e procurar por um médico imediatamente.

Diagnóstico e tratamento

As metástases ósseas podem ser diagnosticadas muito antes de o paciente sentir os primeiros sintomas associados à doença. É por isso que, se houver o diagnóstico de câncer, é importante seguir a orientação médica e realizar todos os exames específicos solicitados e estar atento a qualquer dor incomum.

O diagnóstico da metástase da coluna vertebral é realizado com a ajuda de exames, como raio-x, tomografia e ressonância magnética, que permitem encontrar o tumor por meio das imagens.

Devido à sua gravidade, a metástase espinhal necessita de diagnóstico rápido e preciso, bem como tratamento individualizado a fim de evitar lesão neurológica irreversível. Com o diagnóstico precoce e tratamento preciso pode-se prevenir e reverter a maioria dos danos neurológicos produzidos por essa patologia.

A abordagem da doença deve ser multidisciplinar envolvendo oncologista, radioterapeuta, Cirurgião de coluna , psicólogo, fisioterapeuta e envolvimento da família.

O tratamento do câncer na coluna pode variar muito de acordo com o caso, tipo de tumor, estágio, localização e riscos para o paciente. Quando a situação exige um tratamento sistêmico, as principais vias são a quimioterapia antineoplásica, o tratamento hormonal (no caso dos cânceres de mama e de próstata, por exemplo) e os isótopos radioativos.

Se as lesões forem localizadas, a indicação mais frequente é de cirurgias ortopédicas e de radioterapias. A radioterapia vem sendo utilizada como tratamento padrão para metástases espinhais, com evidência de boa eficácia para o controle da doença localmente e por melhorar as dores do paciente.

As principais indicações para tratamento cirúrgico das metástases para coluna espinhal são: tumor primário desconhecido, fratura patológica e sinais de instabilidade, quadro compressivo com sinais clínicos de sofrimento mieloradicular e sinais de recidiva ou progressão da doença após radioterapia.

Entre as cirurgias ortopédicas mais comuns está a fixação com parafusos. Eles podem ser implantados através de métodos minimamente invasivos, por meio de pequenas incisões na pele e uso de guias especiais, para preservar a musculatura e reduzir o sangramento.

Em casos mais graves, os métodos minimamente invasivos, também, podem não ser suficientes, em especial quando existem compressões neurológicas e paraplegia. Nesta situação, as cirurgias convencionais podem ser a melhor opção.

As opções de tratamento para as metástases na coluna são grandes e a escolha da melhor forma depende da avaliação de diversos fatores. Cada paciente deve ter seu caso analisado em conjunto com toda equipe oncológica, e, principalmente com participação ativa do paciente e seus familiares, que devem ter o máximo de informações sobre os métodos disponíveis, bem como a relação de riscos e benefícios de cada um deles.

O estado de saúde do paciente e a expectativa de vida é fundamental para a escolha do melhor método. A regra é sempre utilizar o procedimento menos invasivo e de reabilitação mais rápida, com o menor tempo possível de internação, mas que seja suficiente para dar sustentação suficiente para os ossos fragilizados e que obtenha, quando necessário, descompressão das estruturas neurais.

Desta forma, toda a equipe deve trabalhar em conjunto para proporcionar um planejamento realista do tratamento, que deverá promover a recuperação mais rápida e eficiente possível, com o mínimo de impacto na continuidade do tratamento oncológico de forma global.

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O que é escoliose congênita?

O que é escoliose congênita?

Dores na coluna são comuns. Apesar de algumas se resolverem naturalmente, muitas outras pedem intervenção médica para serem tratadas adequadamente e evitar problemas mais severos. É o caso da escoliose congênita, que, sem cuidados médicos, tende a piorar e afetar a qualidade de vida. Saiba a seguir o que é, os sintomas, as causas e os tratamentos dessa doença.

O que é escoliose congênita?

Essa doença é um tipo de escoliose, uma deformidade tridimensional na coluna vertebral que a deixa curvada para um lado. Ser congênita significa que a pessoa tem a doença desde o nascimento. Geralmente ela se inicia durante o desenvolvimento embrionário, quando a coluna começa a ser formada, mas normalmente só é detectada nos primeiros anos de vida. É diferente das outras modalidades, a neuromuscular e a idiopática, que podem surgir em outras etapas da vida.

São basicamente 3 tipos que podem ocorrer:

  • De formação, caracterizada por uma vértebra incompleta (hemivértebra), causando a inclinação para o lado menor;
  • De segmentação, quando duas (ou mais) vértebras estão grudadas entre si em um dos lados, fazendo com que elas não se desenvolvam nessa parte;
  • Mista, quando há uma mistura dos dois casos. Elas podem ocorrer em graus variados de gravidade e em qualquer segmento da coluna.

Quais as causas e sintomas?

Por ser um problema gerado no nascimento, não existem causas específicas para o surgimento desse tipo e escoliose. Porém, membros de famílias com histórico familiar da doença têm mais probabilidade de desenvolvê-la.

Uma vez que é uma falha de desenvolvimento, ela pode ser detectada logo no começo da vida e, quanto mais cedo, melhor. Em alguns casos, o problema já é identificado pelos médicos no nascimento. Em outros, é a observação durante os primeiros anos de vida que será capaz de localizá-lo. Os próprios pais podem reparar no curvamento da coluna dos filhos seguindo os indícios suspeitos: desvio no tronco, assimetria dos ombros, desvio na cintura ou bacia e inclinação da cabeça para a lateral.

Além disso, não existem muitos sintomas, já que a escoliose congênita só causa dor em casos mais sérios, em que a deformação é bem mais visível, além de constantemente causar outros problemas como respiratórios em quadros mais avançados. Por isso, se houver qualquer suspeita, consulte um médico e descreva todos os sinais e sintomas. Além dos exames no próprio consultório, testes de imagem são feitos para confirmar (ou não) a doença.

Quais as formas de tratamento?

Em casos mais leves, menores que 20 graus de curvatura, uma opção são os coletes, que utilizam a pressão para alinhar a coluna e impedir que a deformidade aumente ao longo do crescimento. No entanto, eles não revertem a curvatura atual. Para isso, e também para cenários mais complicados, a cirurgia é a melhor opção, seja removendo a hemivértebra seja inserindo hastes de metal, etc. Cabe ao médico averiguar o caso de perto para decidir o melhor procedimento em cada caso de escoliose congênita.

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Você já ouviu falar da espondilite anquilosante?

Você já ouviu falar da espondilite anquilosante?

O nome espondilite anquilosante pode parecer estranho e até mesmo um pouco assustador. Mas, na verdade, o problema a que ele se refere trata-se de algo que ainda não tem cura e afeta as articulações da coluna e de outras partes do corpo, como quadril, joelhos e ombros.

A inflamação torna a região atingida menos flexível. Quando atinge a coluna, é comum que o paciente fique sempre curvado para frente, formando uma corcunda. Nos casos em que afeta as costelas, torna-se difícil respirar profundamente.

Conheça agora quais são os sintomas, as causas e o tratamento indicado para tal alteração

Causas da espondilite anquilosante

A causa dessa inflamação ainda é desconhecida. O que se sabe é que costuma atingir mais homens que mulheres, sendo que as vítimas do problema costumam estar na faixa etária dos 20 aos 40 anos. Acredita-se que um facilitador genético, conhecido como HLA-B27, possa contribuir para o aparecimento da doença.

Apesar disso, as chances de se passar a doença para os filhos é bastante pequena, ficando na casa dos 15%. O facilitador genético é hoje tido como uma das principais causas do problema pelo fato de que, de acordo com pesquisas, 76% dos brasileiros que têm a doença apresentarem o HLA-B27.

Sintomas da inflamação

Dentre os sintomas dessa doença, estão:

  • dor em parte da coluna ou em toda ela;
  • inchaço nas articulações (principalmente ombros, joelhos e tornozelos);
  • dor no calcanhar;
  • rigidez no corpo ao acordar;
  • dor na lombar;
  • rigidez no quadril;
  • fadiga frequente;
  • curvatura para a frente das costas (corcunda);
  • dificuldade em respirar profundamente (sensação de falta de ar ou algo apertando os pulmões).

Vale comentar que os sintomas variam de acordo com a região afetada. Quando a inflamação atinge apenas a coluna, o mais comum é sentir dores, rigidez e necessidade de curvar as costas para frente.

Como é feito o tratamento

Como a espondilite anquilosante não tem cura, o tratamento dela visa amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. É recomendado o uso de medicamentos anti-inflamatórios não hormonais para aliviar a dor, mas também a fisioterapia, que tem papel bastante importante.

Além de fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade, a fisioterapia tem o objetivo de ajudar o paciente a respirar melhor.

Raramente é recomendada a cirurgia para o tratamento dessa inflamação. A não ser que seja identificado que, além da doença, o paciente possua algum outro problema de coluna ou nas articulações.

Quanto antes é iniciado o tratamento para a doença, melhor é o prognóstico. Observa-se aumento na qualidade de vida do paciente e redução no avanço da inflamação. Quando atinge a coluna, se tratada logo no começo, é possível evitar a curvatura para frente e o aparecimento de outros problemas, principalmente na região da lombar.

Como você pode ver, a espondilite anquilosante é uma doença de causas desconhecidas, mas que possui bons tratamentos, os quais garantem que o paciente possa levar a vida normalmente.

O especialista de coluna deve atuar em conjunto com o reumatologista nesta patologia.

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Problemas nos pés podem causar desalinhamento da coluna

Problemas nos pés podem causar desalinhamento da coluna

Os pés são membros importantes para a sustentação do corpo. Capazes de aguentar o peso do indivíduo e ainda mantê-lo em equilíbrio, eles são trabalhados especificamente para suportar a carga corporal sem sofrer nenhum trauma.

Contudo, nem sempre esses membros escapam de alguns problemas. Seja na prática de algum esporte, seja em uma ação, seja até em um acidente, essa região pode ser comprometida devido a algumas interferências que podem causar problemas sérios. E um desses danos é o desalinhamento da coluna, prejudicando até a capacidade de andar.

Embora a coluna esteja estruturada para realizar diversos movimentos, um trauma forte no membro que sustenta o corpo pode ocasionar um desvio nessa estrutura, capaz de desabilitar um movimento ou deixá-lo mais difícil de ser realizado.

Causas de desalinhamento de coluna envolvendo os pés

Todo pé tem, ou deveria ter, uma cavidade que ajuda o membro a não provocar um desequilíbrio do corpo. Essa cavidade, conhecida como arco plantar, evita que outras áreas, como o tornozelo e o calcanhar, apresentem desníveis. Embora nenhuma pessoa tenha uma simetria exata, a existência do arco plantar ajuda o corpo a se desenvolver corretamente e a não deformar nenhuma estrutura interna.

O problema do desalinhamento de coluna começa quando os pés não obedecem a esse parâmetro. A dificuldade pode surgir devido a fatores que vão desde falhas no desenvolvimento de cartilagens até atrofias, encurtamentos ou expansões exageradas de articulações. Alguns dos exemplos a seguir podem ser os principais causadores desse desalinhamento.

Pé plano

É justamente a falta do arco plantar ou uma insuficiente formação de cavidade na parte interna nessa estrutura do nosso corpo. Ele é mais raso que o comum, e isso provoca uma expansão indevida entre os ossos do calcanhar. É bastante frequente em crianças, mas adultos também podem apresentar a condição. Dependendo da circunstância, pode causar um estresse no momento de pisar e deixar a coluna mais cansada, a ponto de desalinhar-se.

Pélvis deslocada

A coluna interliga a área cervical até a parte inferior, no quadril. Se a pessoa apresenta alguma irregularidade envolvendo as articulações da pélvis, a combinação se desloca, envolvendo também a coluna. Casos de desníveis pélvicos ou de escolioses deixam a coluna fora de uma condição estática, tornando-a vulnerável. Isso facilita o desalinhamento e a deixa mais fraca.

Atrofias ou encurtamentos

Pessoas que possuem um membro menor que o outro também podem ter a coluna desalinhada. Quando o indivíduo faz uma pisada, o membro que sustenta o corpo sofre um estresse além do normal, o que ocorre repetidamente. A dor é o principal sintoma, mas uma possível inflamação poderá surgir dependendo da intensidade dessa dor e do esforço que a pessoa faz para pisar. É importante lembrar que pequenas diferenças (até 2 cm) entre o tamanho dos membros geralmente não causam nenhum problema.

Outras questões podem estar envolvidas no desalinhamento da coluna, e grande parte dessas situações envolve os pés. A principal dica é procurar rapidamente um ortopedista para que a pressão plantar na hora de andar não seja um motivo de problemas. Uma avaliação ortopédica é algo essencial.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Dor miofascial ― Como isso pode afetar sua coluna

Dor miofascial ― Como isso pode afetar sua coluna

Muito provavelmente, você já teve um episódio de dor muito forte em alguma parte do corpo, mas não soube a origem, o nome e a causa. A maioria das pessoas acaba não dando atenção, mas está passando por um episódio de síndrome da dor miofascial (SDM).

A SDM pode ocorrer de forma relativamente comum, caso o indivíduo faça esforço físico em excesso ou tenha lesões, contusões e má-postura. A falta de atividade física também contribui para dores em várias partes do corpo.

A doença não é transmitida geneticamente. Está mais ligada à qualidade de vida que o ser humano adotou ao longo dos anos. Por isso, estudos apontam que a SDM costuma aparecer por volta dos 30 anos, quando os “vícios” já estão memorizados pelo organismo.

Todavia, crianças e pessoas com mais idade também podem passar por episódios extremos de desconforto, especialmente aqueles indivíduos que, por motivo de doença, necessitam ficar deitadas na mesma posição.

A SDM causa bastante dor, pois ataca a superfície muscular. Fica fácil de entender, quando exemplificada em crises lombares. De maneira geral, todas as pessoas já tiveram uma dor insuportável na coluna. O sofrimento advém de um ponto, comumente chamado de nódulo, que fica saliente e, quando manipulado, costuma gerar grande padecimento à pessoa.

Esse inchaço ou íngua é chamado de “ponto de gatilho”, ou seja, mesmo que toda a coluna doa, é nesse local que a musculatura entrou em colapso, por excesso ou descuido. Má-postura costuma ser uma das maiores consequências da dor miofascial.

Conheça os principais sintomas da dor miofascial

O corpo humano “fala” e a voz dele não pode ser ouvida, mas, sim, sentida! Os locais mais suscetíveis à SDM são quadril, lombar, costas, costelas, pescoço e ombros. Ao sentir alguns dos sintomas abaixo, procure um médico, de acordo com a localização da dor:

  • Desconforto ou incapacidade ao executar um movimento;
  • Inchaço no local onde há tensão;
  • Episódios em que a dor vai e volta no mesmo local;
  • Ausência de alívio da dor depois de algumas horas de administração medicamentosa;
  • Desconforto com prazo superior a 30 dias.

Tratamento para a síndrome da dor miofascial

Tratar a dor costuma ser fácil e eficaz em regiões que foram afetadas por uma contusão ou lesões leves. Nesses casos, um analgésico costuma trazer alívio ao desconforto, não necessitando de maiores intervenções. Mas, em casos como a dor na coluna, o ideal é procurar um médico, pois os episódios nessa região costumam incomodar bastante, e pode ser necessário ministrar um anti-inflamatório.

A realização de exercícios, como alongamento e pilates, ou até mesmo a fisioterapia, costuma ter efeito satisfatório, desde que o paciente entenda a necessidade de prosseguir com o tratamento.

A dor miofascial possivelmente vai voltar caso os hábitos do paciente continuem os mesmos, como ficar horas trabalhando sentado ou em pé.

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Dor nas costas pode ser sinal de lordose

Dor nas costas pode ser sinal de lordose

Dor nas costas pode sinalizar uma série de problemas que afetam a saúde da coluna. Seja por má-postura ou por algum trauma ocorrido, a coluna costuma apresentar a dor como sintoma principal. Mas, dentre essas razões, a dificuldade que mais se torna comum entre as pessoas é a lordose. Embora seja uma curvatura normal, o problema pode evoluir para casos mais críticos se não for reconhecido e tratado a tempo.

O que é uma lordose?

A coluna de cada pessoa apresenta um tipo de curvatura que é considerada normal. Muitas pessoas acham que a coluna é reta, mas, vista de lado, ela apresenta algumas variações que não são anormais, porque ajudam a sustentar pontos específicos. Porém, é considerado um problema quando algumas curvaturas anatômicas possuem acentuações exageradas ou reduções que comprometem a adaptação do corpo.

No caso da lordose, é o mesmo sentido. Ela é uma curvatura comum, encontrada na área cervical  e na área lombar. A condição se torna um percalço quando o desvio apresenta dois tipos de variação:

  • Acentuação interior: a curvatura é maior para a parte de dentro do corpo, conhecida como hiperlordose. O abdômen fica retraído, enquanto os glúteos ficam mais expostos;
  • Redução retificada: quando a curvatura fica mais retida, as áreas cervical e lombar ficam retificados, comprometendo a capacidade de mover a coluna. É conhecida como hipolordose.

Sintomas

O principal sinal é a dor nas costas. Mas outras manifestações podem surgir com o decorrer do tempo, caso o problema não seja resolvido. A dor não costuma vir com outros sintomas, mas o indivíduo pode apresentar deslizamentos de uma vértebra sobre outra, inchaços e desgaste ósseo. Mas são sintomas não tão frequentes, se a causa do problema não estiver relacionada a uma doença ou um distúrbio, como a obesidade.

Como resolver?

Como a dor é o sintoma mais nítido para identificar a condição, a principal medida para tratamento é usar analgésicos e relaxantes musculares. Dependendo da intensidade da dor, medicamentos como anti-inflamatórios podem aliviar o sintoma.

Mas, para tratar de forma mais efetiva, a pessoa precisa passar por técnicas de fisioterapia que não vão somente reduzir a dor, mas também corrigir a posição da coluna. A forma que a fisioterapia vai agir dependerá da idade da pessoa, a causa que originou a condição e a capacidade de recuperação do desvio.

Para identificar o problema com mais facilidade, os ortopedistas usam métodos como reeducação postural global (RPG), alongamentos, exercícios de estimulação (como o de força elétrica) e outras práticas que conseguem corrigir a condição. Somente em casos bastante específicos, como obesidade ou curvaturas decorrentes de problemas hereditários, como o nanismo, a cirurgia pode ser um método a ser considerado.

A lordose consegue ser prevenida quando o indivíduo evita o sedentarismo, mantém um peso ideal e trabalha para ter uma postura correta. Dessa forma, todo o esforço nessa área é trabalhado corretamente.

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Quando a dor na coluna é fibromialgia?

Quando a dor na coluna é fibromialgia?

Calcula-se que existam mais de 100 tipos de doenças que causam dores na coluna, os reumatismos. No entanto, como muitos deles têm os mesmos sintomas, pode ser muito difícil e demorado chegar ao diagnóstico correto. Um dos reumatismos mais desafiadores para os médicos nesse sentido é a fibromialgia, e este texto pretende relacionar alguns dos sintomas específicos dele. Continue lendo!

Doenças reumáticas

É importante dizer que existem basicamente dois tipos de doenças reumáticas, isto é, que afetam o nosso sistema ósseo-muscular. São eles:

  1. Doenças que, ao afetarem outros órgãos, comprimem ou causam outra sequela que ocasiona a dor na coluna, como problemas respiratórios, cardíacos, renais, cisto no ovário, obesidade, etc.;
  2. Doenças que partem diretamente da coluna e podem ou não se irradiar para outras partes do corpo: estenose, escoliose, osteoporose, lombalgias, hérnias, fraturas da coluna, artrite ou osteoartrite, bursites, artrose, fibromialgia.

Queixas muito comuns dos pacientes a respeito de todas essas doenças, são dor intensa nas costas ou na coluna ou que se espalha indefinidamente por várias regiões do corpo, cansaço constante, sono agitado e que não repara, dificuldade em fazer movimentos e tarefas simples da rotina, como caminhar, ficar em pé, sentar-se, levantar-se da cama, etc.

Sintomas da fibromialgia

Veja a seguir o que difere esse quadro de outras doenças.

  • A dor é generalizada: acontece em vários lugares do corpo, localizados na esquerda e na direita. Pode ser mais ou menos intensa. Os especialistas distinguem 18 pontos específicos onde ocorrem esses incômodos, localizados nas seguintes regiões:
  1. Pescoço e/ou nuca;
  2. Parte de trás dos ombros;
  3. Parte superior do peito;
  4. Cotovelos;
  5. Parte superior dos glúteos;
  6. Quadris;
  7. Joelhos.

É sinal de alerta para esse reumatismo se a dor é mais forte em de 3 a 6 dessas regiões ou menos forte em 7 dessas áreas, por no mínimo 3 meses (12 semanas).

  • Além da dor, há fadiga, sono não reparador e dificuldade em realizar tarefas simples. Outros sintomas podem ser:
  1. Ansiedade/estresse;
  2. Dores de cabeça e/ou abdominais muito fortes;
  3. Tensão pré-menstrual mais intensa que o normal;
  4. Tonturas;
  5. Queimações e formigamentos;
  6. Depressão;
  7. Dificuldades cognitivas: lapsos de memória, de concentração, de raciocínio e até problemas na fala.

O tratamento

A fibromialgia ainda é um mistério. Qualquer pessoa pode desenvolvê-la, mas não há muita certeza a respeito do que a causa, apenas quanto aos fatores que contribuem para que ela surja, como:

  • Ser mulher;
  • Herança genética;
  • Sedentarismo ou excesso de esforço físico;
  • Acúmulo de estresse constantemente;
  • Aumento da idade;
  • Obesidade;
  • Traumas físicos, emocionais ou outras doenças.

A fibromialgia ainda não tem cura, mas tem tratamento. É preciso consultar um especialista (reumatologista ou ortopedista), para indicar medicamentos, e possivelmente também um psicólogo ou psiquiatra, para alívio dos sintomas psicológicos ou mentais. Além disso, a pessoa será orientada a desenvolver alguma atividade física.

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